PSICANÁLISE - BÍBLIA

 

1 A CURA PELA PALAVRA – Marcos 2.1-12 Mateus 17.1-9

2 COMO LIDAR COM A FAMÍLIA DE ORIGEM - Gênesis 45.1-8

3 QUANDO VOCÊ VAI EXISTIR? - Gênesis 32.24-29

4  GENTE QUE FAZ - Lucas 10.38-42

5 POR QUE ADOECEMOS NO TRABALHO - 1 Reis 18.1-11

6 A CULPA É SEMPRE MINHA? - Lucas 15.11-16

7 ESCOLHIDO PARA SER MODELO - Lucas 8.1-3

8 COMO VENCER MINHA TEMPESTADE - Marcos 4.35-41

9 DIVIDINDO MEU MAIOR TESOURO – 1 Reis 3.16-27

10 SENHOR, QUE EU VEJA – Marcos 10.46-52

11 FOI PARA ISTO! – Gênesis 45.5-8

12 AUTOR DA SUA HISTÓRIA – Mateus 4.1-11

13 O AMOR PRECISA DE RESPEITO – Efésios 5.22-33

14 SEIO BOM SEIO MAU – 1 Reis 19

15 A DOENÇA DO CONTROLE – Lucas 15.1-2

16 AME A CRIANÇA QUE VOCÊ AINDA É – 1 Coríntios 13.11

17 A BENÇÃO DA DECEPÇÃO – Lucas 24.13-35

18 MINHAS ANSIEDADES – Mateus 6.25-34

19 PARABOLA DO SEMEADOR – Mateus 13.1-7

20 A MÃE QUE NÃO SABIA PEDIR – Mateus 20.20-28

21 CONHECER E SER CONHECIDO – Gênesis 4.1

22 VIVENDO DA FANTASIA – Gênesis 25.24-28

23


 

1

A CURA PELA PALAVRA

Marcelo Augusto de Carvalho

 

TOPO

 

MARCOS 2.1-12 – (Teoria do Esquema)

 

Angústia desse homem: pequei, e por minha causa estou perdido!

Vai até Jesus.

Mostra Sua divindade: diz claramente o que está no consciente e no inconsciente do paralítico! “perdoados são os teus pecados!” E ainda o cura fisicamente.

 

PRINCÍPIO: A CURA VEM PELA PALAVRA

 

ANGÚSTIAS HUMANAS: HÁ VÁRIAS FONTES. A MAIOR: I FAMILIAR.

 

EGO

TRANSMITE TUDO

CONEXÃO TOTAL – acidente

VÁRIOS HABITANTES EM MIM – mãe pai, avós.

HÁ ANGÚSTIAS QUE NÃO SÃO MINHAS – aluna que se suicidou.

 

SOLUÇÃO: A CURA VEM PELA PALAVRA

 

MINHA MÃE JÁ FALA, E MUIITO!

É FALAR AO CORAÇÃO, do que se vive e se sente – pós-guerra!

 

O QUE FALAR?

 

GRÁVIDA – falar sobre como será o dia.

APRESENTAR AS PESSOAS – as avós...

AVÔ MORREU –

 

MENINA QUE CHORAVA SEM PARAR...

 

PROFESSORA: EU REJEITEI VOCÊ. ME PERDOA?

 

APELO

 

na hora de falar, de dizer, de se revelar, para que as angústias sejam resolvidas, suportadas, ressignificadas.

 

A GARDÊNIA BRANCA - MARSHA ARONS – HAC1-052 – Sextante

Todos os anos, no dia do meu aniversário, desde que completei doze anos, uma gardênia branca me era entregue anonimamente em casa. Não havia nunca um cartão ou um bilhete e os telefonemas para o florista eram em vão, pois a compra era sempre feita em dinheiro vivo. Depois de algum tempo, parei de tentar descobrir a identidade do remetente. Apenas me deleitava com a beleza e o perfume estonteante daquela única flor, mágica e perfeita, aninhada em camadas de papel de seda cor-de-rosa. Porém nunca parei de imaginar quem poderia ser o remetente. Alguns de meus momentos mais felizes eram passados sonhando acordada com alguém maravilhoso e excitante, mas tímido ou excêntrico demais para revelar sua identidade. Durante a adolescência foi divertido especular que o remetente seria um garoto por quem eu estivesse apaixonada, ou mesmo alguém que eu não conhecia e que havia me notado. Minha mãe frequentemente alimentava as minhas especulações. Ela me perguntava se havia alguém a quem eu tivesse feito uma gentileza especial e que poderia estar demonstrando anonimamente seu apreço. Fez com que eu lembrasse das vezes em que estava andando de bicicleta e nossa vizinha chegara com o carro cheio de compras e crianças. Eu sempre a ajudava a descarregar o carro e cuidava que as crianças não corressem para a rua. Ou talvez o misterioso remetente fosse o senhor que morava do outro lado da rua. No inverno, muitas vezes eu lhe levava sua correspondência para que ele não tivesse que se aventurar nos degraus escorregadios. Minha mãe fez o que pôde para estimular minha imaginação a respeito da gardênia. Ela queria que seus filhos fossem criativos. Também queria que nos sentíssemos amados e queridos, não apenas por ela, mas pelo mundo como um todo. Quando estava com dezessete anos, um rapaz partiu meu coração. Na noite em que me ligou pela última vez, chorei até pegar no sono. Quando acordei de manhã havia uma mensagem escrita com batom vermelho no meu espelho: Alegre-se, quando semideuses se vão, os deuses vêm." Pensei a respeito daquela citação de Emerson durante muito tempo e a deixei onde minha mãe a havia escrito até meu coração sarar. Quando finalmente fui buscar o limpa-vidros, minha mãe soube que estava tudo bem novamente. Mas houve certas feridas que minha mãe não pôde curar. Um mês antes de minha formatura no segundo grau, meu pai morreu subitamente de enfarte. Meus sentimentos variavam de dor a abandono, medo, desconfiança e raiva avassaladora por meu pai estar perdendo alguns dos acontecimentos mais importantes da minha vida. Perdi totalmente o interesse em minha formatura que se aproximava, na peça de teatro da turma dos formandos e no baile de formatura - eventos para os quais eu havia trabalhado e que esperava com ansiedade. Pensei até mesmo em entrar em uma faculdade local, ao invés de ir para outro estado como havia planejado, pois me sentiria mais segura. Minha mãe, em meio à sua própria dor, não queria de forma alguma que eu faltasse a nenhuma dessas coisas. Um dia antes de meu pai morrer, eu e ela tínhamos ido comprar um vestido para o baile e havíamos encontrado um, espetacular - metros e metros de musselina estampada em vermelho, branco e azul. Ao experimentá-Io, me senti-me como Scarlett O'Hara em O Vento Levou... Mas não era do tamanho certo e, quando meu pai morreu no dia seguinte, esqueci totalmente do vestido. Minha mãe, não. Na véspera do baile, encontrei o vestido esperando por mim - no tamanho certo. Estava estendido majestosamente sobre o sofá da sala, apresentado para mim de maneira artística e amorosa. Eu podia não me importar em ter um vestido novo, mas minha mãe se importava. Ela estava atenta à imagem que seus filhos tinham de si mesmos. Imbuiu-nos com uma sensação de mágica do mundo e nos deu a habilidade de ver a beleza mesmo em meio à adversidade. Na verdade, minha mãe queria que seus filhos se vissem como a gardênia - graciosos, fones, perfeitos, com uma aura de mágica e talvez um pouco de mistério. Minha mãe morreu quando eu estava com vinte e dois anos, apenas dez dias depois de meu casamento. Este foi o ano em que parei de receber gardênias.

 

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho 19 de fevereiro de 2019 Jacareí-SP

 

 

 


 

2

COMO LIDAR COM A FAMÍLIA DE ORIGEM?

Marcelo Augusto de Carvalho

 

TOPO

 

GÊNESIS 45.1-8 – (quebrando o esquema familiar nocivo)

 

1 TODA FAMÍLIA HUMANA TEM PROBLEMAS: OU É DESEQUILIBRADA, OU É DISFUNCIONAL, OU É INEFICAZ.

 

A FAMÍLIA DE JOSÉ – era a família escolhida por Deus para ser a luz do mundo. Eles poderiam ter problemas? Eles tinham, e muitos.

DISFUNCIONAL – seu bisavô Abraão casou-se com sua meia irmã, portanto eram filhos do mesmo pai. Quando chegaram em Canaã, por duas vezes, Abraão não impede que Sara seja dada para casar-se com o rei da região! Seu pai Isaque fez o mesmo com Rebeca quando o rei Abimeleque quis casar-se com ela. Seu outro avô, Labão, era tão egoísta e avarento que usou Jacó para ganhar dinheiro arrancando-lhe 7 anos de trabalho por Raquel. Depois o enganou por mais 7 anos de trabalho por Lia, e quando as entregou a ele não deu a elas o dote, ficando com o dinheiro, vendendo-as como se fossem mercadorias, ou como era comum na época, como se fossem escravas.

DESEQUILIBRADA – amor demais ou ausência. Abraão prefere Isaque e manda Ismael embora de sua casa. Isaque prefere Esaú e despreza Jacó. Jacó prefere José e desconsidera seus outros 11 filhos. Rubem dormiu com uma das esposas do próprio pai, Bila. Sua irmã Diná foi à cidade e dormiu com o príncipe. Seus irmãos Simeão e Levi, em vingança disso, saquearam a cidade, mataram todos os homens, inclusive o cunhado, roubaram todos os bens e as mulheres canaanitas, casando-se com elas. Judá apostatou-se, indo morar entre os cananeus. Casou-se com uma canaanita, e criou tão mau os filhos que um dia o próprio Deus matou o mais velho e o do meio. Judá achou que a culpa era de sua nora. Ele a enganou. Ela deu o troco. Vestiu-se de prostituta e ficou esperando-o à porta da cidade. Ele dormiu com ela, engravidando dele. Quando ele soube que estava grávida, decidiu matá-la, mas ela provou que os dois filhos que esperava eram dele.

INEFICAZ – tentam, mas ninguém consegue ser o que o outro precisa!

Tem alguma coisa nessa história que é FAMILIAR para você?

 

2 MAS SE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI É PORQUE O SALDO É POSITIVO

 

Conceito de SEIO BOM e SEIO MAU.

José era EXCELENTE. Por quê? Apesar de tudo a família tinha ótimos dons e talentos desenvolvidos.

Herdou o melhor de sus pais e avós.

E ainda mais, decidiu ser bom e fiel.

 

3 COMO DEUS RESOLVE MEUS PROBLEMAS?

 

SUBSTITUIÇÃO – É preciso sair de casa para substituir seus pais e a dinâmica de sua família.

José nunca conseguiria mudar sua família. Tão pouco sua família conseguiria torná-lo melhor do que ele já era.

Então Deus USOU o ódio dos seus irmãos para mandá-lo para bem longe de seu pai, sem possiblidade de fuga e retorno. E lá ele fez as substituições que tanto precisava e o enriqueceram para sempre.

PAI – de Jacó para Potifar, que o colocou como primogênito de tudo.

IRMÃOS – dos odiados irmãos para os odiosos prisioneiros, a quem ele pode fazer a reparação, decifrando os sonhos do padeiro e do copeiro.

MÃE – de Raquel para a mulher de Potifar, com quem ele finalmente fez, e de modo brilhante a CASTRAÇÃO DO ÉDIPO.

 

DISTÂNCIA – José foi para outro país!

NÃO PROCURAR – José passou 22 anos, até que mandou buscar seu pai.

TESTAR – por 2 anos eles os testa para saber se mudaram.

 

4 CUIDADO: VOCÊ PODE E SERÁ SURPREENDIDO!

Quando José os aperta dizendo que todos são ESPIÕES e que BENJAMIM ficará preso no Egito, os irmãos se desesperam. Falam em HEBRAICO achando que só eles se entendem. Judá relembra todo o ódio que sentiam de José, confessa tudo o que fizeram de errado, descreve como José sofreu nas mãos deles, como enganaram o pai, e como nessas duas décadas eles sofreram terrivelmente por tudo isso.

Judá INTERCEDE por Benjamim e pelo pai, e pede que ELE seja preso, que ele perca a vida, mas que os irmãos sejam salvos.

José não podia acreditar: seus irmãos haviam MUDADO!

 

APELO

 

Sua família de origem não é seu destino, mas seu ponto de partida.

Tome as decisões corretas, faça a sua parte que Deus fará a dEle.

Espere no Senhor e veja Suas maravilhas em sua casa.

 

UM PEDAÇO DE GIZ - HOLLY SMELTZER – HACP 112 – Sextante.

Em casa, era natural termos medo de papai. Até mesmo mamãe tinha medo dele. Quando éramos crianças, minha irmã e eu achávamos que todas as famílias eram daquela maneira. Que toda família tinha um alcoólatra imprevisível, impossível de se agradar, e uma mãe que rezava e estava sempre ali para proteger os filhos. Pensávamos que Deus tinha determinado as coisas daquele jeito. Éramos boas crianças. Mamãe estava sempre nos dizendo isso, apesar de papai não reconhecer. Em parte, éramos boas porque não ousávamos fazer nada. Éramos crianças tranquilas, tímidas, que quase não falavam - e nunca falávamos quando papai estava em casa. As pessoas achavam que Deus abençoara mamãe com meninas tão doces. Ela tinha muito orgulho de nós! Então chegou o dia em que descobrimos uma coisa nova e divertida para fazer. Sabíamos que aquilo não aborreceria ninguém. Não nos arriscávamos quanto a isso. Em casa, tínhamos uma porta de madeira. Descobrimos que podíamos desenhar sobre ela com giz e apagar facilmente, esfregando. Vamos nos divertir muito. Começamos a fazer nossos desenhos, lindas figuras traçadas em toda a porta. Foi um divertimento. Ficamos surpresas ao descobrir nosso talento. Eram bons os desenhos! Foi quando decidimos acabar nossa obra de arte. Estávamos orgulhosas do nosso trabalho. Sabíamos que mamãe ia adorar. Ia querer que todos os amigos viessem vê-Io e talvez eles quisessem que também pintássemos as portas de suas casas. Descobríramos uma coisa em que éramos realmente boas! Mas o elogio que esperávamos não veio. Em vez de ver a beleza do trabalho, tudo em que mamãe pensou foi no tempo que levaria e no esforço que faria para remover tudo. Estava uma fera. Nós não compreendemos por que, mas sabíamos tudo sobre broncas - e estávamos metidas numa grande confusão! Corremos para procurar um lugar para nos esconder. No bosque cheio de árvores que ficava atrás de casa não era difícil duas crianças pequenas se sentirem a salvo. Juntas, ficamos atrás de uma árvore, sem nos mexermos. Logo ouvimos as vozes amedrontadas de mamãe e dos vizinhos nos chamando. Mesmo assim sequer nos mexemos. Eles estavam com medo de que tivéssemos fugido e nos afogado no lago. Estávamos com medo de sermos achadas. O sol se pôs, começou a escurecer. As pessoas começaram a ficar mais ansiosas e nós, com mais medo. O tempo passava e, quanto mais tempo ficávamos escondidas, mais difícil era sair. Àquela altura, mamãe já estava convencida de que alguma coisa horrível nos acontecera e chamou a polícia. Sabíamos que alguma coisa estava se passando porque ouvíamos as vozes do grupo se misturando. E a busca continuava, agora com vozes fortes de homens se sobrepondo às demais. Se antes estávamos com medo, naquela hora ficamos apavoradas! Abraçadas na escuridão, ouvimos uma outra voz, que imediatamente reconhecemos com horror: a de papai. Mas havia algo estranhamente diferente em sua voz. Nela sentíamos alguma coisa que jamais tínhamos sentido antes. Medo, agonia, desespero - não podíamos dar um nome -, mas era assim que era. Então vieram as lágrimas mescladas às preces. Estava nosso pai ajoelhado pedindo alguma coisa a Deus? Nosso pai, com lágrimas no rosto, prometendo dedicar a Deus a própria vida se Ele devolvesse suas meninas a salvo? Nada em nossa vida nos preparara para essa espécie de choque. Nenhuma de nós se lembra de ter tomado a decisão. Fomos arrastadas até ele como um ímã, nossos medos se perdendo na floresta. Não sabemos sequer se nós é que realmente demos os passos ou se Deus de alguma forma nos deslocou e nos fez chegar a seus braços. Mas nos lembramos daqueles braços fortes e amorosos que nos envolveram, papai chorando, nos apertando como se fôssemos tesouros. As coisas mudaram depois do que aconteceu. Tínhamos um novo pai. Era como se o antigo tivesse ficado enterrado na floresta. Deus levara aquele, substituindo-o por outro, um que nos amava e era grato por nos ter como filhas. Mamãe sempre nos disse que Deus faz milagres. Acho que ela estava certa. Ele mudou toda a nossa família com um pedaço de giz.

 

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho Amanda II 05 de dezembro de 2025


 

3

QUNADO VOCÊ VAI EXISTIR?

Marcelo Augusto de Carvalho

 

TOPO

 

GÊNESIS 32.24-29 – (Individuação, rompimento com o esquema familiar)

 

Em Gênesis, Deus se comunica ao ser humano por PERGUNTAS.

Por quê? Para falar ao INTERIOR, ao INCONSCIENTE da pessoa, levando-a a refletir em sua condição.

 

1 REJEIÇÃO DO PAI

 

REJEIÇÃO MATERNAR-PATERNA sempre produz CARENTE-IDEALISTA.

Isaque quis ter filhos. Orou por 20 anos. Em vez de um Deus enviou dois. Ele esperava que seu filho fosse diferente dele: Isaque era um pacato pastor de ovelhas; ele queria que o filho fosse como Rebeca, corajoso e destemido. E veio: Esaú adorava aventuras, e caçar animais era seu hobbie predileto. Isaque amou Esaú e desprezou Jacó.

Rejeitado, deixado em segundo plano, colocado de lado, Jacó pensou: “O que eu poderia fazer para que meu pai me amasse? O que é que ele mais gosta que eu poderia dar a ele?” A reposta lhe pareceu óbvia: a PRIMOGENITURA era o direito familiar e social de herdar 2/3 de toda a riqueza dos pais. Mas não só isto: o primogênito deveria cuidar dos pais em sua velhice, e ser o SACERDOTE DA FAMÍLIA. Dinheiro não lhe interessava, mas sabia que para seu pai e seu avô a parte espiritual era o maior valor da vida.

Jacó então tornou a primogenitura o alvo da vida. Pensava, falava e aspirava tanto isso que quase virou-lhe um vício. Tudo para merecer o amor do pai.

 

2 VÍNCULO EMOCIONAL DE SUBMISSÃO COM A MÃE

 

CARÊNCIA PATOLÓGICA sempre produz DOMINADOR-DOMINADO!

Mesmo vivendo para a primogenitura, Isaque nunca amou de fato o filho mais novo. Sentindo sua dor, Raquel o preferiu, fazendo dele seu confidente, amigo e quase um filho cônjuge. Isso pareceu bom, mas a que preço? Que ele fizesse tudo o que ela o ordenasse. Ela determinaria o que seria bom ou mau para ele.

Por isto, quando o pai, sorrateiramente, decidiu abençoar Esaú desobedecendo a clara ordem de Deus, Raquel facilmente convence Jacó a enganar o pai. Ela elaborou rapidamente o plano: pegue um cabrito do teu rebanho que eu vou preparar do jeito que seu pai adora. Ele vai te cheirar, mas eu vou te vestir com as roubas do teu irmão, que exalam o aroma do campo. Ele vai te alisar porque teu irmão é peludo e você é liso, mas eu te revestirei com a lã do animal morto, e assim teu pai se convencerá.

Como dizer NÃO a uma mulher que te acolheu na sua maior CARÊNCIA? Como abandonar quem não te desamparou? Como dizer não para uma pessoa tão inteligente e sagaz?

 

3 RESULTADO: JACÓ NUNCA EXISTIU!

 

VIVER PARA O OUTRO produz um CADÁVER AMBULANTE.

Jacó viveu para repetir o PADRÃO e o COMPORTAMENTO de sua família de origem!

Ele teve sérios problemas de IDENTIFICAÇÃO OBJETIVA com o PAI. Foi um fiel FUNCIONÁRIO, mas mentiu e enganou para conseguir a primogenitura. Saiu de casa, mas com todo líder que teve ele repetiu o padrão familiar. Teve problemas com Labão, seu chefe, tio e depois sogro, que o enganou e ele deu o troco enganando também.

Ele teve sério problemas de IDENTIFICAÇÃO OBJETIVA com a MÃE. Foi seu confidente, mas em troca foi dominado e manipulado por ela. Saiu de casa, mas com todas as mulheres com quem conviveu ele repetiu o padrão familiar. Usou e abusou da afeição que Raquel, Lia, Bila e Zilpa tinham por ele, fazendo-as brigarem entre si para darem a ele cada vez mais filhos.

Ele teve sério problemas de AJUSTE FRATERNO com seu IRMÃO. A disputa pelo amor no coração do pai e a importância familiar o levou a enganar o irmão por pelo menos duas vezes. Saiu de casa, mas repetiu o padrão e suas consequências com seus primos, com quem precisava dividir os rebanhos que apascentava.

Ele teve sério problemas com a PREFERÊNCIA PATERNA de Isaque por Esaú. Saiu de casa, mas repetiu o mesmo erro ao preferir José em detrimento de todos os outros filhos.

Até aquele dia, aos 98 anos, Jacó era apenas o SINTOMA de sua família, a repetição do que os outros eram, escolhiam e faziam.

 

4 EXEMPLOS DE HOJE

 

Sempre vai produzir o MEDO DE EXISTIR.

- MEDO DE PERDER – filho que cresce, estuda, termina faculdade, trabalha, mas não sai de casa, não casa, pouco assume da vida adulta. Por que? Tornar-se adulto é perder o pai e a mãe da infância, que em sua mente são idealizados. Ele também não quer perder a criança que era, então fica para preservar a ambos. Assim, impede-se de tornar-se outro, uma nova criatura.

- MEDO DE TRAIR – Há pessoas cheias de dons e talentos, mas que não dão em nada. É fracasso no trabalho, desinteresse nos estudos, vida profissional muito abaixo do que se poderia ter. Os pais foram fracassados, e elas sentem que qualquer crescimento seu vai magoá-los ou puni-los. Para eles é melhor punir-se do que destruir, em seu inconsciente, aqueles a quem eles tanto amam. Deixam de viver seu potencial para não trair.

- MEDO DE REPETIR – “Vou casar-me, mas não terei filhos. Não quero repetir os arros, ou os conflitos da minha casa!” E quem disse que precisa repetir? Essa pessoa está permitindo que a família de origem continue dominando sua vida, determinando o que fazer o que não fazer, impedindo-a de desfrutar os reais prazeres da vida.

- MEDO DE NEGAR – “Se eu mudar meu jeito de ser sinto que vou negar meus pais. Se parar de xingar palavrões, ser mulherengo ou para de beber estarei renegando meu pai, que fazia tudo isso com muito prazer!” “Se deixar de ser barraqueira vou ser tão diferente da minha mãe, da minha avó que me sentirei excluída do clã e das gerações de minha família. Eu simplesmente não posso mudar!” mas também não vai viver, porque estará vivendo a vida de outras pessoas.

 

5 O QUE FAZER PARA EXISTIRMOS? PARA SERMOS NÓS MESMOS?

 

HONRAR PAI E MÃE – Êxodo 20.12

ADMIRAR – há muitas coisas boas em seus pais, valorize, elogie e deseje ser como eles foram.

INTROJETAR – leve seus pais com você, dentro de seu EGO.

 

DEIXAR PAI E MÂE – Gênesis 2

CLIVAR – separar as partes boas e as partes ruins dos pais.

ABANDONAR – deixar tudo o que for ruim, renunciar tudo o que não se encaixa com você, vencer em seu caráter tudo o que for mal, e mostrar a seus filhos o que não pode ser levado para as gerações deles.

 

6 EXEMPLOS BÍBLICOS

 

RUTE – renegou seus pais idólatras, sua família decadente, sua nação viciada para ir com sua sogra e viver uma nova vida. Tornou-se tão única que Boaz decidiu remi-la casando-se com ela. Recebeu não somente seus direitos civis, mas acima de tudo tornou-se bisavó do maior rei de Israel, e uma das ancestrais do Messias.

ELISEU – filho de um bom homem rico, ao ser chamado decidiu abandonar seus ótimos pais para seguir Elias e o servir, vivendo a nova vida que Deus lhe ofereceu. Assim deu continuidade a Escola dos profetas, fundada por Samuel e teve um ministério tão inigualável que Elias realizou 7 grandes milagres, ele 14.

JESUS – o exemplo perfeito, era submisso a seus pais. Tanto que seguiu a profissão de José, a carpintaria. Mas por duas vezes os abandonou! Aos 12 anos, ficando em Jerusalém, e depois dizendo á sua mãe: “Eu fiquei tratando dos negócios do meu outro pai, Deus!” E aos 30 anos, quando Maria lhe diz: “Falta vinho”, Ele responde: “Que tenho eu contigo?”, numa clara afirmação de que agora Ele escolheu viver, não mais sob as ordens e anseios dela, mas do pai do Céu.

 

APELO

Quando é que você vai existir? Que tal ser a partir de agora?

Seja uma nova pessoa, isso é, seja VOCÊ MESMO!

 

UM ESCRITOR NA PRISÃO - CLAIRE BRAZ- VALENTINE – HACP-087 Sextante

Fui convidada a ministrar uma oficina literária na prisão estadual de Susanville, perto das montanhas de Sierra Nevada, no norte da Califórnia. Os homens que cumprem pena foram, em sua maioria, condenados por problemas com drogas. Estão alojados em grandes dormitórios com beliches. Não têm qualquer privacidade, nenhum lugar para estarem sozinhos, nenhum lugar para pensar tranquilamente. Eu sempre ficava apreensiva ao entrar em penitenciárias. Já fizera esse tipo de oficina em muitas prisões da Califórnia, mas que tinham celas. Em celas, mesmo se divididas com outro preso, pode-se encontrar um pouquinho de tempo para escrever. Com certeza esses homens em Susanville não iam se interessar pelo que eu tinha para oferecer.

Decidira passar os dois dias de curso dando um seminário sobre monólogos. Queria que aqueles homens tivessem a chance de escrever e então representar ante uma câmera. Queria que se vissem em vídeo antes que eu fosse embora no fim do segundo dia. Sentia que a vida na prisão provavelmente tirara deles a maior parte da identidade e que escrever e representar podia restaurar um pouco de quem foram ou de quem poderiam ser.

Fiquei satisfeita porque vinte presos se matricularam. Era o número máximo que eu dissera que poderia aceitar. Passei a primeira hora com eles falando sobre como era ser um escritor. Dizendo que há alegria e liberdade nas palavras. Que não interessava o quanto eram obrigados a ser como os outros, a se vestir como os outros, comer a mesma comida, ter o mesmo horário, pois, na escrita, poderiam finalmente ser diferentes - o quanto quisessem. Escrever pode ser a mais libertadora de todas as artes. Você pode ser livre através da palavra. Não há limites. Disse-Ihes que todas as vezes que pegava um lápis ou me sentava diante do computador ou da máquina de escrever era como se voltasse para casa, para a casa da minha arte, das minhas palavras. Esse era um mundo que ninguém poderia me tirar. Essa arte me sustentaria através de todos os meus dias.

Os homens prestavam atenção e, quando eu finalmente disse que começassem seus projetos de texto, eles se esforçaram. Menos um deles. O jovem relutara em participar naquele primeiro dia, quando pedi que escrevessem seus monólogos. Todos os outros liam, reescreviam, liam novamente, mas ele ficou ali quieto, apagando, escrevendo, rasgando rascunhos, recomeçando. Sempre que me aproximava de sua mesa, ele, envergonhado, cobria a folha com os braços.

- Posso ver? - pedi.

- Prefiro que a senhora não veja - respondeu com um sorriso tímido.

Pensei, "que pena”. Mesmo que não estivesse participando como os outros, estava escrevendo. Escolheu passar o dia todo nessa sala quente e sufocante trabalhando em alguma coisa chamada monólogo. Naquela manhã, provavelmente, ele sequer conhecia o significado daquela palavra. Isso devia me deixar feliz. Mas não deixou. Estava preocupada com a necessidade de ele ter alguma privacidade, com sua inabilidade de partilhar, sabendo que ele estava pensando que seu texto não era suficientemente bom. Eu já trabalhava em prisões há muitos anos para ser enganada por sua timidez. Sabia que muitos dos internos tinham aprendido, desde muito pequenos, que não conseguiam fazer nada direito. Tinham sofrido abusos e tormentos quando crianças e não tinham qualquer autoconfiança. Mas não importava o quanto eu elogiasse os outros internos, ele não cederia. Voltou para o dormitório naquela noite com seu texto enfiado no bolso da calça. Muitos tinham deixado os trabalhos sobre as mesas. Mas não ele. Não se arriscou a deixar que eu lesse depois que ele estivesse atrás das grades. Tinha razão, é claro. Eu teria ido direto à sua mesa no minuto em que ele saísse pela porta. O rapaz tinha feito o julgamento certo de mim.

No segundo dia, todos os homens voltaram à sala. Aquilo me deixou especialmente satisfeita. O rapaz voltou também. Nesse dia haveria a leitura e a gravação. Imaginei como o aluno silencioso e tímido enfrentaria isso. Estava realmente surpresa de vê-Io ali. Penteara o cabelo louro e comprido, a blusa estava bem passada. Naturalmente pensara que seria filmado e queria estar bem. Finalmente eu ia ouvir o que tinha escrito. Ele não falou muito durante as atuações. Eu dera apenas algumas instruções, mas dissera que queria ouvir seus personagens me dizendo o que realmente sentiam, o que é que ninguém compreendia a respeito deles e por que precisavam falar. O rapaz louro ficou sentado quieto, observando os demais apresentarem os trabalhos. Um dos homens escrevera um monólogo para Deus, um outro decidira interpretar Abraham Lincoln, o outro, Martin Luther King, Jr. Alguns dos monólogos eram engraçados, outros sérios. Mesmo sem terem tido tempo para decorar os textos, quando começavam a ler, mal se viam os papéis em suas mãos. Eu estava profundamente emocionada com o resultado. Finalmente, ele era o único que não tinha lido o monólogo. Quando todos já tinham terminado, perguntei:

- Está pronto, agora?

- Acho que não - ele respondeu com uma voz delicada. Então os outros começaram a cobrar.

- Cara, se eu pude fazer, você pode também. Vamos lá, tente. Você vai gostar. Vamos, cara, não seja tímido. Ninguém vai julgar você aqui. Então ele se levantou e ficou em frente à câmera. Parecia tão jovem. Os papéis em sua mão tremiam como pássaros assustados, mas ele começou seu monólogo com determinação:

"Meu nome é BRUCE. Tenho vinte e um anos e estou morto. Estou morto porque fui preso por causa de drogas. Nunca liguei para nada nesta vida. Nem para mim mesmo. Só me importava em conseguir a próxima dose. Eu mataria por mais uma dose. Com certeza, mataria por mais uma dose."

Ele continuou a falar de sua vida, como crescera em meio à pobreza, com pais alcoólatras, sofrendo maus-tratos e fome, sem ter uma vida própria, passando de um lar adotivo para outro. Enquanto lia, mostrava cicatrizes no corpo, marcas de queimaduras nos braços, onde seu pai embriagado apagava cigarros, os cortes nos punhos causados por uma tentativa de acabar com a vida. Não pude evitar. Fiquei com os olhos cheios d’água. Meu Deus, por que eu pedira para ele dividir essa dor terrível?

Então o rapaz chegou ao fim da história. "Embora eu tenha morrido na prisão, tenho uma coisa para lhes dizer. Eu acabo de renascer. Voltei a me levantar, como na Bíblia. Um dia uma mulher veio e me disse para escrever. Eu jamais tinha escrito antes, mas escrevi assim mesmo. Fiquei por oito horas numa cadeira e me concentrei como nunca tinha me concentrado na vida. Antes, eu sequer conseguia ficar parado! Escrevi sobre o horror que foi a minha vida até agora e finalmente consegui sentir alguma coisa. Sentir pena. De mim mesmo. E eu senti mais uma coisa. Senti alegria. Eu estava escrevendo e o que eu estava escrevendo era bom. Eu era um escritor! E ia me levantar ante todos aqueles homens na sala e ia dizer isso..."

Ao proferir essas palavras, ele levantou o pequeno manuscrito no ar. "Isso é mais importante para mim que qualquer droga. O que eu queria dizer é que morri como um viciado em drogas e renasci como um escritor." Todos ficamos sentados ali, impressionados. A câmera continuou a filmar. Ele fez uma pequena mesura e disse "Obrigado", mais uma vez, com sua voz calma. Os outros aplaudiram fortemente. Ele andou até onde eu estava e apertou minhas mãos. Aos presos não é permitido tocar os professores, mas não contestei.

- A senhora me proporcionou uma coisa que nenhuma droga jamais proporcionou. O respeito por mim mesmo - ele disse.

Penso nele com frequência. Rezo para que tenha continuado a ter respeito por si mesmo através da palavra escrita. Sei, no entanto, que naquele dia, naquela sala, com aqueles homens, nasceu um escritor. Depois de uma longa e terrível viagem, uma alma perdida voltara para casa, a casa das palavras.

 

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho 29 de março de 2026 São Caetano do Sul SP

 

TOPO


 

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GENTE QUE FAZ

Marcelo Augusto de Carvalho

 

TOPO

 

LUCAS 10.38-42 – MARTA (OBSESSÃO-COMPULSÃO)

 

1 MARTA – CONSTRUÍDA EM CIMA “DO QUE FAZER”.

 

O ser humano, para crescer, precisa do OLHAR, das PALAVRAS e da PRESENÇA do OUTROS para dar-lhe significado, importância e sentido a tudo o que ele é e faz.

Desde o ventre esperamos isso, primeiro de nossa mãe, depois de nosso pai.

Mas quando o outro NÃO NOS DÁ ISSO, ou se a nossa demanda por atenção e importância é maior do que a entrega, DESISTIMOS DO OUTRO.

A primeira grande consequência é que nos sentimos SOZINHOS e muito VAZIOS internamente.

Pior: nos tornamos IGUAIS ao outro! De tanto mirar e odiar essa falta, a reproduzimos como resultado de tamanha contemplação.

E o que nos TORNAMOS então?

LÁZARO: escolheu ser INVISÍVEL. Irmão homem, mas inexpressivo. O Evangelho não relata uma só palavra dele!

MARIA – a irmã mais nova também sente essa falta. Busca no vício, nos PRAZERES do mundo compensar o que não tem. Torna-se a morada de demônios, e se Jesus não a curasse ela viveria tomada por 7 demônios!

MARTA – escolheu ser GENTE QUE FAZ. Obsessiva-compulsiva!

Precisou? Para qualquer coisa: festa, almoços, jantares, hospedagem...é com ela!

 

2 FOCA NO FAZER. DALI TIRA TODO VALOR E TODO PRAZER DA VIDA!

 

HOSPEDOU Jesus! Que loucura! Ele não ia sozinho...levava sempre 12 homens juntos, isso quando os penetras da multidão não o acompanhavam.

AGITADA, DE UM LADO PARA OUTRO – Marta não para! É pior que tempestade.

OCUPADA COM MUITOS SERVIÇOS – os obsessivos-compulsivos nunca tem uma coisa só para pensar, e jamais um mísero evento para fazer. Quem os vê por fora parecem muito virtuosos. Mas no fundo sua operosidade é um VÍCIO, é PATOLÓGICO!

PENSAM DEMAIS – todos vão dormir, ele se deita, mas passa a noite pensando em milhões de coisas que sentiu, que aconteceu, que falaram para ele, que podia ter sido assim e assim...

FAZEM DEMAIS – para ocupar o dia eles se entopem de obrigações, de trabalhos comunitários, até ajuda religiosa à Igreja, mas ainda não está bom. Assumem encargos sociais no bairro, às vezes se metem na política para auxiliarem aqueles que não tem, e costumeiramente acabam se metendo em assuntos aos quais não foram chamados.

Tudo isso para preencher o enorme VAZIO interno que possuem.

 

3 AÍ APARECE A VERDADE: O RANÇO, A AMARGURA INTERNA!

 

Toda Marta guarda uma ANGÚSTIA, a de não ter sido vista, percebida, elogiada, incentivada por quem ela mais amou na vida.

Toda Marta tem uma RAIVA enorme: a de ter que FAZER para SER alguém.

 

1 CRITICA – “Você não se importa?” Você não se importa, comigo?

2 PREFERÊNCIA – “Você está com ela”. Preferiu-a. Ela é mais interessante?

3 ABANDONO – “Vocês aqui, eu lá, sozinha!” Eu faço

4 A SERVIR – “Só eu faço as coisas por aqui!” Sempre eu!

5 MANDONA – “Diga para ela vir me ajudar”. Não manda na irmã, manda em Deus!

 

4 COMO DEUS A VÊ?

 

“MARTA, MARTA” – repetir o nome de alguém era sinal da mais profunda afeição! Por toda Marta Deus tem um carinho especial.

ANDAS INQUIETA – Mateus 6.33. Eva (inquieta no paraíso, 6 mil anos de pecado).

ANDAS PREOCUPARA – Sara (sugeriu Hagar, 4 mil anos de guerra).

FAZENDO MUITAS COISAS – Lúcifer (se você fizer tudo o que precisa, até administrar o Universo, eu não te amarei mais por isto, porque Eu já te amo).

POUCO – uma só pode e deve ser a tua prioridade na vida.

VOCÊ PRECISA DE ALGUÉM – sua irmã entendeu o que faltou para vocês três. Ela está a meus pés por causa disso. Seu irmão faz o mesmo. E você? Cadê você? E eu te prometo: se você escolher estar e ser para alguém, para comigo, ninguém poderá te tirar isso!

 

PARE PARA PENSAR

 

Você vive como Marta, fazendo um milhão de coisas, pensando em outro milhão de situações, exaurindo sua vida e sua saúde, e mesmo assim é infeliz?

Toda vez que você faz, você se sente PLENO ou acaba VAZIO?

Depois de se dedicar tanto, o sentimento pelos outros é de ÓDIO, AMARGURA, RESSENTIMENTO, ou SATISFAÇÃO interna e SERENIDADE?

Quando você vê todo mundo se divertindo e passeando enquanto você trabalha tanto você se sente HUMILHADA, DESVALORIZADA, TONTA, RIDÍCULA?

Mesmo sendo elogiada pelo tanto que faz, você tem certeza que é ou está SOZINHA na vida?

Se você fosse impedida de FAZER as tantas coisas que faz, de onde você tiraria PRAZER e AUTOVALOR?

 

Na psicanálise, obsessão-compulsão (neurose obsessiva) é um conflito interno onde pensamentos indesejados (obsessões) geram ansiedade extrema, levando a rituais repetitivos (compulsões) para tentar controlá-la. Exemplos incluem verificação excessiva (portas/gás), mania de simetria, pensamentos sexuais/agressivos indesejados e rituais de contagem. YouTube +4

 

EXEMPLOS DE OBSESSÕES (PENSAMENTOS):

Dúvidas patológicas: "Será que deixei o gás aberto?" ou "Tranquei a porta?", mesmo sabendo que verificou.

Medos de contaminação: Pensamentos persistentes sobre germes, sujeira ou doenças.

Pensamentos intrusivos/agressivos: Ideias incontroláveis de causar dano a si mesmo ou a terceiros, gerando culpa.

Necessidade de simetria/ordem: Desconforto intenso se objetos não estiverem organizados de uma forma específica. Casa do Saber +6

 

EXEMPLOS DE COMPULSÕES (RITUAIS/AÇÕES):

Verificação/Checagem: Conferir trincos, tomadas ou gás várias vezes.

Lavagem/Limpeza: Lavar as mãos dezenas de vezes ou tomar banhos extremamente longos por medo de contaminação.

Rituais de repetição: Ler uma frase, abrir e fechar uma porta ou tocar em um objeto um número específico de vezes (ex: 3 vezes) para neutralizar um pensamento.

Organização rígida: Alinhar itens por cor, tamanho ou ordem exata para evitar catástrofes imaginárias.

Busca por reafirmação: Perguntar repetidamente a alguém se algo está seguro, certo ou aprovado. Saudebemestar +4

 

Na perspectiva freudiana, como no famoso caso do {"Homem dos Ratos"}, esses comportamentos são tentativas de isolar afetos e controlar pensamentos ligados a desejos inconscientes, muitas vezes relacionados a ódio ou sexualidade, que a pessoa não consegue aceitar. Casa do Saber +1

 

EU E A MINHA MÃE – como é a minha obsessão e minha compulsão!

Não durmo (cabeça não para de pensar)

Compulsão (trabalhar sem parar, fazer coisas initerruptamente)

 

APELO

 

Invista em SER alguém.

Gaste mais tempo ESTANDO com as pessoas.

Pare de querer SALVAR o mundo, a FAMÍLIA ou a IGREJA!

Relacione-se mais com quem NÃO PRECISA do que você faz, mas aprecia estar com você, te ouvindo, falando e trocando a vida.

 

BRENDA E GLENDA - Conhecendo Brenda. Seleções Dezembro 1998.

 

Uma grave infecção no canal vertebral atacou as irmãs gêmeas Glenda e Brenda quando tinham 6 meses de vida. Glenda morreu, e Brenda ficou para sempre mutilada. Brenda não sabia ou não podia gatinhar e muito menos andar. Os únicos sons que produzia eram guturais. Seus dedos cravavam-se nas palmas das mãos e seus membros eram retorcidos uns sobre os outros.  Mais incrível ainda é que Brenda, mesmo assim era muito bonita. Tinha olhos azuis, cabelos louros, macios e finos como fios de seda. Sua pele convidava ao toque - parecia coberta por talco perfumado. Quando sorria, usando os poucos músculos que podia controlar, o rosto se iluminava pela inocência.

Eu pergunto: é fácil amar alguém assim? Mas Brenda era muito amada. Ela era o centro de sua família. As irmãs mais velhas aprenderam a carregá-la nos quadris e sempre à tardinha percorriam o pasto atrás de sua casa. Seus primos, vizinhos, com o rosto sujo de tanto brincarem, sempre lhe beijavam na face, e ela respondia com um sorriso.

Ela não falava, mas era eloquente. Quando seu pai voltava do trabalho, carregava-a do berço para sua espreguiçadeira favorita lá na sala, e conversavam sobre o dia de ambos. Ela apenas o escutava, não podia encorajá-lo com perguntas nem responder com seus pensamentos, mas seus olhos nunca se afastavam do rosto dele. Ela escutava com todos os átomos de seu ser. Depois que ele morreu, Brenda passou meses olhando para a cadeira do pai, ao se aproximar a hora em que ele deveria chegar do trabalho. Vendo que não aparecia, gemia baixinho, exibindo seu pesar para todos ouvirem.

Era impossível para seus parentes saberem quão pouco ela sabia ou entendia. 2 + 2 = 4? Que morava num planeta chamado Terra, que girava em torno do Sol? Talvez. Mas que era amada e apreciada por pais, irmãs, tios e tias, e primos, ela sabia!

Quem a conheceu entendeu que a maior necessidade do ser humano que é a de ser compreendido e compreender é mais do que falar ou ouvir. Os médicos diziam que Brenda nunca chegaria à adolescência. Mas ela viveu até os 34 anos. Ela mostrou que todos nós ansiamos por amor e aceitação – e que florescemos quando os recebemos.

 

COMPAIXÃO – Charles Swindoll - Histórias Para o Coração 2 13

  

Uma menina, cuja amiguinha morrera, contou à sua família que havia ido confortar a mãe enlutada.

- O que você disse? - perguntou o pai da menina.

- Nada - ela respondeu. - Eu me sentei no colo dela e chorei com ela.

 

 

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho IATEC 05/03/2026 (Secretárias)

 


 

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POR QUE ADOECEMOS NO TRABALHO

Marcelo Augusto de Carvalho

 

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1 REIS 18.1-11 – Elias: saia da caverna! (depressão, vícios)

 

Trabalho, a maior benção para a vida do homem.

Mas porque hoje ele é o maior MOTIVO DE DOENÇAS na sociedade?

O número de AFASTAMENTOS no trabalho bate recordes a cada novo ano.

 

É verdade que as coisas não andam nada bem no mundo.

Que os ALUNOS chegam destruídos por sua família, ou malcriados por pais permissivos e ciumentos.

Que as COBRANÇAS por excelência acadêmica são cada vez mais insanas.

E que o ACÚMULO DE ATIVIDADES supera qualquer capacidade humana plausível para realizá-las. Tudo isso é verdade. Mas isto é a RAZÃO de tudo?

 

ELIAS – tinha o melhor chefe do mundo, Deus! Compreensivo e generoso.

Seu trabalho não era nada fácil, mas tinha convicção do que fazer, quando fazer, como fazer, e quais seriam os resultados, claro, com Deus só o sucesso era esperado!

Mesmo assim, Elias entrou numa DEPRESSÃO que o levou à beira do suicídio.

E porque isso pode e está acontecendo conosco? O que há de mais profundo em nós que nos leva a uma FALÊNCIA tal de nossa saúde mental?

 

1 ONIPOTÊNCIA JUVENIL

 

Toda família tem PROBLEMAS.

Tentei resolver (no INCONSCIENTE), mas é claro, não consegui.

Aí VOU ARRUMAR O MUNDO!

ESCOLA – não é para RESOLVER, mas para AMAR, andando ao lado.

JOSÉ – família cheia de problemas. Aprendeu: “não vou resolver!” Nunca foi atrás!

SOLUÇÃO – renuncie sua ONIPOTÊNCIA JUVENIL. Ela é a sua mais infantil ilusão. Assuma sua INCOMPETÊNCIA NATURAL, melhore um pouco cada dia, e acima de tudo confie que o SENHOR resolverá o que tem que resolver a Seu tempo, e da Sua maneira.

 

2 FALO TOTAL NA CARREIRA

 

FALO – lugar, situação ou pessoa de onde tiro TODO significado da vida. De onde vem todo PRAZER/PODER da existência.

CRIANÇA – falo no seio, depois no sexo, depois na capacidade de fazer (decepções em todas as fases da vida, pois todas frustram sua ILUSÃO).

SAUL – passou a tirar todo seu prazer em ser rei. Logo ENLOUQUECEU!

ESCOLA – não pode ser meu VÍCIO. Tem que ser minha MISSÃO (dedicação).

SOLUÇÃO – coloque seu PRAZER em diversas coisas diferentes. Sinta alegria no casamento, na paternidade, nas amizades, na comunhão dos crentes, no trabalho, e acima de tudo na relação com Deus!

 

3 FALTA DA CISÃO DO EGO: EU SOU EU, DEUS É DEUS!

 

INFÂNCIA: minha mãe e eu somo um só. O que ela é eu TAMBÉM sou! Mas aos 5 meses descobrimos que isso é uma FANTASIA!

NÃO ACEITO: ESPORTES: meu time ganha, eu ganhei. ARTES: aquele artista passa a ser eu. POLÍTICA: aquele político ou aquela ideia me representa. RELIGIÃO: tudo o que Deus é eu também sou! Pior: Ele fará tudo o que eu quero.

MOISÉS E ARÃO: “Quem fez isso? Fomos nós!” Confundiram o EGO IDEAL!

SOLUÇÃO: ACEITAR QUEM EU SOU: sou CARENTE ACEITAR QUEM DEUS É: SUFICIENTE

 

4 VÍCIO BOM

 

VÍCIO: o ser humano sempre quer o PRAZER e evitar a DOR! Isso é viver viciado.

Escola: uso DEUS para evitar a minha DOR de educar e ter o SUCESSO que desejo.

JESUS: terceira tentação... Satanás propôs: “Evite todas as suas dores!” mas jesus respondeu resignado e decidido: “Eu aceito meu caminho!”

SOLUÇÃO: olhe as PESSOAS ou os PROBLEMAS como agentes de Deus para nos melhorar e curar! Pare de tomar atalhos para chegar a isso. Aceite o longo, penosos, frustrante e difícil caminho para se chegar à PLENITUDE DO ESPÍRITO.

 

APELO

 

Seu problema não é seu TRABALHO, mesmo com um montão de problemas reais!

Nossos problemas COMEÇAM e vivem DENTRO DE NÓS mesmos.

Se não passamos por uma METANÓIA (mudança de pensamento e atitude), podemos mudar de ares, de área, de cidade, de país, de casamento e as coisas continuarão iguais para logo piorem!

A todo ELIAS em todos os tempos Deus ordena: SAIA DA CAVERNA!

 

CARTAS AO PAI DE ANNE FRANK

Quando eu tinha 12 anos e vivia em San Fernando Valley, Califórnia me submeti a um teste para representar o papel principal do filme O Diário de Anne Frank, de 1959. Não o consegui, mas encontrei um mundo inteiramente novo no diário de Anne Frank.

Apesar das imensas diferenças das circunstâncias que nos envolviam, identifiquei-me profundamente com aquela eloquente garota de minha idade. As situações difíceis que enfrentara ficaram gravadas em meus pensa mentos. Como se escondera dos nazistas em um minúsculo anexo, no sótão do prédio em que funcionava o escritório de seu pai, em Amsterdā, numa explosão de vida frustrada, "como um canário na gaiola". Como permanecera escondida durante dois anos com os pais, Otto e Edith, a irmã mais velha, a família Van Daan, e um dentista. Como foram apanhados e confinados em um campo de concentração, onde ela morreu. Como, apesar de tudo o que passara, ainda acreditava que "as pessoas, no fundo, são realmente boas" .

Dois anos após haver lido o diário pela primeira vez, escrevi a Otto Frank em Birsfelden, Suíça, onde ele fixara residência com sua segunda mulher, Fritzi. Será que responderia? Falaria inglês? Poderia eu falar-lhe sobre Anne, ou seria demasiado doloroso?

Chegou, então, uma carta. Devo tê-la lido uma centena de vezes:

 

21 de agosto, 1959

Recebi sua amável carta e fico grato por ela. O desejo ardente de Anne era trabalhar em prol da humanidade e, por esse motivo, foi criada em Amsterdã a Fundação Anne Frank, para realizar um trabalho inspirado nela. Você tem razão quando diz que recebo muitas cartas de jovens do mundo inteiro, e entenderá que não me é possível prosseguir com a correspondência, embora, como vê, esteja respondendo a todos.

Desejo a você tudo de melhor,

Com os votos do seu,

Otto Frank

 

Repliquei que ele não precisava responder. Independentemente de resposta, eu continuaria a escrever. Depois, cada vez que era fulminada por um ataque de "Não consigo suportar mais!", despejava tudo em uma longa carta. E ele respondia, sempre.

Aos 15 anos, contei-lhe a respeito da minha vontade de ser atriz. Respondeu:

 

Continue a estudar dança, continue a se dedicar à literatura e à arte dramática, mas deixe que seja apenas um passatempo... É muito difícil o trabalho de bailarina e atriz.

 

Na faculdade, onde eu trocava de área de concentração com a mesma frequência com que trocava de meias, Otto Frank esteve a meu lado. Da dança para a arte dramática, para o inglês, meu querido e distante "guia supervisor" mostrava-se muito mais tolerante do que aqueles da Universidade da Califórnia.

Também participou quando pensava em me casar com um homem que não era judeu. Aconselhou-me a conseguir livros sobre o judaísmo para que meu noivo lesse. Foi o que fizemos.

Quando nos casamos, Otto escreveu:

 

Não ligue para a desaprovação dos outros. Suas personalidades combinam e vocês respeitam mutuamente suas convicções; isto é tudo o que importa.

 

Embora feliz no casamento, atravessávamos o difícil ano de 1968. Depois do assassinato de Robert F. Kennedy, escrevi:

 

Bobby Kennedy está morto. Martin Luther King, Jr., está morto. John F. Kennedy está morto. Medgar Evers está morto. Todos baleados por homens loucos. Como poderia gerar um filho num mundo assim?

 

Ele contestou:

 

“Não desista nunca! Certa vez li: 'Mesmo que o fim do mundo fosse iminente, eu plantaria hoje uma árvore.' A vida continua, e talvez seu filho faça o mundo avançar um passo.

 

Em homenagem ao meu aniversário daquele ano, Otto Frank me enviou uma nota: Duas árvores em Israel em nome de Cara Wilson, pelo seu aniversário. Plantadas por Otto Frank, Birsfelden.

 

A perspectiva de esperança de Otto Frank nos deu, a mim e a meu marido, coragem para nos tornarmos pais. Tivemos dois filhos, Ethan e Jesse.

A primeira vez que me separei deles foi por ocasião da minha viagem à Suíça. (1978). O trem ia parando. O condutor anunciou a estação e as portas se abriram bruscamente. Procurando no meio da multidão, vi um homem ereto, com um rosto que lembrava o de Lincoln. Cabelos brancos como a neve emolduravam a cabeça quase calva. Um senhor idoso, alto, ainda forte e bonito.

Era ele mesmo! Otto Frank.

"Cara! Finalmente!", disse de forma calorosa.

Eu estava abraçando-o de verdade. Um abraço apertado. Graças a Deus! Nada de aperto de mão nem de cumprimentos formais. De repente, um pouco acanhado, enlaçou seu braço no meu. Fritzi me tomou o outro braço e fomos embora.

Assim que entrei na residência dos Frank, senti-me em casa. Otto me conduziu ao seu pequeno gabinete. Sobre a escrivaninha, via-se uma pilha de correspondência recém-chegada. Mostrou-me os cadernos de notas, abarrotados de cartas, que cobriam a parede de lado a lado.

Então, Otto apontou-me um caderno. "Estas são as suas cartas, Cara. Guardei-as todas." Eu mal podia acreditar. Via-me através de vinte anos de correspondência. Observei meus garranchos dos doze anos evoluírem a uma escrita adulta para, então, transformarem-se em páginas datilografadas. Infinidade de pontos de exclamação e palavras sublinhadas, profusão de sentimentos.

Otto disse: “Você não é a única que tem escrito durante todos esses anos."

Sorrindo, contou-me particularidades sobre alguns dos outros. Havia Sumi, do Japão, que perdera o pai. A menina lera o diário de Anne e emocionara-se, a ponto de escrever. Informara-lhe que gostaria de se tornar sua "filha por correspondência" - e assinava todas as cartas "Sua filha, Sumi". Otto orientou-a durante anos.

Havia também John Neiman, que lhe escreveu depois de reler o Diário na faculdade. Otto lhe falou: "Se quiser honrar a memória de Anne e dos outros que morreram, cumpra aquilo que Anne tanto desejava - fazer o bem aos outros."

Para obedecê-lo, John tornou-se sacerdote. Hoje, o padre John, sacerdote católico em Redondo Beach, Califórnia, continua a estender a mão aos sobreviventes do Holocausto.

E também tinha Vassa. Algum tempo atrás, Otto recebera uma carta de Atenas. Na Embaixada da Grécia, indicaram-lhe um professor local que traduziu a carta.

A jovem revelou seu horripilante passado - o modo como o pai, envolvido no movimento de resistência aos nazistas, fora assassinado na sua frente. Vassa perdera o interesse por tudo - pela vida em si.

Foi então que assistiu à peça O Diário de Anne Frank. Escreveu a Otto, abrindo seu coração. Ele respondeu que, embora houvessem impedido Anne de ver suas metas realizadas, Vassa tinha diante de si toda uma vida de esperança. A correspondência continuou e, encorajada por Otto, Vassa fez sumir a depressão.

Ao notar que a menina já não necessitava de seus conselhos, Otto escreveu-lhe explicando a dificuldade de conseguir que as cartas fossem traduzidas. Ficara velho. Via-se forçado a deixar de escrever para ela. Por mais de um ano, não recebeu notícias de Vassa. Chegou, então, uma carta com a assinatura familiar. Era em francês - língua que Otto sabia ler. No decorrer de todos aqueles meses, Vassa estudara francês, a fim de poder escrever ao seu querido mentor.

Durante a minha visita, prestei muita atenção às palavras de Otto, ciente da importância de lembrar cada detalhe daquele momento. Como se lesse minha mente, disse-me, baixinho: "Foi bom você ter vindo agora. Sou um velho, você sabe."

Continuamos a nos corresponder por mais dois anos. Então, certo dia, recebi uma carta de Fritzi que começava assim:

 

Minha querida Cara,

Neste momento, meu amado me deixou, e a todos os seus amigos... (1980)

 

Poderia apenas me maravilhar com o número de vidas que esse homem bondoso influenciou - bem como me sentir afortunada, porque a minha fora uma delas. Embora de raças e religiões distintas, somos, de certa forma, iguais. Afinal de contas, não foi Anne quem nos enviou para fazer companhia ao pai?

 

Marcelo Augusto de Carvalho 28 de novembro de 2025 Marília-SP

 


 

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A CULPA É SEMPRE MINHA?

Marcelo Augusto de Carvalho

TOPO

 

 

Lucas 15.11-16 (MK-posição esquiso-paranóide)

 

Dediquei a salvar os outros, meus filhos fora.

De quem é a culpa?

É sempre minha?

 

Pai do pródigo (Deus): culpado? Não!

 

Lembre-se: há processos DENTRO DO FILHO!

 

1 INVEJA DA ONIPOTÊNCIA PATERNA

 

Klein – a mãe é vista como ONIPIOTENTE

Tem tudo o que preciso

Está sempre lá quando preciso

Sabe de tudo o que eu não sei

Me sinto PEQUENO demais.

ATACO para diminuí-la.

Fundo: eu me sinto inferior.

 

ABSALÃO ataca DAVI

 

2 RAIVA DA DEPENDÊNCIA PATERNA

 

KLEIN – mãe é vista como a que supre tudo.

Eu sou o CARENTE, só demanda!

Não suporto depender tanto.

Não vou mais depender (anoréxica)

 

ISRAEL NO DESERTO (murmurar)

Mordida das serpentes (não vou olhar)

 

3 CIÚMES DA EXCLUSIVIDADE

 

KLEIN – sexualidade é “eu quero você só para mim!”

Mas você ama completamente outro.

 

MENINA – “Eu sou feia!” No fundo: minha mãe é bonita. Por quê? Os olhos do meu pai faíscam quando a vê. Eu quero isto para mim. Mas ele nunca me dá isso. Então o RECUSO para sempre!

 

4 A ILUSÃO DA ONIPOTÊNCIA/ONISCIÊNCIA JUVENIL

 

KEIN - o seio não existia. Apareceu. Fui eu quem o criou - forma de desbancar a onipotência dela.

ADOLESCÊNCIA - me sinto um lixo diante das realizações deles.

SOU ONIPOTENTE/ONISCIENTE - eles não sabem de nada!

 

LÓ-ABRAÃO - ele é tudo, eu não sou nada.

Escolheu a melhor terra: Sodoma.

Ele não sabe de nada: vou morar lá e nada vai me acontecer de ruim.

Bençãos? Eu vou construir a minha riqueza sem depender dele.

SALVO - continuou em Sodoma!

 

VOLTA?

Só com o AMOR dos pais

 

O PAI APAIXONADO Philip Yancey HPCH-153

Uma jovem cresceu em meio a uma plantação de cerejas ao norte de Traverse City, Michigan. Seus pais não aceitavam seu piercing no nariz, as músicas que ela escutava e o comprimento de suas saias. Algumas vezes, eles a repreendiam, e a menina ficava muito nervosa. - Odeio vocês! - gritou quando o pai bateu à porta de seu quarto logo após uma discussão. Naquela noite, resolveu executar um plano que, muitas vezes, havia mentalmente ensaiado: fugiu de casa. Visitara Detroit só uma vez, em uma viagem de ônibus com os jovens da igreja, para assistir ao jogo dos Tigers. Os jornais de Traverse City sempre traziam reportagens assustadoras a respeito das gangues, das drogas e da violência no centro de Detroit por isso, concluiu que esse seria o último lugar em que os pais procurariam por ela. Na Califórnia sim, ou talvez na Flórida, mas nunca em Detroit. Em seu segundo dia em Detroit, conheceu um homem que dirigia o maior carro que ela já vira. Ele lhe ofereceu uma carona, pagou o almoço para ela e arrumou um lugar onde pudesse ficar. Deu a ela alguns comprimidos que a fizeram sentir-se tão bem como nunca antes. Estava no caminho certo, concluiu: os pais é que não a deixavam divertir-se. A boa vida continuou por um mês, dois meses, um ano. O homem com o carrão - ela o chamava de "chefe" - ensinou-lhe algumas coisas de que os homens gostavam. Por ser menor de idade, os homens pagavam muito bem por ela. Ela morava em uma cobertura e tinha à sua disposição o serviço de quarto. De vez em quando, pensava na família, mas eles pareciam ter uma vida tão entediante e provinciana que ela mal podia acreditar que tinha crescido em tal lugar. Assustou-se ao ver sua foto estampada em uma embalagem de leite com os dizeres: "Você viu esta criança?" Agora, com o cabelo tingido de loiro, usando grande quantidade de maquiagem e de piercing pelo corpo, ninguém a confundiria com uma criança. Além do mais, a maioria de seus amigos havia fugido de casa e, em Detroit, ninguém costumava ser delator. Depois de um ano, os primeiros sinais de palidez da doença apareceram, e ela ficou chocada com a mudança súbita de atitude do chefe: - Nos dias de hoje, não dá para manter gente à toa... - ele resmungou. E, antes que se desse conta do que estava acontecendo, já estava na rua, sem um centavo sequer. Ainda conseguiu alguns "trabalhos" à noite, mas não ganhava muito, e todo o dinheiro era gasto com seu vício. O inverno chegou, e ela se viu dormindo na rua, encostada nas portas de metal do lado de fora das lojas. "Dormindo" não é bem o termo - uma adolescente sozinha, à noite, no centro de Detroit, nunca pode baixar a guarda. Suas olheiras aumentaram, e sua tosse piorou.

Em uma noite, ainda estava acordada e atenta ao que se passava a seu redor quando, de repente, tudo em sua vida pareceu diferente. Não se sentia como uma mulher do mundo, mas sim como uma garotinha perdida em uma cidade fria e assustadora. Começou a chorar. Seus bolsos estavam vazios, e ela se sentia faminta. Precisava da droga. Encolheu as pernas, tremendo debaixo do jornal que usava como cobertor. Uma lembrança, uma simples imagem, encheu sua mente: o mês de maio em Traverse City, quando milhares de cerejeiras floresciam ao mesmo tempo e seu cão de caça corria por entre as fileiras das árvores em flor, à procura da bolinha de tênis que ela atirava. Deus, por que fugi?, disse a si mesma com uma dor que feria seu coração como uma punhalada. Meu cachorro, lá em casa, come melhor do que eu... soluçava ela, sabendo que o que mais queria no mundo era voltar para casa. Três telefonemas, todos atendidos pela secretária eletrônica. Nas duas primeiras vezes, desligou sem deixar uma mensagem; na terceira, disse: - Papai, mamãe, sou eu. Estava pensando em voltar para casa. Vou pegar o ônibus e chegarei aí por volta da meia-noite de amanhã. Se vocês não estiverem esperando por mim, bem, acho que seguirei para o Canadá. Eram sete horas de viagem, com paradas entre Detroit e Traverse City. Durante esse tempo, ela pôde perceber as falhas em seu plano. E se os pais estivessem fora da cidade e não tivessem ouvido a mensagem? Seria melhor ter esperado mais um dia até que conseguisse falar com eles? Se eles estivessem em casa, provavelmente já a consideravam morta há muito tempo. Deveria ter-lhes dado um tempo para se recuperar do choque. Muitos pensamentos tomavam conta de sua mente, além da preocupação com o discurso que preparara para o pai: "Papai, sinto muito. Sei que estava errada. A culpa não é sua; é toda minha. Papai, pode me perdoar?" Ela dizia essas palavras consigo mesma sem parar, como se estivesse ensaiando. Há muitos anos, não se desculpava com ninguém. O ônibus andava com as luzes acesas desde Bay City. Pequenos flocos de neve caíam no asfalto aquecido pelos milhares de pneus que ali rodavam, fazendo subir um vapor. Ela havia se esquecido de como as noites eram escuras ali. Um cervo cruzou a estrada, e o ônibus deu uma guinada, tentando desviar-se. De vez em quando, via-se um outdoor na estrada. Uma placa indicava quantos quilômetros faltavam até Traverse City. Oh, DEUS!. Quando o ônibus, finalmente, entrou na estação rodoviária, os freios a ar assobiaram em protesto, e o motorista anunciou no microfone: - Quinze minutos, pessoal. É todo o tempo que permaneceremos aqui. Quinze minutos para decidir a vida. Ela se olhou no espelho de bolsa, penteou o cabelo e limpou o dente manchado de batom. Olhou para as manchas de nicotina nas pontas dos dedos e imaginou se os pais notariam. Se eles estivessem ali... Desceu no terminal sem saber o que esperar. De milhares de cenas que imaginou, nenhuma se comparava ao que a aguardava.

Ali, naquele terminal rodoviário de paredes de concreto e cadeiras plásticas, em Traverse City, Michigan, estava um grupo de 40 irmãos e irmãs, tios e tias, primos, uma avó e uma bisavó para recepcioná-la. Todos usavam chapeuzinhos de festa e as sopravam apitos. Ocupando toda a parede do terminal, havia uma faixa feita em computador na qual se lia: "Bem-vinda ao lar!" Da multidão que a esperava, surge o pai. Por entre lágrimas, ela o olha e começa o discurso preparado: - Papai, sinto muito. Eu sei... Ele a interrompe: - Psiu, filha. Não temos tempo para isso. Não temos tempo para desculpas. Você vai se atrasar para a festa. Há um banquete esperando por você lá em casa.

 

 

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho 01 de novembro de 2025

APS 60+ IASD Alvorada

 

1 INVEJA DA ONIPOTÊNCIA MATERNA

 

A inveja, para Melanie Klein, é uma das emoções mais primárias do psiquismo humano. Ela surge na fase inicial do desenvolvimento, na relação com o seio materno, que é a primeira fonte de amor, nutrição e satisfação para o bebê. 

1 Fonte de satisfação e frustração: 

O bebê DEPENDE COMPLETAMENTE DA MÃE (ou de quem exerce essa função) para sobreviver.

Quando o seio materno (simbolizando o provedor) nutre e SATISFAZ o bebê, ele é percebido como um "SEIO BOM".

No entanto, quando a satisfação não é plena, a frustração ativa um sentimento de RAIVA e inveja.

2 Inveja do peito: 

A inveja é direcionada ao seio materno porque o bebê percebe que o seio possui algo que ele não tem: a capacidade de dar vida, nutrição e prazer.

O bebê INVEJA A "ONIPOTÊNCIA" do seio, e essa inveja se manifesta como um impulso destrutivo contra o que ele mais deseja.

3 Impulso destrutivo: 

Esse impulso leva o bebê a "ESTRAGAR" ou "esvaziar" o objeto bom.

Em sua fantasia, ele ataca o seio que não o satisfez totalmente, na tentativa de DESTRUIR O BEM QUE O OUTRO POSSUI e que ele deseja para si.

4 A "mãe onipotente": 

Klein percebe que essa fantasia de onipotência materna (a mãe que tem tudo, que pode tudo) é tanto o objeto da inveja quanto o polo da idealização. A criança oscila entre idealizar a mãe que a nutre e invejá-la quando a satisfação falha. 

 

NA VIDA ADULTA


Se essa inveja primária não é elaborada de forma saudável, ela pode se perpetuar na vida adulta e se manifestar de diversas maneiras. 

Dificuldade com a maternidade: 

Mulheres que não elaboraram a inveja da onipotência materna podem sentir um profundo receio de se tornarem mães, temendo reproduzir os padrões da própria mãe ou competindo com ela.

Conflitos em relacionamentos: 

Indivíduos que sofreram com a onipotência materna podem desenvolver uma insegurança crônica e uma dependência emocional excessiva em outros relacionamentos.

A onipotência da mãe, que se manifesta como controle e intrusão, pode resultar em dificuldade em dizer "não" ou em estabelecer limites saudáveis.

Competição constante: 

A inveja pode se manifestar como uma competição generalizada com outras pessoas, especialmente figuras de autoridade ou que simbolizam a maternidade.

Essa pessoa pode se sentir compelida a desvalorizar as conquistas alheias para se sentir superior.

Falso self e dependência: 

A superproteção materna pode impedir que a criança desenvolva sua espontaneidade e um self verdadeiro.

Na vida adulta, isso leva à construção de uma personalidade artificial para se adequar às expectativas dos outros, repetindo o padrão de submissão.

Problemas profissionais: 

A dificuldade em lidar com figuras de autoridade no trabalho (chefes) pode ter origem nessa dinâmica infantil.

A pessoa pode sentir inveja do poder e da autonomia dessas figuras, boicotando-se ou competindo de forma destrutiva. 

 

MECANISMOS DE DEFESA E TRATAMENTO


Negação: 

Recusa em aceitar a realidade dolorosa de que a mãe não pode suprir todas as suas necessidades.

Projeção: Atribuir seus próprios sentimentos destrutivos de inveja aos outros, sentindo-se injustiçado ou perseguido.

Psicanálise: O tratamento psicanalítico busca, por meio da análise, trazer à tona esses sentimentos e padrões inconscientes. Ao trabalhar a inveja e as defesas construídas na infância, a pessoa pode se libertar da repetição desses padrões na vida adulta e construir relações mais saudáveis. 

 

2 RAIVA DA DEPENDÊNCIA PATERNA

 

A raiva da dependência materna é um tema central na psicanálise, especialmente nas teorias de autores como Donald Winnicott. Ela não é vista como um sentimento negativo a ser eliminado, mas como uma etapa crucial e necessária para o desenvolvimento da individualidade e da separação da criança em relação à mãe. 

 

Conflito dependência-independência

·     Primeira fase: Nos primeiros meses de vida, o bebê vive em um estado de dependência absoluta em relação à mãe ou cuidador principal, que é percebido como a fonte de toda satisfação. Essa fusão inicial é fundamental para o desenvolvimento.

·     Fase de separação: À medida que o bebê se desenvolve, ele começa a perceber que a mãe não é uma extensão de si mesmo, mas um ser separado. A mãe, por sua vez, precisa fazer pequenas falhas, o que Winnicott chamou de "desilusão", para que a criança perceba a existência do outro.

·     Raiva como resposta: A raiva surge como uma reação natural a essa perda da onipotência. A criança experimenta raiva e ódio quando percebe que a mãe não está disponível imediatamente para atender a todas as suas necessidades. Essa agressividade é um motor para o crescimento e a busca por autonomia. 

A agressividade e a função da mãe

·     Agressividade vital: Para Winnicott, a agressividade não é puramente destrutiva, mas uma manifestação de vitalidade. É um impulso do bebê de se mover para fora e atuar sobre o ambiente. A agressividade é necessária para que a criança se diferencie do mundo externo e, consequentemente, da mãe.

·     Manejo materno: A capacidade da mãe de suportar a agressividade do bebê é crucial. Se a mãe não tolera o ódio do filho e teme a própria agressividade, ela pode não conseguir realizar o "desmame psicológico", impedindo que a criança amadureça.

·     Reunião das experiências: Ao longo desse processo, a criança oscila entre o sentimento de ter uma "mãe boa" (que satisfaz) e uma "mãe má" (que frustra). A integração dessas experiências — a mãe que é fonte de amor e também de frustração — permite o amadurecimento e a aceitação da ambivalência inerente às relações humanas. 

Impactos na vida adulta

·     Dependência emocional: Se o conflito da dependência não é bem elaborado na infância, ele pode ressurgir na vida adulta como dependência emocional. A pessoa adulta, de forma inconsciente, busca reproduzir a relação inicial com a mãe em outros relacionamentos, buscando segurança e validação externa.

·     Transferência na análise: Em uma análise, a raiva da dependência pode ser revivida e projetada no analista, fenômeno conhecido como transferência. O paciente pode manifestar hostilidade ou agressividade ao analista, revivendo sentimentos de frustração da infância. O manejo da contratransferência (a reação do analista) é fundamental para a elaboração desses sentimentos. 

Em resumo, a psicanálise entende a raiva da dependência materna como um afeto complexo e estruturante. É um motor para a individuação, permitindo que o sujeito se separe da mãe e construa sua própria identidade, abandonando a dependência absoluta da infância. 

 

NA VIDA ADULTA

 

Manifestações na vida adulta

·     Mães controladoras e intrusivas: Filhos de mães superprotetoras podem desenvolver insegurança crônica e um "falso self", uma personalidade que se adapta aos desejos da mãe. A raiva surge da frustração pela perda da espontaneidade e da autonomia, mas é frequentemente reprimida e manifestada de forma passiva.

·     Problemas de relacionamento: A dependência emocional não resolvida pode gerar relações instáveis, medo de intimidade e dificuldades de confiar nos outros. A raiva é direcionada ao parceiro, que pode ser visto como uma extensão da figura materna controladora.

·     Mommy issues: A expressão "mommy issues" refere-se a problemas emocionais decorrentes de uma relação tensa com a mãe na infância. Esses problemas podem se manifestar como ansiedade, baixa autoestima e dificuldade em lidar com frustrações, resultando em raiva e ressentimento.

·     Agressividade e inveja: A raiva da dependência pode estar ligada a sentimentos de inveja, tanto da figura materna quanto das conquistas de outros. Essa agressividade pode ser dirigida a si mesmo ou a outros, e muitas vezes se manifesta como autossabotagem e dificuldade em alcançar objetivos. 

Como a psicanálise aborda o tema

A psicanálise trabalha com a escuta e a interpretação para ajudar o indivíduo a identificar a origem da raiva e da dependência. O tratamento envolve: 

·     Análise da relação transferencial: O paciente pode projetar seus sentimentos em relação à mãe no analista, permitindo que a raiva seja trabalhada em um ambiente seguro e controlado.

·     Conscientização e elaboração: A análise ajuda a pessoa a reconhecer e aceitar as experiências infantis não resolvidas e a desenvolver novas formas de lidar com a ambivalência, a frustração e a separação.

·     Reconstrução da identidade: Ao compreender os padrões de dependência e as fantasias de posse, o indivíduo pode construir uma identidade mais autônoma e saudável. 

 

3 CIÚME DA EXCLUSIVIDADE MATERNA/PATERNA

 

A perspectiva de Melanie Klein 

·     Inveja e gratidão: Para Klein, a inveja do seio materno, fonte de vida e prazer, é uma emoção primitiva. O ciúme surge como um desdobramento dessa inveja, especialmente quando o bebê percebe que a mãe oferece a outros (o pai, por exemplo) algo que ele deseja exclusivamente.

·     Posição depressiva: Ao longo do desenvolvimento, a criança percebe a mãe como um objeto total, que possui tanto aspectos bons quanto maus. O medo de destruir a mãe amada e a preocupação com o bem-estar dela surgem na chamada "posição depressiva". A capacidade de lidar com esses sentimentos ambivalentes (amor e ódio) é fundamental para a superação do ciúme e o desenvolvimento de relações mais maduras.

·     Rivalidade e triangulação: A chegada de um terceiro na relação mãe-bebê (a triangulação) é crucial para Klein. Se a rivalidade e o ciúme são bem elaborados, a criança pode desenvolver a gratidão. Caso contrário, sentimentos de inveja e possessividade podem persistir, prejudicando futuros relacionamentos. 

O papel da psicanálise

A terapia psicanalítica auxilia o paciente a identificar e compreender esses conflitos inconscientes originados nas primeiras relações. Ao analisar as repetições de padrões relacionais e as dinâmicas de ciúme, a psicanálise oferece ferramentas para que o indivíduo possa lidar de forma mais saudável com seus desejos, frustrações e a percepção de que o outro possui uma vida para além de sua própria pessoa. 

 

NA VIDA ADULTA

 

A origem na infância

1.                                                                                                     A díade mãe-bebê: No início da vida, o bebê vive uma relação de fusão e dependência absoluta com a mãe, que é vista como o primeiro objeto de amor e fonte de gratificação. A mãe é quem provê alimento, afeto e cuidado, salvando a criança de um "desamparo radical".

2.                                                                                                     O Complexo de Édipo: O ciúme surge com a entrada do terceiro elemento na relação: o pai. A criança, que até então vivia em uma díade (relação a dois) com a mãe, passa a enfrentar a realidade de que a mãe também deseja outros (o pai ou o par-rival).

3.                                                                                                     Superação do Édipo: A resolução saudável do Complexo de Édipo implica que a criança aceite a interdição (a proibição) de ter a mãe como objeto de desejo exclusivo. Isso a leva a se identificar com o genitor do mesmo sexo e a buscar objetos de amor fora do núcleo familiar. É essa superação que permite a inserção do sujeito na cultura e na linguagem. 

Manifestações na vida adulta

Quando a fase edipiana não é bem resolvida, a pessoa pode permanecer "presa" a essa dinâmica, buscando reproduzir na vida adulta a exclusividade perdida com a mãe. Algumas manifestações incluem: 

·     Dependência emocional: Uma necessidade crônica de aprovação e de cuidados da mãe, que pode levar à dificuldade de se separar e amadurecer.

·     Ciúme patológico: O sujeito transfere o ciúme original pela mãe para outros relacionamentos amorosos, projetando no parceiro as fantasias de infidelidade que foram reprimidas na infância. O foco da análise deve ser nas fantasias inconscientes, e não na infidelidade real do parceiro.

·     Mães controladoras: Indivíduos com mães controladoras e intrusivas podem desenvolver insegurança crônica na vida adulta, presos a um papel de dependência, ou ter dificuldade em dizer "não".

·     Incapacidade de ter relações saudáveis: A pessoa pode ter dificuldade em estabelecer vínculos afetivos maduros e duradouros, pois inconscientemente busca a relação de exclusividade que tinha com a mãe, o que inviabiliza a construção de uma parceria de igual para igual. 

A importância da análise

A psicanálise trata esse ciúme, não focado apenas no comportamento superficial, mas nas vivências primitivas e fantasias infantis que o originaram. Através da análise, o sujeito pode: 

·     Refletir sobre sua subjetividade e complexos parentais.

·     Elaborar as marcas psíquicas deixadas por essas vivências.

·     Construir um novo senso de autoconfiança e autoestima, superando a estrutura falha e encontrando saídas mais salubres para suas pulsões.

 

4 ONIPOTÊNCIA PATERNA X ONIPOTÊNCIA JUVENIL

 

Na psicanálise, a onipotência juvenil é a crença do adolescente em seu poder absoluto de dominar a realidade e se sentir onisciente, enquanto a onipotência materna se refere à influência primordial e total da mãe (ou função materna) sobre o psiquismo do bebê, moldando sua realidade inicial. A dinâmica entre elas se dá na adolescência, quando o jovem tenta romper com essa dependência, muitas vezes por meio de uma reação de inversão, buscando a si mesmo ocupar a posição de "outro" caprichoso e onipotente para se defender da submissão à mãe. 

Onipotência Materna

·     Função materna: A mãe (ou função materna) é o "Outro primordial" que molda a experiência inicial da criança através da linguagem e do cuidado.

·     Dependência: O bebê, inicialmente, está em uma posição de total dependência, onde o mundo é mediado pela mãe, e sua própria onipotência é um reflexo da onipotência materna.

·     Identificação: A criança se constitui psiquicamente ao se identificar com essa figura primordial, a mãe. 

Onipotência Juvenil

·     Oposição à dependência: A adolescência é o período em que o jovem busca se diferenciar e se libertar da onipotência materna.

·     Inversão: Essa busca pode se manifestar como uma inversão, onde o adolescente, para se defender da dependência, assume para si a posição do "outro" onipotente e caprichoso.

·     Busca por autonomia: É uma tentativa de escapar da "decepção medular" de se sentir à mercê do outro, buscando uma autonomia em relação à mãe. 

A dinâmica e o conflito

·     Luta pela diferenciação: A adolescência é marcada por essa tensão entre a onipotência juvenil e a onipotência materna. O adolescente vive um "jogo" de inversão de papéis, tentando se desvencilhar do poder materno.

·     "O Outro": A luta se dá na tentativa do jovem de não ser mais um "suporte da onipotência narcísica parental", mas sim um sujeito autônomo.

·     Exemplos clínicos: A psicanálise observa a manifestação dessa dinâmica em casos como a anorexia, onde a adolescente se defende da onipotência materna através de um controle absoluto sobre o próprio corpo e a relação com a comida. 

 

NA VIDA ADULTA

 

A psicanálise entende a onipotência como um estado mental, em que o indivíduo acredita que seus pensamentos e desejos podem controlar a realidade. Embora seja uma característica normal do desenvolvimento infantil, sua permanência na vida adulta pode gerar conflitos e sofrimento. A onipotência se manifesta de forma diferente em cada fase da vida, sendo a onipotência juvenil distinta da onipotência materna que pode persistir na vida adulta. 

Onipotência juvenil

Na adolescência, a onipotência é uma característica central do processo de separação e busca de identidade, representando uma forma de reagir à vulnerabilidade e à incerteza da fase. 

Características da onipotência juvenil:

·     Idealização e megalomania: O adolescente pode sentir-se ilimitado, especial e destinado a grandes feitos, como uma forma de compensar a insegurança e as inseguranças da transição para a vida adulta.

·     Necessidade de autonomia: A onipotência se manifesta no desejo de se opor aos pais e à autoridade, negando o controle e a dependência em relação aos cuidadores, que foram percebidos como "todo-poderosos" na infância.

·     Baixa tolerância à frustração: A onipotência leva a uma dificuldade em lidar com limites e frustrações, o que pode causar reações de raiva ou agressividade quando as expectativas não são atendidas.

·     Vulnerabilidade e risco: Essa atitude de invencibilidade pode levar a comportamentos de risco, já que o adolescente se sente imune a consequências negativas. 

Onipotência materna

A onipotência materna, por sua vez, está ligada à relação inicial entre mãe e bebê. No início da vida, o bebê vive a ilusão de que seus desejos são imediatamente atendidos, porque a mãe "suficientemente boa" consegue antecipar e satisfazer suas necessidades. Para o psicanalista Donald Winnicott, essa ilusão de onipotência infantil é crucial para o desenvolvimento saudável. 

Se essa onipotência não for abandonada de forma gradual, pode se manifestar na vida adulta com as seguintes dinâmicas:

Na mãe:

·     Desejo de controle absoluto sobre a vida dos filhos: A onipotência materna pode persistir na vida adulta, levando a um controle excessivo e à dificuldade em permitir a autonomia dos filhos. A mãe pode sentir-se onipotente, acreditando que sabe o que é melhor para o filho e que sua intervenção é sempre necessária.

·     Dificuldade de separação: Algumas mães têm dificuldade em separar-se emocionalmente dos filhos, mantendo uma dependência que impede o crescimento e a individuação dos mesmos. Para elas, o filho continua sendo uma extensão de si mesmas.

·     Repercussões nos filhos: A onipotência materna pode levar o filho a uma posição de dependência ou rebeldia. Ele pode não conseguir desenvolver a própria individualidade, mantendo-se submisso, ou, por outro lado, pode se rebelar para tentar romper a fusão materna. 

A onipotência na vida adulta

Tanto a onipotência juvenil não resolvida quanto a onipotência materna podem se manifestar na vida adulta com características problemáticas:

·     Dificuldade em lidar com a realidade: O adulto pode ter dificuldade em aceitar limites, regras e críticas, agindo como se fosse superior aos outros e merecedor de tratamento especial.

·     Sentimento de frustração e fracasso: Quando a vida impõe limites e o mundo real não corresponde às suas expectativas, o adulto onipotente pode sentir raiva, descontrole e frustração intensa.

·     Relações interpessoais frágeis: Relações podem se tornar descartáveis, e o indivíduo pode projetar suas frustrações nos outros, atacando quem não corresponde às suas expectativas irreais. 

Resolução e amadurecimento

A psicanálise busca ajudar o indivíduo a abandonar a ilusão de onipotência e a aceitar a realidade de sua finitude e de suas limitações. O processo de amadurecimento implica em reconhecer a própria vulnerabilidade e em desenvolver a capacidade de resiliência. A resolução desses padrões onipotentes é essencial para a construção de uma identidade saudável e de relações interpessoais mais maduras e empáticas. 

 


 

7

ESCOLHIDO PARA SER MODELO

Marcelo Augusto de Carvalho

 

TOPO

 

LUCAS 8:1-3 – (identificação projetiva internalizada, a pessoa do analista sendo continente)

 

De todas as mulheres citadas no NT, esta personagem sem dúvida, é a mais significativa!

Quem era Maria? O que estava por detrás da sua história?

 

1-FAMÍLIA CARENTE.

 

Devem ter perdido os pais muito cedo.

Sendo assim, os 3 tem que se virar sozinhos para manterem-se financeiramente.

Mas não só isto: eles terão que se virar entre si em busca dos significados da vida.

LÁZARO – o irmão homem, talvez o mais velho.

Cabe agora a ele fazer o papel de provedor do lar.

Mas é incrível: Lázaro é um morto!

Como se define um homem? Por suas palavras! Genesis 1-3: é o homem que fala. Dá nome aos animais, define Eva como esposa, como a mãe dos viventes, etc...

Mas e Lázaro? Um personagem tão importante, nenhuma palavra sua é relatada nas Escrituras!

Foi para ele que Jesus fez Seu maior milagre: sua ressurreição depois de 4 dias já morto.

Maria, sua irmã caçula, o definiu bem: “Se o Senhor estivesse aqui, ele não teria morrido”. É um bebe gigante que só vive se outro existir do seu lado!

MARTA – a filha do meio.

Eu nunca queria ser o filho do meio.

Numa família, quem é o filho do meio? Ninguém!

O mais velho será sempre o primogênito. Sempre. Não há como tirar isso dele.

O caçula será sempre o caçulinha, o nojinho do papai e da mamãe.

Mas e o do meio? Tão faiado que nem nome ele tem! Não foi o primogênito, já foi o caçula, e agora não é mais nada.

Por isto, em geral, o filho do meio é o que mais se define na vida, para bem ou para o mal. Ele vai em busca de um lugar para ele. Geralmente se torna o LÍDER dos irmãos, e quando os outros crescem e precisam de alguém que resolva o buscam. Mas se for pro caminho do mal, também vira o bicho!

Assim é Marta. Ela busca seu significado. Não tem os pais. O irmão é um morto. Então ela encontra no trabalho sua razão para existir.

É GENTE QUE FAZ! Precisou, é com ela. Sua definição é TRABALHO! Ela se mata pelos outros.

Desta forma ela diz: “Me amem porque eu cuido de vocês!”

E MARIA? – a caçula.

Também busca seu significado como pessoa. Mas como sua irmã, não encontra.

O irmão é um morto. A irmã só trabalha. Que fazer?

Ela tem um tio. E que tio! Ele é um tipão, bem-sucedido, rico, e melhor, ele é o ancião da igreja (chefe da sinagoga).

Ela o busca, dá a ele a oportunidade de ser para ela um pai.

Mas aí acontece a pior tragédia de sua vida. Em vez de fazer seu papel, o tio se aproveita de sua carência e a leva ao pecado!

 

ABUSO

Todas as crianças desse mundo passam por um processo curioso.

Explicar o ÉDIPO.

Se a criança busca o adulto, mas este faz o que jamais deve fazer, destrói o PSIQUISMO da criança talvez para sempre!

- Colégio Adventista: nenhum professor, funcionário ou pastor pode namorar uma aluna!

- Desbravadores: nenhum líder adulto pode namorar uma desbravadora.

Por quê? São funções paternais. A criança nos olha assim. Se nos envolvemos sexualmente com eles, isso se chama INCESTO!

- Fábrica: o chefe muitas vezes é visto numa função paterna. Se ele se envolver com essa moca, é incesto!

EXCESSÃO: só se a criança já é maior de idade, e não o vê mais como um pai, mas como um HOMEM!

 

EXEMPLO: A MULHER SEM TUFOS DE CABELO! – o líder dos jovens, depois o médico que a atendeu. Não tenho sexualidade.

 

2-O RESULTADO DE UMA FAMÍLIA SEM SIGNIFICADOS.

O QUE ACONTECE COM MARIA?

 

Foge de casa. Quer um recomeço. Mas cai no vício. O resultado: 7 demônios moram dentro dela.

 

POR QUE OS JOVENS ERRAM TANTO?

Há uma história por detrás de todas as histórias, e você só vai entender a pessoa se for atrás dela para entender aquele ser humano!

Por que tantas meninas vão atrás do sexo livre se sabem do perigo que passam?

Por que os meninos insistem em viver tão perigosamente se eles sabem aonde isto vai chegar?

 

3-MAS HÁ SALVAÇÃO PARA CADA FILHO DE DEUS. EM QUEM? EM JESUS CRISTO!

 

Não sabemos como, (passou em sua cidade, passou na casa dos seus irmãos, o ouviu numa pregação, ou até pode tê-lo conhecido num daqueles famosos almoços que Jesus tinha com publicanos e pecadores).

Ela se converteu.

Não foi fácil: Jesus expulsou dela quantos demônios? 7 significa PLENITUDE (vivia tomada pelo inimigo). Mas Jesus a libertou.

Não há nenhum drama desta vida que Jesus não saiba e não possa resolve-lo.

 

4-AGORA, VIVE AOS PÉS DE JESUS! (EGO DO ANALISTA INTROJETADO)

 

A partir de sua conversão, só há um lugar para Maria: aos pés de Cristo.

Em todos os momentos importantes de Seu Ministério, Maria está lá.

Nas pregações, nos milagres, no jantar na casa daquele seu tio Simão, em Seu julgamento, em Sua crucifixão, ela fica de olho para saber os soldados o enterraram, ela é a primeira a ir ao sepulcro no domingo pela manhã para ungir seu corpo.

Mas por quê?

Lembre-se: ela é convertida, mas ainda tem suas faltas. Ainda busca um significado para si!

Desde que o conheceu, ela escolhe Jesus para lhe fazer o papel paterno, e lhe conduzir na vida.

Mas se você estivesse lá, você como um bom ADVENTISTA diria a Jesus: “Senhor, cai fora dessa aí. Ela é perigosa, vai te seduzir e te botar tudo a perder!”

Mas Jesus não se afasta dela, nem ela dele!

Maria sabe que tem problemas com sua sexualidade. Um monstro lá trás a destruiu. Tudo ela resolve aonde? Na cama. Prazer, correspondência ou conexão humana só existe se for sexual. Mas aí está a questão.

ELA SABE QUE PODE CONFIAR EM JESUS!

Ele é um homem casto. Ela pode viver com ele o que lhe faltou na infância. Pode desejá-lo, pode sofrer a castração, pode receber seu significado, e pode ir embora dele, porque Ele nunca irá avançar o sinal.

Por isto ela o ama tanto!

 

5-SER JESUS PARA AS PESSOAS.

 

Em cada rua desse mundo, há meninos e meninas, há homens e mulheres como Maria.

O ser humano é essencialmente um SER DE SIGNIFICADO.

Pode falta água, pode faltar o pão de cada dia, mas nunca pode lhe faltar SEUS SIGNIFICADOS. Essa é a FOME DA ALMA.

Primeiro se busca na mãe, depois no pai, depois na professora, nos colegas, no amor, na igreja, no trabalho, no chefe, na família que se forma.

Mas quantas pessoas encontram o que buscam? Poucos. Daí vem a LOUCURA DO MUNDO!

 

JESUS QUERIA SER TUDO PARA CADA PESSOA. MAS ELE NÃO ESTA AQUI. ENTÃO O QUE ELE PEDE A NÓS? SEJA EU PARA ELES!

- Parábola dos bodes e das ovelhas. Quando te vimos? Quando fizeram a um desses meus pequeninos!

 

NA SUA FAMÍLIA – sobrinho, uma sobrinha, um neto.

NA SUA RUA – é só atravessar a rua...

NA SUA IGREJA – há pessoas desesperadas aqui por um pai e uma mãe.

NA SUA ESCOLA – sempre há uma criança desesperada em busca do amor!

 

MAS COMO EU VOU SABER A QUEM EU DEVO IR? – Eles nos escolhem!

- Cajac 2014: seu enteado te escolheu. Faça o seu papel!

 

APELO

 

Você está sendo escolhido para a maior de todas as missões humanas: ser jesus para alguém. Para quem você será? Ou vai fugir feito Jonas?

 

TRÊS CARTAS DE TEDDY - ELIZABETH SILANCE BALLARIAN

 

A carta de Teddy chegou hoje, e, agora que já a li, vou guardá-la em meu baú de cedro, com as outras coisas que são importantes para a minha vida.

"Eu queria que a senhora fosse a primeira a saber." Sorri ao ler estas palavras, e meu coração se encheu de um orgulho que eu não deveria sentir.

Não vejo Teddy Stallard há 15 anos, época em que ele foi meu aluno na quinta série. Eu estava no início de carreira e começara a lecionar havia apenas dois anos.

Não gostei de Teddy, desde o primeiro dia que ele entrou em minha classe. Os professores (embora nem todos saibam fazer a diferença) não devem demonstrar preferência por nenhum aluno e, acima de tudo, não devem demonstrar antipatia por uma criança, por qualquer criança.

Contudo, todos os anos aparecem uma ou duas crianças pelas quais não podemos deixar de sentir certa afeição, porque os professores são humanos, e faz parte da natureza humana gostar de pessoas espertas, bonitas e inteligentes, quer tenham dez ou 25 anos de idade. E, às vezes, com pouca frequência, felizmente, há um ou dois alunos com os quais o professor não consegue ter um bom relacionamento.

Eu me considerava perfeitamente capaz de lidar com meus sentimentos em tais situações, até o dia em que Teddy entrou em minha vida. Naquele ano, não havia nenhum aluno especial do qual eu gostasse; mas Teddy era, certamente, um menino com quem eu não me simpatizava.

Ele era um garoto sujo. Não de vez em quando, mas sempre. Seu cabelo caía por cima das orelhas, e ele precisava afastá-Io dos olhos para conseguir escrever. Naquela época, o cabelo comprido não era moda! Além disso, seu corpo exalava um odor que nunca consegui identificar.

Sua aparência física era horrível, e seu intelecto deixava muito a desejar. No final da primeira semana, eu já sabia que ele não acompanharia os demais alunos. Além de não acompanhar, era lento demais! Comecei a afastar-me dele imediatamente.

Qualquer professor vai dizer que se sente mais do que satisfeito quando ensina uma criança inteligente. É muito mais compensador para o ego. Porém, qualquer professor que se preze deve canalizar o trabalho para o aluno inteligente, no intuito de estimulá-Io, enquanto dedica maior empenho às crianças mais lentas. Qualquer professor pode fazer isso. A maioria faz, mas eu não fiz. Não naquele ano.

A bem da verdade, concentrei-me em meus melhores alunos e deixei que os outros os acompanhassem dentro do possível. Embora me sinta envergonhada por ter de admitir, eu nutria um perverso prazer em usar a caneta vermelha; e, todas as vezes que eu corrigia as provas de Teddy, as cruzes vermelhas (e havia muitas) eram sempre um pouco maiores e um pouco mais acentuadas do que o necessário.

"Insatisfatório!" - eu escrevia, com letras floreadas.

Apesar de não ridicularizar o garoto, minha atitude era visível aos outros alunos, porque ele passou rapidamente a ser a "ovelha negra" da classe, o excluído: aquele que não era digno de ser amado.

Teddy sabia que eu não gostava dele, mas não sabia por quê. Eu também não sabia - nem naquela época, nem agora - por que sentia tamanha antipatia por ele. Só sei que ninguém gostava dele, e eu não fiz nenhum esforço para mudar essa situação.

Os dias foram passando. Comemoramos o Festival de Outono e o Dia de Ação de Graças, e eu continuava a usar minha caneta vermelha com grande satisfação.

Quando o Natal se aproximou, eu sabia que Teddy não teria condições de se recuperar a tempo de passar para a sexta série. Ele repetiria o ano.

Para justificar-me, eu relia seu currículo escolar, de tempos em tempos. Suas notas haviam sido muito baixas nos quatro primeiros anos, mas ele nunca foi reprovado. Como ele conseguiu essa façanha, eu não sabia. Resolvi concentrar-me nas anotações sobre sua personalidade.

Primeira série: Teddy demonstra ter futuro, em razão de seu trabalho e atitudes; mas o ambiente em seu lar não é bom. Segunda série: Teddy poderia ser melhor aluno. A mãe está doente e em estado terminal. Ele recebe pouca ajuda em casa. Terceira série: Teddy é um menino amável. Prestativo, mas muito sério. Lento para aprender. A mãe morreu no fim do ano. Quarta série: Muito lento, porém bem-comportado. O pai não demonstra nenhum interesse pelo filho.

Bem, ele foi aprovado quatro vezes. Mas certamente repetirá a quinta série! Faça alguma coisa por ele! - eu disse a mim mesma.

Chegou o último dia de aula, antes do Natal. Nossa pequenina árvore em cima da mesa de leitura estava enfeitada com papel e pipoca. Havia muitos presentes amontoados embaixo dela, à espera do grande momento.

Os professores sempre recebem vários presentes no Natal, mas, naquele ano, os meus foram em número muito maior e eram muito mais requintados. Não houve um só aluno que não me tivesse trazido um presente. Cada pacote desembrulhado provocava gritos de alegria, seguidos de efusivos agradecimentos àquele que o oferecera.

O presente de Teddy não foi o último que peguei; estava no meio da pilha, acondicionado num saco de papel marrom, enfeitado com desenhos de árvores de Natal e sinos vermelhos, feitos por ele mesmo.

A boca do saco estava amarrada com fita adesiva invisível.

"Para a Srta. Thompson, de Teddy" - ele havia escrito.

Um completo silêncio abateu-se sobre o grupo, e, pela primeira vez, eu me senti observada e constrangida, porque todos estavam aguardando que eu abrisse o presente.

Quando retirei o último pedaço da fita adesiva, dois objetos caíram em minha mesa: um vistoso bracelete imitando joia, no qual faltavam várias pedras, e um pequeno frasco de colônia barata - pela metade. Ouvi as risadinhas e os cochichos, e eu não tinha certeza se poderia olhar para Teddy.

- Não é lindo? - perguntei, colocando o bracelete no pulso. Teddy, você poderia ajudar-me a fechá-lo?

Ele sorriu com timidez, enquanto prendia o fecho, e eu levantei o braço para que todos admirassem o bracelete.

Ouvi alguns "ooohs" e "aaahs" hesitantes; mas, quando coloquei uma gota da colônia atrás da orelha, todas as meninas se enfileiraram para receber uma gota também.

Continuei a abrir os presentes, até chegar ao último da pilha.

Comemos alguns petiscos, e a sineta tocou.

As crianças se despediram com gritos de "Até o ano que vem!" e "Feliz Natal". Mas Teddy continuou sentado em sua carteira.

Depois que todos saíram, ele caminhou em minha direção, segurando firme contra o peito os livros e o presente que ganhou.

- A senhora é parecida com minha mãe - ele disse mansamente. O bracelete dela também fica muito bonito no pulso da senhora. Que bom que a senhora gostou! Após essas palavras, ele saiu rapidamente. Tranquei a porta, sentei-me diante de minha mesa e chorei, resolvida agora, a oferecer a Teddy tudo o que eu, deliberadamente, lhe negara o carinho de uma professora.

Depois dos feriados de Natal, passei todas as tardes com Teddy, até o último dia de aula. Às vezes, trabalhávamos juntos. Outras, ele trabalhava sozinho, enquanto eu preparava as aulas ou as provas.

Lentamente, mas com determinação, ele alcançou o restante da classe. Na verdade, suas médias finais ficaram entre as mais altas da classe. Apesar de saber que Teddy se mudaria para outro Estado quando as aulas terminassem, eu não sentia preocupação em relação a ele. Teddy havia atingido um estágio que o levaria a manter um bom nível no ano seguinte, em qualquer colégio que estudasse. Ele havia desfrutado uma boa dose de sucesso, e, conforme aprendemos no curso de magistério, "o sucesso consolida o sucesso".

 

Só recebi notícias de Teddy 7 anos depois, quando encontrei sua primeira carta em minha caixa de correio.

 

Prezada Srta. Thompson,

Eu queria que a Senhora fosse a primeira a saber. Vou receber o diploma como segundo aluno da classe, no próximo mês.

Cordialmente, Teddy Stallard

Enviei-lhe um cartão de congratulações e um pequeno presente: um conjunto de caneta e lápis. Eu gostaria de saber o que ele faria após receber o diploma.

 

Quatro anos depois, chegou a segunda carta de Teddy.

Prezada Srta. Thompson,

Eu queria que a senhora fosse a primeira a saber. Fui informado de que vou receber o diploma como primeiro aluno da classe. O curso na faculdade não foi fácil, mas eu gostei. - Cordialmente, Teddy Stallard

Enviei-lhe um belo par de abotoaduras de prata, com suas iniciais, acompanhado de um cartão. Estava tão orgulhosa dele que parecia que ia explodir!

 

E hoje... chegou a terceira carta de Teddy.

Prezada Srta. Thompson,

Eu queria que a senhora fosse a primeira a saber. A partir de hoje, sou o médico, Dr. Theodore Stallard. Que tal!!!??

Vou me casar em julho. No dia 27, para ser mais exato. Eu gostaria que a senhora comparecesse e se sentasse no lugar onde minha mãe se sentaria. Não tenho mais família, porque meu pai morreu no ano passado.

Cordialmente, Teddy Stallard

 

Não sei ao certo que tipo de presente se deve enviar a um médico, quando efe conclui a faculdade de medicina. Talvez seja melhor aguardar e levar um presente de casamento. Mas a carta não pode esperar.

 

Prezado Ted, Parabéns! Você conseguiu, e conseguiu com o próprio esforço! Apesar de pessoas como eu, e não por minha causa, o seu dia chegou.

Deus o abençoe. Estarei presente ao casamento quando os sinos estiverem tocando!

 

 

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho 03 de janeiro de 2015

IASD Central de São José dos Campos SP

 

 


 

8

COMO VENCER MINHA TEMPESTADE?

Marcelo Augusto de Carvalho

 

TOPO

 

MARCOS 4.35-41 – (inconsciente)

 

1 TODOS TEMOS UMA TEMPESTADE A VENCER!

 

Nas histórias milenares, RIO, MAR, FLORESTA sempre é a MENTE do personagem, isto é, o seu INCONSCIENTE.

I PESSOAL – tudo o que me aconteceu e o que senti está registrado ali.

I PAIS E AVÓS – tudo o que aconteceu com eles e sentiram por toda a vida.

I FAMILIAR – recebo tudo o que meus ancestrais viveram e sentiram, o bom e o ruim.

 

2 NOSSAS MAIORES TEMPESTADES NUNCA ESTÃO DO LADO DE FORA, MAS DENTRO DE NÓS, EM NOSSO INTERIOR, NOSSO INSCONSCIENTE!

 

No fundo, tudo o que é EXTERNO reflete o terror do que há no INTERNO, no nosso INCONSCIENTE.

CAIM – medo de ser morto. Mas no mundo tinham poucas pessoas! Mas no I...

KAFKA – “Eu sou culpado, prendam-me!” “Mas não há quem te acuse!” Suicidou-se.

CRISES ECONÔMICAS – talvez o medo dos avós pela fome na fazenda, terror do aniquilamento.

BRIGAS DOS PAIS – talvez acione o medo dos pais e o que sentiram quando seus avós divorciaram.

FILMES – situações que acionam nossos desesperos: crime, violência urbana, inimigo na escuridão, abandono dos pais, abandono numa relação amorosa, traição, doença.

 

3 QUANDO TENTO RESOLVER POR MIM MESMO, IREI À PIQUE!

 

MOISÉS –jogado às águas. Mata o egípcio para compensar. Resolveu? 40 anos mais de medo.

DAVI – medo de Saul, depois até dos amigos. Foi viver com os inimigos. Resolveu?

SALOMÃO – medo da luxúria do pai com sua mãe. Montou um harém. Resolveu?

 

4 SOLUÇÃO: CHMAR JESUS, O REI DO INCONSCIENTE. ELE JÁ ESTÁ LÁ!

 

Só Deus tem perfeito acesso ao seu Inconsciente, porque Ele já está lá!

Melhor: Ele pode te ajudar a vencer sua tempestade, por meio de seus servos, os psicólogos, psiquiatras, terapeutas, pastores, professores e amigos.

VIVÚVA DE SAREPTA – medo do abandono e da miséria, e da falta de um pai para seu filho. Deus usou Elias para confortá-la.

PARALÍTICO – “Meu pecado não tem perdão!” Jesus falou ao seu coração perdoando-lhe.

NICODEMOS – “Eu estou perdido!” Jesus mostrou-lhe que a salvação não dependia do comportamento humano, mas do comportamento divino. Na cruz Jesus o salvaria.

 

ABRAÃO – desespero pelo que aconteceria com sua família.

JAIRO – desespero porque já havia perdido sua filha.

JÓ – terror de ter perdido tudo, seus filhos, sua saúde, o respeito.

 

5 AOS TÍMIDOS DE FÉ: ACEITE AJUDA!

 

EU – o dia não é fácil para mim. Sabe o que tenho dentro de mim? Um pai BORDERLINE e uma mãe OBSESSIVA-COMPULSIVA, um avô RESSENTIDO e uma avó em que a MÃE MORREU no seu parto. Resumo: medo do ANIQUILAMENTO! Humor alterado.

Mas decidi CONTINUAR, porque não tem só isso. Fiz a faculdade que eu queria. Conheci uma bela loira que me ama. No ministério fiz tudo o que queria, e a IASD me deu muito mais. Tive filhos saudáveis e fiéis. Tenho noras que são filhas. E me deram 4 netos.

 

EU TINHA MEDO DE TER UM FILHO – Julie Harris - SELEÇÕES 1957-07-074

 

Eu costumava achar que as mulheres que não fazem senão ter filhos eram criaturas estúpidas. O que eu sempre havia sonhado era ser uma grande atriz, uma estrela como Sarah Bernhardt. Representar era toda a minha vida. Mas como mudei de ideia! A mudança começou quando me casei com Manning Gurian. Na linguagem teatral não existem palavras para o amor de todos os dias, palavras que exprimam o que significa a gente sentir-se todos os dias em perfeita união com alguém, ainda mesmo quando aquilo que mais se deseja neste mundo é ser uma grande atriz. Estava me preparando para começar a ensaiar o papel de Joana d'Arc na peça A Cotovia. Nunca me haviam dado papel tão importante; era a minha grande oportunidade. Eu já estava estudando e preparando minha parte, quando descobri que ia ter um filho. 74 assumir a responsabilidade pela vida de outra criatura? Que espécie de mãe eu poderia ser? Minha esperança era que não fôsse uma menina, para que não tivesse de enfrentar as dúvidas, temores e desesperos que eu considerava parte integrante da condição feminina. À medida que o tempo passava eu me olhava no espelho e via minha cintura aumentando cada vez mais. E então comecei a achar aquilo maravilhoso. Um belo dia pus de lado os livros sôbre Joana d'Arc e escrevi aos produtores que não роderia, naquele ano, representar A Cotovia. E disse a meu marido: -Vamos comprar alguns livros sôbre bebês. Durante o café da manha, enquanto Manning lia o jornal, li o livro de Grantly Dick Read sôbre o parto natural* no qual aprendi que o parto em si não é doloroso, mas a contração dos músculos-pro- * Ver "O Temor do Parto", Seleções, agôsto Fiquei assustada. Como poderia de 1947.

 

vocada pelo medo é que causa a dor. Estava decidida a ter um filho pelo parto natural, a fim de passar conscientemente pela experiência completa. Sou bastante medrosa. Tenho medo de ficar sozinha num quarto à noite. Cada vez que entro no palco fico com as palmas das mãos molhadas. Minhas amigas duvidavam que eu aguentasse o parto natural. Até o meu médico dizia e repetia: -Certas pessoas são mais resistentes à dor do que outras. Não sei se a senhora poderá aguentar. Só meu marido achava que eu podia, e pôs-se a estudar comigo cada passo da preparação. Era como se estivéssemos preparando um papel importante numa peça de teatro, um daqueles que exigem que a pessoa dê tudo o que tem. Todas as manhãs fazíamos juntos os exercícios: nas pontas dos pés, braços esticados para trás, olhar para o alto, e abaixar; afastar os joelhos, agachar-se e levantar. Manning me corrigia: te -Afaste mais os joelhos, endireias costas... assim. E fazia-me repetir junto com ele. Ao mesmo tempo começamos a reformar uma casa em Nova York. Primeiro nós mesmos pintamos o quarto do bebê e nele ficamos morando enquanto os pintores trabalhavam no resto da casa. Em junho comecei a ter a impressão de que eu sempre fora grávida. O bebê devia nascer a 15 de julho. Chegou e passou o dia 15, e o 16, e o 17. O homem que raspava os soalhos contou que a mulher dele tinha esperado quase 11 meses. É o meu caso, pensei, pelo menos um mês ainda. No dia 19 acordei às quatro da manhã com uma dor de estômago. Comi alguma coisa que me fez mal -disse comigo mesma e tornei a dormir. As seis acordei meu marido: -Acho que estou começando ter o bebê. Mas talvez seja só impressão. a As cólicas eram leves, como o fechar e abrir de uma mão com força. -Talvez-disse ele. Mas diga-me cada vez que doer, para eu marcar o tempo. As dores se repetiam cada sete minutos. Manning, que tem muito espírito prático, achou melhor nos vestirmos, e telefonou ao médico que nos mandou ir imediatamente para o hospital. Comecei a convencer-me de que chegara a hora. No táxi, com Manning me segurando a mão, de repente me dei conta de que não estava com medo nenhum. Minhas mãos não estavam nem um pouco suadas. O que eu sentia era a alegria esfuziante de ter finalmente chegado o momento pelo qual eu esperava tanto tempo: era aquilo que eu sempre desejara sentir numa noite de estreia, quando as luzes se apagam, a público se aquieta e o pano começa a subir. Manning ficou algum tempo no meu quarto, depois saiu para tomar café, enquanto a enfermeira me preparava. Eu pensava: é hoje que meu filho vai nascer! Olhei para a janela,

 

e tive ímpetos de gritar aos passantes: "Meu filho vai nascer!" Exultava com a minha importância. О médico entrou no quarto e me examinou. Então Manning voltou com duas rosas num vaso e uma porção de revistas de cinema. Nos momentos de crise eu sempre leio revistas de cinema. Ao meio-dia o trabalho de parto estava em meio, e eu dizia a Manning que, na verdade, não doía tanto assim. Ele ficava segurando minha mão e sorrindo para mim em silêncio até que terminava a contração. Então eu respirava fundo, е ele indagava: -Que tal foi desta vez? "Manning não parecia aflito nem afobado, pois também se havia preparado para o acontecimento. O fato de tê-lo ali, tranquilamente sentado junto a mim, enchia-me de confiança e calma, coisa que no palco ninguém pode transmitir e cada um tem de encontrar no seu próprio íntimo. À 1h 30m comecei a perder sangue, e alardeei: - Agora vamos entrar em ação! De repente senti uma necessidade tremenda de fazer força para expelir alguma coisa de dentro de mim que precisava sair. -E a cabeça do bebê que está empurrando para baixo! Compreendi que estava na segunda fase do parto. Fiz força para expelir, arquejando: -Não é formidável? Tudo aquilo que nós lemos está acontecendo de verdade! Julho Agora cada dor me envolvia toda, como se alguém me agarrasse e sacudisse-durante aqueles segundos como se houvesse em mim uma força de cem cavalos; como se dentro de mim houvesse força suficiente para representar Lady Macbeth, Ofélia, Julieta e Joana d'Arc numa noite. Agora as dores vinham de minuto em minuto. Quando eu fazia força, sentia o corpo inteiro se contraindo, empurrando, forçando a criança a sair. Era o trabalho mais duro que eu já tinha feito, mas não era penoso nem monótono e sim estimulante como quando eu ensaiava e repetia um papel até que adquirisse vida. E cada vez eu ouvia um gemido doloroso. -Sou eu?-perguntei a Manning. O gemido me surpreendeu, pois o que eu sentia não era tanto a dor como aquele esforço tremendo. A enfermeira insistia em me oferecer sedativos, mas eu continuava recusando. Até o médico interno queria me dar alguma coisa, dizendo que eu estava me martirizando e que, sendo tanta a dor, eu não precisava me fazer de forte. Eu é que tive de animá-lo: -Garanto que não é tão ruim assim. Não se preocupe. Antes de entrar no palco eu sempre sentia verdadeiro pânico; ali, apesar da crescente excitação, sentia-me tranquila. Bastava a mão de Manning segurando a minha para conservar-me calma e paciente. E então carregaram-me para uma cama

 

de rodas e ele teve de largar minha mão. Supliquei que o deixassem ir comigo para a sala de partos, mas foi inútil. O médico estava segurando minha mão. Mas a sensação não era a mesma. Rodaram-me para uma sala de luz forte, deitaram-me sobre outra mesa, enfiaram polainas brancas em minhas pernas, prenderam-me os pés e as mãos em estribos. Só então me senti desamparada e assustada. O médico tentou aplicar-me no rosto a máscara de éter. Fiquei apavorada, e depois zangada: iam-me fazer perder o ponto culminante! E eu fazia questão de estar consciente quando nascesse o meu filho. Lutei tanto que desistiram da máscara. Foi então que senti uma coisa tremenda, como se eu fosse despedaçar-me em um milhão de pedaços. Era como um jogo de futebol: eu deitada ali na sala de partos com todas aquelas figuras vestidas de branco me olhando fixamente, eu com a bola e o pessoal gritando "Força! Força!" E eu fazendo força, correndo pelo campo abaixo até à vitória final, irradiando coragem e amor, empolgando o público. E de repente eu, eu, Julie Harris Gurian, explodia de alegria. Senti a cabeça da criança saltar para fora de mim. Era meu filho que estava nascendo. Terminara a dor. Na paz que me invadiu ouvi a voz do Dr. Jack. -É um menino! 77 Aí me anestesiaram para dar pontos. Depois, a primeira coisa de que me lembro é do médico debruçado sobre uma cestinha num canto da sala. -O bebê tem todos os dedos da mão e do pé e é bem acabadinho? - perguntei. Então trouxeram-me o bebê puseram-no ao meu peito. Era uma criatura viva, respirando, mexendo as mãozinhas, uma pessoa! E eu havia posto no mundo aquela pessoa tão linda! Foi tal a alegria que comecei a chorar. Nunca havia sentido coisa assim, nem mesmo na noite em que estreei na Broadway. Quando voltei para o quarto, Manning, assim que me viu, disse: -Você está com um ar tão feliz! Mais feliz ainda que no dia do nosso casamento. Era uma felicidade diferente. Eu sempre tivera a sensação de viver mais intensamente quando representava uma personagem do que quando era simplesmente eu mesma, mas no dia em que tive meu filho senti a vida mais intensamente do que nunca. Durante toda a minha vida sempre desejei ser realmente criadora como atriz, pois julgava que a atividade criadora era de todas a mais elevada. E é mesmo. Mas representar oferece apenas vislumbres de criação. A maternidade é a própria criação propriamente.

 

 

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho 12 de janeiro de 2026

 

 


 

9

DIVIDINDO MEU MAIOR TESOURO

Marcelo Augusto de Carvalho

 

TOPO

 

1 REIS 3.16-27 (dividindo o filho com outros)

 

1 O QUE É O FILHO PARA VOCÊ?

 

PROSTITUTAS – ganhar dinheiro oferecendo prazer ao portador. Engravidaram. E agora? O que fazer com este filho NÃO ESPERADO?

RESULTADO DE UMA TRANSA? – uma noite de balada, uma escapada

SEGURA MARIDO – como Lia fazia.

FIM DO TÉDIO – não tenho muito o que fazer...

DOLTO – pode ser filho ou fezes!

 

O ser humano é capacitado para dar SIGNIFICADO às coisas.

O SIGNIFICADO DADO revela o VALOR que as coisas têm para ele.

A MÃE BOA o viu como presente de Deus. O ama! Tem um lugar em sua vida.

A MÃE MÁ o vê como objeto. O usa para ganhar uma causa.

 

2 DORMIRAM

 

INCONSCIENTE – sempre presente, ativo, significativo

QUANDO O INCONSCIENTE TOMA FORMA E AGE –

VALOR DOS PAPÉIS, DAS DECISÕES – o que farei por você? O que você será?

EVA – Caim seria o Messias

Sara – Isaque seria o filho da promessa, o primogênito de Deus

Ana – o próximo juiz de Israel.

Mulher de Manoá – libertar Israel dos filisteus

 

3 DORMIU POR CIMA E O MATOU. A OUTRA DORMIU, MAS NÃO MATOU.

 

SUFOCOU COM SEU PESO

PROBLEMAS PESSOAIS (Esquizofrenia) –

VÍCIOS – pai alcoólatra

NARCISISMO – só ela pode existir, só os desejos e prazeres dela existem

NÃO ACEITA SER ULTRAPASSADA – filha que vira mulherão, ela mata

CARÊNCIA, ABANDONO – Tia Mercedes

ÉDIPO – me mandou para o colégio: seu pai é meu!

NÃO DÁ ESPAÇO PARA OUTROS – professora, amigos, Rapunzel

NÃO PODE DEIXAR A CASA – Abraão, Rute

NÃO PODE DEIXAR PAI E MÃE – não quero nora, genro

PAI GRANDE DEMAIS – não há espaço para o filho crescer. Árvore grande

 

4 TROCA DE BEBÊS

 

DOU ATENÇÃO AO FILHO DO OUTRO – o outro realiza meu narcisismo.

ESQUEÇO O MEU FILHO – ele me frustra, me destrói.

LIDERO DESBRAVADORES – cuido dos filhos dos outros para não cuidar dos meus filhos.

PASTOR – dou atenção a todo mundo, perdoo, mas nunca noto minha filha.

 

5 ESPADA, DIVIDAM

 

BÍBLIA – só ela revela os fatos, só ela expõe a verdade das pessoas.

Nada nos revela mais do que nossa maternagem/paternagem.

É o melhor método divino para nos transformar e salvar.

“Eu não terei filhos!” – talvez isso te revele mais do que o juízo divino faria.

 

UM PEDAÇO PARA CADA UM – filhos não são nossas propriedades.

SÃO DOS AVÓS – deixe-os curtirem outra geração

SÃO DA PROFESSORA – deixe-os receber outra educação, outra visão

SÃO DA IGREJA – disciplina eclesiástica

SÃO DO MUNDO DO TRABALHO – deixe o chefe liderar

SÃO DA NORA/GENRO – deixe construir a vida com outra pessoa.

 

6 MÃE MÁ, MÃE BOA

 

MÁ – pode repartir, você mata não eu, aí jogo fora mesmo.

BOA – pode ir meu filho, se isso for melhor para você!

 

APELO

 

Aceite que seu filho é o tesouro que Deus te deu para DIVIDIR com outros.

Aceite que seu filho não veio para você USÁ-LO, mas para entregá-lo.

Permita que ele vá cumprindo a ordem: “Não os impeçais de virem a Mim!”

Reflita: como eu estou PESANDO sobre o meu filho? Converse com ele.

 

QUEM É MINHA VERDADEIRA MÃE? GRACE THOMPSON

Minha filha adotiva estava obcecada em descobrir a resposta. Será que eu a amava o bastante para ajudar... e me arriscar a perdê-la? O sol entrava pela janela, enquanto eu arrumava o quarto de dormir. É uma tarefa que me agrada e eu cantarolava baixinho, quando senti uma presença atrás de mim. Era Lisa, nossa filha de 15 anos; tinha uma estranha expressão no rosto. «Puxa, Lisa», disse eu, «você me assustou. Que é que há?» «Quem sou eu?» perguntou ela. Senti então um arrepio na espinha. «Ora, você é Lisa Thompson», disse eu, com um sorriso forçado. «Não! Quem sou eu, de verdade?» perguntou ela, nervosa. Eu e meu marido, Ray, havíamos adotado Lisa. Quando ela tinha quatro anos lhe revelamos que era adotada. Desde então, ela procedeu como se compreendesse que a amávamos profundamente. Às vezes eu desejava que ela pudesse ser mais efusiva no seu amor por nós, mas ela sempre fora uma criança maravilhosa, uma alegria constante. «Quem são meus pais?» perguntou Lisa. «Oh, Lisa, você sabe que é adotada, mas eu e Ray somos seus...» «Vocês não são meus verdadeiros pais, você não é minha verdadeira mãe! Quero saber quem ela é!» «Não sei, Lisa.» «Você sabe!» disse ela, com os dentes cerrados, tentando conter as lágrimas. «Vocês estão querendo me afastar dela!» Saiu intempestivamente do quarto; fiquei aturdida. Recordei uma cena passada 15 anos atrás. Eu estava no consultório de um médico e ele me falava sobre crianças adotadas. «Algumas jamais se preocupam com os pais verdadeiros», disse ele. «Outras ficam obcecadas em encontrá-los.» Sinceramente, eu não sabia quem era a verdadeira mãe de Lisa.

Relembrei a dourada manhã de setembro em que peguei pela primeira vez no colo uma bebê de três dias. Certamente, pensei, nos fora dada pela Providência divina. Eu tinha 36 anos e vinha rezando por uma «Lisa» desde o meu casamento há 17 anos. Os papéis de adoção traziam apenas o nome do pai. Nunca soubemos o que desencadeou a obsessão que Lisa tinha de descobrir sua mãe verdadeira. Mas ela encontrara sua certidão de nascimento e em seguida telefonara para o médico que assistira ao parto. Telefonara para o advogado e para amigos da família. Mesmo quando soube que os registros de nascimento ficam lacrados na repartição respectiva, ela não desistiu. À medida que o tempo passava, Lisa ia se tornando cada vez mais angustiada e insegura. Seu rendimento escolar piorou. Sua atitude em relação a mim e a Ray era reservada, distante. Nós a levamos a um psiquiatra, mas isso não pareceu adiantar muito. Então, no verão anterior ao seu 18° aniversário, Lisa mergulhou numa depressão assustadora. «Só serei feliz quando descobrir quem sou, a quem realmente pertenço», dizia. Sempre que falava assim, eu sentia o coração apertado. Será que fui tão ruim assim como mãe? Se Lisa encontrar sua mãe «verdadeira», sairá para sempre de nossas vidas?

Uma tarde de calor causticante, subi fatigada as escadas e passei pelo quarto de Lisa. A porta estava fechada; isso era algo a que eu já me acostumara. «Oh, Lisa», murmurei, «por que é que você se tranca tanto? Sabe que nós a amamos, e que só queremos o melhor para você!» Recuei da porta do quarto e agarrei o corrimão atrás de mim. «Só queremos o melhor para você», acabara eu de dizer. Lisa queria conhecer seus pais verdadeiros. Isso era o «melhor» para ela. Se eu tivesse realmente fé suficiente (em Lisa, em mim mesma, em Deus), não deveria romper o círculo de egoístico amor dentro do qual estava tentando prender Lisa? Ali, parada no alto da escada, um pensamento me veio à mente: Será que eu amo Lisa o suficiente para procurar seus pais verdadeiros? Estremeci. Se fosse bem-sucedida, poderia perdê-la, mas estava claro para mim que eu tinha de amar Lisa o bastante para deixá-la partir.

Algumas semanas depois, Ray e eu fomos contratar os serviços de um detetive. «Queremos que o senhor encontre os pais verdadeiros da nossa filha», disse Ray. No carro, voltando para casa, fui invadida por uma sensação de perda. Recebemos um telefonema na semana anterior ao Dia de Ação de Graças. «Encontrei-os», disse o detetive. «Os pais verdadeiros da sua filha se casaram 10 dias depois de a terem entregado para ser adotada, mas se divorciaram alguns meses depois. Aqui está o nome da mãe dela, endereço e número de telefone.» Fiquei atordoada, perguntando a mim mesma como iria conseguir aguentar.

Três dias depois, Lisa falou ao telefone com sua mãe verdadeira durante meia hora, depois desceu as escadas correndo. «Ela vem aí», exclamou. «Ela vem me ver amanhã!» Gelei. Tudo estava acontecendo depressa demais. «Oh, Deus», sussurrei, «não me deixe perdê-la.» Ouvi, paralisada, seus planos efusivos de se encontrar com a mãe no shopping center. «Depois quero trazer minha mãe aqui em casa», acrescentou. É claro que concordei. Na manhã seguinte saiu cedo, apressada, enquanto fiquei sentada à mesa do café, rezando para aceitar a mãe de Lisa e compreender os sentimentos de Lisa para com ela. De repente, elas surgiram emolduradas pela porta — a mesma altura, os mesmos olhos, o mesmo cabelo castanho-avermelhado. Eram impressionantemente parecidas. Olhando o belo rosto da jovem senhora, vi nele refletida a própria imagem de Lisa; estranhamente, senti meu coração encher-se de ternura.

Uma semana após o Dia de Ação de Graças, Lisa conheceu seu pai verdadeiro e um dos seus dois irmãos. Seu mundo se tornou mais completo; sua busca estava terminada. Lisa se tornou mais segura, mas no fundo de meu coração eu sentia medo e dor: Que iria acontecer agora? No dia 2 de dezembro, Lisa saiu de carro para passar o dia com sua mãe verdadeira. Há dias que ela só falava daquele segundo encontro. Vendo-a sair, tive o impulso de abraçá-la como se me despedisse, mas Lisa acenou-me alegremente. Quando ela voltar, pensei, será para apanhar seus pertences? Legalmente era nossa filha, mas de que servem os legalismos se o coração anseia por liberdade?

O dia custou a passar. Anoiteceu; ouvi um carro parar lá fora, depois passos à porta. Procurei não deixar transparecer meu alívio quando Lisa entrou na cozinha. «Estou feliz por você estar de volta», disse eu. Lisa aproximou-se e me abraçou. «Estou feliz por haver encontrado meus pais verdadeiros», disse ela. «Espero ser sempre amiga deles, mas aqui é que é a minha casa.» Ela me estreitou nos braços e disse algo que raramente eu lhe havia escutado antes: «Eu amo você, mamãe. Mais do que nunca!» Ficamos ali abraçadas, e pensei então numa grande verdade: o amor que se dispõe a ceder o que lhe é precioso por amor ao outro nunca perde de fato. Apenas abre uma porta, para o amor voltar, mais fone do que nunca.

 

 

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho 31 de março de 2026 São Caetano do Sul-SP

 

 


 

10

SENHOR, QUE EU VEJA

Marcelo Augusto de Carvalho

 

TOPO

 

MARCOS 10.46-52 (foraclusão)

 

1 VIVER SEM ENXERGAR É UMA GRAVÍSSIMA CONSEQUÊNCIA DO PECADO

 

Imagine: não ver o rosto de quem se ama, um amanhecer ou o pôr do sol!

É tão grave que muitas pessoas que se tornam cegas o encaram como um LUTO.

 

2 ENTÃO POR QUE A PERGUNTA DE JESUS?

 

Ora, se é tão difícil a perda de um sentido físico e emocional tão importante, por que Jesus pergunta que cura o homem espera?

Ver é muito bom, mas quando se trata de ACEITAR o que se vê pode ser mais DOLORIDO do que não ver.

Por esta razão milhares de pessoas preferem NÃO VER o que está à sua frente para EVITAR a dor que isto lhes causa.

 

3 A VERDADE LHE DÓI TANTO QUE BUSCA UMA HISTÓRIA PARA FICAR NO LUGAR

Alucinação

·     O que é: É uma alteração na PERCEPÇÃO, onde o indivíduo percebe algo que não está fisicamente presente (visão, audição, olfato, paladar, tato).

·     Exemplo: Ouvir vozes ou ver pessoas que mais ninguém ouve ou vê.

·     Na psicanálise: Na perspectiva lacaniana, é uma consequência do mecanismo de foraclusão (rejeição de um elemento simbólico fundamental), representando o retorno do que foi excluído no campo do real. 

 

OS DISCÍPULOS – ALUCINAÇÃO

No Mar da Galileia, em meio a uma terrível tempestade, diante da morte certa, viram um homem andando sobre as águas. Todos disseram “É um fantasma!” Mas Jesus lhes respondeu: “Sou Eu, não temais!” E logo ele fez o grande milagre de acalmar a furiosa tempestade.

 

Delírio

·     O que é: É uma crença ou CONVICÇÃO FALSA, irrefutável e inabalável, que persiste mesmo diante de evidências claras em contrário.

·     Exemplo: A crença de estar sendo perseguido, envenenado ou de ter poderes especiais, sem base na realidade.

·     Na psicanálise: Freud via o delírio não apenas como uma patologia, mas como uma tentativa de cura ou uma forma de o sujeito construir uma nova realidade para lidar com a perda ou dano da realidade objetiva (uma espécie de "remendo" psíquico). Assim como a alucinação, é um fenômeno típico da psicose, resultante da foraclusão

 

O REI SAUL – DELÍRIO

Davi nunca fez algo que justificasse Saul pensar que este humilde pastor de ovelhas roubar-lhe-ia o trono de Israel. Mesmo assim o perseguiu por anos, como se o fiel pastorzinho fosse um criminoso irrecuperável. Davi ainda teve a chance de matá-lo por duas vezes, mas o preservou. Mesmo assim Saul viveu por décadas o medo persecutório de um possível assassino.

 

Negação Patológica (Denegação ou Verneinung)

·     O que é: É um mecanismo de DEFESA INCONSCIENTE pelo qual o ego recusa a reconhecer uma realidade dolorosa ou um pensamento/sentimento perturbador.

·     Exemplo: Um indivíduo que fuma muito, mas nega veementemente que isso prejudique sua saúde. Na clínica psicanalítica, um paciente pode dizer: "Não estou dizendo que minha mãe me rejeitava", trazendo o conteúdo à consciência, mas negando sua aceitação consciente.

·     Na psicanálise: A denegação permite que um conteúdo reprimido chegue à consciência, mas sob a condição de ser negado. É a supressão do recalque, mas não a aceitação do que foi recalcado, servindo como uma forma de expressar indiretamente a verdade inconsciente. É diferente da alucinação e do delírio, que são manifestações psicóticas, enquanto a negação é um mecanismo de defesa neurótico ou normal, que pode se tornar patológico se for excessivo e impedir o aprendizado e o manejo da realidade. 

 

Em resumo:

·     Alucinação: Problema na PERCEPÇÃO (vê/ouve o que não existe).

·     Delírio: Problema no JUÍZO/CRENÇA (acredita firmemente em algo falso).

·     Negação: Problema na ACEITAÇÃO de uma realidade ou conteúdo psíquico (recusa-se a reconhecer algo verdadeiro ou presente).

 

ISAQUE

Pediu por 20 anos um filho a Deus. Recebeu dois. Quando cresceram, ele amou Esaú e desprezou Jacó. Ele só via o que queria ver. Amava Esaú porque este tinha as características que tanto apreciava, determinação, coragem e força. Como Jacó era pacato e caseiro como ele mesmo, o desprezou!

Como se isto não bastasse, nunca quis enxergar que o filho predileto vivia tão dissolutamente que nunca esteve à altura para tornar-se o postulante ao cargo de primog6enito espiritual de sua família.

Pensando que logo morreria, teimosamente decidiu abençoar Esaú, mesmo sobre os protestos de sua esposa. Ele não queria ver sequer a revelação que Deus havia dado a Rebeca de que Deus havia predito que o filho caçula seria o herdeiro da promessa. Deus então usou de sua cegueira física para cumprir Seus eternos planos.

 

DAVI

Um grande general e estadista, mas um péssimo pai. E por quê? Nunca quis enxergar as falhas e erros de seus filhos. A Bíblia diz que Davi nunca disciplinou seus filhos quando erravam. Nunca lhes disse sequer um único NÃO! Mesmo diante de incesto ou assassinato! E quando Absalão começou a roubar o coração do povo, Davi estava tão inerte que não foi difícil aquele filho mimado liderar uma revolta tão grande que colocou Israel à beira do abismo político.

 

PEDRO

 

Antônio – não aceita a verdade sobre seu melhor amigo, Artur.

Sara – não aceita a verdade acerca de seu namorado, Breno.

Júlia, a juíza da cidade, excelente em tudo o que faz e respeitada por seu equilibrado senso de justiça, não aceita a realidade intelectual e social do filho. O menino tira notas baixas na escola, mas a culpa é da professora, a quem o filho tanto ama e protege dos ataques insanos de sua mãe. O filho também tem dificuldades em relacionar-se com os garotos da escola, quase não tem amigos, e ela vive procurando motivos para processar alguém por bullying os maus tratos dirigidos, o que só aumenta a vergonha, a solidão e o distanciamento social de quem ela tanto ama.

 

APELO

Senhor, que eu ACEITE a verdade pelo que ela é.

Aceite seu corpo. Aceite a verdade sobre seu cônjuge. Aceite a verdade sobre seus filhos!

 

HACA-175-O VALOR DA VERDADE - KIMBERLY KIRBERGER

Robby Rogers... meu primeiro amor. E que cara bacana também. Ele era amável, sincero e inteligente. Na verdade, quanto mais penso nele, mais razões encontro para tê-Io amado tanto quanto amei. Nós estávamos saindo juntos havia um ano. Como vocês sabem, no segundo grau isso é muito tempo.

Não me lembro por que não fui à festa de Nancy naquela noite de sábado, mas Robby e eu tínhamos combinado de nos ver depois. Ele passaria na minha casa por volta das dez e meia. Robby sempre chegava na hora combinada, por isso, quando ele não apareceu até as onze horas, senti que alguma coisa não estava certa.

Na manhã do domingo, ele me acordou com um telefonema.

- A gente precisa conversar. Posso ir aí?

Eu queria dizer: "Não, não pode vir aqui para me dizer que tem alguma coisa errada." Em vez disso, falei:

- Claro - e desliguei com um nó na barriga.

Eu estava certa.

- Fiquei com a Sue Roid na festa - me informou Robby - e combinei de sair com ela hoje. - Ele continuou com o habitual: - Estou tão confuso. Nunca faria nada para magoar você, Kim. Eu sempre vou amar você.

Devo ter ficado branca, porque senti o sangue se esvair do meu rosto. Aquela era a última coisa que eu esperava e minha reação me surpreendeu. Fiquei com tanta raiva que fui incapaz de completar uma frase. A mágoa era tanta que tudo, a não ser a dor no meu coração, parecia estar em câmara lenta.

- Poxa, Kim, não fique assim. A gente pode ser amigo, não pode?

Essas são as palavras mais cruéis que se pode ouvir de alguém de quem se está levando um fora. Eu o tinha amado profundamente, compartilhado cada fraqueza e cada vulnerabilidade com ele - sem falar nas quatro horas por dia que passara com Robby no último ano (não incluindo o tempo no telefone).

Eu queria bater nele com força, muitas vezes, até que ele se sentisse tão mal quanto eu

estava me sentindo. Em vez disso, pedi para ele ir embora. Acho que disse alguma coisa sarcástica como: "Estou ouvindo a Sue chamar você."

Sentada na minha cama, chorei durante horas, tão magoada que nada era capaz de fazer aquilo parar. Tentei até comer um pote inteiro de sorvete. Escutei todas as nossas músicas favoritas inúmeras vezes, me torturando com lembranças de tempos bons e palavras carinhosas. Depois de ficar doente de tanto me sentir uma pobre-coitada, tomei uma decisão. Eu ia me vingar.

Meu raciocínio era o seguinte: Sue Roth é - era - uma das minhas melhores amigas. Boas amigas não dão em cima do seu namorado quando você não está. Obviamente, Sue tinha que pagar.

Naquele fim de semana, comprei seis dúzias de ovos e fui até a casa de Sue com algumas amigas. No começo eu estava só dando vazão à raiva, mas aquilo foi piorando. Então, quando alguém encontrou uma janela aberta no porão, jogamos todos os ovos que tinham sobrado lá dentro. Mas essa não é a pior parte. A família Roth estava viajando por três dias!

Deitada na minha cama naquela noite, comecei a pensar sobre o que tínhamos feito. "Isso é ruim, Kim... isso é muito ruim."

Logo o colégio todo soube da história. Robby e Sue estavam saindo e alguém tinha jogado ovos na casa dela. A coisa tinha sido tão ruim que os pais de Sue tiveram que contratar um profissional para se livrar do cheiro.

Quando cheguei em casa depois da escola, mamãe estava me esperando para conversar.

- Kim, o telefone não parou de tocar o dia todo. Não sei o que dizer. Por favor, você tem que me contar. Foi você?

- Não, mãe, não fui eu. - Eu me senti muito mal por mentir para minha mãe.

Ela ligou furiosa para a Sra. Roth.

- É a Ellen? Eu quero que você pare de acusar a minha filha de jogar ovos na sua casa. - Ela gritava com a mãe de Sue, sua voz ficando cada vez mais alta. - Kim nunca faria uma coisa dessas, e eu quero que você parede falar para as pessoas que foi ela! - Minha mãe estava mesmo embalada. - E tem mais, eu quero que você peça desculpas à minha filha!

Gostei de ver mamãe me defendendo, mas me senti péssima por causa da mentira. Os sentimentos estavam todos retorcidos dentro de mim, e eu sabia que tinha que dizer a verdade. Fiz sinal para mamãe desligar o telefone.

Ela desligou e se sentou. Ela sabia. Chorei dizendo o quanto estava arrependida. Depois, ela também chorou. Eu teria preferido que ela ficasse brava, mas mamãe usara toda a sua raiva contra a Sra. Roth.

Liguei para a Sra. Roth, pedi desculpas e disse que lhe daria cada centavo do dinheiro que ganhara cuidando de crianças para ajudar a pagar pelos estragos. Ela aceitou, mas pediu para eu não ir à sua casa antes de ela estar pronta para me perdoar.

Mamãe e eu ficamos acordadas até tarde naquela noite, conversando e chorando. Ela me contou que um de seus namorados tinha terminado com ela para ficar com sua irmã. Perguntei se ela tinha jogado ovos na própria casa e ela chegou até a rir. Depois me falou como ter filhos às vezes é difícil, porque você quer brigar com todo mundo que faz o seu filho sofrer, mas não pode. Tem que se segurar e olhar enquanto seus filhos aprendem sozinhos lições difíceis.

Eu me senti muito próxima e amiga de minha mãe, disse o quanto tinha sido incrível para mim vê-Ia me defender daquele jeito e como era especial ter aquele tipo de momento com ela.

Mamãe me deu um abraço:

- Ótimo. Nós duas podemos passar a noite de sábado que vem juntas e a de domingo também. Eu disse que você estaria de castigo durante o fim de semana, não disse?

 

 

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho 22/10/2025 APAC Artur Nogueira SP

 

 

TOPO

 


 

11

QUANDO TODAS AS PERGUNTAS SÃO RESPONDIDAS

Marcelo Augusto de Carvalho

 

TOPO

 

GÊNESIS 45.5-8 – (ressignificar)

 

JOSÉ – CRONOLOGIA

 

Seu pai se casa com 84 anos com sua mãe Raquel.

Como tem 4 mulheres gera 11 filhos e 1 filha em 14 anos.

José é o último...

Irmãos desobedientes e infiéis!

Ele cresce como um lírio no meio do lodo.

Aos...tem os SONHOS: você vai liderar seus irmãos e seus pais.

O pai o prefere, pois é o IDEAL de filho.

17 é vendido como escravo

10 anos trabalho para Potifar.

27 sua dona o deseja, o tenta e o acusa, por sua pureza.

3 anos preso.

7 anos de progresso. Casa-se e tem filhos.

37 os irmãos aparecem. Ele os testa.

39 revela-se a eles.

 

POR QUE SENHOR?

 

GAROTA NA SANTA CEIA –

DOIS JOVENS DO GRUPO –

 

PESSOAS QUE O QUESTIONARAM!

 

MARIA E MARTA –

ANA –

A VIÚVA DE SAREPTA –

O CEGO E SEUS PAIS –

 

O QUE PRECISAMOS APRENDER?

 

1 PRECISAMOS OLHAR PARA NOSSA VIDA E VER DEUS ESCREVENDO NOSSA HISTÓRIA COMO UM ARTISTA CONSTRÓIU SUA OBRA DE ARTE!

 

2 PRECISAMOS ACEITAR O QUE ELE ESTÁ FAZENDO!

 

3 UM DIA...TUDO SERÁ COMPREENDIDO!

 

WES ANDERSON

 

 

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho Galápagos-Equador 20/02/2026


 

 

12

AUTOR DA SUA HISTÓRIA

Marcelo Augusto de Carvalho

 

TOPO

 

 

MATEUS 4.1-12 – (individuação, rompimento, ética)

 

Todos queremos ser autores de nossa história.

Por quê? Gênesis – Deus nos fez fecundos. Deu origem, deu propósito e significado.

Para que ocorra temos que trabalhar nessa direção.

 

ÉTICA DO MUNDO

Tenha SUCESSO, tenha PODER, tenha FAMA.

 

A ÉTICA DE JESUS

Radicalmente diferente do mundo.

Mateus 4.1: deixe-se guiar pelo ESPÍRITO.

Portanto é uma ÉTICA baseada em uma Pessoa e Sua relação conosco.

Ele determina o caminho da vida.

Ele determina o que são necessidades verdadeiras, e como satisfazê-las.

Ele determina o que é certo e o que é errado no fazer.

E o que eu faço diante dEle? Ele explica nas 3 tentações de Cristo.

 

1-PRAZER

 

SITUAÇÃO

40 dias sem comer, sentiu fome.

Pão: símbolo para todas as necessidades e prazeres da vida normal.

Bebê: fase oral, tudo é percebido pela boca – satisfação: alimento.

Quero aqui, quero agora, do meu jeito, senão eu destruo o mundo!

ID – prazer puro e simples, que exige ser satisfeito.

 

MUNDO

Não espere por ninguém, resolva por você mesmo.

E resolva do seu jeito, pois do jeito dos outros nunca dará certo.

 

EXEMPLOS

Vi uma mulher linda, tenho que dormir com ela, aqui e agora, senão serei infeliz. Dane-se minha mulher ou meus filhos, terão que me entender.

Sansão: vi aquela mulher, pai vá lá e me case (todos tem que me satisfazer). O resultado? Dominado, pelas consequências, tornou-se um animal de carga, cego e ridicularizado pelos seus inimigos.

 

JESUS

Reconheço minhas necessidades.

Mas só me satisfarei quando meu Pai me disser: quando e com o quê.

A Palavra dEle é mais satisfatória do que o pão que eu tanto quero.

 

EXEMPLO

José: 27 anos, na flor da idade física e sexual. A mulher de Potifar o tenta, mas ele responde com firmeza: Como faria eu isto diante do meu Deus?

Fazer o que Ele quer é melhor do que a satisfação das minhas necessidades.

Resultado: 3 anos depois é honrado como Governador do Egito, é-lhe dado uma esposa com quem se casa, se satisfaz e ainda tem 2 filhos.

 

PRAZER: não é para ser SATISFEITO, mas para ser DOMINADO!

 

2-CONVIVÊNCIA

 

SITUAÇÃO

Jesus está para iniciar Seu Ministério.

Necessidade: ser conhecido e ser aceito pelo povo de Israel.

 

MUNDO

O Diabo o leva ao pináculo do templo de Israel. (Lenda)

Atira-te, Deus fará um milagre, e assim facilmente todos crerão em você.

Resolva do jeito do mundo: torne-se uma LENDA.

SUPEREGO – leis e regras da vida. Lei, sempre em relação a outros.

 

EXEMPLO

Saul: foi lutar contra os filisteus. Mas só podia sair depois que o sacerdote oferecesse holocaustos ao Senhor, pois a guerra se fazia em nome de Deus. Samuel demorou 7 dias para vir. O povo impaciente começou a ir embora. Pressionado, ele faz o que nunca um Rei poderia fazer em Israel: tomou o lugar do sacerdote. Samuel chegou e proferiu a sentença: você perderá seu trono e toda a sua descendência.

 

JESUS

Não tentarás ao Senhor teu Deus.

Por mais que a propaganda e o marketing me ajude, isto não é solução.

Farei o que Deus propôs: pregar, ensinar e curar.

 

EXEMPLO

Davi: ungido para ser rei aos 15 anos. Aos 17 mata Golias, por isto vai morar no palácio. Como passa a ter muitas vitórias e conquistas, Saul enciumado, o persegue por 15 anos! Por 2 vezes Saul cai em suas mãos. Facilmente Davi poderia tê-lo assassinado. Mas ele recusa-se. Por que?

Não tomarei atalhos. Os planos de Deus se cumprirão do jeito dEle.

Quando Saul morreu, o povo foi atrás de Davi e naturalmente o coroou rei.

Perceberam que ele sabia ESPERAR NO SENHOR.

 

É só na CONVIVÊNCIA que eu aprendo ESPERAR para ser COMPLETO e ÚTIL.

 

3-TRANSCENDÊNCIA

 

SITUAÇÃO

Jesus desceu para salvar o mundo.

Mas sua missão não seria nada fácil.

O Pai o havia revelado: sofrimento, Getsêmani, Calvário, morte.

 

MUNDO

Evite o sofrimento, tristeza, a rejeição e a morte.

Ache um deus que vai te levar até o sucesso de sua missão.

Venda a sua alma a alguém maior que você.

EGO – administrar a realidade

 

EXEMPLO

Jeroboão: escolhi para ser Rei das 10 tribos do Norte. O Senhor lhe assegurou o sucesso. Mas logo pensou: se eu estimular o povo a adorar a Deus, irão a Jerusalém e logo me abandonarão. Então vendeu a sua alma a BAAL: construiu-lhe um templo em Samaria e levou o povo a adorá-lo. Assim ele achou que o povo lhe seria fiel.

Resultado: perdeu o trono e sua descendência para sempre.

 

JESUS

Só a teu Deus adorarás e só a Ele servirás.

Eu não negocio minha liberdade: ela já tem dono, meu Pai.

 

EXEMPLO

Josias: seu pai e tantos outros haviam adorado a Baal. Mas ele decidiu governar obedecendo a Deus.

 

Só o respeito à SOBERANIA de Deus garante a minha LIBERDADE PESSOAL.

 

COMO VIVER NA PÓS TENTAÇÃO?

 

ANJOS O SERVIRAM

 

PÃO

Satisfizeram sua necessidade humana. (Só Deus sabe o que vc verdadeiramente sente e precisa para ser satisfeito!)

Assim como fizeram com Elias 850 anos naquele deserto.

 

PALAVRA

Revelaram-lhe com detalhes os planos do Pai.

Vivemos seguramente só se estivermos na PALAVRA.

 

 

https://www.4tons.com.br/SELECOES-1971-03-112-UM_JOVEM_VENCE_O_VICIO.pdf

 

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho Artur Nogueira 11/07/2020


 

13

O AMOR PRECISA DE RESPEITO

Marcelo Augusto de Carvalho

 

TOPO

 

 

EFÉSIOS 5.22-33 – (família, papéis, esquema, modelo, limite)

 

1-A MULHER SÓ AMA A QUEM ELA SENTE ORGULHO

 

Sara: “Abraão, meu Senhor!”

Mas para isto o homem tem que ser honrado.

 

Realiza a referência conjugal que ela precisa.

Realiza a referência paternal que os filhos precisam.

Realiza a referência social que tanto os iguais necessitam. Liderança.

Sabe ser referência nas fases da vida.

Cumpridor de seus deveres.

Provedor de sua família.

 

2-O HOMEM TAMBÉM SÓ AMA A QUEM ELE HONRA

 

Provérbios 31: a mulher virtuosa.

O que é?

 

3-OS FILHOS SÓ AMAM AS PESSOAS A QUEM ELES PODEM RESPEITAR

 

Pai: é respeitável?

Coerente

Equilibrado

Autodominado

 

Mãe: é respeitável?

Pureza: Já viu que o pior palavrão de qualquer língua é ofender a sua mãe?

Serviço

Afetiva

 

ÊXODO 20.12

 

 

https://www.4tons.com.br/SELECOES-1996-06-045-SEU_PAI_ERA_UM_SOLDADO_JAPONES.pdf

 

 

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho 8 de dezembro de 2021

 


 

14

SEIO BOM SEIO MAU

Marcelo Augusto de Carvalho

 

TOPO

 

 

I REIS 18 – (MK: seio bom, seio mau)

 

MORDOMO

- É cuidar da Igreja de Deus, do jeito que Deus quer.

Acabe: rei de Israel, escolhido para isto. Mas escolheu ser um mau mordomo.

Elias: a opção divina. Vá, entregue a profecia e fuja. Ele te perseguirá.

 

SOLIDÃO FELIZ

Curioso: Acabe diz que vai prossegui-lo, mas Elias não se desespera.

Tem um PAI BOM dentro de si. E o PAI MAU não é tão ruim.

Vai para o deserto: lugar sem pessoas.

Sozinho, mas tem boa mãe interna.

Ribeiro + Corvos: água e pão. Deus reforça a MÃE BOA interna nele.

 

COMPANHIA FELIZ

Viúva de Sarepta

Dá-me primeiro: é o que um filho pede, e o que uma mãe o faz por ele.

Ela o alimenta por toda a seca.

Deus reforça de novo a MÃE BOA interna.

 

PROVA: PÓS CARMELO.

Depois de todo o sucesso no Carmelo.

Depois da benção que voltou: a chuva que a 3 anos e meio não caía.

JEZABEL: representa claramente o SEIO MAU, PERSECUTÓRIO, VINGATIVO.

Elias era humano, também tinha o SEIO MAU dentro de si.

Nele, a MÃE MÁ interna (persecutória) tomou conta dele.

Por isto ELE FUGIU: a causa se entende pelo efeito!

 

SOLUÇÃO DIVINA PARA A NEUROSE DE ELIAS

 

1-ANJO

Deu comida 3 vezes: reforçar a mãe interna. Não adianta poucas vezes.

Os REMÉDIOS DE DEUS são seus agentes para fortalecer a vida emocional.

 

2-CAVERNA

Sempre regredimos para o útero.

A SAÚDE MENTAL é primordial para mantermos nossa plenitude.

 

3-VOZ CALMA

Voz da mãe externa e depois da interna sempre acalma. Nada acalma mais.

As RELAÇÕES FAMILIARES são indispensáveis se queremos paz.

 

4-UNGIR DOIS REIS

Você precisa de novos PAIS BONS EXTERNOS.

A VIDA SOCIAL alivia as tensões interiores e inibe nosso ID à loucura.

 

5-CHAMAR E TREINAR ELISEU

Educar aluno é educar um filho.

Filho é você.

A RESPONSABILIDADE SOCIAL o torna confiante por sentir-se útil.

Você vai assumir seu AUTOCUIDADO cuidando de outro.

 

6-HÁ 7 MIL FIÉIS

Você precisa de comunidade, de amigos, de Igreja.

Há pessoas iguais a você. Una-se a eles.

 

O GRANDE DOM DE MINHA MÃE - MARIE RAGGHIANTI – HAC1-016

Eu tinha dez anos de idade quando minha mãe teve paralisia, causada por um tumor na espinha dorsal. Antes disso ela havia sido uma mulher vibrante e vigorosa, de tal maneira ativa que a maioria das pessoas achava impressionante. Mesmo quando era pequena, eu ficava admirada com suas realizações e por sua beleza.

Porém, quando tinha trinta e um anos, sua vida mudou. Assim como a minha. Do dia para a noite, parecia, ela passou a ficar deitada de costas em uma cama de hospital. Um tumor benigno a havia incapacitado, mas eu era jovem demais para compreender a ironia da palavra "benigno", pois ela nunca mais seria a mesma. Ainda tenho imagens vívidas dela antes da paralisia. Ela sempre foi gregária e recebia muitas visitas. Com frequência passava horas preparando canapés e enchendo a casa de flores, que colhia frescas no jardim cultivado ao lado da casa. Selecionava as músicas populares da época e rearrumava a mobília a fim de abrir espaço para que os amigos pudessem se entregar à dança. Na realidade, era minha mãe quem mais gostava de dançar. Hipnotizada, eu a observava se vestir para as festividades noturnas. Mesmo hoje em dia ainda me lembro de nosso vestido favorito, com sua saia preta e corpete de renda azul-marinho, o contraste perfeito para seu cabelo louro. Fiquei tão emocionada quanto ela no dia em que trouxe para casa sapatos de salto alto de renda preta e, naquela noite, minha mãe certamente era a mulher mais bonita do mundo. Eu acreditava que ela podia fazer qualquer coisa, fosse jogar tênis (ganhara campeonatos na universidade), costurar (fazia todas as nossas roupas), tirar fotografias (ganhou um concurso nacional), escrever (era colunista de um jornal) ou cozinhar (especialmente pratos espanhóis para meu pai). Agora, apesar de não poder fazer nenhuma dessas coisas, ela encarava sua doença com o mesmo entusiasmo que tinha em relação a tudo o mais. Palavras como "deficiente" e "fisioterapia" tornaram-se parte de um estranho mundo novo no qual entramos juntas, e as bolas de borracha para crianças que ela se esforçava para apertar adquiriram um simbolismo que jamais haviam possuído.

Gradualmente, passei a ajudar nos cuidados com a mãe que sempre cuidara de mim. Aprendi a cuidar do meu próprio cabelo - e do dela. Eventualmente, tornou-se rotina levá-Ia na cadeira de rodas até a cozinha, onde ela me ensinava a arte de descascar cenouras e batatas e como esfregar alho e sal e pedaços de manteiga em uma boa carne assada. Quando, pela primeira vez, ouvi falarem em uma bengala, opus-me: - Não quero que a minha linda mãe use uma bengala. Mas a única coisa que ela disse foi: - Não é melhor você me ver andando com uma bengala do que não me ver andando de maneira alguma? Cada conquista era um marco para nós duas: a máquina de escrever elétrica, o carro com câmbio e freio automáticos, sua volta à universidade, onde se diplomou em Educação Especial.

Ela aprendeu tudo o que podia sobre as pessoas com deficiências e acabou fundando um grupo ativista de apoio chamado Os Incapacitados. Certo dia, sem ter falado muito de antemão, ela me levou e a meus irmãos a uma reunião dos Incapacitados. Eu nunca vira tantas pessoas com tantas deficiências. Voltei para casa, silenciosamente introspectiva, pensando em como nós realmente tínhamos sorte. Ela nos levou muitas vezes depois disso e, eventualmente, a visão de um homem ou uma mulher sem pernas ou braços não nos chocava mais. Minha mãe também nos apresentou a vítimas de paralisia cerebral, enfatizando que a maioria era tão inteligente quanto nós talvez mais. E nos ensinou a nos comunicarmos com os retardados mentais, mostrando como eles eram frequentemente mais afetuosos, comparados às pessoas normais. Durante tudo isso, meu pai continuou a amá-Ia e apoiá-la.

Quando eu estava com onze anos, minha mãe me contou que ela e papai iriam ter um bebê. Muito depois, eu soube que seus médicos tinham insistido para que ela fizesse um aborto (terapêutico) - uma opção à qual ela resistiu veementemente. Logo, éramos mães juntas, já que virei mãe adotiva de minha irmã, Mary Therese. Em pouquíssimo tempo aprendi a trocar fraldas, banhá-Ia e alimentá-Ia. Ainda que mamãe tenha mantido a disciplina maternal, para mim foi um passo gigantesco além da brincadeira com bonecas. Um momento se destaca mesmo hoje em dia: o dia em que Mary Therese, na época com dois anos, caiu e esfolou o joelho, abriu-se em prantos e passou correndo pelos braços estendidos de minha mãe para os meus. Tarde demais, eu vislumbrei a faísca de dor no rosto de mamãe, mas tudo o que ela disse foi:

- É natural que ela corra para você, pois você toma conta dela tão bem... Como minha mãe aceitava sua condição com tanto otimismo, raramente me senti triste ou ressentida.

Mas nunca irei esquecer o dia em que minha complacência foi destruída. Muito tempo depois da imagem de minha mãe em salto agulha ter se dissipado da minha consciência, houve uma festa em nossa casa. A essa altura eu era adolescente, e vi minha sorridente mãe sentada na lateral, olhando seus amigos dançarem, e fui atingida pela cruel ironia de suas limitações físicas. Subitamente, fui transportada de volta à época de minha primeira infância e a visão de minha mãe dançando radiante estava novamente diante de mim. Imaginei se mamãe se lembraria também. Espontaneamente, andei em sua direção e então vi que, apesar de estar sorrindo, seus olhos estavam marejados de lágrimas. Corri para fora do aposento e para o meu quarto, enterrei meu rosto no travesseiro e chorei copiosamente - todas as lágrimas que ela jamais chorara. Pela primeira vez, eu me enraiveci contra Deus e contra a vida e suas injustiças para com a minha mãe. A lembrança do sorriso brilhante de minha mãe permaneceu comigo. Daquele momento em diante, enxerguei sua habilidade de superar a perda de tantas batalhas anteriores e seu ímpeto em olhar para a frente - coisas que eu tomava por certas - como um grande mistério e uma poderosa inspiração.

Quando eu estava crescida e comecei a trabalhar com o sistema penal, mamãe se interessou em trabalhar com os prisioneiros. Ela telefonou para a penitenciária e pediu para dar aulas de Redação Criativa para os detentos. Lembro-me de como eles se amontoavam em volta dela sempre que ela chegava e pareciam se agarrar a cada palavra sua, como eu fizera na infância. Mesmo quando não podia mais se deslocar até a prisão, ela frequentemente se correspondia com vários detentos.

Um dia pediu-me para enviar uma carta para um prisioneiro, Waymon. Perguntei se poderia lê-Ia antes e ela concordou, sem perceber, eu acho, o quanto aquilo seria revelador para mim. Dizia:

"Querido Waymon, quero que saiba que tenho pensado em você com frequência desde que recebi sua carta. Você mencionou como é difícil estar preso atrás das grades e meu coração se une ao seu. Mas quando você disse que eu não imagino o que é estar na prisão, senti-me compelida a dizer-lhe que estava errado. Existem diferentes tipos de liberdade, Waymon, diferentes tipos de prisão. Às vezes, nossas prisões são autoimpostas. Quando, com a idade de trinta e um anos, levantei-me um dia para descobrir que estava completamente paralisada, senti-me em uma armadilha - dominada pela sensação de estar presa dentro de um corpo que não mais me permitiria correr através de uma campina, dançar ou carregar minha filha nos braços. Fiquei deitada ali durante muito tempo, lutando para chegar a um acordo com minha enfermidade, tentando não sucumbir à autopiedade. Perguntei-me se, na verdade, valeria a pena viver nessas condições, se não seria melhor morrer. Pensei a respeito desse conceito de prisão, pois me parecia que havia perdido tudo o que importava na vida. Eu estava próxima do desespero. Mas, então, um dia me ocorreu que, na realidade, ainda havia opções abertas para mim e que eu tinha a liberdade de escolher entre elas. Será que eu iria sorrir quando visse meus filhos de novo, ou iria chorar? Iria zangar-me com Deus, ou iria pedir que Ele fortalecesse minha fé? Em outras palavras, o que eu iria fazer com o livre-arbítrio que Ele havia me dado e que ainda era meu? Tomei a decisão de lutar, enquanto estivesse viva, para viver o mais plenamente possível para procurar tornar minhas experiências aparentemente negativas em experiências positivas, procurar formas de transcender minhas limitações físicas expandindo minhas fronteiras mentais e espirituais. Eu podia escolher entre ser um exemplo positivo para meus filhos ou podia murchar e morrer emocional assim como fisicamente. Existem muitos tipos de liberdade, Waymon. Quando perdemos um tipo de liberdade, temos que simplesmente procurar por outro. Você e eu somos abençoados com a liberdade de escolher entre bons livros, que iremos ler, quais deixaremos de lado. Você pode olhar para as suas grades ou pode olhar através delas. Você pode ser um exemplo para prisioneiros mais jovens ou pode se misturar com os encrenqueiros. Você pode amar a Deus e buscar conhecê-lo ou pode virar as costas para Ele. Até certo ponto, Waymon, estamos nisso juntos. "

Quando finalmente terminei de ler a carta, minha visão estava borrada pelas lágrimas. Ainda assim, pela primeira vez, eu enxerguei minha mãe com clareza. E eu a entendi. O otimismo é uma disposição alegre que permite que um bule de chá assovie apesar de estar com água quente até o nariz.

 

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho Artur Nogueira 01 de julho de 2020

15

A DOENÇA DO CONTROLE

Marcelo Augusto de Carvalho

 

TOPO

 

 

LUCAS 15.1-2 – (Inveja, narcisismo)

 

Fariseus, saduceus, escribas e líderes do povo tinham uma doença na alma: o controle obsessivo de tudo e de todos!

REGRAS ABSURDAS – só do sábado eram 603...

INSENSIBILIDADE À DOR E AO SOFRIMENTO DO OUTRO – o cego

DESPREZO PELOS QUE NÃO ERAM DO JEITO QUE ELES QUERIAM – publicanos

JULGAMENTO E CONDENAÇÃO – a mulher pecadora

 

POR QUE ALGUÉM SE TORNA ASSIM?

A resposta está na relação de todo ser humano com o ser primário da vida, sua mãe!

 

1 O BEBÊ NASCE INDEFESO, EM TOTAL DEPENDÊNCIA

Não sabe alimentar-se, limpar-se, comunicar-se e nem mesmo controlar qualquer uma de suas emoções ou pensamentos.

 

2 COMO A MÃE O TRATA?

Para sua total dependência, ela lhe dá dedicação total.

Demandas físicas e mentais infinitas – ela se adapta a todas as suas necessidades

Ele projeta nela todos os seus medos – ela suporta toda a sua agressividade

Ele exige dela satisfação a todas as suas necessidades imaginárias - ela lhe concede todos os cuidados possíveis.

 

3 O FATO INQUESTIONÁVEL DA EXISTÊNCIA HUMANA: TODOS ESTAMOS EM DÉBITO COM UMA MULHER.

Ela tornou possível não só o nosso nascimento, mas o desenvolvimento de nossa vida

 

4 MAS QUAL O RESULTADO DESSA ENTREGA TÃO INCRÍVEL DE NOSSA MÃE?

É inato que disso não venha a gratidão, pois o AMOR é aprendido depois de um longo período sentindo-se cuidado. Em maior ou menor grau, em todos o resultado é o MEDO!

O medo inconsciente de dependência – e ódio a depender, do que for!

O medo inconsciente do que o feminino representa: de ser cuidado, de receber carinho, e da intimidade emocional.

O medo inconsciente de ser dominado: por pessoas, por acontecimentos da vida, e por processos naturais ou programados da existência.

ADÃO E EVA: receberam todo cuidado e carinho de Deus. Mas diante da sugestão da serpente de que Deus os privara daquela árvore porque queria dominá-los, Eva comeu e ainda foi usada para levar seu marido a comer do fruto proibido.

ACÃ: recebeu de Deus todo o cuidado naqueles 40 anos pelo deserto. Não queria mais depender de Deus para suas necessidades. Quando viu a barra de ouro e a capa babilônica, roubou-a para que na hora da necessidade não precisasse mais recorrer ao seu bondoso Criador. Ele poderia cuidar de si e de sua família por si mesmo.

 

5 QUAL A SOLUÇÃO INCONSCIENTE? CONTROLAR A TUDO E A TODOS.

Controlar para nunca mais depender de alguém!

- Namora com todas, mas nunca casa. Ela flerta, mas nunca se entrega.

- Pega todas, toda semana uma diferente, mas nunca deixa que alguma o conquiste.

 

Controlar para não precisar de cuidado, de carinho ou de intimidade

- Vive das ideias e conceitos e nisto se refugia para não depender do amor e sofrer.

 

Controlar para não ser controlado por líderes, pelos acontecimentos inesperados, ou pelos processos pelos quais todos passaremos.

- Obsessivo por planejamento financeiro: para nunca depender do bondoso auxílio de alguém.

 

6 ISSO DESTRÓI A VIDA!

CAIM: meu irmão tem que fazer o que EU quero! Não faz, eu mato.

PAULO: todo mundo tem que ter a religião que EU quero! Se não, eu denuncio.

NAAMÃ: a cura de Deus tem que acontecer do jeito que EU quero! Se não, a rejeito.

UZÁ: tenho que ajudar a Deus senão não vai dar certo.

JONAS: Deus tem que fazer o que EU quero com os outros! Se não me recuso a ir.

 

7 SOLUÇÃO DIVINA? É COMPREENDER A TOTAL DEPENDÊNCIA HUMANA COM A AMOROSA SUFICIÊNCIA DIVINA.

Somos e para sempre seremos um bebê, dependente de cuidados amorosos.

- “Cresci, e agora sou independente!” Claro que não! Funciona assim: quanto mais eu aprendo, mais eu percebo o quanto eu não sei. Da mesma forma, quanto mais eu cresço e me independo, mais eu percebo a imensa dependência que tenho de tudo.

 

Depender não é humilhante, mas é a capacidade de ser preparado para viver!

Se humilde, Deus me dá tudo o que eu preciso para crescer e me tornar alguém forte.

- SALOMÃO: diante da enorme tarefa de governar Israel, ele humilhou-se e pediu sabedoria. Deus encheu suas mãos, tanto de sabedoria como de todas as outras coisas que ele não pediu!

 

Não somos chamados para dominar, mas para liderar. E liderar é servir.

Servir tanto que o egoísmo e a dominação morrerão.

Quando dominar não importa mais, você acaba dominando tudo.

- Jesus serviu tanto que a tudo sujeito. Mas apenas para salvar e continuar servindo.

 

PARA QUEM DEIXAREI MEU REINO? HPC2-094 Donald E. Wildmon

Conta-se que um rei muito poderoso estava ficando velho. Ele concluiu que era chegada a hora de escolher, entre seus quatro filhos, um herdeiro do trono. Então, chamou-os, um de cada vez, para discutir a sucessão de seu reinado. Quando o primeiro filho entrou na sala do trono e se sentou, o rei dirigiu-se a ele:

- Meu filho, estou muito velho e não vou viver por muito tempo. Quero entregar meu reino ao filho que estiver mais capacitado a recebê-Io. Responda-me: Se eu o nomeasse meu sucessor, o que você daria para o reino? Aquele filho era muito rico. Assim que foi feita a pergunta, ele respondeu:

- Sou um homem muito abastado. Se o senhor me nomear seu sucessor, darei toda a minha riqueza; e este será o reino mais rico do mundo.

- Obrigado, filho - disse o rei, dispensando o rapaz.

Quando o segundo filho entrou, o rei se dirigiu a ele:

- Meu filho, estou muito velho e não vou viver por muito tempo. Quero entregar meu reino ao filho que estiver mais capacitado a recebê-Io. Responda-me: Se eu o nomeasse meu sucessor, o que você daria para o reino? Aquele filho era muito inteligente. Assim que a pergunta foi feita, ele respondeu:

- Sou um homem de grande inteligência. Se o senhor me nomear seu sucessor, darei toda a minha inteligência; e este será o reino mais inteligente do mundo. - Obrigado, filho - disse o rei, dispensando o rapaz. Quando o terceiro filho entrou, o rei se dirigiu a ele:

- Meu filho, estou muito velho e não vou viver por muito tempo. Quero entregar meu reino ao filho que estiver mais capacitado a recebê-Io. Responda-me: Se eu o nomeasse meu sucessor, o que você daria para o reino? Aquele filho era muito forte. E, assim que a pergunta foi feita, ele respondeu:

- Sou um homem de grande força. Se o senhor me nomear seu sucessor, darei toda a minha força; e este será o reino mais forte do mundo.

- Obrigado, filho - disse o rei, dispensando o rapaz.

O quarto filho entrou e foi cumprimentado pelo rei, da mesma maneira que os outros três.

- Meu filho, estou muito velho e não vou viver por muito tempo. Quero entregar meu reino ao filho que estiver mais capacitado a recebê-Io. Responda-me: Se eu o nomeasse meu sucessor, o que você daria para o reino? Aquele filho não era rico, nem inteligente, nem forte. Então, ele respondeu:

- Meu pai, o senhor sabe que meus irmãos são muito mais ricos, mais inteligentes e mais fortes do que eu. Enquanto eles passaram anos cultivando esses atributos, eu tenho vivido no meio do povo deste reino. Fui solidário com as pessoas, na doença e na tristeza. E aprendi a amá-Ias. Receio que a única coisa que eu tenha para dar ao seu reino seja o meu amor pelo povo. Sei que meus irmãos têm muito mais a oferecer. Portanto, não ficarei desapontado se não for nomeado seu sucessor. Simplesmente continuarei a fazer o que sempre tenho feito.

Quando o rei morreu, o povo aguardou com ansiedade a notícia de quem seria o novo rei. E uma grande alegria, como nunca foi vista, tomou conta do reino quando o povo soube que o quarto filho do rei havia sido nomeado como seu sucessor.

 

APELO

Aceite sua eterna dependência. Veja como sua oportunidade de crescimento.

Renda-se ao cuidado do Criador, e do amor e carinho dos seus semelhantes por você!

 

ALÉM DO CONTROLE – HACM 078 - COLLEEN DERRICK HORNING

Quando tocaram a campainha naquela tarde, abri a porta meio entorpecida. Era a pior hora para aparecer alguém! Um homem de rosto simpático se apresentou: viera consertar o sistema de alarme.

No quinto mês de gravidez, eu estava com os nervos à flor da pele, esperando o telefone tocar. Minha paz de espírito poderia vir da notícia que aguardávamos. Durante um ano e meio nós tínhamos tentado ter um bebê, chegando a fazer testes de fertilidade, sem um resultado conclusivo. Finalmente fiquei grávida.

O primeiro trimestre transcorreu normalmente, a não ser pelos enjoos matinais, que eu sabia serem temporários. Esperava ansiosa pelas consultas médicas, para saber cada vez mais sobre nosso filho. Então quando o médico perguntou se eu queria fazer um exame de sangue que detectaria algum eventual problema, concordamos imediatamente. Chegando os resultados, o médico me telefonou e, com um tom profissional, embora preocupado, disse que havia sugestão de síndrome de Down.

Para certificar-se, agendou um ultrassom e uma amniocentese. Embora apreensivos, meu marido e eu nos emocionamos, pois pela primeira vez pudemos ver o bebê se mexer. Tudo se tornou real de repente: íamos mesmo ter um bebê, um menino! Não poderia haver nada de terrível com ele, não é?

Foi duro saber que os resultados demorariam duas semanas e que este período seria suficiente para pôr termo à gravidez de maneira segura. Mas, qualquer que fosse o resultado, para nós esta não parecia uma opção. Não imaginava que duas semanas pudessem parecer uma eternidade. Eu tentava me distrair, pensar em outras coisas, mas as palavras "fora dos padrões de normalidade" ficavam se repetindo na minha cabeça. Rob ia para o trabalho e eu me sentia desamparada em casa.

Finalmente chegou o dia de saber o resultado. Nunca esquecerei meu nervosismo, em casa, sozinha, esperando o telefone tocar. Mas ele não tocava e lá pelo meio-dia não aguentei mais. Liguei para o médico, mas a enfermeira disse não ter ainda a resposta. Foi neste dia que o técnico veio consertar o alarme. Quando a campainha tocou, eu estava a ponto de explodir. Como um autômato, deixei o técnico entrar e mostrei a ele o sistema de alarme, pensando: "Isso vai custar uma fortuna, aconteceu na pior hora." Fui ensinada a acreditar que "Deus sabe a hora certa”, mas essa fé dava sinais de estar abalada.

Umas duas horas depois, a enfermeira ligou. Respirei fundo ao ouvir: "Temos uma notícia boa e uma ruim." A boa era que nosso filho não tinha síndrome de Down. A ruim era que se apresentava um problema nos cromossomos. Se Rob e eu também tivéssemos o problema, nosso filho nasceria bem. Mas, caso contrário, significava que faltava alguma coisa na composição dos genes do bebê. “Alguma coisa faltando?" Tentei não gritar. "Como assim? Isso quer dizer o quê?" "Desculpe, senhora Horning, não se pode dizer o que há de errado com o bebê até ele nascer. Agora o melhor a fazer é a senhora vir aqui imediatamente com seu marido para um exame de sangue. "Imediatamente? Podemos ficar sabendo hoje?" "Podemos fazer o exame hoje e ter o resultado em cinco dias." "Cinco dias?"

Foi quando perdi o controle. Não me lembro de ter chorado e gritado tanto em meus trinta e quatro anos de vida. Parecia que eu tinha levado um soco no estômago e que estava tomando fôlego para receber outro. Lembro que liguei para o trabalho de Rob, ainda histérica. "Colleen, querida, ouça. Peça ajuda à vizinha. Vou sair logo que puder, mas não quero que você fique sozinha." Desliguei o telefone, apavorada.

Fiquei ali, sem ar, e me lembrei então que o técnico do alarme ainda estava trabalhando e provavelmente ouvira tudo. Com vergonha, achei que tinha de me desculpar. Chorando, fui até a sala da frente e o encontrei encostado no umbral da porta, como se esperasse por mim. Antes que eu dissesse qualquer coisa, ele me levou até uma cadeira. "Sente-se", ele disse. "E respire fundo, procurando relaxar." As instruções específicas e o tom gentil me pegaram de surpresa. Sentei-me e comecei a respirar, me sentindo mais calma.

Aquele estranho se sentou à minha frente e, numa voz tranquila, me contou como ele e a mulher tinham perdido o primeiro filho. O bebê nascera morto porque eles não sabiam que ela desenvolvera diabetes durante a gravidez. Ele continuou dizendo como fora duro aceitar o fato até que, finalmente, desistiram e admitiram que era algo que lhes fugia ao controle. "Eu entendo como seu coração está doendo agora. Mas só o que a senhora pode fazer é ter fé e compreender que o que está acontecendo com seu bebê está fora do seu controle. Quanto mais tentar tomar as rédeas da situação, ter controle sobre o bebê, sobre os exames, tudo isso, mais a sua incapacidade de mudar as coisas vai fazer-lhe muito mal."

Tomou minha mão e disse que há poucos meses ele e a mulher tinham sido abençoados com uma menininha saudável. Dessa vez, não tinha havido problemas. É claro que pensam ainda no garotinho que perderam, mas hoje entendem e aceitam que, por alguma razão, não era para ele viver. Pediu para eu tentar manter a fé e afirmou que sentia que tudo daria certo.

Então, com a mesma calma com que me contou sua história, ele se levantou e se dirigiu à porta. Virou-se e disse que já consertara o alarme. Aquele homem me ajudou como nenhuma outra pessoa poderia ter feito! Ao apertar sua mão e dizer "obrigada, me lembrei de que não pagara pelo serviço. Ele sorriu e disse que eu nada lhe devia. Tudo que pedia era que eu mantivesse a fé. Entreguei a Deus e, no final das contas, tudo aconteceu na hora certa.

 

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho 22 de março de 2025


 

 

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho 22 de setembro de 2025 Artur Nogueira SP

 

https://www.4tons.com.br/SELECOES-2009-06-084-A_PROCURA.pdf


 

16

AME A CRIANÇA QUE VOCÊ AINDA É

Marcelo Augusto de Carvalho

 

TOPO

 

1 CORÍNTIOS 13.11 – (acolher a criança interior).

 

TODOS SOMOS UMA MATRIOSKA, UMA BONECA RUSSA

 

É uma série de bonecas, feitas, geralmente de madeira, colocadas uma dentro da outra, da maior até a menor.

Hoje tenho 55 anos, mas também sou todas as outras idades que tive.

Elas estão dentro de mim: o bebê de 1 ano de idade sofrendo de aniquilamento porque o pai não parava em emprego, a criança de 7 anos com sérias dificuldades para ser alfabetizado, a menina de 7, o adolescente feio que não se encaixava no grupo social, o jovem que teve de trabalhar desde os 13 anos para ajudar em casa.

DAVI – “Fui moço e agora sou velho!” – o tanto de provações que ele passou. Por debaixo da armadura de soldado e da coroa de um rei, havia uma criança que sentia-se desprezado por 7 irmãos mais velhos, um adolescente que teve que crescer rápido em coragem e força para defender as ovelhas de seu pai, um jovem que lutou contra o maior gigante de seu tempo, um soldado traído e perseguido pelo rei de seu país, um líder errante de um bando que dependia totalmente dele para comer e se proteger.

Mas em todas essas idades, Deus o protegeu, e nada lhe faltou!

 

EVIDÊNCIAS DE QUE HÁ UMA CRIANÇA INTERIOR EM VOCÊ

 

HÁBITOS NOCIVOS ou VÍCIOS – Já tentou mudar um hábito nocivo, que você não gosta, várias vezes, e foi em vão? Você está se DENGANDO.

MANIPULAÇÃO INTRAPESSOAL – Já teve a sensação de que existe uma criança birrenta dentro de você e que ocupa todo o seu espaço? Às vezes você pensa: “Por que tive essa reação?” Você está se NEGANDO à verdade.

REAÇÕES DESPROPORCIONAIS – Você já viveu situações com reações desproporcionais sem motivo aparente? Alguém fez algo a você e sua reação foi muito maior do que você costuma ter? Você está se EVITANDO crescer.

 

MARCAS DA INFÂNCIA, E QUE FICAM PARA SEMPRE

 

FRÁGIL – qualquer descuido ela adoece e pode morrer

INCAPAZ – não sabe quase nada para sua mínima sobrevivência

DEPENDENTE – precisa de uma dedicação exclusiva de alguém

FRUSTRAÇÃO – esperei e não recebi, amei e não fui correspondido...

 

SE NÃO ACOLHO A CRIANÇA INTERIOR, O QUE PODE ME OCORRER?

 

A PRÓXIMA GERAÇÃO SOFRE – Jefté e a filha

A RAIVA INTERNALIZADA EXPLODIRÁ – Moisés e o egípcio

MINHA AUTOREJEIÇÃO SERÁ MEU MODELO DE AÇÃO – Pedro fracote

 

COMO ACOLHER A CRIANÇA QUE EU AINDA SOU?

 

Ganhamos autonomia; a atender nossas necessidades não atendidas;
nos tratar com mais carinho e respeito, desenvolver autoconfiança e automotivação.

 

IDENTIFIQUE O QUE TE FAZ SOFRER –quando você percebe uma dor – que você está com raiva, aflita, irritada, com dificuldade de lidar com uma situação, você para diante dela e pergunta: “Essa dor que sinto é da criança de ontem ou do adulto de hoje?”

IDENTIFIQUE A ORIGEM DO SOFRIMENTO - qual é a idade dessa menina?  O que aconteceu quando ela tinha essa idade? O que essa experiência conta sobre essa dor? Onde essa dor começou?

COLOQUE-A NO COLO E A ESCUTE – muito provavelmente essa criança teve uma necessidade que não foi atendida ou vista. Pergunte o que ela precisa. Entregue a ela o que ela não recebeu.

NÃO SE MIME – mimar-se, culpar quem te faltou, desenvolver um vício como compensação do sofrimento, ou tentar mudar o mundo... é escolher continuar sofrendo sendo infantilóide.

TENHA PACIÊNCIA, DANDO TEMPO PARA A CURA INTERIOR – algo construído por tanto tempo não pode ser mudado da noite para o dia.

DESENVOLVA SUA CAPACIDADE CONTINENTE (seja sua mãe/seja seu pai) – aguentar suas pulsões e suportar as contrariedades –

 

JESUS – nasceu perfeito, santo, puro e nobre. Tudo o que estava ao seu redor era estranho, confuso, perturbador e frustrante. O clima era severo, as pessoas eram más, os irmãos não o entendiam, os pais compreendiam mal sua santa Missão, sua pureza instigava desprezo por parte dos amigos, e satanás o atacava com tentações que nenhum outro humano jamais passou. Mesmo assim Ele viveu entre nós e venceu calmamente cada dia de Sua vida! É possível pelo Seu poder e ajuda sermos como Ele foi!

 

EXEMPLO DE AUTOACOLHIMENTO INFANTIL

 

ESTER

 

APELO

 

Seja seu pai. Seja sua mãe.

Enfrente sua vida, aceitando a bela criança que ainda há lá dentro!

Sparky ou

 

 

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho 30 de março de 2025 São Caetano do Sul SP

 


 

17

A BENÇÃO DA DECEPÇÃO

Marcelo Augusto de Carvalho

 

TOPO

 

LUCAS 24.13-35 – (decepções – capacidade de amar a verdade)

 

NO INÍCIO A IDEALIZAÇÃO, A PSICOSE

A mãe pode tudo, sabe tudo: Idealizamos nossa mãe

O pai pode tudo, até a mãe é dele: Idealizamos nosso pai

 

Mas para crescer temos que nos DECEPCIONAR

Porque você não vive a verdade

Acaba vivendo suas fantasias irreais.

Não satisfazem

Não te deixam crescer

Os resistentes são gente imatura. Decepcionam, perdem a fé e vão embora.

 

ISTO VEM NATURALMENTE!

Mãe vira bruxa

Pai vira um caçador

 

ADOLESCÊNCIA – VEM A NECESSIDADE DA SEPARAÇÃO PARA SEMPRE.

- Há o DISTANCIAMENTO

- Há o TUDO ESTÁ ERRADO em vocês

 

OUTRAS DECEPÇÕES CERTAS, INEVITÁVEIS, NECESSÁRIAS E ESTRUTURANTES

Decepcionar no CASAMENTO – é preciso para eu aceitar seu verdadeiro EU, e realmente te amar, pelo que você é.

Decepcionar na PROFISSÃO – é preciso para que eu possa tomar as decisões devidas e cabidas nessa aventura de décadas.

Decepcionar com os LÍDERES – é preciso para que possa fazer a clivagem separando os aspectos bons que quero levar para mim e aprender com os ruins evitando-os em mim.

Decepcionar com os FILHOS – é primordial para que eu os trate pelo que são e não pelo que eu me desejo ou imagino deveriam ser. Para que eu os ame de fato!

 

EXEMPLOS DA BÍBLIA

 

JOSÉ

Idealizado pelo pai. Idealizava pai e mãe.

Deus trabalhou pela decepção: vendido, escravo, preso, volta dos irmãos.

 

Relação idealizada com Deus: recebeu muitas bençãos.

Perdeu tudo.

No fim disse: Antes eu ouvira falar dEle, agora eu o provei e sei.

 

DISCÍPULOS

Idealizavam o Messias.

Idealizavam Jesus.

Morreriam nEle!

Jesus avisou, mas não evitou a decepção da cruz.

A decepção propiciou o IDE a todo mundo.

 

RESISTÊNCIA

“Não confiarei em mais ninguém...”

“Comigo é só uma chance. Pisou na bola, nunca mais conte comigo!”

“Não dá para confiar em ninguém, vou contar apenas comigo!”

 

APELO

Suporte suas decepções suas frustrações. Elas são os melhores agentes de Deus para fazê-lo crescer!

 

(Filme O Maravilhoso Agora)

 

https://www.4tons.com.br/HACP-064-ANTES_O_PAI_AGORA_O_FILHO.pdf

 ANTES O PAI, AGORA O FILHO W.W. MEADE

Numa noite de inverno, eu estava lendo e meu filho, Luke, se aproximou timidamente em silêncio. Ficou fora da meia-lua de luz que vinha de um abajur de bronze de que eu gostava muito. Antigamente ficava na mesa do consultório médico de meu pai. Naquela época, Luke gostava de me trazer seus problemas mais sérios quando eu estava lendo. No ano anterior fazia isso sempre que eu estava trabalhando no jardim. Talvez ele se sentisse mais à vontade em relação a suas dificuldades quando eu estava fazendo aquilo que ele estava se preparando para fazer. Quando começou a se interessar em ver as coisas crescerem, aprendeu a plantar sementes e a deixá-Ias na terra ao invés de desenterrá-Ias na manhã seguinte para ver se tinham crescido. Agora estava começando a ler sozinho - embora ele não fosse admitir para mim. Levantei os olhos do jornal e ele me deu um sorriso largo. Mas, de repente, sua expressão tornou-se séria:

- Quebrei minha serra - disse, mostrando o brinquedo que tinha escondido atrás das costas. - Olhe só.

Luke não me pediu para consertá-Ia. Sua confiança de que eu poderia fazer isso era o respeito de um menininho ao milagroso consertador de triciclos, trenzinhos e vários outros brinquedos. O cabo de plástico azul da serra se partira. Meu pai, que apreciava as ferramentas de todas as profissões, não teria aprovado uma serra com cabo de plástico. Eu disse:

- Faltam uns pedacinhos. Estão com você? Ele abriu a mão e me estendeu os pedaços que tinham sobrado. Eu não tinha ideia de como consertar a serra. Luke me olhou firme, a expressão revelando total confiança de que eu poderia fazer qualquer coisa. Aquele olhar revolveu lembranças. Examinei a serra cuidadosamente, remexendo as pecinhas quebradas na minha mão como remexia o passado em minha mente.

Quando tinha sete anos, fui ao consultório de meu pai depois da escola, num dia de novembro. Meu pai era realmente o melhor médico da pequena cidade de Ohio River, onde morávamos. Ele sempre surpreendia a mim - e a seus pacientes - pelas coisas que podia fazer. Podia não apenas curar os males de qualquer pessoa, não importava o quê, mas também dominar um cavalo, fazer um pião e escorregar pela montanha em pé no meu trenó! Eu gostava de ficar na sala de espera do consultório ouvindo as pessoas me chamarem de "doutorzinho" e observando seus pacientes, que sempre saíam de sua sala melhor do que entravam.

Mas, naquele dia, quando eu tinha sete anos, estava lá para ver meu melhor amigo, Jimmy Hardesty. Ele não ia à escola há três dias, e sua mãe enviara um bilhete à enfermeira de meu pai dizendo que levaria Jimmy ao consultório naquele dia. Quando o último paciente do dia foi embora, Jimmy ainda não chegara. Meu pai e eu saímos então para visitar doentes em casa. Ele gostava que eu fosse com ele e adorava me contar histórias enquanto dirigia. Eram quase sete horas quando terminamos. Quando voltávamos para casa, papai disse de repente: "Vamos ver como está o Jimmy." Fiquei contente e agradecido, certo de que meu pai estava fazendo aquilo para me agradar. Mas, quando chegamos à antiga casa de pedras cinza, havia uma luz acesa na janela superior da parte de trás e uma outra na varanda dos fundos - antigamente era assim que se avisava que havia algum problema na casa. Papai estacionou o carro perto da porta de entrada. Alice, a irmã mais velha de Jimmy, saiu correndo e passou os braços à volta de meu pai, chorando e tremendo, tentando falar.

- Ah, doutor. Jimmy está morrendo! Papai saiu à sua procura. Graças a Deus, o senhor está aqui. Meu pai nunca se apressava. Costumava dizer que não há nenhuma razão para correr. Se você tivesse de correr, já era tarde demais. Mas disse para Alice soltá-Io e correu. Eu os segui pela cozinha, subindo pela escada estreita e escura da sala. Jimmy estava com a respiração ofegante e fazia um ruído alto, cheio de ar. O menino tinha montes de cobertores sobre ele, de modo que mal podíamos ver seu rosto na luz tremeluzente das lamparinas de querosene. Parecia exausto e sua pele brilhava. Sua mãe estava extremamente abatida.

- Ah, doutor. Por favor, nos ajude. Era só um resfriado, então, de tarde, ele começou com esse suor terrível. Eu nunca tinha visto a mãe de Jimmy assim antes. Ela ficou atrás de mim, com as mãos nos meus ombros, enquanto meu pai auscultava o peito de seu filho. Ele preparou uma injeção e levantou a agulha perto da luz. Eu tinha certeza de que ali estava para acontecer o milagre a que todos temos direito. Papai deu a injeção em Jimmy. Então pegou um chumaço de gaze e colocou na boca de meu amigo. Inclinou-se sobre ele e começou a respirar junto com ele. Ninguém se mexia no quarto e não havia outro som, a não ser a respiração regular de meu pai e a resposta da respiração de Jimmy, alta e sibilante. Então, repentinamente como um raio, havia apenas o terrível som da respiração de meu pai.

Senti as mãos da mãe de Jimmy pressionarem meus ombros e eu sabia, como ela sabia, que alguma coisa acontecera. Mas meu pai continuou a soprar nos pulmões de Jimmy. Passou-se um bom tempo e a senhora Hardesty foi até a cama, pôs a mão no braço de meu pai e disse:

- Ele se foi, doutor. Venha. Meu menino não está mais conosco.

Mas meu pai não se mexeu. A senhora Hardesty então me pegou pela mão e descemos, para a cozinha. Ela se sentou numa cadeira de balanço, e Alice, com um ar desamparado como eu jamais vira em ninguém, jogou-se no colo da mãe. Saí até a varanda e me sentei no degrau mais alto da escada, ali na escuridão gelada. Não queria que ninguém me visse ou falasse comigo.

Quando o senhor Hardesty chegou e viu nosso carro, entrou na casa e, por um minuto, ouvi vozes. Seguiu-se um silêncio, depois mais vozes. Finalmente meu pai saiu e o segui até o carro. Durante todo o solitário caminho de volta, ele não falou uma palavra. E eu não podia me arriscar a dizer nada para ele. O mundo que eu pensava conhecer se partira no fundo do meu coração. Em vez de irmos para casa, fomos a seu consultório. Ele começou a pesquisar em seus livros, procurando por alguma coisa que pudesse ter feito. Eu queria detê-Io, mas não sabia como. Não podia imaginar como a noite terminaria. De vez em quando, sem querer, eu começava a chorar novamente.

Finalmente alguém bateu à porta e fui até a sala da frente, agradecido a quem quer que fosse. Notícias sobre nascimentos e mortes correm rápido e vão longe numa comunidade como a nossa. Mamãe viera nos procurar. Ela se ajoelhou, me abraçou, esfregou a parte de trás da minha cabeça e eu a abracei, como não fazia desde que era bebê.

- Ah, mamãe, por que ele não conseguiu, por que ele não conseguiu? - eu soluçava, com a cabeça em seu ombro. Ela esfregou minhas costas até me acalmar. Então disse:

- Seu pai é maior que você, mas ele é menor que a vida. Nós o amamos pelo que ele pode fazer, não o amamos menos pelo que não pode fazer. O amor aceita o que encontra, seja o que for.

Embora eu não tenha certeza de ter compreendido o que ela quis dizer, sei que percebi a importância de suas palavras. Então ela entrou para falar com meu pai. Aquele inverno pareceu ter durado uma eternidade, mas todas essas lembranças passaram pela minha mente em segundos. Continuei a remexer as peças do brinquedo quebrado de Luke e lhe disse:

- Não posso consertar.

- Pode, sim.

- Não, não posso. Desculpe.

Ele me olhou e a expressão de confiança desapareceu de seu rosto. Seu lábio inferior tremia e ele tentava segurar as lágrimas que surgiram. Eu o coloquei no colo e o consolei da melhor maneira que pude - tanto pelo brinquedo quebrado quanto por ter acabado com a sua ilusão de que eu era infalível. Aos poucos o choro diminuiu. Eu tinha certeza de que ele percebera minha tristeza por tê-Io decepcionado ao demonstrar que era um simples mortal. Luke ficou aninhado em meu colo por um bom tempo, o braço à volta do meu pescoço. Quando ele saiu da sala, me dando um olhar direto e amigável, pude ouvir a voz de minha mãe me dizendo, do seu jeito incontestável, que o amor não era condicional. Antes o pai, agora o filho. Eu sabia com certeza que da angústia daquela descoberta vinha a primeira luz, ainda fraca, da compreensão.

 

 

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho 7 de julho de 2020 Artur Nogueira-SP


 

18

MINHAS ANSIEDADES

Marcelo Augusto de Carvalho

 

TOPO

 

MATEUS 6.25-34 – “Não andeis ansiosos pelo que haveis de comer ou beber!”

 

5 ANSIEDADE SOCIAL – está em mim, em relação ao mundo moderno.

MANIFESTAÇÃO – toda vez que saio do meu mundo interno e vivo na realidade.

TIPOS – medo de crimes, acidentes, (contingência), o que passou na vida (eu aos 40 dias...)

EXEMPLO – Moisés (as 5 desculpas para não ir: medo do Egito)

SOLUÇÃO – desligue tudo o que você pode que te causa essa ansiedade (TV, Youtube, jornalismo). Procure uma profissão que te evite esses gatilhos. Não dá para fugir do mundo, mas dá para se preparar para ele.

 

4 ANSIEDADE DO DESENVOLVIMENTO – está em mim, em relação às etapas da vida.

MANIFESTAÇÃO – cada vez que mudo de etapa, sofro para lidar com o novo.

TIPOS – útero, seio, colo, fraldas, escola, sair de casa, trabalho, casar-se, ter filhos.

EXEMPLO – Jacó (com 77 anos ainda não havia casado)

SOLUÇÃO – preparar-se para cada fase pois é inevitável, educar-se, enfrentar o novo! Fazer o Pré-Escolar, Curso de Noivos, Escola de Pais.

 

3 ANSIEDADE INTRAPSÍQUICA – está em minha família e nas pessoas referência para mim!

MANIFESTAÇÃO – sofro dores que percebo que estão em mim, mas não são minhas.

TIPOS – avós morrem os pais sofrem você sente toda aquela dor, interligação com os professores ou líderes referência, dores emocionais que passam de uma geração para a outra.

EXEMPLO – meu professor do Ensino Médio, quando minha sogra morreu.

SOLUÇÃO – conversa, falar sobre.

 

2 ANSIEDADE ARCAICA – está em mim, fruto do meu desenvolvimento psicológico, emocional e físico no primeiro ano de vida

MANIFESTAÇÃO – terror noturno, ansiedade profunda e inexplicável por toda a vida!

TIPOS – posição esquizoparanóide, posição depressiva!

EXEMPLO – Elias (dificuldade de relacionar-se com o que for materno)

SOLUÇÃO – procurar um profissional especializado (psicanalista, psicólogo, psiquiatra).

 

1 ANSIEDADE NATURAL – está em mim, em relação a Deus, por causa do pecado.

MANIFESTAÇÃO – conflito de querer o prazer, mas sei que há uma Lei dentro de mim dizendo “Não!” Se fizer desagradarei Alguém, a Deus!

TIPOS –

EXEMPLO – Davi (por causa de meu pecado meus ossos secaram...)

SOLUÇÃO – comunhão Diária com Deus, confessar os pecados, os ritos da igreja

 

APELO

Jesus reconheceu a ansiedade como parte da vida. Ele a sentiu no Getsêmani. Ela é inevitável em nossa existência.

Mas Ele afirma que é possível CONVIVER com ela e ADMINISTRÁ-LA.

Olhe para o Céu e busque em seu AMOR a certeza de que Ele te conduz.

Filipenses 4.6 - Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus.

Romanos 8.38 – Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito

 

SE ESTIVER ESCURO Ron Mehl

Ele era um homem forte enfrentando um inimigo além de suas forças. Sua jovem esposa ficara gravemente doente e, repentinamente, morreu, deixando o homem sozinho com a filha de olhos grandes, cabelos louros e menos de cinco anos de idade. O culto na capela do vilarejo foi simples e com muita dor. Depois do sepultamento no pequeno cemitério, os vizinhos daquele homem reuniram-se ao redor dele.

- Por favor, traga sua garotinha e fiquem conosco por alguns dias - alguém convidou.

- Não voltem para casa agora. Com o coração partido, ele respondeu: - Obrigado, amigos, pelo bondoso convite, mas preciso voltar para a casa onde ela vivia. Minha menina e eu precisamos enfrentar esse momento.

Então, voltaram, o homem e a filha, para a casa que agora parecia vazia e sem vida. O homem colocou a cama da filha em seu quarto para que pudessem enfrentar juntos a primeira noite. Os minutos se passavam, e a garotinha lutava para dormir... bem como o pai. O que era mais dolorido para o coração de um homem do que ver uma criança soluçando por uma mãe que nunca voltará? A noite passava, e a menina continuava a chorar. O homem forte foi até a cama da filha para consolá-Ia. Em pouco tempo, a menininha parou de chorar - por sentir pena do pai. Pensando que a filha havia dormido, o pai olhou para cima e orou:

- Pai, confio em ti, mas... está tão escuro, como se fosse meia-noite! Ouvindo a oração do pai, a garotinha começou a chorar novamente.

- Pensei que você estivesse dormindo, querida - ele disse.

- Eu tentei, papai. Estava com dó de você. Realmente tentei, mas não consegui. Papai, você sabia que ia ficar tão escuro? Por que, papai? Eu não consigo ver você, está muito escuro. Então, em meio a lágrimas, a garotinha sussurrou:

- Mesmo se estiver escuro, você me ama, não é, papai? Você me ama mesmo quando eu não consigo ver você, não é, papai?

Como resposta, o homem a segurou com suas fortes mãos, tirou a garotinha da cama e a trouxe para junto de si, abraçando-a até que dormisse.

Quando ela finalmente se aquietou, ele começou a orar. Fez das palavras de sua filha sua oração a Deus.

- Pai, está escuro como se fosse meia-noite. Não consigo te ver, mas tu me amas mesmo quando está escuro e eu não te vejo, não é?

 

 

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho 10 de maio de 2025 Artur Nogueira SP.


 

19

A PARÁBOLA DO SEMEADOR

Marcelo Augusto de Carvalho

 

TOPO

 

MATEUS 13.1-7 (resistência objetal pela mãe, pelo pai, por todos os outros)

 

SEMENTE – é o EVANGELHO, mais precisamente a PESSOA de Jesus.

CAMPO – é o CORAÇÃO, o INTERIOR, o INSCONSCIENTE de cada um.

SEMEADOR – é jesus. Ele semeia a SI mesmo, pois só podemos dar a nós mesmos!

REINO DOS CÉUS – Deus é muito grande. Nós somos o copo. Como algo tão pequeno vai conter alguém tão grande. Ele envia primeiro a MÃE, depois o PAI. Quando os aceitamos, ELE então vem para nos preencher.

PLENITUDE – se queremos a plenitude da vida, precisamos INTROJETAR, a mãe, depois o pai, e finalmente a Jesus em nosso interior.

 

1 SOLO À BEIRA DO CAMINHO – foco no sofrimento

 

A mãe e o pai não são apenas figuras físicas, mas funções que oferecem "objetos" (cuidado, limites, amor, linguagem) que permitem à criança organizar seu psiquismo. A resistência a esses objetos pode ser uma tentativa de proteger-se de uma dor insuportável ou de um amor considerado condicionante. 

 

Compulsão à Repetição: O indivíduo tende a reproduzir, na vida adulta, o padrão de carência ou rejeição vivido na infância. Inconscientemente, ele busca parceiros ou situações que o rejeitem novamente, na tentativa de superar a dor original, mas frequentemente reforçando-a. Principais consequências:

Fixação e Dependência Emocional: A resistência a se desvincular do objeto primário (geralmente a mãe, na fase de devastação) ou a rejeição da função paterna (que impõe limites) pode manter a pessoa presa em RELAÇÕES DE SUBMISSÃO OU DEPENDÊNCIA, dificultando a constituição de uma identidade própria e separada.

Estruturação de um "Falso Self": Para lidar com a insegurança e a falta de aceitação, a pessoa pode criar um "eu falso" para AGRADAR OS OUTROS, resultando em ANSIEDADE, BAIXA AUTOESTIMA E SENTIMENTO DE INADEQUAÇÃO.

Devastação ou Recusa da Alteridade: Pode levar a um estado de "DEVASTAÇÃO", marcado por desamparo, angústia e recusa em aceitar a ajuda ou o amor oferecido.

Projeção de Inseguranças: Tendem a desenvolver medo intenso da rejeição, desconfiança e DIFICULDADE EM SE APROFUNDAR EM NOVOS RELACIONAMENTOS amorosos ou amizades. 

 

PASSAGEM – muitas pessoas passaram e tentaram entrar.

DURO – impenetrável. Pelo contrário, sua presença ENDURECEU!

VAZIO TOTAL – ninguém interno. Se tem são apenas PEDAÇOS DE EGO.

AVES – todos os outros aproveitam nossas sementes (vizinhos, amigos, parentes – levam, amam nossos pais, porque nós não os aproveitamos).

SENTENÇA – só servem para o mundo passar por cima!

 

ABSALÃO X DAVI – o pai desse filho foi o melhor rei que Israel teve. Seguramente foi falho, imperfeito e permissivo. Mas também tinha muita coisa boa para se receber, imitar e seguir. Mas ABSALÃO decidiu viver POR SI.

 

2 SOLO ROCHOSO – foco no interno

 

PEDRAS – adora suas resistências, seus mecanismos de defesa, seus motivos para evitar todo e qualquer contato com a intimidade emocional.

RELAÇÕES – existem para que a pessoa se endureça ainda mais. Vive para coletar os MOTIVOS pelos quais ela não confia nem ama ninguém.

SENTENÇA – nenhum valor comercial, fruto ou esperança. Morrem em si mesmos.

 

Uma pessoa que resiste receber os "objetos" (experiências, relações, emoções) que a vida lhe oferece, sustentando-se estritamente em mecanismos de defesa, acaba por criar um sofrimento psíquico crônico, marcado pela repetição e pelo empobrecimento da vida subjetiva.  Principais consequências:

Isolamento e Estagnação: Ao recuar ou rejeitar a realidade (pela negação ou fuga), o sujeito evita a angústia, mas paga o preço de não se desenvolver e perder oportunidades de satisfação real, vivendo em um mundo construído pelo recalque.

Repetição de Sintomas (Compulsão à Repetição): o que não é elaborado (recebido, pensado, integrado) é repetido. A pessoa tende a repetir situações dolorosas, relações tóxicas ou comportamentos autodestrutivos, pois o inconsciente busca dar um destino àquilo que foi rejeitado.

Fortalecimento do Sintoma: Mecanismos de defesa como a repressão, o isolamento e a formação reativa podem funcionar temporariamente, mas, no longo prazo, a "representação inconciliável" retorna na forma de sintomas mais intensos, como fobias, obsessões ou conversões somáticas (dores físicas).

Empobrecimento do Eu (Ego): O Eu (Ego) se torna rígido, focado apenas em evitar o sofrimento, perdendo a capacidade de sentir prazer, criatividade e de se vincular genuinamente ao Outro (pessoas, paixões, trabalho).

"Querer-Não-Saber": A resistência se manifesta como uma recusa inconsciente de saber sobre o próprio desejo. O indivíduo pode queixar-se de sua vida, mas resiste às mudanças necessárias, mantendo-se na posição de "vítima" da realidade em vez de assumir a responsabilidade (subjetivação) sobre seus próprios conflitos. 

 

SAULO –

 

3 SOLO ESPINHOSO – foco no externo

 

ESPINHOS – os cuidados dessa vida, dinheiro, fama, sucesso, carreira, poder.

RELAÇÕES – só com os objetos físicos ou as idealizações de prazer que só estão em sua cabeça.

RELAÇÕES – existem para adubar seus espinhos, tornando-o ainda mais agarrado aos seus espinhos.

SENTENÇA – os espinhos tomarão conta que nada mais fará sentido a não ser sobreviver!

 

Vazio e Tédio (Anedonia): A busca incessante por prazer externo, ignorando o interno, leva ao desequilíbrio e, paradoxalmente, à incapacidade de sentir prazer real, pois a satisfação é efêmera e nunca preenche o vazio interno.

Compulsão à Repetição e Vícios: Como os objetos externos (dinheiro, bens, fama) não preenchem a "falta" (o objeto verdadeiro, as pessoas), a pessoa é compelida a repetir os mesmos comportamentos, trocando incessantemente de objetos externos, na vã esperança de satisfação.

A "Morte" do Sujeito (Gozo): O excesso de prazeres externos e a busca por poder (ou controle) podem se tornar autodestrutivos, manifestando uma "pulsão de morte" onde a pessoa consome a si mesma na tentativa de manter uma falsa imagem de plenitude.

Relações Superficiais: A resistência em receber o "objeto real" da vida (que envolve perdas, lutos e aceitação da fragilidade) leva a pessoa a tratar relações e situações como produtos de consumo, resultando em relações objetificadas e solitárias.

Perseguição Interna: Quando a idealização do mundo externo desmorona, a pessoa pode se sentir perseguida por seus próprios desejos reprimidos, gerando sintomas neuróticos, crises de ansiedade ou depressão. 

A tentativa de controlar tudo pelo poder ou satisfazer tudo pelo prazer externo gera um "falso eu", desconectado de suas verdadeiras necessidades, resultando em um sofrimento que a psicanálise chama de neurose, onde a pessoa ignora que o que realmente busca é interno.

 

NABUCODONOSOR –

 

4 SOLO FÉRTIL – foco no prazer da construção das relações

 

ACOLHEDOR –

PRODUTIVO – aceito o outro, também me revelo.

RELAÇÕES – a melhor maneira de me enriquecer como enriquecer os outros. Meus frutos são PESSOAS!

 

O Desenvolvimento de um "Self" mais Sólido e Integrado: A internalização de "objetos bons" (experiências positivas, vínculos afetivos seguros) permite que a pessoa construa uma base interna de segurança e confiança, diminuindo a ansiedade e a necessidade de defesas rígidas.

Capacidade de Amar e Reconhecer a Realidade (Winnicott): Ao "usar o objeto" (acolher o outro como real e não apenas como uma projeção de desejos), a pessoa passa da mera fantasia para o uso da realidade compartilhada. Isso permite o amor genuíno e a capacidade de sobreviver às "destruições" inerentes aos conflitos humanos.

Melhora na Qualidade dos Vínculos Afetivos: A pessoa desenvolve relações mais maduras e menos baseadas na repetição de traumas infantis. Isso ocorre pela capacidade de diferenciar objetos internos (fantasias) de objetos externos (pessoas reais), resultando em interações mais saudáveis.

Aumento da Capacidade de Luto e Elaboração: Acolher os objetos da vida, incluindo suas perdas, permite vivenciar processos de luto saudáveis, utilizando "objetos transicionais" ou lembranças (cheiros, músicas, memórias) para lidar com a angústia de separação e com a finitude, sem desintegração emocional.

Maior Flexibilidade Psíquica e Criatividade: A pessoa se torna capaz de transitar melhor entre o mundo interno e externo, facilitando a criatividade e a adaptação a novas situações de vida. 

Focar na construção de relações humanas acolhendo a realidade leva a uma personalidade mais resiliente, capaz de conviver com a ambivalência (amor/ódio) e mais integrada com o ambiente ao seu redor.

 

APELO

 

Todos os dias DEUS está semeando!

Suas sementes são as PESSOAS que Ele envia à nossa vida!

Se as aceitarmos, e principalmente as INTROJETARMOS, seremos enriquecidos, mais semelhantes a Ele, e fontes de bençãos ao mundo!

O que você fará com sua mãe, seu pai, seu cônjuge, seus filhos, seus amigos, seus líderes, seu vizinho, e seus inimigos?

 

 

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho 07 de março de 2026 Artur Nogueira SP


 

20

A MÃE QUE NÃO SABIA PEDIR

Marcelo Augusto de Carvalho

 

TOPO

 

MATEUS 20.20-28

 

SALOMÉ – coloque meus filhos no melhor lugar do teu Reino!

JESUS – o melhor lugar é o SERVIÇO. Vocês ainda não chegaram lá.

 

1 ACEITE O QUE OS OUTROS TEM PARA FAZER POR SEUS FILHOS

 

SALOMÉ quis determinar como Jesus deveria tratar seus filhos. Mas JESUS os tratou diferentemente do que ela queria.

MULHER – aceite o que seu MARIDO tem para dar para seu filho.

MÃE – aceite o que a professora, professor, a Escola tem a dar para sua filha.

PAIS – aceite o que o CLUBE, o PASTOR, a NORA/GENRO, o CHEFE...

 

ANA-SAMUEL-ELI

 

2 ACEITE QUE SEUS PLANOS, SEUS SONHOS PODEM ESTAR ERRADOS

 

SALOMÉ – tinha planos para seus filhos. Eram planos terrestres. JESUS – tinha outros planos para eles. Planos celestiais!

 

3 ACEITE QUE SERVIR A DEUS É A MAIOR GLÓRIA PARA UMA CRIATURA

 

TOMAR O MEU CÁLICE?

TIAGO – chamado para ser o primeiro mártir.

JOÃO – chamado para ser o maior profeta do Novo Testamento.

 

JOQUEBEDE – MOISÉS – EGITO e ISRAEL

 

APELO

 

Aceite o que Deus escolheu para seu filho!

Aceite os outros como agendes de Deus a conduzi-lo pela vida!

 

INALDA e NIKOLAI

 

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho 14 de março de 2026 Artur Nogueira SP


 

21

CONHECER E SER CONHECIDO

Marcelo Augusto de Carvalho

 

TOPO

 

GÊNESIS 4.1 (casamento-preciso conhecer o outro e ser conhecido por ele).

SEXO – analogia. Conhecer = essência.

CASAMENTO – é para conhecer e ser conhecido!

 

1 CONHECER PARA RECONHECER O QUE O OUTRO É

ABANDONO – é a pior dor humana.

CONHECER PARA ESPELHAR –

ADÃO – viu e disse a Eva quem ela era, e o que ela significava para ele.

 

2 CONHECER PARA AMAR, APESAR DE...

DESPREZO PELOS DEFEITOS OU DIFERENÇA – pior exclusão.

CONHEÇO PARA ACEITAR – sei que você é assim, mas isso não me impede.

ZÍPORA –

 

3 CONHECER PARA VALORIZAR O QUE O OUTRO É

MENOSPREZO – é o pior desvalor da vida.

CONHEÇO PARA EXALTÁ-LO – recomendá-lo a outros.

SARA – chamava Abraão de “Meu Senhor”.

 

4 CONHECER PARA SER CONHECIDO

DAR-SE A CONHECER – é o melhor presente que eu posso dar, e receber.

DOU-ME PARA ALIMENTÁ-LO – o deixo ver-me, nu, te conto tudo, sem vergonha. Você é confiável, você é acolhedor, você é carinho, você é bom!

ABIGAIL –

 

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho 03 de abril de 2026 Artur Nogueira SP


 

22

VIVENDO NA FANTASIA

Marcelo Augusto de Carvalho

 

TOPO

 

GÊNESIS 25.24-28 - ISAQUE (as fantasias como mecanismo de defesa)

 

1 FANTASIA DO PAI GRANDE

 

FANTASIA – com Deus não terei problemas (olhe as promessas de Deus!)

FRUSTRAÇÃO – mãe morreu cedo + poço ficou sem água + esposa estéril.

APRENDIZADO –

 

A "fantasia do pai grande da mãe grande" está profundamente ligada à busca por um objeto onipotente que PROTEJA o sujeito de todas as FRUSTRAÇÕES, DESAMPAROS e FALTA DE SENTIDO. Essa fantasia, que frequentemente persiste na vida adulta, reflete a busca por uma figura "salvadora" que resolve problemas, um lugar de completude e amor incondicional. 

 

A Origem (Onipotência Infantil): inicialmente, a criança fantasia que seus pais são seres onipotentes ("grandes") capazes de satisfazer todas as suas necessidades e resolver qualquer angústia. Essa fantasia funciona como uma defesa contra o desamparo original.

O "Pai Grande" (O idealizador): o "pai grande" pode ser entendido como uma figura imaginária que detém o poder de interditar o gozo da mãe, protegendo a criança de uma relação simbiótica e mortífera (a "mãe terrível" que engole). Ele é o portador de uma lei que organiza o mundo.

A "Mãe Grande" (A nutridora absoluta): representa a figura da "mãe suficientemente boa" idealizada ao extremo, aquela que nunca falha, que fornece nutrição e segurança incondicionais, prevenindo o sujeito contra qualquer tipo de falta.

A Fantasia de Resolução: acreditar que existe um "pai grande" ou "mãe grande" (ou uma combinação de ambos) que resolverá todos os problemas é, uma fantasia neurótica. Ela impede o sujeito de aceitar a própria "castração" — a ideia de que a vida é feita de faltas e que ninguém pode dar tudo ao outro.

Aprender: desconstruir essa fantasia de onipotência. Sair dessa posição de espera passiva por um "salvador" e a assumir a responsabilidade por seus próprios desejos e angústias, permitindo ao sujeito se tornar mais livre e autônomo. 

 

2 FANTASIA DO ÉDIPO (eu sou o único)

 

FANTASIA – o pai expulsou o Ismael de casa, para ele ficar como rei!

FRUSTRAÇÃO – Deus salvou e abençoou Ismael, 12 filhos, grande nação. Ele teve que esperar 20 anos para enfim ter filhos.

APRENDIZADO –

 

A fantasia de ser o "único" para a mãe (durante o Complexo de Édipo) é marcada por um narcisismo onipotente onde a criança se vê como o objeto de amor absoluto da figura materna. Essa crença inconsciente implica que a criança é tudo o que a mãe deseja, preenchendo todas as suas necessidades e suplantando qualquer outro rival, como o pai ou irmãos. 

 

Narcisismo Infantil e Onipotência: a criança, especialmente o menino, imagina que possui um pênis fálico (onipotência) e que é a única fonte de prazer e satisfação para a mãe.

O "Eu Sou o Único": é a ilusão de ser o "falo" da mãe, ou seja, aquilo que a completa. Essa fantasia visa suprimir a falta na figura materna, ignorando a existência de outros desejos (o pai) ou a castração.

A Triangulação e o Rival: O "eu sou o único" é quebrado quando a criança percebe a triangulação: a mãe tem desejos fora da díade (mãe-filho), geralmente representados pelo pai (função paterna).

A "Queda" da Fantasia: O complexo de castração, ou a aceitação da "falta", encerra essa fantasia. A criança precisa reconhecer que não é o único objeto de amor e que a mãe não é sua propriedade exclusiva.

Aprender: A recusa em abandonar essa fantasia pode levar a sentimentos intensos de rivalidade (ciúme) ou dificuldades em lidar com a frustração na vida adulta. A saída do Édipo, portanto, envolve o luto por essa posição de "único", permitindo que o sujeito saia da posição narcísica e aceite a realidade da castração (limites). 

 

3 FANTASIA DO MESSIAS

 

FANTASIA – eu nasci para salvar o mundo!

FRUSTRAÇÃO – no Monte Moriá Deus ensinou: “Eu salvarei o mundo!”

APRENDIZADO –

 

A "fantasia do messias", ou complexo do salvador, é um mecanismo psíquico inconsciente onde o indivíduo se sente compelido a salvar, resgatar ou resolver os problemas de familiares, amigos ou do mundo inteiro. É uma defesa psíquica enraizada na necessidade de lidar com sentimentos de impotência, inadequação, culpa ou ansiedade. 

 

Fuga da própria angústia: O indivíduo projeta seus medos e fraquezas no outro ("eu vou salvar o mundo") para não precisar encarar suas próprias limitações e falhas.

Fantasias de Onipotência: A ideia de que "eu vou salvar minha família" mascara uma dificuldade em aceitar a finitude, a falta e a castração (a realidade de que não temos controle sobre tudo).

A "Prisão" do Desejo: Essa fantasia pode funcionar como uma "prisão domiciliar" psíquica, onde o sujeito fixa sua libido na repetição da cena de salvar, para não precisar enfrentar seu próprio desejo reprimido. 

 

O "Eu" no Comando: A pessoa acredita ser insubstituível, portadora de soluções divinas para problemas complexos. Isso é, muitas vezes, uma tentativa de compensar sentimentos de insegurança ou baixa autoestima.

Substituição da Falta: A fantasia supre uma falta real com uma satisfação imaginária, permitindo que o indivíduo se sinta útil ou poderoso no controle de uma situação caótica. 

Consequências:

Esgotamento (Burnout): A necessidade contínua de cuidar e salvar resulta em exaustão física e emocional, pois o indivíduo se anula em detrimento dos outros.

Inversão da Culpa: Se a pessoa não consegue salvar o outro, ela pode se sentir profundamente culpada, reforçando a necessidade de tentar novamente, criando um ciclo vicioso de repetição.

Dificuldade em Estabelecer Limites: A pessoa com esse complexo frequentemente se envolve em relações onde o outro é visto como frágil, enquanto ela se coloca no lugar de forte, desequilibrando as trocas relacionais. 

Aprender: não viver para resolver problemas sociais ou familiares, mas sim trabalhar as questões emocionais subjacentes, ajudando-se a se responsabilizar pelo próprio desejo, em vez de se colocar como objeto do desejo do outro. Permitir-se sair do lugar de "messias" e aceitar sua própria humanidade, incluindo suas faltas. 

 

4 FANTASIA DA IRRESPONSABILIDADE

 

FANTASIA – não preciso escolher. Sempre alguém o fará por mim. Eliézer.

FRUSTRAÇÃO – Abinadabe escolheu por ele (decidiu casar-se com sua esposa).

APRENDIZADO –

 

A "Fantasia de Irresponsabilidade": O sujeito inconscientemente imagina que, ao não decidir, ele se isenta de culpa ou fracasso. Ele se coloca na posição de objeto passivo, esperando que o "Outro" (pais, parceiros, sociedade) defina seu destino.

Aparência vs. Realidade: Embora pareça que o sujeito está "livre" de pressões, na verdade, ele está totalmente alienado ao desejo do Outro, vivendo uma vida que não é a sua. 

Por que Escolher é Tão Difícil? Muitas vezes, a fantasia de que "alguém decidirá por mim" é uma forma de reencenar uma infância onde se esperava que os pais resolvessem tudo, escondendo a falta que constitui o sujeito.

Medo do Erro (O Fracasso): Escolher implica reconhecer que tempo é limitado e que abrir mão de opções é necessário. A fantasia promete uma "completude" onde nenhum erro ocorrerá, o que é ilusório.

Responsabilidade Subjetiva: O sujeito prefere sofrer em um lugar de passividade do que assumir a autoria dos seus atos, pois a autoria gera angústia. 

Aprender  O objetivo da vida não é ter respostas prontas, mas "atravessar" essa fantasia de passividade, tornando-se Sujeito, isso é, assumir a responsabilidade pelo seu próprio desejo e seus sintomas, saindo da posição de vítima ou objeto de terceiros. Fracassar escolhendo o próprio caminho é menos devastador para o psiquismo do que viver o sucesso garantido por outros. Devo sair desse lugar passivo, reconhecendo que não há garantia no Outro (ninguém sabe o melhor para você) e que a vida só é vivida quando assumimos o risco da escolha.

 

5 FANTASIA DO PERFECCIONISMO

 

FANTASIA – para fugir das coisas más, frustrantes, persecutórias e da dor, invento uma região perfeita da vida. E nada melhor para isso do que escolher algo muito bom, o FILHO PERFEITO.

FRUSTRAÇÃO – Isaque não amou nenhum nem outro filho. ESAÚ foi hedonista. JACÓ foi pacato e mentiroso, enganador. Isaque amava o filho que SATISFAZIA sua fantasia!

APRENDIZADO –

 

O perfeccionismo é uma fantasia inconsciente e um mecanismo de defesa estruturado para lidar com a frustração e a insegurança. Esse "lugar perfeito" construído na mente funciona como uma armadura que visa evitar a dor, o erro, a rejeição e a vergonha diante de um mundo imperfeito. 

 

A Fantasia da Completude: O perfeccionista busca uma "sociedade 100%" ou uma vida sem falhas, impulsionado por um ideal do eu elevado que rejeita a incompletude humana. É uma tentativa de retornar a um estado inicial de onipotência, onde a criança acredita que tudo gira ao seu redor.

Defesa Contra a Frustração: A busca incessante pela perfeição é uma forma de evitar a frustração inerente à vida. O sujeito acredita que, se tudo for "perfeito", ele estará protegido contra decepções e críticas.

A Armadura: Cria-se uma "máscara" de eficiência e controle (perfeccionismo) para atender às demandas de desempenho, afastando-se da espontaneidade e do próprio desejo. Essa exigência rígida, muitas vezes vinda de um superego severo, gera culpa e esgotamento.

A Fuga e o Custo:  o perfeccionismo pode se tornar um "álibi" para evitar o risco de viver e se frustrar, aprisionando o indivíduo em um ciclo de repetição. A fantasia de controle é, na verdade, uma prisão que impede o sujeito de aceitar a própria humanidade e as limitações do mundo. 

Aprender: que o "lugar perfeito" é uma ilusão que, em vez de eliminar a frustração, frequentemente aumenta o sofrimento, pois é impossível alcançar a perfeição em um mundo real, aprendendo a conviver com a falha e o inesperado.

 

APELO

 

 

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho 23 de abril de 2026 Artur Nogueira SP


 

23

NA SAÚDE E NA DOENÇA

Marcelo Augusto de Carvalho

 

TOPO

 

JOÃO 2

 

1 CONVIDARAM A TODOS

 

Casamento é uma união de muitas pessoas – Ego + introjeção dos pais.

O que SOU? Meu pai, minha mãe, meus avós – 50% deles.

BRIGAS? Quem está atuando através de mim, através do outro?

 

2 TODO CASAMENTO, EM TODOS OS ASPECTOS, TEM FALTAS

 

EMOCIONAL – “Ele não é presente”. “Ela não me nota, não me apoia”.

SEXUAL – nunca fui à sua casa, mas uma coisa eu sei: falta sexo!

FINANCEIRO – não te conheço, mas tenho certeza de que falta dinheiro.

IDIOTICE: “Vou separar porque meu casamento falta muito!” E o que você esperava? Visão infantilizada da vida!

AMOR – cobre uma multidão de pecados – 1 Pedro 4.8

 

3 SOLUÇÃO? “FAÇAM TUDO O QUE ELE VOS DISSER!”

 

AFEIÇÃO – Cantares. Carinho, ternura, elogios, abraços e sexo.

ORDEM – Criação. O que fazer, quando, onde, quem?

DEDICAÇÃO – Cruz. Renúncia de si mesmo para o bem de todos. Adulto.

COMPROMISSO – Até que a morte os separe. Com você mesmo que...

 

4 MILAGRE? SÓ SE ELE FOR CONVIDADO!

 

DEVOÇÃO DIÁRIA

CULTO FAMILIAR DIÁRIO

CULTO SEMANAL NA IGREJA

PG

ESCOLA ADVENTISTA, CLUBE

MISSÃO

 

KIM e KRIKET

 

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho 22 de março de 2026 Artur Nogueira SP

 


 

Querido amigo!

O ano está passando e muitas realizações já aconteceram.
Obrigado por todo o seu trabalho e resultados até aqui!

O MINISTÉRIO DA CAPELANIA ESCOLAR está cada vez mais sendo estruturado como um DEPARTAMENTO especializado da Igreja e fomos chamados para este tempo: deixar um legado de trabalho para nosso consumo e para os que virão depois de nós.

Para isto precisamos avançar na produção de nossas CAPELAS e como combinado, peço a você que nos prepare 1 CAPELA com o seguinte TEMA:

 

ASPECTOS A CONSIDERAR:

 

POWERPOINT – por favor prepare o arquivo final em powerpoint pois este é o programa que todos usamos, e este é o formato dos computadores das 95 capelas de nossa União.

NOTAS - Em cada SLIDE coloque tudo o que é preciso ser falado nas ANOTAÇÕES.

IMAGENS – você pode coletá-las no CANVA ou no GOOGLE IMAGENS. Se possível colete nestas plataformas porque elas nos oferecem FREE e assim evitamos problemas com os DIREITOS AUTORAIS.

TIPO DE IMAGEM – podem ser de IA e podem ser REAIS, lembrando que excesso de beleza ou de perfeição atrapalham a mensagem. Eu prefiro uma foto real de uma mãe abraçando o filho do que uma foto perfeita de IA!

LEMBRETE – escreva na tela do SLIDE apenas 1 frase para que lembremos o que deve ser dito, ou no máximo 4 palavras empilhadas, que resumam os 4 tópicos a serem ditos aos que assistem. Mas cuidado: informação de mais faz mal!

TEXTO BÍBLICO – tem que ter, pois nossa argumentação é sempre na Palavra de Deus!

APLICAÇÃO – é necessário contextualizar o assunto. Se conseguir coloque 1 ou duas ilustrações que apliquem aos dias de hoje o assunto estudado.

VÍDEO – se tiver (não é obrigatório) ADICIONE o vídeo ao SLIDE correspondente, e certifique-se que o mesmo roda e funciona em qualquer computador, e não somente no seu. Ou se preferir, deixe a tela no ESCURO e nas ANOTAÇÕES deixe o LINK do YOUTUBE, que eu farei o DOWNLOAD para depois acrescentá-lo.

 

Bem, peço que me envie no dia 15/06/2026 – APENAS NESSE DIA!

 

Grato e muito sucesso ministrando à sua unidade escolar!