
1 A CURA PELA PALAVRA – Marcos 2.1-12 Mateus 17.1-9
2 COMO LIDAR COM A FAMÍLIA DE ORIGEM - Gênesis 45.1-8
3 QUANDO VOCÊ VAI EXISTIR? - Gênesis 32.24-29
4 GENTE QUE FAZ - Lucas 10.38-42
5 POR QUE ADOECEMOS NO TRABALHO - 1 Reis 18.1-11
6 A CULPA É SEMPRE MINHA? - Lucas 15.11-16
7 ESCOLHIDO PARA SER MODELO - Lucas 8.1-3
8 COMO VENCER MINHA TEMPESTADE - Marcos 4.35-41
9
DIVIDINDO MEU MAIOR TESOURO – 1 Reis 3.16-27
10
SENHOR, QUE EU VEJA – Marcos 10.46-52
11 FOI
PARA ISTO! – Gênesis 45.5-8
12 AUTOR
DA SUA HISTÓRIA – Mateus 4.1-11
13 O AMOR
PRECISA DE RESPEITO – Efésios 5.22-33
14 SEIO
BOM SEIO MAU – 1 Reis 19
15 A
DOENÇA DO CONTROLE – Lucas 15.1-2
16 AME A
CRIANÇA QUE VOCÊ AINDA É – 1 Coríntios 13.11
17 A
BENÇÃO DA DECEPÇÃO – Lucas 24.13-35
18 MINHAS
ANSIEDADES – Mateus 6.25-34
19
PARABOLA DO SEMEADOR – Mateus 13.1-7
20 A MÃE
QUE NÃO SABIA PEDIR – Mateus 20.20-28
21
CONHECER E SER CONHECIDO – Gênesis 4.1
22
VIVENDO DA FANTASIA – Gênesis 25.24-28
23
1
A CURA PELA
PALAVRA
Marcelo
Augusto de Carvalho
MARCOS
2.1-12 – (Teoria do Esquema)
Angústia
desse homem: pequei, e por minha causa estou perdido!
Vai
até Jesus.
Mostra
Sua divindade: diz claramente o que está no consciente e no inconsciente do
paralítico! “perdoados são os teus pecados!” E ainda o cura
fisicamente.
PRINCÍPIO:
A CURA VEM PELA PALAVRA
ANGÚSTIAS
HUMANAS: HÁ VÁRIAS FONTES. A MAIOR: I FAMILIAR.
EGO
TRANSMITE
TUDO
CONEXÃO
TOTAL – acidente
VÁRIOS
HABITANTES EM MIM – mãe pai, avós.
HÁ
ANGÚSTIAS QUE NÃO SÃO MINHAS – aluna que se suicidou.
SOLUÇÃO:
A CURA VEM PELA PALAVRA
MINHA
MÃE JÁ FALA, E MUIITO!
É
FALAR AO CORAÇÃO, do que se vive e se sente – pós-guerra!
O QUE
FALAR?
GRÁVIDA
– falar sobre como será o dia.
APRESENTAR
AS PESSOAS – as avós...
AVÔ
MORREU –
MENINA
QUE CHORAVA SEM PARAR...
PROFESSORA:
EU REJEITEI VOCÊ. ME PERDOA?
APELO
Tá na hora
de falar, de dizer, de se revelar, para que as angústias sejam resolvidas,
suportadas, ressignificadas.
A GARDÊNIA BRANCA - MARSHA ARONS – HAC1-052 –
Sextante
Todos
os anos, no dia do meu aniversário, desde que completei doze anos, uma gardênia
branca me era entregue anonimamente em casa. Não havia nunca um cartão ou um
bilhete e os telefonemas para o florista eram em vão, pois a compra era sempre
feita em dinheiro vivo. Depois de algum tempo, parei de tentar descobrir a
identidade do remetente. Apenas me deleitava com a beleza e o perfume
estonteante daquela única flor, mágica e perfeita, aninhada em camadas de papel
de seda cor-de-rosa. Porém nunca parei de imaginar quem poderia ser o
remetente. Alguns de meus momentos mais felizes eram passados sonhando acordada
com alguém maravilhoso e excitante, mas tímido ou excêntrico demais para
revelar sua identidade. Durante a adolescência foi divertido especular que o
remetente seria um garoto por quem eu estivesse apaixonada, ou mesmo alguém que
eu não conhecia e que havia me notado. Minha mãe frequentemente alimentava as
minhas especulações. Ela me perguntava se havia alguém a quem eu tivesse feito
uma gentileza especial e que poderia estar demonstrando anonimamente seu
apreço. Fez com que eu lembrasse das vezes em que estava andando de bicicleta e
nossa vizinha chegara com o carro cheio de compras e crianças. Eu sempre a
ajudava a descarregar o carro e cuidava que as crianças não corressem para a
rua. Ou talvez o misterioso remetente fosse o senhor que morava do outro lado
da rua. No inverno, muitas vezes eu lhe levava sua correspondência para que ele
não tivesse que se aventurar nos degraus escorregadios. Minha mãe fez o que
pôde para estimular minha imaginação a respeito da gardênia. Ela queria que
seus filhos fossem criativos. Também queria que nos sentíssemos amados e
queridos, não apenas por ela, mas pelo mundo como um todo. Quando estava com
dezessete anos, um rapaz partiu meu coração. Na noite em que me ligou pela
última vez, chorei até pegar no sono. Quando acordei de manhã havia uma
mensagem escrita com batom vermelho no meu espelho: Alegre-se, quando
semideuses se vão, os deuses vêm." Pensei a respeito daquela citação de
Emerson durante muito tempo e a deixei onde minha mãe a havia escrito até meu
coração sarar. Quando finalmente fui buscar o limpa-vidros, minha mãe soube que
estava tudo bem novamente. Mas houve certas feridas que minha mãe não pôde
curar. Um mês antes de minha formatura no segundo grau, meu pai morreu
subitamente de enfarte. Meus sentimentos variavam de dor a abandono, medo,
desconfiança e raiva avassaladora por meu pai estar perdendo alguns dos
acontecimentos mais importantes da minha vida. Perdi totalmente o interesse em
minha formatura que se aproximava, na peça de teatro da turma dos formandos e
no baile de formatura - eventos para os quais eu havia trabalhado e que
esperava com ansiedade. Pensei até mesmo em entrar em uma faculdade local, ao
invés de ir para outro estado como havia planejado, pois me sentiria mais
segura. Minha mãe, em meio à sua própria dor, não queria de forma alguma que eu
faltasse a nenhuma dessas coisas. Um dia antes de meu pai morrer, eu e ela
tínhamos ido comprar um vestido para o baile e havíamos encontrado um,
espetacular - metros e metros de musselina estampada em vermelho, branco e
azul. Ao experimentá-Io, me senti-me como Scarlett
O'Hara em O Vento Levou... Mas não era do tamanho
certo e, quando meu pai morreu no dia seguinte, esqueci totalmente do vestido.
Minha mãe, não. Na véspera do baile, encontrei o vestido esperando por mim - no
tamanho certo. Estava estendido majestosamente sobre o sofá da sala, apresentado
para mim de maneira artística e amorosa. Eu podia não me importar em ter um
vestido novo, mas minha mãe se importava. Ela estava atenta à imagem que seus
filhos tinham de si mesmos. Imbuiu-nos com uma
sensação de mágica do mundo e nos deu a habilidade de ver a beleza mesmo em
meio à adversidade. Na verdade, minha mãe queria que seus filhos se vissem como
a gardênia - graciosos, fones, perfeitos, com uma aura de mágica e talvez um
pouco de mistério. Minha mãe morreu quando eu estava com vinte e dois anos,
apenas dez dias depois de meu casamento. Este foi o ano em que parei de receber
gardênias.
Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho 19 de fevereiro de 2019 Jacareí-SP
2
COMO LIDAR COM A
FAMÍLIA DE ORIGEM?
Marcelo Augusto de Carvalho
GÊNESIS
45.1-8 – (quebrando o esquema familiar nocivo)
1 TODA FAMÍLIA HUMANA TEM PROBLEMAS: OU É DESEQUILIBRADA, OU É
DISFUNCIONAL, OU É INEFICAZ.
A
FAMÍLIA DE JOSÉ – era a família escolhida por Deus para ser a luz do mundo.
Eles poderiam ter problemas? Eles tinham, e muitos.
DISFUNCIONAL
– seu bisavô Abraão casou-se com sua meia irmã, portanto eram filhos do mesmo
pai. Quando chegaram em Canaã, por duas vezes, Abraão não impede que Sara seja
dada para casar-se com o rei da região! Seu pai Isaque fez o mesmo com Rebeca
quando o rei Abimeleque quis casar-se com ela. Seu
outro avô, Labão, era tão egoísta e avarento que usou Jacó para ganhar dinheiro
arrancando-lhe 7 anos de trabalho por Raquel. Depois o enganou por mais 7 anos
de trabalho por Lia, e quando as entregou a ele não deu a elas o dote, ficando
com o dinheiro, vendendo-as como se fossem mercadorias, ou como era comum na
época, como se fossem escravas.
DESEQUILIBRADA
– amor demais ou ausência. Abraão prefere Isaque e manda Ismael embora de sua
casa. Isaque prefere Esaú e despreza Jacó. Jacó prefere José e desconsidera
seus outros 11 filhos. Rubem dormiu com uma das esposas do próprio pai, Bila.
Sua irmã Diná foi à cidade e dormiu com o príncipe. Seus irmãos Simeão e Levi,
em vingança disso, saquearam a cidade, mataram todos os homens, inclusive o
cunhado, roubaram todos os bens e as mulheres canaanitas, casando-se com elas.
Judá apostatou-se, indo morar entre os cananeus. Casou-se com uma canaanita, e
criou tão mau os filhos que um dia o próprio Deus matou o mais velho e o do
meio. Judá achou que a culpa era de sua nora. Ele a enganou. Ela deu o troco.
Vestiu-se de prostituta e ficou esperando-o à porta da cidade. Ele dormiu com
ela, engravidando dele. Quando ele soube que estava grávida, decidiu matá-la,
mas ela provou que os dois filhos que esperava eram dele.
INEFICAZ
– tentam, mas ninguém consegue ser o que o outro precisa!
Tem alguma coisa nessa história que é
FAMILIAR para você?
2 MAS SE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI É PORQUE O SALDO É POSITIVO
Conceito
de SEIO BOM e SEIO MAU.
José
era EXCELENTE. Por quê? Apesar de tudo a família tinha ótimos dons e talentos
desenvolvidos.
Herdou
o melhor de sus pais e avós.
E
ainda mais, decidiu ser bom e fiel.
3 COMO DEUS RESOLVE MEUS PROBLEMAS?
SUBSTITUIÇÃO – É preciso sair de casa para
substituir seus pais e a dinâmica de sua família.
José nunca
conseguiria mudar sua família. Tão pouco sua família conseguiria torná-lo
melhor do que ele já era.
Então
Deus USOU o ódio dos seus irmãos para mandá-lo para bem longe de seu pai, sem
possiblidade de fuga e retorno. E lá ele fez as substituições que tanto
precisava e o enriqueceram para sempre.
PAI –
de Jacó para Potifar, que o colocou como primogênito
de tudo.
IRMÃOS
– dos odiados irmãos para os odiosos prisioneiros, a quem ele pode fazer a
reparação, decifrando os sonhos do padeiro e do copeiro.
MÃE –
de Raquel para a mulher de Potifar, com quem ele
finalmente fez, e de modo brilhante a CASTRAÇÃO DO ÉDIPO.
DISTÂNCIA
– José foi para outro país!
NÃO
PROCURAR – José passou 22 anos, até que mandou buscar seu pai.
TESTAR
– por 2 anos eles os testa para saber se mudaram.
4 CUIDADO: VOCÊ PODE E SERÁ SURPREENDIDO!
Quando
José os aperta dizendo que todos são ESPIÕES e que BENJAMIM ficará preso no
Egito, os irmãos se desesperam. Falam em HEBRAICO achando que só eles se
entendem. Judá relembra todo o ódio que sentiam de José, confessa tudo o que
fizeram de errado, descreve como José sofreu nas mãos deles, como enganaram o
pai, e como nessas duas décadas eles sofreram terrivelmente por tudo isso.
Judá
INTERCEDE por Benjamim e pelo pai, e pede que ELE seja preso, que ele perca a
vida, mas que os irmãos sejam salvos.
José
não podia acreditar: seus irmãos haviam MUDADO!
APELO
Sua
família de origem não é seu destino, mas seu ponto de partida.
Tome as decisões
corretas, faça a sua parte que Deus fará a dEle.
Espere no Senhor e
veja Suas maravilhas em sua casa.
UM PEDAÇO DE GIZ - HOLLY SMELTZER –
HACP 112 – Sextante.
Em casa, era
natural termos medo de papai. Até mesmo mamãe tinha medo dele. Quando éramos
crianças, minha irmã e eu achávamos que todas as famílias eram daquela maneira.
Que toda família tinha um alcoólatra imprevisível, impossível de se agradar, e
uma mãe que rezava e estava sempre ali para proteger os filhos. Pensávamos que
Deus tinha determinado as coisas daquele jeito. Éramos boas crianças. Mamãe
estava sempre nos dizendo isso, apesar de papai não reconhecer. Em parte,
éramos boas porque não ousávamos fazer nada. Éramos crianças tranquilas,
tímidas, que quase não falavam - e nunca falávamos quando papai estava em casa.
As pessoas achavam que Deus abençoara mamãe com meninas tão doces. Ela tinha
muito orgulho de nós! Então chegou o dia em que descobrimos uma coisa nova e
divertida para fazer. Sabíamos que aquilo não aborreceria ninguém. Não nos
arriscávamos quanto a isso. Em casa, tínhamos uma porta de madeira. Descobrimos
que podíamos desenhar sobre ela com giz e apagar facilmente, esfregando. Vamos
nos divertir muito. Começamos a fazer nossos desenhos, lindas figuras traçadas
em toda a porta. Foi um divertimento. Ficamos surpresas ao descobrir nosso
talento. Eram bons os desenhos! Foi quando decidimos acabar nossa obra de arte.
Estávamos orgulhosas do nosso trabalho. Sabíamos que mamãe ia adorar. Ia querer
que todos os amigos viessem vê-Io e talvez eles
quisessem que também pintássemos as portas de suas casas. Descobríramos uma
coisa em que éramos realmente boas! Mas o elogio que esperávamos não veio. Em vez
de ver a beleza do trabalho, tudo em que mamãe pensou foi no tempo que levaria
e no esforço que faria para remover tudo. Estava uma fera. Nós não
compreendemos por que, mas sabíamos tudo sobre broncas - e estávamos metidas
numa grande confusão! Corremos para procurar um lugar para nos esconder. No
bosque cheio de árvores que ficava atrás de casa não era difícil duas crianças
pequenas se sentirem a salvo. Juntas, ficamos atrás de uma árvore, sem nos
mexermos. Logo ouvimos as vozes amedrontadas de mamãe e dos vizinhos nos
chamando. Mesmo assim sequer nos mexemos. Eles estavam com medo de que
tivéssemos fugido e nos afogado no lago. Estávamos com
medo de sermos achadas. O sol se pôs, começou a escurecer. As pessoas começaram
a ficar mais ansiosas e nós, com mais medo. O tempo passava e, quanto mais
tempo ficávamos escondidas, mais difícil era sair. Àquela altura, mamãe já estava
convencida de que alguma coisa horrível nos acontecera e chamou a polícia.
Sabíamos que alguma coisa estava se passando porque ouvíamos as vozes do grupo
se misturando. E a busca continuava, agora com vozes fortes de homens se
sobrepondo às demais. Se antes estávamos com medo, naquela hora ficamos
apavoradas! Abraçadas na escuridão, ouvimos uma outra voz, que imediatamente
reconhecemos com horror: a de papai. Mas havia algo estranhamente diferente em
sua voz. Nela sentíamos alguma coisa que jamais tínhamos sentido antes. Medo,
agonia, desespero - não podíamos dar um nome -, mas era assim que era. Então
vieram as lágrimas mescladas às preces. Estava nosso pai ajoelhado pedindo
alguma coisa a Deus? Nosso pai, com lágrimas no rosto, prometendo dedicar a
Deus a própria vida se Ele devolvesse suas meninas a salvo? Nada em nossa vida
nos preparara para essa espécie de choque. Nenhuma de nós se lembra de ter
tomado a decisão. Fomos arrastadas até ele como um ímã, nossos medos se
perdendo na floresta. Não sabemos sequer se nós é que realmente demos os passos
ou se Deus de alguma forma nos deslocou e nos fez chegar a seus braços. Mas nos
lembramos daqueles braços fortes e amorosos que nos envolveram, papai chorando,
nos apertando como se fôssemos tesouros. As coisas mudaram depois do que
aconteceu. Tínhamos um novo pai. Era como se o antigo tivesse ficado enterrado
na floresta. Deus levara aquele, substituindo-o por outro, um que nos amava e
era grato por nos ter como filhas. Mamãe sempre nos disse que Deus faz
milagres. Acho que ela estava certa. Ele mudou toda a nossa família com um
pedaço de giz.
Pr. Marcelo Augusto
de Carvalho Amanda II 05 de dezembro de 2025
3
QUNADO VOCÊ VAI
EXISTIR?
Marcelo Augusto de Carvalho
GÊNESIS 32.24-29 –
(Individuação, rompimento com o esquema familiar)
Em Gênesis, Deus se
comunica ao ser humano por PERGUNTAS.
Por quê? Para falar
ao INTERIOR, ao INCONSCIENTE da pessoa, levando-a a refletir em sua condição.
1 REJEIÇÃO DO PAI
REJEIÇÃO
MATERNAR-PATERNA sempre produz CARENTE-IDEALISTA.
Isaque quis ter filhos.
Orou por 20 anos. Em vez de um Deus enviou dois. Ele esperava que seu filho
fosse diferente dele: Isaque era um pacato pastor de ovelhas; ele queria que o
filho fosse como Rebeca, corajoso e destemido. E veio: Esaú adorava aventuras,
e caçar animais era seu hobbie predileto. Isaque amou
Esaú e desprezou Jacó.
Rejeitado, deixado
em segundo plano, colocado de lado, Jacó pensou: “O que eu poderia fazer para
que meu pai me amasse? O que é que ele mais gosta que eu poderia dar a ele?” A
reposta lhe pareceu óbvia: a PRIMOGENITURA era o direito familiar e social de herdar
2/3 de toda a riqueza dos pais. Mas não só isto: o primogênito deveria cuidar
dos pais em sua velhice, e ser o SACERDOTE DA FAMÍLIA. Dinheiro não lhe
interessava, mas sabia que para seu pai e seu avô a parte espiritual era o
maior valor da vida.
Jacó então tornou a
primogenitura o alvo da vida. Pensava, falava e aspirava tanto isso que quase
virou-lhe um vício. Tudo para merecer o amor do pai.
2 VÍNCULO EMOCIONAL DE SUBMISSÃO COM A
MÃE
CARÊNCIA PATOLÓGICA
sempre produz DOMINADOR-DOMINADO!
Mesmo vivendo para
a primogenitura, Isaque nunca amou de fato o filho mais novo. Sentindo sua dor,
Raquel o preferiu, fazendo dele seu confidente, amigo e quase um filho cônjuge.
Isso pareceu bom, mas a que preço? Que ele fizesse tudo o que ela o ordenasse.
Ela determinaria o que seria bom ou mau para ele.
Por isto, quando o
pai, sorrateiramente, decidiu abençoar Esaú desobedecendo a clara ordem de
Deus, Raquel facilmente convence Jacó a enganar o pai. Ela elaborou rapidamente
o plano: pegue um cabrito do teu rebanho que eu vou preparar do jeito que seu
pai adora. Ele vai te cheirar, mas eu vou te vestir com as roubas do teu irmão,
que exalam o aroma do campo. Ele vai te alisar porque teu irmão é peludo e você
é liso, mas eu te revestirei com a lã do animal morto, e assim teu pai se
convencerá.
Como dizer NÃO a
uma mulher que te acolheu na sua maior CARÊNCIA? Como abandonar quem não te
desamparou? Como dizer não para uma pessoa tão inteligente e sagaz?
3 RESULTADO: JACÓ NUNCA EXISTIU!
VIVER PARA O OUTRO
produz um CADÁVER AMBULANTE.
Jacó viveu para
repetir o PADRÃO e o COMPORTAMENTO de sua família de origem!
Ele teve sérios
problemas de IDENTIFICAÇÃO OBJETIVA com o PAI. Foi um fiel FUNCIONÁRIO, mas
mentiu e enganou para conseguir a primogenitura. Saiu de casa, mas com todo
líder que teve ele repetiu o padrão familiar. Teve problemas com Labão, seu
chefe, tio e depois sogro, que o enganou e ele deu o troco enganando também.
Ele teve sério problemas de IDENTIFICAÇÃO OBJETIVA com a MÃE. Foi
seu confidente, mas em troca foi dominado e manipulado por ela. Saiu de casa,
mas com todas as mulheres com quem conviveu ele repetiu o padrão familiar. Usou
e abusou da afeição que Raquel, Lia, Bila e Zilpa
tinham por ele, fazendo-as brigarem entre si para darem a ele cada vez mais
filhos.
Ele teve sério problemas de AJUSTE FRATERNO com seu IRMÃO. A disputa
pelo amor no coração do pai e a importância familiar o levou a enganar o irmão
por pelo menos duas vezes. Saiu de casa, mas repetiu o padrão e suas
consequências com seus primos, com quem precisava dividir os rebanhos que
apascentava.
Ele teve sério problemas com a PREFERÊNCIA PATERNA de Isaque por
Esaú. Saiu de casa, mas repetiu o mesmo erro ao preferir José em detrimento de
todos os outros filhos.
Até aquele dia, aos
98 anos, Jacó era apenas o SINTOMA de sua família, a repetição do que os outros
eram, escolhiam e faziam.
4 EXEMPLOS DE HOJE
Sempre vai produzir
o MEDO DE EXISTIR.
- MEDO DE PERDER –
filho que cresce, estuda, termina faculdade, trabalha, mas não sai de casa, não
casa, pouco assume da vida adulta. Por que? Tornar-se
adulto é perder o pai e a mãe da infância, que em sua mente são idealizados.
Ele também não quer perder a criança que era, então fica para preservar a
ambos. Assim, impede-se de tornar-se outro, uma nova criatura.
- MEDO DE TRAIR –
Há pessoas cheias de dons e talentos, mas que não dão em nada. É fracasso no
trabalho, desinteresse nos estudos, vida profissional muito abaixo do que se
poderia ter. Os pais foram fracassados, e elas sentem que qualquer crescimento
seu vai magoá-los ou puni-los. Para eles é melhor punir-se do que destruir, em
seu inconsciente, aqueles a quem eles tanto amam. Deixam de viver seu potencial
para não trair.
- MEDO DE REPETIR –
“Vou casar-me, mas não terei filhos. Não quero repetir os arros, ou os
conflitos da minha casa!” E quem disse que precisa repetir? Essa pessoa está
permitindo que a família de origem continue dominando sua vida, determinando o
que fazer o que não fazer, impedindo-a de desfrutar os reais prazeres da vida.
- MEDO DE NEGAR –
“Se eu mudar meu jeito de ser sinto que vou negar meus pais. Se parar de xingar
palavrões, ser mulherengo ou para de beber estarei renegando
meu pai, que fazia tudo isso com muito prazer!” “Se deixar de ser barraqueira
vou ser tão diferente da minha mãe, da minha avó que me sentirei excluída do
clã e das gerações de minha família. Eu simplesmente não posso mudar!” mas
também não vai viver, porque estará vivendo a vida de
outras pessoas.
5 O QUE FAZER PARA EXISTIRMOS? PARA
SERMOS NÓS MESMOS?
HONRAR PAI E MÃE –
Êxodo 20.12
ADMIRAR – há muitas
coisas boas em seus pais, valorize, elogie e deseje ser como eles foram.
INTROJETAR – leve
seus pais com você, dentro de seu EGO.
DEIXAR PAI E MÂE –
Gênesis 2
CLIVAR – separar as
partes boas e as partes ruins dos pais.
ABANDONAR – deixar
tudo o que for ruim, renunciar tudo o que não se encaixa com você, vencer em
seu caráter tudo o que for mal, e mostrar a seus filhos o que não pode ser
levado para as gerações deles.
6 EXEMPLOS BÍBLICOS
RUTE – renegou seus
pais idólatras, sua família decadente, sua nação viciada para ir com sua sogra
e viver uma nova vida. Tornou-se tão única que Boaz
decidiu remi-la casando-se com ela. Recebeu não somente seus direitos civis,
mas acima de tudo tornou-se bisavó do maior rei de Israel, e uma das ancestrais
do Messias.
ELISEU – filho de
um bom homem rico, ao ser chamado decidiu abandonar seus ótimos pais para
seguir Elias e o servir, vivendo a nova vida que Deus lhe ofereceu. Assim deu
continuidade a Escola dos profetas, fundada por Samuel e teve um ministério tão
inigualável que Elias realizou 7 grandes milagres, ele 14.
JESUS – o exemplo
perfeito, era submisso a seus pais. Tanto que seguiu a profissão de José, a
carpintaria. Mas por duas vezes os abandonou! Aos 12 anos, ficando em
Jerusalém, e depois dizendo á sua mãe: “Eu fiquei
tratando dos negócios do meu outro pai, Deus!” E aos 30 anos, quando Maria lhe
diz: “Falta vinho”, Ele responde: “Que tenho eu contigo?”, numa clara afirmação
de que agora Ele escolheu viver, não mais sob as ordens e anseios dela, mas do
pai do Céu.
APELO
Quando é que você
vai existir? Que tal ser a partir de agora?
Seja uma nova
pessoa, isso é, seja VOCÊ MESMO!
UM ESCRITOR NA PRISÃO - CLAIRE BRAZ-
VALENTINE – HACP-087 Sextante
Fui convidada a
ministrar uma oficina literária na prisão estadual de Susanville,
perto das montanhas de Sierra Nevada, no norte da
Califórnia. Os homens que cumprem pena foram, em sua maioria, condenados por
problemas com drogas. Estão alojados em grandes dormitórios com beliches. Não
têm qualquer privacidade, nenhum lugar para estarem sozinhos, nenhum lugar para
pensar tranquilamente. Eu sempre ficava apreensiva ao entrar em penitenciárias.
Já fizera esse tipo de oficina em muitas prisões da Califórnia, mas que tinham
celas. Em celas, mesmo se divididas com outro preso, pode-se encontrar um
pouquinho de tempo para escrever. Com certeza esses homens em Susanville não iam se interessar pelo que eu tinha para
oferecer.
Decidira passar os
dois dias de curso dando um seminário sobre monólogos. Queria que aqueles
homens tivessem a chance de escrever e então representar ante uma câmera.
Queria que se vissem em vídeo antes que eu fosse embora no fim do segundo dia.
Sentia que a vida na prisão provavelmente tirara deles a maior parte da
identidade e que escrever e representar podia restaurar um pouco de quem foram
ou de quem poderiam ser.
Fiquei satisfeita
porque vinte presos se matricularam. Era o número máximo que eu dissera que
poderia aceitar. Passei a primeira hora com eles falando sobre como era ser um
escritor. Dizendo que há alegria e liberdade nas palavras. Que não interessava
o quanto eram obrigados a ser como os outros, a se vestir como os outros, comer
a mesma comida, ter o mesmo horário, pois, na escrita, poderiam finalmente ser
diferentes - o quanto quisessem. Escrever pode ser a mais libertadora de todas
as artes. Você pode ser livre através da palavra. Não há limites. Disse-Ihes que todas as vezes que pegava um lápis ou me
sentava diante do computador ou da máquina de escrever era como se voltasse
para casa, para a casa da minha arte, das minhas palavras. Esse era um mundo
que ninguém poderia me tirar. Essa arte me sustentaria através de todos os meus
dias.
Os homens prestavam
atenção e, quando eu finalmente disse que começassem seus projetos de texto,
eles se esforçaram. Menos um deles. O jovem relutara em participar naquele
primeiro dia, quando pedi que escrevessem seus monólogos. Todos os outros liam,
reescreviam, liam novamente, mas ele ficou ali quieto, apagando, escrevendo,
rasgando rascunhos, recomeçando. Sempre que me aproximava de sua mesa, ele,
envergonhado, cobria a folha com os braços.
- Posso ver? -
pedi.
- Prefiro que a
senhora não veja - respondeu com um sorriso tímido.
Pensei, "que
pena”. Mesmo que não estivesse participando como os outros, estava escrevendo.
Escolheu passar o dia todo nessa sala quente e sufocante trabalhando em alguma
coisa chamada monólogo. Naquela manhã, provavelmente, ele sequer conhecia o significado
daquela palavra. Isso devia me deixar feliz. Mas não deixou. Estava preocupada
com a necessidade de ele ter alguma privacidade, com sua inabilidade de
partilhar, sabendo que ele estava pensando que seu texto não era
suficientemente bom. Eu já trabalhava em prisões há muitos anos para ser
enganada por sua timidez. Sabia que muitos dos internos tinham aprendido, desde
muito pequenos, que não conseguiam fazer nada direito. Tinham sofrido abusos e
tormentos quando crianças e não tinham qualquer autoconfiança. Mas não
importava o quanto eu elogiasse os outros internos, ele não cederia. Voltou
para o dormitório naquela noite com seu texto enfiado no bolso da calça. Muitos
tinham deixado os trabalhos sobre as mesas. Mas não ele. Não se arriscou a
deixar que eu lesse depois que ele estivesse atrás das grades. Tinha razão, é
claro. Eu teria ido direto à sua mesa no minuto em que ele saísse pela porta. O
rapaz tinha feito o julgamento certo de mim.
No segundo dia,
todos os homens voltaram à sala. Aquilo me deixou especialmente satisfeita. O
rapaz voltou também. Nesse dia haveria a leitura e a gravação. Imaginei como o
aluno silencioso e tímido enfrentaria isso. Estava realmente surpresa de vê-Io ali. Penteara o cabelo
louro e comprido, a blusa estava bem passada. Naturalmente pensara que seria
filmado e queria estar bem. Finalmente eu ia ouvir o que tinha escrito. Ele não
falou muito durante as atuações. Eu dera apenas algumas instruções, mas dissera
que queria ouvir seus personagens me dizendo o que realmente sentiam, o que é
que ninguém compreendia a respeito deles e por que precisavam falar. O rapaz
louro ficou sentado quieto, observando os demais apresentarem os trabalhos. Um
dos homens escrevera um monólogo para Deus, um outro decidira interpretar
Abraham Lincoln, o outro, Martin Luther King, Jr. Alguns dos monólogos eram
engraçados, outros sérios. Mesmo sem terem tido tempo para decorar os textos,
quando começavam a ler, mal se viam os papéis em suas mãos. Eu estava
profundamente emocionada com o resultado. Finalmente, ele era o único que não
tinha lido o monólogo. Quando todos já tinham terminado, perguntei:
- Está pronto,
agora?
- Acho que não -
ele respondeu com uma voz delicada. Então os outros começaram a cobrar.
- Cara, se eu pude
fazer, você pode também. Vamos lá, tente. Você vai gostar. Vamos, cara, não
seja tímido. Ninguém vai julgar você aqui. Então ele se levantou e ficou em
frente à câmera. Parecia tão jovem. Os papéis em sua mão tremiam como pássaros
assustados, mas ele começou seu monólogo com determinação:
"Meu nome é
BRUCE. Tenho vinte e um anos e estou morto. Estou morto porque fui preso por
causa de drogas. Nunca liguei para nada nesta vida. Nem para mim mesmo. Só me
importava em conseguir a próxima dose. Eu mataria por mais uma dose. Com
certeza, mataria por mais uma dose."
Ele continuou a
falar de sua vida, como crescera em meio à pobreza, com pais alcoólatras,
sofrendo maus-tratos e fome, sem ter uma vida própria, passando de um lar
adotivo para outro. Enquanto lia, mostrava cicatrizes no corpo, marcas de
queimaduras nos braços, onde seu pai embriagado apagava cigarros, os cortes nos
punhos causados por uma tentativa de acabar com a vida. Não pude evitar. Fiquei
com os olhos cheios d’água. Meu Deus, por que eu pedira para ele dividir essa
dor terrível?
Então o rapaz
chegou ao fim da história. "Embora eu tenha morrido na prisão, tenho uma
coisa para lhes dizer. Eu acabo de renascer. Voltei a me levantar, como na
Bíblia. Um dia uma mulher veio e me disse para escrever. Eu jamais tinha
escrito antes, mas escrevi assim mesmo. Fiquei por oito horas numa cadeira e me
concentrei como nunca tinha me concentrado na vida. Antes, eu sequer conseguia
ficar parado! Escrevi sobre o horror que foi a minha vida até agora e
finalmente consegui sentir alguma coisa. Sentir pena. De mim mesmo. E eu senti
mais uma coisa. Senti alegria. Eu estava escrevendo e o que eu estava
escrevendo era bom. Eu era um escritor! E ia me levantar ante todos aqueles
homens na sala e ia dizer isso..."
Ao proferir essas
palavras, ele levantou o pequeno manuscrito no ar. "Isso é mais importante
para mim que qualquer droga. O que eu queria dizer é que morri como um viciado
em drogas e renasci como um escritor." Todos ficamos sentados ali, impressionados.
A câmera continuou a filmar. Ele fez uma pequena mesura e disse
"Obrigado", mais uma vez, com sua voz calma. Os outros aplaudiram
fortemente. Ele andou até onde eu estava e apertou minhas mãos. Aos presos não
é permitido tocar os professores, mas não contestei.
- A senhora me
proporcionou uma coisa que nenhuma droga jamais proporcionou. O respeito por
mim mesmo - ele disse.
Penso nele com
frequência. Rezo para que tenha continuado a ter respeito por si mesmo através
da palavra escrita. Sei, no entanto, que naquele dia, naquela sala, com aqueles
homens, nasceu um escritor. Depois de uma longa e terrível viagem, uma alma
perdida voltara para casa, a casa das palavras.
Pr.
Marcelo Augusto de Carvalho 29 de março de 2026 São Caetano do Sul SP
4
GENTE QUE FAZ
Marcelo Augusto de Carvalho
LUCAS 10.38-42 –
MARTA (OBSESSÃO-COMPULSÃO)
1 MARTA – CONSTRUÍDA EM CIMA “DO QUE
FAZER”.
O ser humano, para
crescer, precisa do OLHAR, das PALAVRAS e da PRESENÇA do OUTROS para dar-lhe
significado, importância e sentido a tudo o que ele é e faz.
Desde o ventre
esperamos isso, primeiro de nossa mãe, depois de nosso pai.
Mas quando o outro
NÃO NOS DÁ ISSO, ou se a nossa demanda por atenção e importância é maior do que
a entrega, DESISTIMOS DO OUTRO.
A primeira grande
consequência é que nos sentimos SOZINHOS e muito VAZIOS internamente.
Pior: nos tornamos
IGUAIS ao outro! De tanto mirar e odiar essa falta, a reproduzimos como
resultado de tamanha contemplação.
E o que nos
TORNAMOS então?
LÁZARO: escolheu
ser INVISÍVEL. Irmão homem, mas inexpressivo. O Evangelho não relata uma só
palavra dele!
MARIA – a irmã mais
nova também sente essa falta. Busca no vício, nos PRAZERES do mundo compensar o
que não tem. Torna-se a morada de demônios, e se Jesus não a curasse ela
viveria tomada por 7 demônios!
MARTA – escolheu
ser GENTE QUE FAZ. Obsessiva-compulsiva!
Precisou? Para
qualquer coisa: festa, almoços, jantares, hospedagem...é com ela!
2 FOCA NO FAZER. DALI TIRA TODO VALOR
E TODO PRAZER DA VIDA!
HOSPEDOU Jesus! Que
loucura! Ele não ia sozinho...levava sempre 12 homens juntos, isso quando os
penetras da multidão não o acompanhavam.
AGITADA, DE UM LADO
PARA OUTRO – Marta não para! É pior que tempestade.
OCUPADA COM MUITOS
SERVIÇOS – os obsessivos-compulsivos nunca tem uma coisa só para pensar, e
jamais um mísero evento para fazer. Quem os vê por fora parecem muito
virtuosos. Mas no fundo sua operosidade é um VÍCIO, é PATOLÓGICO!
PENSAM DEMAIS –
todos vão dormir, ele se deita, mas passa a noite pensando em milhões de coisas
que sentiu, que aconteceu, que falaram para ele, que podia ter sido assim e
assim...
FAZEM DEMAIS – para
ocupar o dia eles se entopem de obrigações, de trabalhos comunitários, até
ajuda religiosa à Igreja, mas ainda não está bom. Assumem encargos sociais no
bairro, às vezes se metem na política para auxiliarem aqueles que não tem, e
costumeiramente acabam se metendo em assuntos aos quais não foram chamados.
Tudo isso para
preencher o enorme VAZIO interno que possuem.
3 AÍ APARECE A VERDADE: O RANÇO, A
AMARGURA INTERNA!
Toda Marta guarda
uma ANGÚSTIA, a de não ter sido vista, percebida, elogiada, incentivada por
quem ela mais amou na vida.
Toda Marta tem uma
RAIVA enorme: a de ter que FAZER para SER alguém.
1 CRITICA – “Você
não se importa?” Você não se importa, comigo?
2 PREFERÊNCIA –
“Você está com ela”. Preferiu-a. Ela é mais interessante?
3 ABANDONO – “Vocês
aqui, eu lá, sozinha!” Eu faço
4 A SERVIR – “Só eu
faço as coisas por aqui!” Sempre eu!
5 MANDONA – “Diga
para ela vir me ajudar”. Não manda na irmã, manda em Deus!
4 COMO DEUS A VÊ?
“MARTA, MARTA” –
repetir o nome de alguém era sinal da mais profunda afeição! Por toda Marta
Deus tem um carinho especial.
ANDAS INQUIETA – Mateus
6.33. Eva (inquieta no paraíso, 6 mil anos de pecado).
ANDAS PREOCUPARA –
Sara (sugeriu Hagar, 4 mil anos de guerra).
FAZENDO MUITAS
COISAS – Lúcifer (se você fizer tudo o que precisa, até administrar o Universo,
eu não te amarei mais por isto, porque Eu já te amo).
POUCO – uma só pode
e deve ser a tua prioridade na vida.
VOCÊ PRECISA DE
ALGUÉM – sua irmã entendeu o que faltou para vocês três. Ela está a meus pés por
causa disso. Seu irmão faz o mesmo. E você? Cadê você? E eu te prometo: se você
escolher estar e ser para alguém, para comigo, ninguém poderá te tirar isso!
PARE PARA PENSAR
Você vive como
Marta, fazendo um milhão de coisas, pensando em outro milhão de situações,
exaurindo sua vida e sua saúde, e mesmo assim é infeliz?
Toda vez que você
faz, você se sente PLENO ou acaba VAZIO?
Depois de se
dedicar tanto, o sentimento pelos outros é de ÓDIO, AMARGURA, RESSENTIMENTO, ou
SATISFAÇÃO interna e SERENIDADE?
Quando você vê todo
mundo se divertindo e passeando enquanto você trabalha tanto você se sente
HUMILHADA, DESVALORIZADA, TONTA, RIDÍCULA?
Mesmo sendo
elogiada pelo tanto que faz, você tem certeza que é ou
está SOZINHA na vida?
Se você fosse
impedida de FAZER as tantas coisas que faz, de onde você tiraria PRAZER e
AUTOVALOR?
Na psicanálise,
obsessão-compulsão (neurose obsessiva) é um conflito interno onde pensamentos
indesejados (obsessões) geram ansiedade extrema, levando a rituais repetitivos
(compulsões) para tentar controlá-la. Exemplos incluem verificação excessiva
(portas/gás), mania de simetria, pensamentos sexuais/agressivos indesejados e
rituais de contagem. YouTube +4
EXEMPLOS DE
OBSESSÕES (PENSAMENTOS):
Dúvidas
patológicas: "Será que deixei o gás aberto?" ou "Tranquei a
porta?", mesmo sabendo que verificou.
Medos de
contaminação: Pensamentos persistentes sobre germes, sujeira ou doenças.
Pensamentos
intrusivos/agressivos: Ideias incontroláveis de causar dano a si mesmo ou a
terceiros, gerando culpa.
Necessidade de
simetria/ordem: Desconforto intenso se objetos não estiverem organizados de uma
forma específica. Casa do Saber +6
EXEMPLOS DE
COMPULSÕES (RITUAIS/AÇÕES):
Verificação/Checagem:
Conferir trincos, tomadas ou gás várias vezes.
Lavagem/Limpeza:
Lavar as mãos dezenas de vezes ou tomar banhos extremamente longos por medo de
contaminação.
Rituais de
repetição: Ler uma frase, abrir e fechar uma porta ou tocar em um objeto um
número específico de vezes (ex: 3 vezes) para
neutralizar um pensamento.
Organização rígida:
Alinhar itens por cor, tamanho ou ordem exata para evitar catástrofes
imaginárias.
Busca por
reafirmação: Perguntar repetidamente a alguém se algo está seguro, certo ou
aprovado. Saudebemestar +4
Na perspectiva freudiana,
como no famoso caso do {"Homem dos Ratos"}, esses comportamentos são
tentativas de isolar afetos e controlar pensamentos ligados a desejos
inconscientes, muitas vezes relacionados a ódio ou sexualidade, que a pessoa
não consegue aceitar. Casa do Saber +1
EU E A MINHA MÃE –
como é a minha obsessão e minha compulsão!
Não durmo (cabeça
não para de pensar)
Compulsão
(trabalhar sem parar, fazer coisas initerruptamente)
APELO
Invista em SER
alguém.
Gaste mais tempo
ESTANDO com as pessoas.
Pare de querer
SALVAR o mundo, a FAMÍLIA ou a IGREJA!
Relacione-se mais
com quem NÃO PRECISA do que você faz, mas aprecia estar com você, te ouvindo,
falando e trocando a vida.
BRENDA E GLENDA - Conhecendo Brenda.
Seleções Dezembro 1998.
Uma grave infecção no canal vertebral atacou as irmãs
gêmeas Glenda e Brenda quando tinham 6 meses de
vida. Glenda morreu, e Brenda
ficou para sempre mutilada. Brenda não sabia ou não podia gatinhar e muito menos
andar. Os únicos sons que produzia eram guturais. Seus dedos cravavam-se nas
palmas das mãos e seus membros eram retorcidos uns sobre os outros. Mais incrível ainda é que Brenda, mesmo assim
era muito bonita. Tinha olhos azuis, cabelos louros, macios e finos como fios
de seda. Sua pele convidava ao toque - parecia coberta por talco perfumado.
Quando sorria, usando os poucos músculos que podia controlar, o rosto se
iluminava pela inocência.
Eu pergunto: é
fácil amar alguém assim? Mas Brenda era muito amada. Ela era o centro de sua família. As irmãs mais velhas aprenderam a
carregá-la nos quadris e sempre à tardinha percorriam o pasto atrás de sua
casa. Seus primos, vizinhos, com o rosto sujo de tanto brincarem, sempre lhe
beijavam na face, e ela respondia com um sorriso.
Ela não falava, mas
era eloquente. Quando seu pai voltava do trabalho, carregava-a do berço para
sua espreguiçadeira favorita lá na sala, e conversavam sobre o dia de ambos.
Ela apenas o escutava, não podia encorajá-lo com perguntas nem responder com
seus pensamentos, mas seus olhos nunca se afastavam do rosto dele. Ela escutava
com todos os átomos de seu ser. Depois que ele morreu, Brenda passou meses
olhando para a cadeira do pai, ao se aproximar a hora em que ele deveria chegar
do trabalho. Vendo que não aparecia, gemia baixinho, exibindo seu pesar para
todos ouvirem.
Era impossível para
seus parentes saberem quão pouco ela sabia ou entendia. 2 + 2 = 4? Que morava
num planeta chamado Terra, que girava em torno do Sol? Talvez. Mas que era
amada e apreciada por pais, irmãs, tios e tias, e primos, ela sabia!
Quem a conheceu
entendeu que a maior necessidade do ser humano que é a de ser compreendido e
compreender é mais do que falar ou ouvir. Os médicos diziam que Brenda nunca
chegaria à adolescência. Mas ela viveu até os 34 anos. Ela mostrou que todos nós ansiamos por amor e
aceitação – e que florescemos quando os recebemos.
COMPAIXÃO – Charles Swindoll - Histórias Para o Coração 2 13
Uma menina, cuja
amiguinha morrera, contou à sua família que havia ido confortar a mãe enlutada.
- O que você disse?
- perguntou o pai da menina.
- Nada - ela
respondeu. - Eu me sentei
no colo dela e chorei com
ela.
Pr.
Marcelo Augusto de Carvalho IATEC 05/03/2026 (Secretárias)
5
POR QUE ADOECEMOS
NO TRABALHO
Marcelo Augusto de Carvalho
1 REIS 18.1-11 –
Elias: saia da caverna! (depressão, vícios)
Trabalho, a maior
benção para a vida do homem.
Mas porque hoje ele
é o maior MOTIVO DE DOENÇAS na sociedade?
O número de
AFASTAMENTOS no trabalho bate recordes a cada novo ano.
É verdade que as
coisas não andam nada bem no mundo.
Que os ALUNOS chegam
destruídos por sua família, ou malcriados por pais permissivos e ciumentos.
Que as COBRANÇAS
por excelência acadêmica são cada vez mais insanas.
E que o ACÚMULO DE
ATIVIDADES supera qualquer capacidade humana plausível para realizá-las. Tudo
isso é verdade. Mas isto é a RAZÃO de tudo?
ELIAS – tinha o
melhor chefe do mundo, Deus! Compreensivo e generoso.
Seu trabalho não
era nada fácil, mas tinha convicção do que fazer, quando fazer, como fazer, e
quais seriam os resultados, claro, com Deus só o sucesso era esperado!
Mesmo assim, Elias
entrou numa DEPRESSÃO que o levou à beira do suicídio.
E porque isso pode e está acontecendo conosco? O que há de
mais profundo em nós que nos leva a uma FALÊNCIA tal de nossa saúde mental?
1 ONIPOTÊNCIA JUVENIL
Toda família tem
PROBLEMAS.
Tentei resolver (no
INCONSCIENTE), mas é claro, não consegui.
Aí VOU ARRUMAR O
MUNDO!
ESCOLA – não é para
RESOLVER, mas para AMAR, andando ao lado.
JOSÉ – família
cheia de problemas. Aprendeu: “não vou resolver!” Nunca foi atrás!
SOLUÇÃO – renuncie
sua ONIPOTÊNCIA JUVENIL. Ela é a sua mais infantil ilusão. Assuma sua
INCOMPETÊNCIA NATURAL, melhore um pouco cada dia, e acima de tudo confie que o
SENHOR resolverá o que tem que resolver a Seu tempo, e da Sua maneira.
2 FALO TOTAL NA CARREIRA
FALO – lugar,
situação ou pessoa de onde tiro TODO significado da vida. De onde vem todo
PRAZER/PODER da existência.
CRIANÇA – falo no
seio, depois no sexo, depois na capacidade de fazer (decepções em todas as
fases da vida, pois todas frustram sua ILUSÃO).
SAUL – passou a
tirar todo seu prazer em ser rei. Logo ENLOUQUECEU!
ESCOLA – não pode
ser meu VÍCIO. Tem que ser minha MISSÃO (dedicação).
SOLUÇÃO – coloque
seu PRAZER em diversas coisas diferentes. Sinta alegria no casamento, na
paternidade, nas amizades, na comunhão dos crentes, no trabalho, e acima de
tudo na relação com Deus!
3 FALTA DA CISÃO DO EGO: EU SOU EU,
DEUS É DEUS!
INFÂNCIA: minha mãe
e eu somo um só. O que ela é eu TAMBÉM sou! Mas aos 5 meses descobrimos que
isso é uma FANTASIA!
NÃO ACEITO:
ESPORTES: meu time ganha, eu ganhei. ARTES: aquele artista passa a ser eu.
POLÍTICA: aquele político ou aquela ideia me representa. RELIGIÃO: tudo o que
Deus é eu também sou! Pior: Ele fará tudo o que eu quero.
MOISÉS E ARÃO:
“Quem fez isso? Fomos nós!” Confundiram o EGO IDEAL!
SOLUÇÃO: ACEITAR
QUEM EU SOU: sou CARENTE ACEITAR QUEM DEUS É: SUFICIENTE
4 VÍCIO BOM
VÍCIO: o ser humano
sempre quer o PRAZER e evitar a DOR! Isso é viver viciado.
Escola: uso DEUS
para evitar a minha DOR de educar e ter o SUCESSO que desejo.
JESUS: terceira
tentação... Satanás propôs: “Evite todas as suas dores!” mas jesus respondeu
resignado e decidido: “Eu aceito meu caminho!”
SOLUÇÃO: olhe as
PESSOAS ou os PROBLEMAS como agentes de Deus para nos melhorar e curar! Pare de
tomar atalhos para chegar a isso. Aceite o longo, penosos, frustrante e difícil
caminho para se chegar à PLENITUDE DO ESPÍRITO.
APELO
Seu problema não é
seu TRABALHO, mesmo com um montão de problemas reais!
Nossos problemas
COMEÇAM e vivem DENTRO DE NÓS mesmos.
Se não passamos por
uma METANÓIA (mudança de pensamento e atitude), podemos mudar de ares, de área,
de cidade, de país, de casamento e as coisas continuarão iguais para logo
piorem!
A todo ELIAS em
todos os tempos Deus ordena: SAIA DA CAVERNA!
Quando
eu tinha 12 anos e vivia em San Fernando Valley, Califórnia me submeti a um
teste para representar o papel principal do filme O
Diário de Anne Frank, de 1959. Não o consegui, mas encontrei um mundo
inteiramente novo no diário de Anne Frank.
Apesar
das imensas diferenças das circunstâncias que nos envolviam, identifiquei-me
profundamente com aquela eloquente garota de minha idade. As situações difíceis
que enfrentara ficaram gravadas em meus pensa mentos. Como se escondera dos
nazistas em um minúsculo anexo, no sótão do prédio em que funcionava o
escritório de seu pai, em Amsterdā, numa
explosão de vida frustrada, "como um canário na gaiola". Como
permanecera escondida durante dois anos com os pais, Otto e Edith, a irmã mais
velha, a família Van Daan, e um dentista. Como foram apanhados e confinados em
um campo de concentração, onde ela morreu. Como, apesar de tudo o que passara,
ainda acreditava que "as pessoas, no fundo, são realmente boas" .
Dois
anos após haver lido o diário pela primeira vez, escrevi
a Otto Frank em Birsfelden, Suíça, onde ele
fixara residência com sua segunda mulher, Fritzi.
Será que responderia? Falaria inglês? Poderia eu falar-lhe sobre Anne, ou seria
demasiado doloroso?
Chegou,
então, uma carta. Devo tê-la lido uma centena de vezes:
21 de
agosto, 1959
Recebi
sua amável carta e fico grato por ela. O desejo ardente de Anne era trabalhar
em prol da humanidade e, por esse motivo, foi criada em Amsterdã a Fundação
Anne Frank, para realizar um trabalho inspirado nela. Você tem razão quando diz
que recebo muitas cartas de jovens do mundo inteiro, e entenderá que não me é
possível prosseguir com a correspondência, embora, como vê, esteja respondendo
a todos.
Desejo
a você tudo de melhor,
Com os
votos do seu,
Otto
Frank
Repliquei
que ele não precisava responder.
Independentemente de resposta, eu continuaria a escrever. Depois, cada vez que
era fulminada por um ataque de "Não consigo
suportar mais!", despejava tudo em uma longa carta. E ele
respondia, sempre.
Aos 15
anos, contei-lhe a respeito da minha vontade de ser
atriz. Respondeu:
Continue
a estudar dança, continue a se dedicar à literatura e à arte dramática, mas
deixe que seja apenas um passatempo... É muito difícil o trabalho de bailarina
e atriz.
Na faculdade, onde eu trocava de área de concentração
com a mesma frequência com que trocava de meias, Otto Frank esteve a meu lado.
Da dança para a arte dramática, para o inglês, meu querido e distante
"guia supervisor" mostrava-se muito mais tolerante do que aqueles da
Universidade da Califórnia.
Também
participou quando pensava em me casar com um
homem que não era judeu. Aconselhou-me a conseguir livros sobre o judaísmo para
que meu noivo lesse. Foi o que fizemos.
Quando
nos casamos, Otto escreveu:
Não
ligue para a desaprovação dos outros. Suas personalidades combinam e vocês
respeitam mutuamente suas convicções; isto é tudo o que importa.
Embora
feliz no casamento, atravessávamos o difícil ano de
1968. Depois do assassinato de Robert F. Kennedy, escrevi:
Bobby
Kennedy está morto. Martin
Luther King, Jr., está morto.
John F. Kennedy está morto.
Medgar Evers
está morto. Todos baleados por homens loucos. Como poderia gerar um filho num
mundo assim?
Ele
contestou:
“Não
desista nunca! Certa vez li: 'Mesmo que o fim do mundo fosse iminente, eu
plantaria hoje uma árvore.' A vida continua, e talvez seu
filho faça o mundo avançar um passo.
Em
homenagem ao meu aniversário daquele ano, Otto Frank me enviou uma nota: Duas árvores em Israel em nome de Cara Wilson,
pelo seu aniversário. Plantadas por Otto Frank, Birsfelden.
A
perspectiva de esperança de Otto Frank nos deu, a mim e a meu marido, coragem
para nos tornarmos pais. Tivemos dois filhos, Ethan
e Jesse.
A primeira
vez que me separei deles foi por ocasião da minha viagem à Suíça. (1978). O trem ia parando. O condutor
anunciou a estação e as portas se abriram bruscamente. Procurando no meio da
multidão, vi um homem ereto, com um rosto que lembrava o de Lincoln. Cabelos
brancos como a neve emolduravam a cabeça quase calva. Um senhor idoso, alto,
ainda forte e bonito.
Era
ele mesmo! Otto Frank.
"Cara!
Finalmente!", disse de forma calorosa.
Eu
estava abraçando-o de verdade. Um abraço apertado. Graças a Deus! Nada de
aperto de mão nem de cumprimentos formais. De repente, um pouco acanhado,
enlaçou seu braço no meu. Fritzi me tomou o outro braço e fomos embora.
Assim
que entrei na residência dos Frank, senti-me em
casa. Otto me conduziu ao seu pequeno gabinete. Sobre a escrivaninha,
via-se uma pilha de correspondência recém-chegada. Mostrou-me os cadernos de
notas, abarrotados de cartas, que cobriam a parede de lado a lado.
Então,
Otto apontou-me um caderno. "Estas são as suas
cartas, Cara. Guardei-as todas." Eu mal podia acreditar. Via-me
através de vinte anos de correspondência. Observei meus garranchos dos doze
anos evoluírem a uma escrita adulta para, então, transformarem-se em páginas
datilografadas. Infinidade de pontos de exclamação e palavras sublinhadas,
profusão de sentimentos.
Otto
disse: “Você não é a única que tem escrito
durante todos esses anos."
Sorrindo,
contou-me particularidades sobre alguns dos outros. Havia Sumi, do Japão, que perdera o pai. A menina lera o
diário de Anne e emocionara-se, a ponto de escrever. Informara-lhe que gostaria
de se tornar sua "filha por correspondência" - e assinava todas as
cartas "Sua filha, Sumi". Otto orientou-a durante anos.
Havia
também John Neiman, que lhe escreveu depois
de reler o Diário na faculdade. Otto lhe falou: "Se quiser honrar a
memória de Anne e dos outros que morreram, cumpra aquilo que Anne tanto
desejava - fazer o bem aos outros."
Para
obedecê-lo, John tornou-se sacerdote. Hoje, o padre John, sacerdote católico em
Redondo Beach, Califórnia, continua a estender a mão aos sobreviventes do
Holocausto.
E
também tinha Vassa. Algum tempo atrás, Otto recebera uma carta de
Atenas. Na Embaixada da Grécia, indicaram-lhe um professor local que traduziu a
carta.
A
jovem revelou seu horripilante passado - o modo como o pai, envolvido no
movimento de resistência aos nazistas, fora assassinado na sua frente. Vassa perdera o interesse por tudo - pela vida em si.
Foi
então que assistiu à peça O Diário de Anne Frank. Escreveu a Otto, abrindo seu
coração. Ele respondeu que, embora houvessem impedido Anne de ver suas metas
realizadas, Vassa tinha diante de si toda uma vida de
esperança. A correspondência continuou e, encorajada por Otto, Vassa fez sumir a depressão.
Ao
notar que a menina já não necessitava de seus conselhos, Otto escreveu-lhe
explicando a dificuldade de conseguir que as cartas fossem traduzidas. Ficara
velho. Via-se forçado a deixar de escrever para ela. Por mais de um ano, não
recebeu notícias de Vassa. Chegou, então, uma carta
com a assinatura familiar. Era em francês - língua que Otto sabia ler. No
decorrer de todos aqueles meses, Vassa estudara
francês, a fim de poder escrever ao seu querido mentor.
Durante
a minha visita, prestei muita atenção às palavras de Otto, ciente da
importância de lembrar cada detalhe daquele momento. Como se lesse minha mente,
disse-me, baixinho: "Foi bom você ter vindo agora. Sou um velho, você
sabe."
Continuamos
a nos corresponder por mais dois anos. Então,
certo dia, recebi uma carta de Fritzi que começava
assim:
Minha
querida Cara,
Neste
momento, meu amado me deixou, e a todos os seus amigos...
(1980)
Poderia
apenas me maravilhar com o número de vidas que esse homem bondoso influenciou -
bem como me sentir afortunada, porque a minha fora uma delas. Embora de raças e
religiões distintas, somos, de certa forma, iguais. Afinal de contas, não foi
Anne quem nos enviou para fazer companhia ao pai?
Marcelo
Augusto de Carvalho 28 de novembro de 2025 Marília-SP
6
A CULPA É SEMPRE
MINHA?
Marcelo Augusto de Carvalho
Lucas 15.11-16
(MK-posição esquiso-paranóide)
Dediquei a salvar
os outros, meus filhos fora.
De quem é a culpa?
É sempre minha?
Pai do pródigo
(Deus): culpado? Não!
Lembre-se: há
processos DENTRO DO FILHO!
1 INVEJA DA ONIPOTÊNCIA PATERNA
Klein – a mãe é
vista como ONIPIOTENTE
Tem tudo o que
preciso
Está sempre lá
quando preciso
Sabe de tudo o que
eu não sei
Me sinto PEQUENO
demais.
ATACO para diminuí-la.
Fundo: eu me sinto
inferior.
ABSALÃO ataca DAVI
2 RAIVA DA DEPENDÊNCIA PATERNA
KLEIN – mãe é vista
como a que supre tudo.
Eu sou o CARENTE,
só demanda!
Não suporto
depender tanto.
Não vou mais
depender (anoréxica)
ISRAEL NO DESERTO
(murmurar)
Mordida das
serpentes (não vou olhar)
3 CIÚMES DA EXCLUSIVIDADE
KLEIN – sexualidade
é “eu quero você só para mim!”
Mas você ama
completamente outro.
MENINA – “Eu sou feia!”
No fundo: minha mãe é bonita. Por quê? Os olhos do meu pai faíscam quando a vê.
Eu quero isto para mim. Mas ele nunca me dá isso. Então o RECUSO para sempre!
4 A ILUSÃO DA ONIPOTÊNCIA/ONISCIÊNCIA
JUVENIL
KEIN - o seio não
existia. Apareceu. Fui eu quem o criou - forma de desbancar a onipotência dela.
ADOLESCÊNCIA - me
sinto um lixo diante das realizações deles.
SOU
ONIPOTENTE/ONISCIENTE - eles não sabem de nada!
LÓ-ABRAÃO - ele é
tudo, eu não sou nada.
Escolheu a melhor
terra: Sodoma.
Ele não sabe de
nada: vou morar lá e nada vai me acontecer de ruim.
Bençãos? Eu vou
construir a minha riqueza sem depender dele.
SALVO - continuou
em Sodoma!
VOLTA?
Só com o AMOR dos
pais
O PAI APAIXONADO Philip Yancey HPCH-153
Uma jovem cresceu
em meio a uma plantação de cerejas ao norte de Traverse
City, Michigan. Seus pais não aceitavam seu piercing no nariz, as músicas que
ela escutava e o comprimento de suas saias. Algumas vezes, eles a repreendiam,
e a menina ficava muito nervosa. - Odeio vocês! - gritou quando o pai bateu à
porta de seu quarto logo após uma discussão. Naquela noite, resolveu executar
um plano que, muitas vezes, havia mentalmente ensaiado: fugiu de casa. Visitara
Detroit só uma vez, em uma viagem de ônibus com os jovens da igreja, para
assistir ao jogo dos Tigers. Os jornais de Traverse City sempre traziam reportagens assustadoras a
respeito das gangues, das drogas e da violência no centro de Detroit por isso,
concluiu que esse seria o último lugar em que os pais procurariam por ela. Na
Califórnia sim, ou talvez na Flórida, mas nunca em Detroit. Em seu segundo dia
em Detroit, conheceu um homem que dirigia o maior carro que ela já vira. Ele
lhe ofereceu uma carona, pagou o almoço para ela e arrumou um lugar onde
pudesse ficar. Deu a ela alguns comprimidos que a fizeram sentir-se tão bem
como nunca antes. Estava no caminho certo, concluiu:
os pais é que não a deixavam divertir-se. A boa vida continuou por um mês, dois
meses, um ano. O homem com o carrão - ela o chamava de "chefe" -
ensinou-lhe algumas coisas de que os homens gostavam. Por ser menor de idade,
os homens pagavam muito bem por ela. Ela morava em uma cobertura e tinha à sua
disposição o serviço de quarto. De vez em quando, pensava na família, mas eles pareciam
ter uma vida tão entediante e provinciana que ela mal podia acreditar que tinha
crescido em tal lugar. Assustou-se ao ver sua foto estampada em uma embalagem
de leite com os dizeres: "Você viu esta criança?" Agora, com o cabelo
tingido de loiro, usando grande quantidade de maquiagem e de piercing pelo
corpo, ninguém a confundiria com uma criança. Além do mais, a maioria de seus
amigos havia fugido de casa e, em Detroit, ninguém costumava ser delator.
Depois de um ano, os primeiros sinais de palidez da doença apareceram, e ela
ficou chocada com a mudança súbita de atitude do chefe: - Nos dias de hoje, não
dá para manter gente à toa... - ele resmungou. E, antes que se desse conta do
que estava acontecendo, já estava na rua, sem um centavo sequer. Ainda
conseguiu alguns "trabalhos" à noite, mas não ganhava muito, e todo o
dinheiro era gasto com seu vício. O inverno chegou, e ela se viu dormindo na
rua, encostada nas portas de metal do lado de fora das lojas.
"Dormindo" não é bem o termo - uma adolescente sozinha, à noite, no
centro de Detroit, nunca pode baixar a guarda. Suas olheiras aumentaram, e sua
tosse piorou.
Em uma noite, ainda
estava acordada e atenta ao que se passava a seu redor quando, de repente, tudo
em sua vida pareceu diferente. Não se sentia como uma mulher do mundo, mas sim
como uma garotinha perdida em uma cidade fria e assustadora. Começou a chorar.
Seus bolsos estavam vazios, e ela se sentia faminta. Precisava da droga.
Encolheu as pernas, tremendo debaixo do jornal que usava como cobertor. Uma
lembrança, uma simples imagem, encheu sua mente: o mês de maio em Traverse City, quando milhares de cerejeiras floresciam ao
mesmo tempo e seu cão de caça corria por entre as fileiras das árvores em flor,
à procura da bolinha de tênis que ela atirava. Deus, por que fugi?,
disse a si mesma com uma dor que feria seu coração como uma punhalada. Meu
cachorro, lá em casa, come melhor do que eu... soluçava ela, sabendo que o que
mais queria no mundo era voltar para casa. Três telefonemas, todos atendidos
pela secretária eletrônica. Nas duas primeiras vezes, desligou sem deixar uma
mensagem; na terceira, disse: - Papai, mamãe, sou eu. Estava pensando em voltar
para casa. Vou pegar o ônibus e chegarei aí por volta da meia-noite de amanhã.
Se vocês não estiverem esperando por mim, bem, acho que seguirei para o Canadá.
Eram sete horas de viagem, com paradas entre Detroit e Traverse
City. Durante esse tempo, ela pôde perceber as falhas em seu plano. E se os
pais estivessem fora da cidade e não tivessem ouvido a mensagem? Seria melhor
ter esperado mais um dia até que conseguisse falar com eles? Se eles estivessem
em casa, provavelmente já a consideravam morta há muito tempo. Deveria ter-lhes
dado um tempo para se recuperar do choque. Muitos pensamentos tomavam conta de
sua mente, além da preocupação com o discurso que preparara para o pai:
"Papai, sinto muito. Sei que estava errada. A culpa não é sua; é toda
minha. Papai, pode me perdoar?" Ela dizia essas palavras consigo mesma sem
parar, como se estivesse ensaiando. Há muitos anos, não se desculpava com
ninguém. O ônibus andava com as luzes acesas desde Bay
City. Pequenos flocos de neve caíam no asfalto aquecido pelos milhares de pneus
que ali rodavam, fazendo subir um vapor. Ela havia se esquecido de como as
noites eram escuras ali. Um cervo cruzou a estrada, e o ônibus deu uma guinada,
tentando desviar-se. De vez em quando, via-se um outdoor na estrada. Uma placa
indicava quantos quilômetros faltavam até Traverse
City. Oh, DEUS!. Quando o ônibus, finalmente, entrou
na estação rodoviária, os freios a ar assobiaram em protesto, e o motorista
anunciou no microfone: - Quinze minutos, pessoal. É todo o tempo que
permaneceremos aqui. Quinze minutos para decidir a vida. Ela se olhou no
espelho de bolsa, penteou o cabelo e limpou o dente manchado de batom. Olhou
para as manchas de nicotina nas pontas dos dedos e imaginou se os pais
notariam. Se eles estivessem ali... Desceu no terminal sem saber o que esperar.
De milhares de cenas que imaginou, nenhuma se comparava ao que a aguardava.
Ali, naquele
terminal rodoviário de paredes de concreto e cadeiras plásticas, em Traverse City, Michigan, estava um grupo de 40 irmãos e
irmãs, tios e tias, primos, uma avó e uma bisavó para recepcioná-la. Todos
usavam chapeuzinhos de festa e as sopravam apitos. Ocupando toda a parede do
terminal, havia uma faixa feita em computador na qual se lia: "Bem-vinda
ao lar!" Da multidão que a esperava, surge o pai. Por entre lágrimas, ela
o olha e começa o discurso preparado: - Papai, sinto muito. Eu sei... Ele a interrompe:
- Psiu, filha. Não temos tempo para isso. Não temos tempo para desculpas. Você
vai se atrasar para a festa. Há um banquete esperando por você lá em casa.
Pr.
Marcelo Augusto de Carvalho 01 de novembro de 2025
APS
60+ IASD Alvorada
1 INVEJA DA ONIPOTÊNCIA MATERNA
A inveja, para
Melanie Klein, é uma das emoções mais primárias do psiquismo humano. Ela surge
na fase inicial do desenvolvimento, na relação com o seio materno, que é a
primeira fonte de amor, nutrição e satisfação para o bebê.
1 Fonte de satisfação e frustração:
O bebê DEPENDE
COMPLETAMENTE DA MÃE (ou de quem exerce essa função) para sobreviver.
Quando o seio
materno (simbolizando o provedor) nutre e SATISFAZ o bebê, ele é percebido como
um "SEIO BOM".
No entanto, quando
a satisfação não é plena, a frustração ativa um sentimento de RAIVA e inveja.
2 Inveja do peito:
A inveja é
direcionada ao seio materno porque o bebê percebe que o seio possui algo que
ele não tem: a capacidade de dar vida, nutrição e prazer.
O bebê INVEJA A
"ONIPOTÊNCIA" do seio, e essa inveja se manifesta como um impulso
destrutivo contra o que ele mais deseja.
3 Impulso destrutivo:
Esse impulso leva o
bebê a "ESTRAGAR" ou "esvaziar" o objeto bom.
Em sua fantasia,
ele ataca o seio que não o satisfez totalmente, na tentativa de DESTRUIR O BEM
QUE O OUTRO POSSUI e que ele deseja para si.
4 A "mãe onipotente":
Klein percebe que
essa fantasia de onipotência materna (a mãe que tem tudo, que pode tudo) é
tanto o objeto da inveja quanto o polo da idealização. A criança oscila entre
idealizar a mãe que a nutre e invejá-la quando a satisfação falha.
NA VIDA ADULTA
Se essa inveja primária não é elaborada de forma saudável, ela pode se
perpetuar na vida adulta e se manifestar de diversas maneiras.
Dificuldade com a maternidade:
Mulheres que não
elaboraram a inveja da onipotência materna podem sentir um profundo receio de
se tornarem mães, temendo reproduzir os padrões da própria mãe ou competindo
com ela.
Conflitos em relacionamentos:
Indivíduos que
sofreram com a onipotência materna podem desenvolver uma insegurança crônica e
uma dependência emocional excessiva em outros relacionamentos.
A onipotência da mãe,
que se manifesta como controle e intrusão, pode resultar em dificuldade em
dizer "não" ou em estabelecer limites saudáveis.
Competição constante:
A inveja pode se
manifestar como uma competição generalizada com outras pessoas, especialmente
figuras de autoridade ou que simbolizam a maternidade.
Essa pessoa pode se
sentir compelida a desvalorizar as conquistas alheias para se sentir superior.
Falso self e dependência:
A superproteção
materna pode impedir que a criança desenvolva sua espontaneidade e um self verdadeiro.
Na vida adulta,
isso leva à construção de uma personalidade artificial para se adequar às
expectativas dos outros, repetindo o padrão de submissão.
Problemas profissionais:
A dificuldade em lidar
com figuras de autoridade no trabalho (chefes) pode ter origem nessa dinâmica
infantil.
A pessoa pode
sentir inveja do poder e da autonomia dessas figuras, boicotando-se ou
competindo de forma destrutiva.
MECANISMOS DE DEFESA E TRATAMENTO
Negação:
Recusa em aceitar a
realidade dolorosa de que a mãe não pode suprir todas as suas necessidades.
Projeção: Atribuir seus próprios sentimentos
destrutivos de inveja aos outros, sentindo-se injustiçado ou perseguido.
Psicanálise: O tratamento
psicanalítico busca, por meio da análise, trazer à tona esses sentimentos e
padrões inconscientes. Ao trabalhar a inveja e as defesas construídas na
infância, a pessoa pode se libertar da repetição desses padrões na vida adulta
e construir relações mais saudáveis.
2 RAIVA DA DEPENDÊNCIA PATERNA
A raiva da
dependência materna é um tema central na psicanálise, especialmente nas teorias
de autores como Donald Winnicott. Ela não é vista como um sentimento negativo a
ser eliminado, mas como uma etapa crucial e necessária para o desenvolvimento
da individualidade e da separação da criança em relação à mãe.
Conflito dependência-independência
· Primeira fase: Nos primeiros
meses de vida, o bebê vive em um estado de dependência absoluta em relação à
mãe ou cuidador principal, que é percebido como a fonte de toda satisfação.
Essa fusão inicial é fundamental para o desenvolvimento.
· Fase de separação: À medida que o
bebê se desenvolve, ele começa a perceber que a mãe não é uma extensão de si
mesmo, mas um ser separado. A mãe, por sua vez, precisa fazer pequenas falhas,
o que Winnicott chamou de "desilusão", para que a criança perceba a
existência do outro.
· Raiva como resposta: A raiva surge como
uma reação natural a essa perda da onipotência. A criança experimenta raiva e
ódio quando percebe que a mãe não está disponível imediatamente para atender a
todas as suas necessidades. Essa agressividade é um motor para o crescimento e
a busca por autonomia.
A agressividade e a função da mãe
· Agressividade vital: Para Winnicott, a
agressividade não é puramente destrutiva, mas uma manifestação de vitalidade. É
um impulso do bebê de se mover para fora e atuar sobre o ambiente. A
agressividade é necessária para que a criança se diferencie do mundo externo e,
consequentemente, da mãe.
· Manejo materno: A capacidade da
mãe de suportar a agressividade do bebê é crucial. Se a mãe não tolera o ódio
do filho e teme a própria agressividade, ela pode não conseguir realizar o
"desmame psicológico", impedindo que a criança amadureça.
· Reunião das experiências: Ao longo desse
processo, a criança oscila entre o sentimento de ter uma "mãe boa"
(que satisfaz) e uma "mãe má" (que frustra). A integração dessas
experiências — a mãe que é fonte de amor e também de
frustração — permite o amadurecimento e a aceitação da ambivalência inerente às
relações humanas.
Impactos na vida adulta
· Dependência emocional: Se o conflito da
dependência não é bem elaborado na infância, ele pode ressurgir na vida adulta
como dependência emocional. A pessoa adulta, de forma inconsciente, busca
reproduzir a relação inicial com a mãe em outros relacionamentos, buscando
segurança e validação externa.
· Transferência na análise: Em uma análise, a
raiva da dependência pode ser revivida e projetada no analista, fenômeno
conhecido como transferência. O paciente pode manifestar hostilidade ou
agressividade ao analista, revivendo sentimentos de
frustração da infância. O manejo da contratransferência (a reação do analista)
é fundamental para a elaboração desses sentimentos.
Em resumo, a psicanálise entende a raiva da dependência
materna como um afeto complexo e estruturante. É um motor para a individuação,
permitindo que o sujeito se separe da mãe e construa sua própria identidade,
abandonando a dependência absoluta da infância.
NA VIDA ADULTA
Manifestações na
vida adulta
· Mães controladoras e intrusivas: Filhos de
mães superprotetoras podem desenvolver insegurança crônica e um "falso
self", uma personalidade que se adapta aos desejos da mãe. A raiva surge
da frustração pela perda da espontaneidade e da autonomia, mas é frequentemente
reprimida e manifestada de forma passiva.
· Problemas de relacionamento: A dependência
emocional não resolvida pode gerar relações instáveis, medo de intimidade e
dificuldades de confiar nos outros. A raiva é direcionada ao parceiro, que pode
ser visto como uma extensão da figura materna controladora.
· Mommy issues: A expressão
"mommy issues" refere-se
a problemas emocionais decorrentes de uma relação tensa com a mãe na infância.
Esses problemas podem se manifestar como ansiedade, baixa autoestima e
dificuldade em lidar com frustrações, resultando em raiva e ressentimento.
· Agressividade e inveja: A raiva da
dependência pode estar ligada a sentimentos de inveja, tanto da figura materna
quanto das conquistas de outros. Essa agressividade pode ser dirigida a si
mesmo ou a outros, e muitas vezes se manifesta como autossabotagem e
dificuldade em alcançar objetivos.
Como a psicanálise
aborda o tema
A psicanálise
trabalha com a escuta e a interpretação para ajudar o indivíduo a identificar a
origem da raiva e da dependência. O tratamento envolve:
· Análise da relação transferencial: O paciente
pode projetar seus sentimentos em relação à mãe no analista, permitindo que a
raiva seja trabalhada em um ambiente seguro e controlado.
· Conscientização e elaboração: A análise
ajuda a pessoa a reconhecer e aceitar as experiências infantis não resolvidas e
a desenvolver novas formas de lidar com a ambivalência, a frustração e a
separação.
· Reconstrução da identidade: Ao
compreender os padrões de dependência e as fantasias de posse, o indivíduo pode
construir uma identidade mais autônoma e saudável.
3 CIÚME DA EXCLUSIVIDADE
MATERNA/PATERNA
A perspectiva de
Melanie Klein
· Inveja e gratidão: Para Klein, a
inveja do seio materno, fonte de vida e prazer, é uma emoção primitiva. O ciúme
surge como um desdobramento dessa inveja, especialmente quando o bebê percebe
que a mãe oferece a outros (o pai, por exemplo) algo que ele deseja exclusivamente.
· Posição depressiva: Ao longo do
desenvolvimento, a criança percebe a mãe como um objeto total, que possui tanto
aspectos bons quanto maus. O medo de destruir a mãe amada e a preocupação com o
bem-estar dela surgem na chamada "posição depressiva". A capacidade
de lidar com esses sentimentos ambivalentes (amor e ódio) é fundamental para a
superação do ciúme e o desenvolvimento de relações mais maduras.
· Rivalidade e triangulação: A chegada de
um terceiro na relação mãe-bebê (a triangulação) é crucial para Klein. Se a
rivalidade e o ciúme são bem elaborados, a criança pode desenvolver a gratidão.
Caso contrário, sentimentos de inveja e possessividade podem persistir, prejudicando
futuros relacionamentos.
O papel da
psicanálise
A terapia
psicanalítica auxilia o paciente a identificar e compreender esses conflitos
inconscientes originados nas primeiras relações. Ao analisar as repetições de
padrões relacionais e as dinâmicas de ciúme, a psicanálise oferece ferramentas
para que o indivíduo possa lidar de forma mais saudável com seus desejos,
frustrações e a percepção de que o outro possui uma vida para além de sua
própria pessoa.
NA VIDA ADULTA
A origem na
infância
1.
A díade mãe-bebê: No início da
vida, o bebê vive uma relação de fusão e dependência absoluta com a mãe, que é
vista como o primeiro objeto de amor e fonte de gratificação. A mãe é quem
provê alimento, afeto e cuidado, salvando a criança de um "desamparo
radical".
2.
O
Complexo de Édipo: O ciúme surge com a entrada do terceiro elemento na relação: o pai.
A criança, que até então vivia em uma díade (relação a dois) com a mãe, passa a
enfrentar a realidade de que a mãe também deseja outros (o pai ou o par-rival).
3.
Superação
do Édipo: A
resolução saudável do Complexo de Édipo implica que a criança aceite a
interdição (a proibição) de ter a mãe como objeto de desejo exclusivo. Isso a
leva a se identificar com o genitor do mesmo sexo e a buscar objetos de amor
fora do núcleo familiar. É essa superação que permite a inserção do sujeito na
cultura e na linguagem.
Manifestações na
vida adulta
Quando a fase
edipiana não é bem resolvida, a pessoa pode permanecer "presa" a essa
dinâmica, buscando reproduzir na vida adulta a exclusividade perdida com a mãe.
Algumas manifestações incluem:
· Dependência emocional: Uma
necessidade crônica de aprovação e de cuidados da mãe, que pode levar à
dificuldade de se separar e amadurecer.
· Ciúme patológico: O sujeito
transfere o ciúme original pela mãe para outros relacionamentos amorosos,
projetando no parceiro as fantasias de infidelidade que foram reprimidas na
infância. O foco da análise deve ser nas fantasias inconscientes, e não na
infidelidade real do parceiro.
· Mães controladoras: Indivíduos
com mães controladoras e intrusivas podem desenvolver insegurança crônica na
vida adulta, presos a um papel de dependência, ou ter dificuldade em dizer
"não".
· Incapacidade de ter relações saudáveis: A pessoa pode
ter dificuldade em estabelecer vínculos afetivos maduros e duradouros, pois
inconscientemente busca a relação de exclusividade que tinha com a mãe, o que
inviabiliza a construção de uma parceria de igual para igual.
A importância da
análise
A psicanálise trata
esse ciúme, não focado apenas no comportamento superficial, mas nas vivências
primitivas e fantasias infantis que o originaram. Através da análise, o sujeito
pode:
· Refletir sobre sua
subjetividade e complexos parentais.
· Elaborar as marcas
psíquicas deixadas por essas vivências.
· Construir um novo
senso de autoconfiança e autoestima, superando a estrutura falha e encontrando
saídas mais salubres para suas pulsões.
4 ONIPOTÊNCIA PATERNA X ONIPOTÊNCIA
JUVENIL
Na
psicanálise, a onipotência juvenil é a crença do adolescente
em seu poder absoluto de dominar a realidade e se sentir onisciente, enquanto
a onipotência materna se refere à influência primordial e
total da mãe (ou função materna) sobre o psiquismo do bebê, moldando sua
realidade inicial. A dinâmica entre elas se dá na adolescência, quando o jovem
tenta romper com essa dependência, muitas vezes por meio de uma reação de
inversão, buscando a si mesmo ocupar a posição de "outro" caprichoso
e onipotente para se defender da submissão à mãe.
Onipotência Materna
· Função materna: A mãe (ou
função materna) é o "Outro primordial" que molda a experiência
inicial da criança através da linguagem e do cuidado.
· Dependência: O bebê,
inicialmente, está em uma posição de total dependência, onde o mundo é mediado
pela mãe, e sua própria onipotência é um reflexo da onipotência materna.
· Identificação: A criança se
constitui psiquicamente ao se identificar com essa figura primordial, a
mãe.
Onipotência Juvenil
· Oposição à dependência: A
adolescência é o período em que o jovem busca se diferenciar e se libertar da
onipotência materna.
· Inversão: Essa busca pode se manifestar como uma
inversão, onde o adolescente, para se defender da dependência, assume para si a
posição do "outro" onipotente e caprichoso.
· Busca por autonomia: É uma
tentativa de escapar da "decepção medular" de se sentir à mercê do
outro, buscando uma autonomia em relação à mãe.
A dinâmica e o
conflito
· Luta pela diferenciação: A
adolescência é marcada por essa tensão entre a onipotência juvenil e a
onipotência materna. O adolescente vive um "jogo" de inversão de
papéis, tentando se desvencilhar do poder materno.
· "O Outro": A luta se dá
na tentativa do jovem de não ser mais um "suporte da onipotência narcísica
parental", mas sim um sujeito autônomo.
· Exemplos clínicos: A psicanálise
observa a manifestação dessa dinâmica em casos como a anorexia, onde a
adolescente se defende da onipotência materna através de um controle absoluto
sobre o próprio corpo e a relação com a comida.
NA VIDA ADULTA
A psicanálise
entende a onipotência como um estado mental, em que o indivíduo acredita que
seus pensamentos e desejos podem controlar a realidade. Embora seja uma
característica normal do desenvolvimento infantil, sua permanência na vida
adulta pode gerar conflitos e sofrimento. A onipotência se manifesta de forma
diferente em cada fase da vida, sendo a onipotência juvenil distinta da
onipotência materna que pode persistir na vida adulta.
Onipotência juvenil
Na adolescência, a onipotência
é uma característica central do processo de separação e busca de identidade,
representando uma forma de reagir à vulnerabilidade e à incerteza da
fase.
Características da onipotência juvenil:
· Idealização e megalomania: O adolescente
pode sentir-se ilimitado, especial e destinado a grandes feitos, como uma forma
de compensar a insegurança e as inseguranças da transição para a vida adulta.
· Necessidade de autonomia: A onipotência
se manifesta no desejo de se opor aos pais e à autoridade, negando o controle e
a dependência em relação aos cuidadores, que foram percebidos como
"todo-poderosos" na infância.
· Baixa tolerância à frustração: A onipotência
leva a uma dificuldade em lidar com limites e frustrações, o que pode causar
reações de raiva ou agressividade quando as expectativas não são atendidas.
· Vulnerabilidade e risco: Essa atitude
de invencibilidade pode levar a comportamentos de risco, já que o adolescente
se sente imune a consequências negativas.
Onipotência materna
A onipotência
materna, por sua vez, está ligada à relação inicial entre mãe e bebê. No início
da vida, o bebê vive a ilusão de que seus desejos são imediatamente atendidos,
porque a mãe "suficientemente boa" consegue antecipar e satisfazer
suas necessidades. Para o psicanalista Donald Winnicott, essa ilusão de
onipotência infantil é crucial para o desenvolvimento saudável.
Se essa onipotência
não for abandonada de forma gradual, pode se manifestar na vida adulta com as
seguintes dinâmicas:
Na mãe:
· Desejo de controle absoluto sobre a vida dos
filhos: A
onipotência materna pode persistir na vida adulta, levando a um controle
excessivo e à dificuldade em permitir a autonomia dos filhos. A mãe pode
sentir-se onipotente, acreditando que sabe o que é melhor para o filho e que
sua intervenção é sempre necessária.
· Dificuldade de separação: Algumas mães
têm dificuldade em separar-se emocionalmente dos filhos, mantendo uma
dependência que impede o crescimento e a individuação dos
mesmos. Para elas, o filho continua sendo uma extensão de si mesmas.
· Repercussões nos filhos: A onipotência
materna pode levar o filho a uma posição de dependência ou rebeldia. Ele pode
não conseguir desenvolver a própria individualidade, mantendo-se submisso, ou,
por outro lado, pode se rebelar para tentar romper a fusão materna.
A onipotência na
vida adulta
Tanto a onipotência
juvenil não resolvida quanto a onipotência materna podem se manifestar na vida
adulta com características problemáticas:
· Dificuldade em lidar com a realidade: O adulto pode
ter dificuldade em aceitar limites, regras e críticas, agindo como se fosse
superior aos outros e merecedor de tratamento especial.
· Sentimento de frustração e fracasso: Quando a vida
impõe limites e o mundo real não corresponde às suas expectativas, o adulto
onipotente pode sentir raiva, descontrole e frustração intensa.
· Relações interpessoais frágeis: Relações
podem se tornar descartáveis, e o indivíduo pode projetar suas frustrações nos outros,
atacando quem não corresponde às suas expectativas irreais.
Resolução e
amadurecimento
A psicanálise busca
ajudar o indivíduo a abandonar a ilusão de onipotência e a aceitar a realidade
de sua finitude e de suas limitações. O processo de amadurecimento implica em
reconhecer a própria vulnerabilidade e em desenvolver a capacidade de resiliência.
A resolução desses padrões onipotentes é essencial para a construção de uma
identidade saudável e de relações interpessoais mais maduras e empáticas.
7
ESCOLHIDO PARA SER
MODELO
Marcelo Augusto de Carvalho
LUCAS 8:1-3 –
(identificação projetiva internalizada, a pessoa do analista sendo continente)
De todas as mulheres
citadas no NT, esta personagem sem dúvida, é a mais significativa!
Quem era Maria? O
que estava por detrás da sua história?
1-FAMÍLIA CARENTE.
Devem ter perdido
os pais muito cedo.
Sendo assim, os 3
tem que se virar sozinhos para manterem-se financeiramente.
Mas não só isto:
eles terão que se virar entre si em busca dos significados da vida.
LÁZARO – o irmão
homem, talvez o mais velho.
Cabe agora a ele
fazer o papel de provedor do lar.
Mas é incrível:
Lázaro é um morto!
Como se define um
homem? Por suas palavras! Genesis 1-3: é o homem que fala. Dá nome aos animais,
define Eva como esposa, como a mãe dos viventes, etc...
Mas e Lázaro? Um
personagem tão importante, nenhuma palavra sua é relatada nas Escrituras!
Foi para ele que
Jesus fez Seu maior milagre: sua ressurreição depois de 4 dias já morto.
Maria, sua irmã
caçula, o definiu bem: “Se o Senhor estivesse aqui, ele não teria morrido”. É
um bebe gigante que só vive se outro existir do seu
lado!
MARTA – a filha do
meio.
Eu nunca queria ser
o filho do meio.
Numa família, quem
é o filho do meio? Ninguém!
O mais velho será
sempre o primogênito. Sempre. Não há como tirar isso dele.
O caçula será
sempre o caçulinha, o nojinho do papai e da mamãe.
Mas e o do meio?
Tão faiado que nem nome ele tem! Não foi o primogênito, já foi o caçula, e
agora não é mais nada.
Por isto, em geral,
o filho do meio é o que mais se define na vida, para bem ou para o mal. Ele vai
em busca de um lugar para ele. Geralmente se torna o LÍDER dos irmãos, e quando
os outros crescem e precisam de alguém que resolva o buscam. Mas se for pro caminho do mal, também vira o bicho!
Assim é Marta. Ela
busca seu significado. Não tem os pais. O irmão é um morto. Então ela encontra
no trabalho sua razão para existir.
É GENTE QUE FAZ!
Precisou, é com ela. Sua definição é TRABALHO! Ela se mata pelos outros.
Desta forma ela
diz: “Me amem porque eu cuido de vocês!”
E MARIA? – a
caçula.
Também busca seu significado
como pessoa. Mas como sua irmã, não encontra.
O irmão é um morto.
A irmã só trabalha. Que fazer?
Ela tem um tio. E
que tio! Ele é um tipão, bem-sucedido, rico, e melhor, ele é o ancião da igreja
(chefe da sinagoga).
Ela o busca, dá a
ele a oportunidade de ser para ela um pai.
Mas aí acontece a
pior tragédia de sua vida. Em vez de fazer seu papel, o tio se aproveita de sua
carência e a leva ao pecado!
ABUSO
Todas as crianças
desse mundo passam por um processo curioso.
Explicar o ÉDIPO.
Se a criança busca
o adulto, mas este faz o que jamais deve fazer, destrói o PSIQUISMO da criança
talvez para sempre!
- Colégio
Adventista: nenhum professor, funcionário ou pastor pode namorar uma aluna!
- Desbravadores:
nenhum líder adulto pode namorar uma desbravadora.
Por quê? São
funções paternais. A criança nos olha assim. Se nos envolvemos sexualmente com
eles, isso se chama INCESTO!
- Fábrica: o chefe
muitas vezes é visto numa função paterna. Se ele se envolver com essa moca, é
incesto!
EXCESSÃO: só se a
criança já é maior de idade, e não o vê mais como um pai, mas como um HOMEM!
EXEMPLO: A MULHER
SEM TUFOS DE CABELO! – o líder dos jovens, depois o médico que a atendeu. Não
tenho sexualidade.
2-O RESULTADO DE UMA FAMÍLIA SEM
SIGNIFICADOS.
O QUE ACONTECE COM MARIA?
Foge de casa. Quer
um recomeço. Mas cai no vício. O resultado: 7 demônios moram dentro dela.
POR QUE OS JOVENS
ERRAM TANTO?
Há uma história por
detrás de todas as histórias, e você só vai entender a pessoa se for atrás dela
para entender aquele ser humano!
Por que tantas
meninas vão atrás do sexo livre se sabem do perigo que passam?
Por que os meninos
insistem em viver tão perigosamente se eles sabem aonde isto vai chegar?
3-MAS HÁ SALVAÇÃO PARA CADA FILHO DE DEUS.
EM QUEM? EM JESUS CRISTO!
Não sabemos como,
(passou em sua cidade, passou na casa dos seus irmãos, o ouviu numa pregação,
ou até pode tê-lo conhecido num daqueles famosos almoços que Jesus tinha com
publicanos e pecadores).
Ela se converteu.
Não foi fácil:
Jesus expulsou dela quantos demônios? 7 significa PLENITUDE (vivia tomada pelo
inimigo). Mas Jesus a libertou.
Não há nenhum drama
desta vida que Jesus não saiba e não possa resolve-lo.
4-AGORA, VIVE AOS PÉS DE JESUS! (EGO
DO ANALISTA INTROJETADO)
A partir de sua
conversão, só há um lugar para Maria: aos pés de Cristo.
Em todos os
momentos importantes de Seu Ministério, Maria está lá.
Nas pregações, nos
milagres, no jantar na casa daquele seu tio Simão, em Seu julgamento, em Sua
crucifixão, ela fica de olho para saber os soldados o enterraram, ela é a
primeira a ir ao sepulcro no domingo pela manhã para ungir seu corpo.
Mas por quê?
Lembre-se: ela é
convertida, mas ainda tem suas faltas. Ainda busca um significado para si!
Desde que o
conheceu, ela escolhe Jesus para lhe fazer o papel paterno, e lhe conduzir na
vida.
Mas se você
estivesse lá, você como um bom ADVENTISTA diria a Jesus: “Senhor, cai fora dessa aí. Ela é perigosa, vai te seduzir e te botar
tudo a perder!”
Mas Jesus não se
afasta dela, nem ela dele!
Maria sabe que tem
problemas com sua sexualidade. Um monstro lá trás a
destruiu. Tudo ela resolve aonde? Na cama. Prazer,
correspondência ou conexão humana só existe se for sexual. Mas aí está a
questão.
ELA SABE QUE PODE
CONFIAR EM JESUS!
Ele é um homem
casto. Ela pode viver com ele o que lhe faltou na infância. Pode desejá-lo,
pode sofrer a castração, pode receber seu significado, e pode ir embora dele,
porque Ele nunca irá avançar o sinal.
Por isto ela o ama
tanto!
5-SER JESUS PARA AS PESSOAS.
Em cada rua desse
mundo, há meninos e meninas, há homens e mulheres como Maria.
O ser humano é
essencialmente um SER DE SIGNIFICADO.
Pode falta água, pode
faltar o pão de cada dia, mas nunca pode lhe faltar SEUS SIGNIFICADOS. Essa é a
FOME DA ALMA.
Primeiro se busca
na mãe, depois no pai, depois na professora, nos colegas, no amor, na igreja,
no trabalho, no chefe, na família que se forma.
Mas quantas pessoas
encontram o que buscam? Poucos. Daí vem a LOUCURA DO MUNDO!
JESUS QUERIA SER
TUDO PARA CADA PESSOA. MAS ELE NÃO ESTA AQUI. ENTÃO O
QUE ELE PEDE A NÓS? SEJA EU PARA ELES!
- Parábola dos
bodes e das ovelhas. Quando te vimos? Quando fizeram a um desses meus
pequeninos!
NA SUA FAMÍLIA –
sobrinho, uma sobrinha, um neto.
NA SUA RUA – é só
atravessar a rua...
NA SUA IGREJA – há
pessoas desesperadas aqui por um pai e uma mãe.
NA SUA ESCOLA –
sempre há uma criança desesperada em busca do amor!
MAS COMO EU VOU
SABER A QUEM EU DEVO IR? – Eles nos escolhem!
- Cajac 2014: seu enteado te escolheu. Faça o seu papel!
APELO
Você está sendo
escolhido para a maior de todas as missões humanas: ser jesus para alguém. Para
quem você será? Ou vai fugir feito Jonas?
TRÊS CARTAS DE TEDDY - ELIZABETH
SILANCE BALLARIAN
A carta de Teddy
chegou hoje, e, agora que já a li, vou guardá-la em meu baú de cedro, com as
outras coisas que são importantes para a minha vida.
"Eu queria que
a senhora fosse a primeira a saber." Sorri ao ler estas palavras, e meu
coração se encheu de um orgulho que eu não deveria sentir.
Não vejo Teddy Stallard há 15 anos, época em que ele foi meu aluno na
quinta série. Eu estava no início de carreira e começara a lecionar havia
apenas dois anos.
Não gostei de
Teddy, desde o primeiro dia que ele entrou em minha classe. Os professores
(embora nem todos saibam fazer a diferença) não devem demonstrar preferência
por nenhum aluno e, acima de tudo, não devem demonstrar antipatia por uma
criança, por qualquer criança.
Contudo, todos os
anos aparecem uma ou duas crianças pelas quais não podemos deixar de sentir
certa afeição, porque os professores são humanos, e faz parte da natureza
humana gostar de pessoas espertas, bonitas e inteligentes, quer tenham dez ou
25 anos de idade. E, às vezes, com pouca frequência, felizmente, há um ou dois
alunos com os quais o professor não consegue ter um bom relacionamento.
Eu me considerava
perfeitamente capaz de lidar com meus sentimentos em tais situações, até o dia
em que Teddy entrou em minha vida. Naquele ano, não havia nenhum aluno especial
do qual eu gostasse; mas Teddy era, certamente, um menino com quem eu não me simpatizava.
Ele era um garoto sujo.
Não de vez em quando, mas sempre. Seu cabelo caía por cima das orelhas, e ele
precisava afastá-Io dos olhos para conseguir
escrever. Naquela época, o cabelo comprido não era moda! Além disso, seu corpo
exalava um odor que nunca consegui identificar.
Sua aparência
física era horrível, e seu intelecto deixava muito a desejar.
No final da primeira semana, eu já sabia que ele não acompanharia os demais
alunos. Além de não acompanhar, era lento demais! Comecei a afastar-me dele
imediatamente.
Qualquer professor
vai dizer que se sente mais do que satisfeito quando ensina uma criança
inteligente. É muito mais compensador para o ego. Porém, qualquer professor que
se preze deve canalizar o trabalho para o aluno inteligente, no intuito de estimulá-Io, enquanto dedica maior empenho às crianças mais
lentas. Qualquer professor pode fazer isso. A maioria faz, mas eu não fiz. Não
naquele ano.
A bem da verdade,
concentrei-me em meus melhores alunos e deixei que os outros os acompanhassem
dentro do possível. Embora me sinta envergonhada por ter de admitir, eu nutria
um perverso prazer em usar a caneta vermelha; e, todas as vezes que eu corrigia
as provas de Teddy, as cruzes vermelhas (e havia muitas) eram sempre um pouco
maiores e um pouco mais acentuadas do que o necessário.
"Insatisfatório!"
- eu escrevia, com letras floreadas.
Apesar de não
ridicularizar o garoto, minha atitude era visível aos outros alunos, porque ele
passou rapidamente a ser a "ovelha negra" da classe, o excluído:
aquele que não era digno de ser amado.
Teddy sabia que eu
não gostava dele, mas não sabia por quê. Eu também não sabia - nem naquela
época, nem agora - por que sentia tamanha antipatia por ele. Só sei que ninguém
gostava dele, e eu não fiz nenhum esforço para mudar essa situação.
Os dias foram
passando. Comemoramos o Festival de Outono e o Dia de Ação de Graças, e eu
continuava a usar minha caneta vermelha com grande satisfação.
Quando o Natal se
aproximou, eu sabia que Teddy não teria condições de se recuperar a tempo de
passar para a sexta série. Ele repetiria o ano.
Para justificar-me,
eu relia seu currículo escolar, de tempos em tempos. Suas notas haviam sido
muito baixas nos quatro primeiros anos, mas ele nunca foi reprovado. Como ele
conseguiu essa façanha, eu não sabia. Resolvi concentrar-me nas anotações sobre
sua personalidade.
Primeira série:
Teddy demonstra ter futuro, em razão de seu trabalho e atitudes; mas o ambiente
em seu lar não é bom. Segunda série: Teddy poderia ser melhor aluno. A mãe está
doente e em estado terminal. Ele recebe pouca ajuda em casa. Terceira série: Teddy
é um menino amável. Prestativo, mas muito sério. Lento para aprender. A mãe
morreu no fim do ano. Quarta série: Muito lento, porém bem-comportado. O pai
não demonstra nenhum interesse pelo filho.
Bem, ele foi
aprovado quatro vezes. Mas certamente repetirá a quinta série! Faça alguma
coisa por ele! - eu disse a mim mesma.
Chegou o último dia
de aula, antes do Natal. Nossa pequenina árvore em cima da mesa de leitura
estava enfeitada com papel e pipoca. Havia muitos presentes amontoados embaixo
dela, à espera do grande momento.
Os professores
sempre recebem vários presentes no Natal, mas, naquele ano, os meus foram em
número muito maior e eram muito mais requintados. Não houve um só aluno que não
me tivesse trazido um presente. Cada pacote desembrulhado provocava gritos de
alegria, seguidos de efusivos agradecimentos àquele que o oferecera.
O presente de Teddy
não foi o último que peguei; estava no meio da pilha, acondicionado num saco de
papel marrom, enfeitado com desenhos de árvores de Natal e sinos vermelhos,
feitos por ele mesmo.
A boca do saco
estava amarrada com fita adesiva invisível.
"Para a Srta.
Thompson, de Teddy" - ele havia escrito.
Um completo
silêncio abateu-se sobre o grupo, e, pela primeira vez, eu me senti observada e
constrangida, porque todos estavam aguardando que eu abrisse o presente.
Quando retirei o
último pedaço da fita adesiva, dois objetos caíram em minha mesa: um vistoso bracelete imitando joia, no qual
faltavam várias pedras, e um pequeno frasco de
colônia barata - pela metade. Ouvi as risadinhas e os cochichos, e eu não tinha
certeza se poderia olhar para Teddy.
- Não é lindo? -
perguntei, colocando o bracelete no pulso. Teddy, você poderia ajudar-me a
fechá-lo?
Ele sorriu com
timidez, enquanto prendia o fecho, e eu levantei o braço para que todos
admirassem o bracelete.
Ouvi alguns "ooohs" e "aaahs"
hesitantes; mas, quando coloquei uma gota da colônia atrás da orelha, todas as
meninas se enfileiraram para receber uma gota também.
Continuei a abrir
os presentes, até chegar ao último da pilha.
Comemos alguns
petiscos, e a sineta tocou.
As crianças se
despediram com gritos de "Até o ano que vem!" e "Feliz
Natal". Mas Teddy continuou sentado em sua carteira.
Depois que todos
saíram, ele caminhou em minha direção, segurando firme contra o peito os livros
e o presente que ganhou.
- A senhora é parecida com minha mãe - ele disse
mansamente. O bracelete dela também fica muito bonito no pulso da senhora. Que bom que a senhora gostou! Após essas
palavras, ele saiu rapidamente. Tranquei a porta, sentei-me diante de minha
mesa e chorei, resolvida agora, a oferecer a Teddy tudo o que eu,
deliberadamente, lhe negara o carinho de uma professora.
Depois dos feriados
de Natal, passei todas as
tardes com Teddy, até o último dia de aula. Às vezes, trabalhávamos juntos. Outras, ele
trabalhava sozinho, enquanto eu preparava as aulas ou as provas.
Lentamente, mas com
determinação, ele alcançou o restante da classe. Na verdade, suas médias finais ficaram entre as
mais altas da classe. Apesar de saber que Teddy se mudaria para outro Estado quando as aulas terminassem, eu não sentia
preocupação em relação a ele. Teddy havia atingido um estágio que o levaria a
manter um bom nível no ano seguinte, em qualquer colégio que estudasse. Ele
havia desfrutado uma boa dose de sucesso, e, conforme aprendemos no curso de
magistério, "o sucesso consolida o sucesso".
Só recebi notícias
de Teddy 7 anos depois, quando encontrei sua primeira carta em minha caixa de correio.
Prezada Srta.
Thompson,
Eu queria que a
Senhora fosse a primeira a saber. Vou receber o diploma como segundo aluno da classe, no próximo mês.
Cordialmente, Teddy
Stallard
Enviei-lhe um
cartão de congratulações e um pequeno presente: um conjunto de caneta e lápis.
Eu gostaria de saber o que ele faria após receber o diploma.
Quatro anos depois,
chegou a segunda carta de Teddy.
Prezada Srta.
Thompson,
Eu queria que a
senhora fosse a primeira a saber. Fui informado de que vou receber o diploma
como primeiro aluno da classe. O curso na
faculdade não foi fácil, mas eu gostei. - Cordialmente, Teddy Stallard
Enviei-lhe um belo par
de abotoaduras de prata, com suas iniciais, acompanhado de um cartão. Estava
tão orgulhosa dele que parecia que ia explodir!
E hoje... chegou a terceira carta de Teddy.
Prezada Srta.
Thompson,
Eu queria que a
senhora fosse a primeira a saber. A partir de hoje, sou o médico, Dr. Theodore Stallard. Que tal!!!??
Vou me casar em julho. No dia 27, para
ser mais exato. Eu gostaria que a senhora comparecesse e se sentasse no lugar onde minha mãe se
sentaria. Não
tenho mais família, porque meu pai morreu no ano passado.
Cordialmente, Teddy
Stallard
Não sei ao certo
que tipo de presente se deve enviar a um médico, quando efe conclui a faculdade
de medicina. Talvez seja melhor aguardar e levar um presente de casamento. Mas
a carta não pode esperar.
Prezado Ted,
Parabéns! Você conseguiu, e conseguiu com o próprio esforço! Apesar de pessoas
como eu, e não por minha causa, o seu dia chegou.
Deus o abençoe.
Estarei presente ao casamento quando os sinos estiverem tocando!
Pr.
Marcelo Augusto de Carvalho 03 de janeiro de 2015
IASD
Central de São José dos Campos SP
8
COMO VENCER MINHA TEMPESTADE?
Marcelo Augusto de Carvalho
MARCOS
4.35-41 – (inconsciente)
1 TODOS TEMOS UMA TEMPESTADE A VENCER!
Nas
histórias milenares, RIO, MAR, FLORESTA sempre é a MENTE do personagem, isto é,
o seu INCONSCIENTE.
I
PESSOAL – tudo o que me aconteceu e o que senti está registrado ali.
I PAIS
E AVÓS – tudo o que aconteceu com eles e sentiram por toda a vida.
I
FAMILIAR – recebo tudo o que meus ancestrais viveram e sentiram, o bom e o
ruim.
2 NOSSAS MAIORES TEMPESTADES NUNCA ESTÃO DO LADO DE FORA, MAS
DENTRO DE NÓS, EM NOSSO INTERIOR, NOSSO INSCONSCIENTE!
No
fundo, tudo o que é EXTERNO reflete o terror do que há no INTERNO, no nosso
INCONSCIENTE.
CAIM –
medo de ser morto. Mas no mundo tinham poucas pessoas! Mas no I...
KAFKA
– “Eu sou culpado, prendam-me!” “Mas não há quem te acuse!” Suicidou-se.
CRISES
ECONÔMICAS – talvez o medo dos avós pela fome na fazenda, terror do
aniquilamento.
BRIGAS
DOS PAIS – talvez acione o medo dos pais e o que sentiram quando seus avós
divorciaram.
FILMES
– situações que acionam nossos desesperos: crime, violência urbana, inimigo na
escuridão, abandono dos pais, abandono numa relação amorosa, traição, doença.
3 QUANDO TENTO RESOLVER POR MIM MESMO, IREI À PIQUE!
MOISÉS
–jogado às águas. Mata o egípcio para compensar. Resolveu? 40 anos mais de
medo.
DAVI –
medo de Saul, depois até dos amigos. Foi viver com os inimigos. Resolveu?
SALOMÃO
– medo da luxúria do pai com sua mãe. Montou um harém. Resolveu?
4 SOLUÇÃO: CHMAR JESUS, O REI DO INCONSCIENTE. ELE JÁ ESTÁ LÁ!
Só
Deus tem perfeito acesso ao seu Inconsciente, porque Ele já está lá!
Melhor:
Ele pode te ajudar a vencer sua tempestade, por meio de seus servos, os
psicólogos, psiquiatras, terapeutas, pastores, professores e amigos.
VIVÚVA
DE SAREPTA – medo do abandono e da miséria, e da falta de um pai para seu
filho. Deus usou Elias para confortá-la.
PARALÍTICO
– “Meu pecado não tem perdão!” Jesus falou ao seu coração perdoando-lhe.
NICODEMOS
– “Eu estou perdido!” Jesus mostrou-lhe que a salvação não dependia do
comportamento humano, mas do comportamento divino. Na cruz Jesus o salvaria.
ABRAÃO
– desespero pelo que aconteceria com sua família.
JAIRO
– desespero porque já havia perdido sua filha.
JÓ – terror
de ter perdido tudo, seus filhos, sua saúde, o respeito.
5 AOS TÍMIDOS DE FÉ: ACEITE AJUDA!
EU – o
dia não é fácil para mim. Sabe o que tenho dentro de mim? Um pai BORDERLINE e
uma mãe OBSESSIVA-COMPULSIVA, um avô RESSENTIDO e uma avó em que a MÃE MORREU
no seu parto. Resumo: medo do ANIQUILAMENTO! Humor alterado.
Mas
decidi CONTINUAR, porque não tem só isso. Fiz a faculdade que eu queria.
Conheci uma bela loira que me ama. No ministério fiz tudo o que queria, e a
IASD me deu muito mais. Tive filhos saudáveis e fiéis. Tenho noras que são
filhas. E me deram 4 netos.
EU TINHA MEDO DE TER UM FILHO – Julie Harris - SELEÇÕES
1957-07-074
Eu
costumava achar que as mulheres que não fazem senão ter filhos eram criaturas
estúpidas. O que eu sempre havia sonhado era ser uma grande atriz, uma estrela
como Sarah Bernhardt. Representar era toda a minha vida. Mas como mudei de
ideia! A mudança começou quando me casei com Manning Gurian.
Na linguagem teatral não existem palavras para o amor de todos os dias,
palavras que exprimam o que significa a gente sentir-se todos os dias em
perfeita união com alguém, ainda mesmo quando aquilo que mais se deseja neste
mundo é ser uma grande atriz. Estava me preparando para começar a ensaiar o
papel de Joana d'Arc na peça A Cotovia. Nunca me haviam dado papel tão
importante; era a minha grande oportunidade. Eu já estava estudando e
preparando minha parte, quando descobri que ia ter um filho. 74 assumir a
responsabilidade pela vida de outra criatura? Que espécie de mãe eu poderia
ser? Minha esperança era que não fôsse uma menina,
para que não tivesse de enfrentar as dúvidas, temores e desesperos que eu
considerava parte integrante da condição feminina. À medida que o tempo passava
eu me olhava no espelho e via minha cintura aumentando cada vez mais. E então
comecei a achar aquilo maravilhoso. Um belo dia pus de lado os livros sôbre Joana d'Arc e escrevi aos produtores que não роderia, naquele ano, representar A Cotovia. E
disse a meu marido: -Vamos comprar alguns livros sôbre
bebês. Durante o café da manha,
enquanto Manning lia o jornal, li o livro de Grantly
Dick Read sôbre o parto
natural* no qual aprendi que o parto em si não é doloroso, mas a contração dos
músculos-pro- * Ver "O Temor do Parto", Seleções, agôsto
Fiquei assustada. Como poderia de 1947.
vocada pelo
medo é que causa a dor. Estava decidida a ter um filho pelo parto natural, a
fim de passar conscientemente pela experiência completa. Sou bastante medrosa.
Tenho medo de ficar sozinha num quarto à noite. Cada vez que entro no palco
fico com as palmas das mãos molhadas. Minhas amigas duvidavam que eu aguentasse
o parto natural. Até o meu médico dizia e repetia: -Certas pessoas são mais
resistentes à dor do que outras. Não sei se a senhora poderá aguentar. Só meu
marido achava que eu podia, e pôs-se a estudar comigo cada passo da preparação.
Era como se estivéssemos preparando um papel importante numa peça de teatro, um
daqueles que exigem que a pessoa dê tudo o que tem. Todas as manhãs fazíamos
juntos os exercícios: nas pontas dos pés, braços esticados para trás, olhar
para o alto, e abaixar; afastar os joelhos, agachar-se e levantar. Manning me
corrigia: te -Afaste mais os joelhos, endireias
costas... assim. E fazia-me repetir junto com ele. Ao mesmo tempo começamos a
reformar uma casa em Nova York. Primeiro nós mesmos
pintamos o quarto do bebê e nele ficamos morando enquanto os pintores
trabalhavam no resto da casa. Em junho comecei a ter a impressão de que eu
sempre fora grávida. O bebê devia nascer a 15 de julho. Chegou e passou o dia
15, e o 16, e o 17. O homem que raspava os soalhos contou que a mulher dele
tinha esperado quase 11 meses. É o meu caso, pensei, pelo menos um mês ainda.
No dia 19 acordei às quatro da manhã com uma dor de estômago. Comi alguma coisa
que me fez mal -disse comigo mesma e tornei a dormir. As seis acordei meu
marido: -Acho que estou começando ter o bebê. Mas talvez seja só impressão. a As cólicas eram leves, como o fechar e abrir de uma mão
com força. -Talvez-disse ele. Mas diga-me cada vez que doer, para eu marcar o
tempo. As dores se repetiam cada sete minutos. Manning, que tem muito espírito
prático, achou melhor nos vestirmos, e telefonou ao médico que nos mandou ir
imediatamente para o hospital. Comecei a convencer-me de que chegara a hora. No
táxi, com Manning me segurando a mão, de repente me dei conta de que não estava
com medo nenhum. Minhas mãos não estavam nem um pouco suadas. O que eu sentia
era a alegria esfuziante de ter finalmente chegado o momento pelo qual eu
esperava tanto tempo: era aquilo que eu sempre desejara sentir numa noite de
estreia, quando as luzes se apagam, a público se aquieta e o pano começa a
subir. Manning ficou algum tempo no meu quarto, depois saiu para tomar café,
enquanto a enfermeira me preparava. Eu pensava: é hoje que meu filho vai nascer!
Olhei para a janela,
e tive
ímpetos de gritar aos passantes: "Meu filho vai nascer!" Exultava com
a minha importância. О médico entrou no quarto e me examinou. Então
Manning voltou com duas rosas num vaso e uma porção de revistas de cinema. Nos
momentos de crise eu sempre leio revistas de cinema. Ao meio-dia o trabalho de
parto estava em meio, e eu dizia a Manning que, na verdade, não doía tanto
assim. Ele ficava segurando minha mão e sorrindo para mim em silêncio até que
terminava a contração. Então eu respirava fundo, е ele indagava: -Que tal
foi desta vez? "Manning não parecia aflito nem afobado, pois também se
havia preparado para o acontecimento. O fato de tê-lo ali, tranquilamente
sentado junto a mim, enchia-me de confiança e calma, coisa que no palco ninguém
pode transmitir e cada um tem de encontrar no seu próprio íntimo. À 1h 30m
comecei a perder sangue, e alardeei: - Agora vamos entrar em ação! De repente
senti uma necessidade tremenda de fazer força para expelir alguma coisa de
dentro de mim que precisava sair. -E a cabeça do bebê que está empurrando para
baixo! Compreendi que estava na segunda fase do parto. Fiz força para expelir,
arquejando: -Não é formidável? Tudo aquilo que nós lemos está acontecendo de
verdade! Julho Agora cada dor me envolvia toda, como se alguém me agarrasse e
sacudisse-durante aqueles segundos como se houvesse em mim uma força de cem
cavalos; como se dentro de mim houvesse força suficiente para representar Lady
Macbeth, Ofélia, Julieta e Joana d'Arc numa noite. Agora as dores vinham de
minuto em minuto. Quando eu fazia força, sentia o corpo inteiro se contraindo,
empurrando, forçando a criança a sair. Era o trabalho mais duro que eu já tinha
feito, mas não era penoso nem monótono e sim estimulante como quando eu
ensaiava e repetia um papel até que adquirisse vida. E cada vez eu ouvia um
gemido doloroso. -Sou eu?-perguntei a Manning. O
gemido me surpreendeu, pois o que eu sentia não era tanto a dor como aquele
esforço tremendo. A enfermeira insistia em me oferecer sedativos, mas eu
continuava recusando. Até o médico interno queria me dar alguma coisa, dizendo
que eu estava me martirizando e que, sendo tanta a dor, eu não precisava me
fazer de forte. Eu é que tive de animá-lo: -Garanto que não é tão ruim assim.
Não se preocupe. Antes de entrar no palco eu sempre sentia verdadeiro pânico;
ali, apesar da crescente excitação, sentia-me tranquila. Bastava a mão de
Manning segurando a minha para conservar-me calma e paciente. E então
carregaram-me para uma cama
de
rodas e ele teve de largar minha mão. Supliquei que o deixassem ir comigo para
a sala de partos, mas foi inútil. O médico estava segurando minha mão. Mas a
sensação não era a mesma. Rodaram-me para uma sala de luz forte, deitaram-me
sobre outra mesa, enfiaram polainas brancas em minhas pernas, prenderam-me os
pés e as mãos em estribos. Só então me senti desamparada e assustada. O médico
tentou aplicar-me no rosto a máscara de éter. Fiquei apavorada, e depois
zangada: iam-me fazer perder o ponto culminante! E eu
fazia questão de estar consciente quando nascesse o meu filho. Lutei tanto que
desistiram da máscara. Foi então que senti uma coisa tremenda, como se eu fosse
despedaçar-me em um milhão de pedaços. Era como um jogo de futebol: eu deitada
ali na sala de partos com todas aquelas figuras vestidas de branco me olhando
fixamente, eu com a bola e o pessoal gritando "Força! Força!" E eu
fazendo força, correndo pelo campo abaixo até à vitória final, irradiando
coragem e amor, empolgando o público. E de repente eu, eu, Julie Harris Gurian, explodia de alegria. Senti a cabeça da criança
saltar para fora de mim. Era meu filho que estava nascendo. Terminara a dor. Na
paz que me invadiu ouvi a voz do Dr. Jack. -É um menino! 77 Aí me anestesiaram
para dar pontos. Depois, a primeira coisa de que me lembro é do médico
debruçado sobre uma cestinha num canto da sala. -O bebê tem todos os dedos da
mão e do pé e é bem acabadinho? - perguntei. Então
trouxeram-me o bebê puseram-no ao meu peito. Era uma criatura viva, respirando,
mexendo as mãozinhas, uma pessoa! E eu havia posto no mundo aquela pessoa tão
linda! Foi tal a alegria que comecei a chorar. Nunca havia sentido coisa assim,
nem mesmo na noite em que estreei na Broadway. Quando voltei para o quarto,
Manning, assim que me viu, disse: -Você está com um ar tão feliz! Mais feliz
ainda que no dia do nosso casamento. Era uma felicidade diferente. Eu sempre
tivera a sensação de viver mais intensamente quando representava uma personagem
do que quando era simplesmente eu mesma, mas no dia em que tive meu filho senti
a vida mais intensamente do que nunca. Durante toda a minha vida sempre desejei
ser realmente criadora como atriz, pois julgava que a atividade criadora era de
todas a mais elevada. E é mesmo. Mas representar oferece apenas vislumbres de
criação. A maternidade é a própria criação propriamente.
Pr. Marcelo Augusto de Carvalho 12 de janeiro de 2026
9
DIVIDINDO MEU MAIOR TESOURO
Marcelo Augusto de Carvalho
1 REIS 3.16-27
(dividindo o filho com outros)
1 O QUE É O FILHO PARA VOCÊ?
PROSTITUTAS – ganhar
dinheiro oferecendo prazer ao portador. Engravidaram. E agora? O que fazer com
este filho NÃO ESPERADO?
RESULTADO DE UMA
TRANSA? – uma noite de balada, uma escapada
SEGURA MARIDO –
como Lia fazia.
FIM DO TÉDIO – não
tenho muito o que fazer...
DOLTO – pode ser
filho ou fezes!
O ser humano é
capacitado para dar SIGNIFICADO às coisas.
O SIGNIFICADO DADO
revela o VALOR que as coisas têm para ele.
A MÃE BOA o viu como
presente de Deus. O ama! Tem um lugar em sua vida.
A MÃE MÁ o vê como
objeto. O usa para ganhar uma causa.
2 DORMIRAM
INCONSCIENTE –
sempre presente, ativo, significativo
QUANDO O
INCONSCIENTE TOMA FORMA E AGE –
VALOR DOS PAPÉIS,
DAS DECISÕES – o que farei por você? O que você será?
EVA – Caim seria o
Messias
Sara – Isaque seria
o filho da promessa, o primogênito de Deus
Ana – o próximo
juiz de Israel.
Mulher de Manoá – libertar Israel dos filisteus
3 DORMIU POR CIMA E O MATOU. A OUTRA
DORMIU, MAS NÃO MATOU.
SUFOCOU COM SEU
PESO
PROBLEMAS PESSOAIS
(Esquizofrenia) –
VÍCIOS – pai
alcoólatra
NARCISISMO – só ela
pode existir, só os desejos e prazeres dela existem
NÃO ACEITA SER
ULTRAPASSADA – filha que vira mulherão, ela mata
CARÊNCIA,
ABANDONO – Tia Mercedes
ÉDIPO
– me mandou para o colégio: seu pai é meu!
NÃO DÁ
ESPAÇO PARA OUTROS – professora, amigos, Rapunzel
NÃO
PODE DEIXAR A CASA – Abraão, Rute
NÃO
PODE DEIXAR PAI E MÃE – não quero nora, genro
PAI GRANDE
DEMAIS – não há espaço para o filho crescer. Árvore grande
4 TROCA DE BEBÊS
DOU
ATENÇÃO AO FILHO DO OUTRO – o outro realiza meu narcisismo.
ESQUEÇO
O MEU FILHO – ele me frustra, me destrói.
LIDERO
DESBRAVADORES – cuido dos filhos dos outros para não cuidar dos meus filhos.
PASTOR
– dou atenção a todo mundo, perdoo, mas nunca noto minha filha.
5 ESPADA, DIVIDAM
BÍBLIA
– só ela revela os fatos, só ela expõe a verdade das pessoas.
Nada
nos revela mais do que nossa maternagem/paternagem.
É o
melhor método divino para nos transformar e salvar.
“Eu
não terei filhos!” – talvez isso te revele mais do que o juízo divino faria.
UM
PEDAÇO PARA CADA UM – filhos não são nossas propriedades.
SÃO
DOS AVÓS – deixe-os curtirem outra geração
SÃO DA
PROFESSORA – deixe-os receber outra educação, outra visão
SÃO DA
IGREJA – disciplina eclesiástica
SÃO DO
MUNDO DO TRABALHO – deixe o chefe liderar
SÃO DA
NORA/GENRO – deixe construir a vida com outra pessoa.
6 MÃE MÁ, MÃE BOA
MÁ – pode
repartir, você mata não eu, aí jogo fora mesmo.
BOA –
pode ir meu filho, se isso for melhor para você!
APELO
Aceite
que seu filho é o tesouro que Deus te deu para DIVIDIR com outros.
Aceite
que seu filho não veio para você USÁ-LO, mas para entregá-lo.
Permita
que ele vá cumprindo a ordem: “Não os impeçais de virem a Mim!”
Reflita:
como eu estou PESANDO sobre o meu filho? Converse com ele.
QUEM É MINHA VERDADEIRA MÃE? GRACE THOMPSON
Minha
filha adotiva estava obcecada em descobrir a resposta. Será que eu a amava o
bastante para ajudar... e me arriscar a perdê-la? O sol entrava pela janela,
enquanto eu arrumava o quarto de dormir. É uma tarefa que me agrada e eu
cantarolava baixinho, quando senti uma presença atrás de mim. Era Lisa, nossa
filha de 15 anos; tinha uma estranha expressão no rosto. «Puxa, Lisa», disse
eu, «você me assustou. Que é que há?» «Quem sou eu?» perguntou ela. Senti então
um arrepio na espinha. «Ora, você é Lisa Thompson», disse eu, com um sorriso
forçado. «Não! Quem sou eu, de verdade?» perguntou ela, nervosa. Eu e meu
marido, Ray, havíamos adotado Lisa. Quando ela tinha quatro anos lhe revelamos
que era adotada. Desde então, ela procedeu como se compreendesse que a amávamos
profundamente. Às vezes eu desejava que ela pudesse ser mais efusiva no seu
amor por nós, mas ela sempre fora uma criança maravilhosa, uma alegria
constante. «Quem são meus pais?» perguntou Lisa. «Oh, Lisa, você sabe que é
adotada, mas eu e Ray somos seus...» «Vocês não são meus verdadeiros pais, você
não é minha verdadeira mãe! Quero saber quem ela é!» «Não sei, Lisa.» «Você
sabe!» disse ela, com os dentes cerrados, tentando conter as lágrimas. «Vocês
estão querendo me afastar dela!» Saiu intempestivamente do quarto; fiquei
aturdida. Recordei uma cena passada 15 anos atrás. Eu estava no consultório de
um médico e ele me falava sobre crianças adotadas. «Algumas jamais se preocupam
com os pais verdadeiros», disse ele. «Outras ficam obcecadas em encontrá-los.»
Sinceramente, eu não sabia quem era a verdadeira mãe de Lisa.
Relembrei
a dourada manhã de setembro em que peguei pela primeira vez no colo uma bebê de
três dias. Certamente, pensei, nos fora dada pela Providência divina. Eu tinha
36 anos e vinha rezando por uma «Lisa» desde o meu casamento há 17 anos. Os
papéis de adoção traziam apenas o nome do pai. Nunca soubemos o que desencadeou
a obsessão que Lisa tinha de descobrir sua mãe verdadeira. Mas ela encontrara
sua certidão de nascimento e em seguida telefonara para o médico que assistira
ao parto. Telefonara para o advogado e para amigos da família. Mesmo quando
soube que os registros de nascimento ficam lacrados na repartição respectiva,
ela não desistiu. À medida que o tempo passava, Lisa ia se tornando cada vez
mais angustiada e insegura. Seu rendimento escolar piorou. Sua atitude em
relação a mim e a Ray era reservada, distante. Nós a levamos a um psiquiatra,
mas isso não pareceu adiantar muito. Então, no verão anterior ao seu 18°
aniversário, Lisa mergulhou numa depressão assustadora. «Só serei feliz quando
descobrir quem sou, a quem realmente pertenço», dizia. Sempre que falava assim,
eu sentia o coração apertado. Será que fui tão ruim assim como mãe? Se Lisa
encontrar sua mãe «verdadeira», sairá para sempre de nossas vidas?
Uma
tarde de calor causticante, subi fatigada as escadas e passei pelo quarto de
Lisa. A porta estava fechada; isso era algo a que eu já me acostumara. «Oh,
Lisa», murmurei, «por que é que você se tranca tanto? Sabe que nós a amamos, e
que só queremos o melhor para você!» Recuei da porta do quarto e agarrei o
corrimão atrás de mim. «Só queremos o melhor para você», acabara eu de dizer.
Lisa queria conhecer seus pais verdadeiros. Isso era o «melhor» para ela. Se eu
tivesse realmente fé suficiente (em Lisa, em mim mesma, em Deus), não deveria
romper o círculo de egoístico amor dentro do qual estava tentando prender Lisa?
Ali, parada no alto da escada, um pensamento me veio à mente: Será que eu amo
Lisa o suficiente para procurar seus pais verdadeiros? Estremeci. Se fosse
bem-sucedida, poderia perdê-la, mas estava claro para mim que eu tinha de amar
Lisa o bastante para deixá-la partir.
Algumas
semanas depois, Ray e eu fomos contratar os serviços de um detetive. «Queremos
que o senhor encontre os pais verdadeiros da nossa filha», disse Ray. No carro,
voltando para casa, fui invadida por uma sensação de perda. Recebemos um
telefonema na semana anterior ao Dia de Ação de Graças. «Encontrei-os», disse o
detetive. «Os pais verdadeiros da sua filha se casaram 10 dias depois de a
terem entregado para ser adotada, mas se divorciaram alguns meses depois. Aqui
está o nome da mãe dela, endereço e número de telefone.» Fiquei atordoada,
perguntando a mim mesma como iria conseguir aguentar.
Três
dias depois, Lisa falou ao telefone com sua mãe verdadeira durante meia hora,
depois desceu as escadas correndo. «Ela vem aí», exclamou. «Ela vem me ver
amanhã!» Gelei. Tudo estava acontecendo depressa demais. «Oh, Deus», sussurrei,
«não me deixe perdê-la.» Ouvi, paralisada, seus planos efusivos de se encontrar
com a mãe no shopping center. «Depois quero trazer minha mãe aqui em casa»,
acrescentou. É claro que concordei. Na manhã seguinte saiu cedo, apressada,
enquanto fiquei sentada à mesa do café, rezando para aceitar a mãe de Lisa e
compreender os sentimentos de Lisa para com ela. De repente, elas surgiram
emolduradas pela porta — a mesma altura, os mesmos olhos, o mesmo cabelo
castanho-avermelhado. Eram impressionantemente parecidas. Olhando o belo rosto
da jovem senhora, vi nele refletida a própria imagem de Lisa; estranhamente,
senti meu coração encher-se de ternura.
Uma
semana após o Dia de Ação de Graças, Lisa conheceu seu pai verdadeiro e um dos
seus dois irmãos. Seu mundo se tornou mais completo; sua busca estava
terminada. Lisa se tornou mais segura, mas no fundo de meu coração eu sentia
medo e dor: Que iria acontecer agora? No dia 2 de dezembro, Lisa saiu de carro
para passar o dia com sua mãe verdadeira. Há dias que ela só falava daquele
segundo encontro. Vendo-a sair, tive o impulso de abraçá-la como se me
despedisse, mas Lisa acenou-me alegremente. Quando ela voltar, pensei, será
para apanhar seus pertences? Legalmente era nossa filha, mas de que servem os
legalismos se o coração anseia por liberdade?
O dia
custou a passar. Anoiteceu; ouvi um carro parar lá fora, depois passos à porta.
Procurei não deixar transparecer meu alívio quando Lisa entrou na cozinha.
«Estou feliz por você estar de volta», disse eu. Lisa aproximou-se e me
abraçou. «Estou feliz por haver encontrado meus pais verdadeiros», disse ela.
«Espero ser sempre amiga deles, mas aqui é que é a minha casa.» Ela me
estreitou nos braços e disse algo que raramente eu lhe havia escutado antes:
«Eu amo você, mamãe. Mais do que nunca!» Ficamos ali abraçadas, e pensei então
numa grande verdade: o amor que se dispõe a ceder o
que lhe é precioso por amor ao outro nunca perde de fato. Apenas abre uma
porta, para o amor voltar, mais fone do que nunca.
Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho 31 de março de 2026 São Caetano do Sul-SP
10
SENHOR, QUE EU VEJA
Marcelo Augusto de Carvalho
MARCOS
10.46-52 (foraclusão)
1 VIVER SEM ENXERGAR É UMA GRAVÍSSIMA CONSEQUÊNCIA DO PECADO
Imagine:
não ver o rosto de quem se ama, um amanhecer ou o pôr do sol!
É tão
grave que muitas pessoas que se tornam cegas o encaram como um LUTO.
2 ENTÃO POR QUE A PERGUNTA DE JESUS?
Ora,
se é tão difícil a perda de um sentido físico e emocional tão importante, por
que Jesus pergunta que cura o homem espera?
Ver é muito
bom, mas quando se trata de ACEITAR o que se vê pode ser mais DOLORIDO do que
não ver.
Por
esta razão milhares de pessoas preferem NÃO VER o que está à sua frente para
EVITAR a dor que isto lhes causa.
3 A VERDADE LHE DÓI TANTO QUE BUSCA UMA HISTÓRIA PARA FICAR NO
LUGAR
Alucinação
·
O que é: É uma alteração
na PERCEPÇÃO, onde o indivíduo percebe algo que não está
fisicamente presente (visão, audição, olfato, paladar, tato).
·
Exemplo: Ouvir vozes ou
ver pessoas que mais ninguém ouve ou vê.
·
Na psicanálise: Na
perspectiva lacaniana, é uma consequência do mecanismo de foraclusão (rejeição de um elemento simbólico
fundamental), representando o retorno do que foi excluído no campo do
real.
OS
DISCÍPULOS – ALUCINAÇÃO
No Mar
da Galileia, em meio a uma terrível tempestade, diante da morte certa, viram um
homem andando sobre as águas. Todos disseram “É um fantasma!” Mas Jesus lhes
respondeu: “Sou Eu, não temais!” E logo ele fez o grande milagre de acalmar a
furiosa tempestade.
Delírio
·
O que é: É uma crença ou
CONVICÇÃO FALSA, irrefutável e inabalável, que persiste mesmo diante de
evidências claras em contrário.
·
Exemplo: A crença de estar
sendo perseguido, envenenado ou de ter poderes especiais, sem base na
realidade.
·
Na psicanálise: Freud
via o delírio não apenas como uma patologia, mas como uma tentativa de
cura ou uma forma de o sujeito construir uma nova realidade para lidar
com a perda ou dano da realidade objetiva (uma espécie de "remendo"
psíquico). Assim como a alucinação, é um fenômeno típico da psicose, resultante
da foraclusão.
O REI
SAUL – DELÍRIO
Davi
nunca fez algo que justificasse Saul pensar que este humilde pastor de ovelhas
roubar-lhe-ia o trono de Israel. Mesmo assim o perseguiu por anos, como se o
fiel pastorzinho fosse um criminoso irrecuperável. Davi ainda teve a chance de
matá-lo por duas vezes, mas o preservou. Mesmo assim Saul viveu por décadas o
medo persecutório de um possível assassino.
Negação
Patológica (Denegação ou Verneinung)
·
O que é: É um mecanismo
de DEFESA INCONSCIENTE pelo qual o ego recusa a reconhecer uma
realidade dolorosa ou um pensamento/sentimento perturbador.
·
Exemplo: Um indivíduo que
fuma muito, mas nega veementemente que isso prejudique sua saúde. Na clínica
psicanalítica, um paciente pode dizer: "Não estou dizendo que minha mãe me
rejeitava", trazendo o conteúdo à consciência, mas negando sua aceitação
consciente.
·
Na psicanálise: A
denegação permite que um conteúdo reprimido chegue à consciência, mas sob a
condição de ser negado. É a supressão do recalque, mas não a aceitação do que
foi recalcado, servindo como uma forma de expressar indiretamente a verdade
inconsciente. É diferente da alucinação e do delírio, que são manifestações
psicóticas, enquanto a negação é um mecanismo de defesa neurótico ou normal,
que pode se tornar patológico se for excessivo e impedir o aprendizado e o
manejo da realidade.
Em
resumo:
·
Alucinação: Problema
na PERCEPÇÃO (vê/ouve o que não existe).
·
Delírio: Problema no JUÍZO/CRENÇA (acredita
firmemente em algo falso).
·
Negação: Problema na ACEITAÇÃO de
uma realidade ou conteúdo psíquico (recusa-se a reconhecer algo verdadeiro ou
presente).
ISAQUE
Pediu
por 20 anos um filho a Deus. Recebeu dois. Quando cresceram, ele amou Esaú e
desprezou Jacó. Ele só via o que queria ver. Amava Esaú porque este tinha as
características que tanto apreciava, determinação, coragem e força. Como Jacó
era pacato e caseiro como ele mesmo, o desprezou!
Como
se isto não bastasse, nunca quis enxergar que o filho predileto vivia tão
dissolutamente que nunca esteve à altura para tornar-se o postulante ao cargo
de primog6enito espiritual de sua família.
Pensando
que logo morreria, teimosamente decidiu abençoar Esaú, mesmo sobre os protestos
de sua esposa. Ele não queria ver sequer a revelação que Deus havia dado a
Rebeca de que Deus havia predito que o filho caçula seria o herdeiro da
promessa. Deus então usou de sua cegueira física para cumprir Seus eternos
planos.
DAVI
Um
grande general e estadista, mas um péssimo pai. E por quê? Nunca quis enxergar
as falhas e erros de seus filhos. A Bíblia diz que Davi nunca disciplinou seus
filhos quando erravam. Nunca lhes disse sequer um único NÃO! Mesmo diante de
incesto ou assassinato! E quando Absalão começou a
roubar o coração do povo, Davi estava tão inerte que não foi difícil aquele
filho mimado liderar uma revolta tão grande que colocou Israel à beira do
abismo político.
PEDRO
Antônio
– não aceita a verdade sobre seu melhor amigo, Artur.
Sara –
não aceita a verdade acerca de seu namorado, Breno.
Júlia,
a juíza da cidade, excelente em tudo o que faz e respeitada por seu equilibrado
senso de justiça, não aceita a realidade intelectual e social do filho. O
menino tira notas baixas na escola, mas a culpa é da professora, a quem o filho
tanto ama e protege dos ataques insanos de sua mãe. O filho também tem
dificuldades em relacionar-se com os garotos da escola, quase não tem amigos, e
ela vive procurando motivos para processar alguém por bullying os maus tratos
dirigidos, o que só aumenta a vergonha, a solidão e o distanciamento social de
quem ela tanto ama.
APELO
Senhor,
que eu ACEITE a verdade pelo que ela é.
Aceite
seu corpo. Aceite a verdade sobre seu cônjuge. Aceite a verdade sobre seus
filhos!
HACA-175-O VALOR DA VERDADE - KIMBERLY KIRBERGER
Robby
Rogers... meu primeiro amor. E que cara bacana também. Ele era amável, sincero
e inteligente. Na verdade, quanto mais penso nele, mais razões encontro para tê-Io amado tanto quanto amei. Nós estávamos saindo juntos
havia um ano. Como vocês sabem, no segundo grau isso é muito tempo.
Não me
lembro por que não fui à festa de Nancy naquela noite de sábado, mas Robby e eu
tínhamos combinado de nos ver depois. Ele passaria na minha casa por volta das
dez e meia. Robby sempre chegava na hora combinada, por isso, quando ele não
apareceu até as onze horas, senti que alguma coisa não estava certa.
Na
manhã do domingo, ele me acordou com um telefonema.
- A
gente precisa conversar. Posso ir aí?
Eu
queria dizer: "Não, não pode vir aqui para me dizer que tem alguma coisa
errada." Em vez disso, falei:
-
Claro - e desliguei com um nó na barriga.
Eu
estava certa.
-
Fiquei com a Sue Roid na festa - me informou Robby -
e combinei de sair com ela hoje. - Ele continuou com o habitual: - Estou tão
confuso. Nunca faria nada para magoar você, Kim. Eu sempre vou amar você.
Devo
ter ficado branca, porque senti o sangue se esvair do meu rosto. Aquela era a
última coisa que eu esperava e minha reação me surpreendeu. Fiquei com tanta
raiva que fui incapaz de completar uma frase. A mágoa era tanta que tudo, a não
ser a dor no meu coração, parecia estar em câmara lenta.
-
Poxa, Kim, não fique assim. A gente pode ser amigo, não pode?
Essas
são as palavras mais cruéis que se pode ouvir de alguém de quem se está levando
um fora. Eu o tinha amado profundamente, compartilhado cada fraqueza e cada
vulnerabilidade com ele - sem falar nas quatro horas por dia que passara com
Robby no último ano (não incluindo o tempo no telefone).
Eu
queria bater nele com força, muitas vezes, até que ele se sentisse tão mal
quanto eu
estava
me sentindo. Em vez disso, pedi para ele ir embora. Acho que disse alguma coisa
sarcástica como: "Estou ouvindo a Sue chamar
você."
Sentada
na minha cama, chorei durante horas, tão magoada que nada era capaz de fazer
aquilo parar. Tentei até comer um pote inteiro de sorvete. Escutei todas as
nossas músicas favoritas inúmeras vezes, me torturando com lembranças de tempos
bons e palavras carinhosas. Depois de ficar doente de tanto me sentir uma
pobre-coitada, tomei uma decisão. Eu ia me vingar.
Meu
raciocínio era o seguinte: Sue Roth é - era - uma das minhas melhores amigas.
Boas amigas não dão em cima do seu namorado quando você não está. Obviamente, Sue tinha que pagar.
Naquele
fim de semana, comprei seis dúzias de ovos e fui até a casa de
Sue com algumas amigas. No começo eu estava só dando vazão à raiva, mas
aquilo foi piorando. Então, quando alguém encontrou uma janela aberta no porão,
jogamos todos os ovos que tinham sobrado lá dentro. Mas essa não é a pior
parte. A família Roth estava viajando por três dias!
Deitada
na minha cama naquela noite, comecei a pensar sobre o que tínhamos feito.
"Isso é ruim, Kim... isso é muito ruim."
Logo o
colégio todo soube da história. Robby e Sue estavam saindo e alguém tinha
jogado ovos na casa dela. A coisa tinha sido tão ruim que os pais de Sue tiveram que contratar um
profissional para se livrar do cheiro.
Quando
cheguei em casa depois da escola, mamãe estava me esperando para conversar.
- Kim,
o telefone não parou de tocar o dia todo. Não sei o que dizer. Por favor, você
tem que me contar. Foi você?
- Não,
mãe, não fui eu. - Eu me senti muito mal por mentir para minha mãe.
Ela
ligou furiosa para a Sra. Roth.
- É a
Ellen? Eu quero que você pare de acusar a minha filha de jogar ovos na sua
casa. - Ela gritava com a mãe de Sue, sua voz ficando cada vez mais alta. - Kim
nunca faria uma coisa dessas, e eu quero que você parede falar para as pessoas
que foi ela! - Minha mãe estava mesmo embalada. - E tem mais, eu quero que você
peça desculpas à minha filha!
Gostei
de ver mamãe me defendendo, mas me senti péssima por causa da mentira. Os
sentimentos estavam todos retorcidos dentro de mim, e eu sabia que tinha que
dizer a verdade. Fiz sinal para mamãe desligar o telefone.
Ela
desligou e se sentou. Ela sabia. Chorei dizendo o quanto estava arrependida.
Depois, ela também chorou. Eu teria preferido que ela ficasse brava, mas mamãe
usara toda a sua raiva contra a Sra. Roth.
Liguei
para a Sra. Roth, pedi desculpas e disse que lhe daria cada centavo do dinheiro
que ganhara cuidando de crianças para ajudar a pagar pelos estragos. Ela
aceitou, mas pediu para eu não ir à sua casa antes de ela estar pronta para me
perdoar.
Mamãe
e eu ficamos acordadas até tarde naquela noite, conversando e chorando. Ela me
contou que um de seus namorados tinha terminado com ela para ficar com sua
irmã. Perguntei se ela tinha jogado ovos na própria casa e ela chegou até a
rir. Depois me falou como ter filhos às vezes é difícil, porque você quer
brigar com todo mundo que faz o seu filho sofrer, mas não pode. Tem que se
segurar e olhar enquanto seus filhos aprendem sozinhos lições difíceis.
Eu me
senti muito próxima e amiga de minha mãe, disse o quanto tinha sido incrível
para mim vê-Ia me defender daquele jeito e como era
especial ter aquele tipo de momento com ela.
Mamãe
me deu um abraço:
-
Ótimo. Nós duas podemos passar a noite de sábado que vem juntas e a de domingo
também. Eu disse que você estaria de castigo durante o fim de semana, não
disse?
Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho 22/10/2025 APAC Artur Nogueira SP
11
QUANDO TODAS AS PERGUNTAS SÃO RESPONDIDAS
Marcelo Augusto de Carvalho
GÊNESIS 45.5-8 –
(ressignificar)
JOSÉ – CRONOLOGIA
Seu pai se casa com
84 anos com sua mãe Raquel.
Como tem 4 mulheres
gera 11 filhos e 1 filha em 14 anos.
José é o último...
Irmãos
desobedientes e infiéis!
Ele cresce como um
lírio no meio do lodo.
Aos...tem os
SONHOS: você vai liderar seus irmãos e seus pais.
O pai o prefere,
pois é o IDEAL de filho.
17 é vendido como
escravo
10 anos trabalho
para Potifar.
27 sua dona o
deseja, o tenta e o acusa, por sua pureza.
3 anos preso.
7 anos de
progresso. Casa-se e tem filhos.
37 os irmãos
aparecem. Ele os testa.
39 revela-se a
eles.
POR QUE SENHOR?
GAROTA NA SANTA
CEIA –
DOIS JOVENS DO
GRUPO –
PESSOAS QUE O QUESTIONARAM!
MARIA E MARTA –
ANA –
A VIÚVA DE SAREPTA
–
O CEGO E SEUS PAIS
–
O QUE PRECISAMOS APRENDER?
1 PRECISAMOS OLHAR
PARA NOSSA VIDA E VER DEUS ESCREVENDO NOSSA HISTÓRIA COMO UM ARTISTA CONSTRÓIU
SUA OBRA DE ARTE!
2 PRECISAMOS
ACEITAR O QUE ELE ESTÁ FAZENDO!
3 UM DIA...TUDO
SERÁ COMPREENDIDO!
WES ANDERSON
Pr.
Marcelo Augusto de Carvalho Galápagos-Equador 20/02/2026
12
AUTOR DA SUA
HISTÓRIA
Marcelo Augusto de Carvalho
MATEUS 4.1-12 –
(individuação, rompimento, ética)
Todos queremos ser
autores de nossa história.
Por quê? Gênesis –
Deus nos fez fecundos. Deu origem, deu propósito e significado.
Para que ocorra
temos que trabalhar nessa direção.
ÉTICA DO MUNDO
Tenha SUCESSO,
tenha PODER, tenha FAMA.
A ÉTICA DE JESUS
Radicalmente
diferente do mundo.
Mateus 4.1:
deixe-se guiar pelo ESPÍRITO.
Portanto é uma ÉTICA
baseada em uma Pessoa e Sua relação conosco.
Ele determina o
caminho da vida.
Ele determina o que
são necessidades verdadeiras, e como satisfazê-las.
Ele determina o que
é certo e o que é errado no fazer.
E o que eu faço
diante dEle? Ele explica nas 3 tentações de Cristo.
1-PRAZER
SITUAÇÃO
40 dias sem comer,
sentiu fome.
Pão: símbolo para
todas as necessidades e prazeres da vida normal.
Bebê: fase oral,
tudo é percebido pela boca – satisfação: alimento.
Quero aqui, quero
agora, do meu jeito, senão eu destruo o mundo!
ID – prazer puro e
simples, que exige ser satisfeito.
MUNDO
Não espere por
ninguém, resolva por você mesmo.
E resolva do seu
jeito, pois do jeito dos outros nunca dará certo.
EXEMPLOS
Vi uma mulher
linda, tenho que dormir com ela, aqui e agora, senão serei infeliz. Dane-se
minha mulher ou meus filhos, terão que me entender.
Sansão: vi aquela
mulher, pai vá lá e me case (todos tem que me satisfazer). O resultado? Dominado,
pelas consequências, tornou-se um animal de carga, cego e ridicularizado pelos
seus inimigos.
JESUS
Reconheço minhas
necessidades.
Mas só me
satisfarei quando meu Pai me disser: quando e com o quê.
A Palavra dEle é mais satisfatória do que o pão que eu tanto quero.
EXEMPLO
José: 27 anos, na
flor da idade física e sexual. A mulher de Potifar o
tenta, mas ele responde com firmeza: Como faria eu isto diante do meu Deus?
Fazer o que Ele
quer é melhor do que a satisfação das minhas necessidades.
Resultado: 3 anos
depois é honrado como Governador do Egito, é-lhe dado uma esposa com quem se
casa, se satisfaz e ainda tem 2 filhos.
PRAZER: não é para
ser SATISFEITO, mas para ser DOMINADO!
2-CONVIVÊNCIA
SITUAÇÃO
Jesus está para
iniciar Seu Ministério.
Necessidade: ser
conhecido e ser aceito pelo povo de Israel.
MUNDO
O Diabo o leva ao
pináculo do templo de Israel. (Lenda)
Atira-te, Deus fará
um milagre, e assim facilmente todos crerão em você.
Resolva do jeito do
mundo: torne-se uma LENDA.
SUPEREGO – leis e
regras da vida. Lei, sempre em relação a outros.
EXEMPLO
Saul: foi lutar
contra os filisteus. Mas só podia sair depois que o sacerdote oferecesse holocaustos
ao Senhor, pois a guerra se fazia em nome de Deus. Samuel demorou 7 dias para
vir. O povo impaciente começou a ir embora. Pressionado, ele faz o que nunca um
Rei poderia fazer em Israel: tomou o lugar do sacerdote. Samuel chegou e
proferiu a sentença: você perderá seu trono e toda a
sua descendência.
JESUS
Não tentarás ao
Senhor teu Deus.
Por mais que a
propaganda e o marketing me ajude, isto não é solução.
Farei o que Deus
propôs: pregar, ensinar e curar.
EXEMPLO
Davi: ungido para
ser rei aos 15 anos. Aos 17 mata Golias, por isto vai morar no palácio. Como
passa a ter muitas vitórias e conquistas, Saul enciumado, o persegue por 15
anos! Por 2 vezes Saul cai em suas mãos. Facilmente Davi poderia tê-lo
assassinado. Mas ele recusa-se. Por que?
Não tomarei
atalhos. Os planos de Deus se cumprirão do jeito dEle.
Quando Saul morreu,
o povo foi atrás de Davi e naturalmente o coroou rei.
Perceberam que ele
sabia ESPERAR NO SENHOR.
É só na CONVIVÊNCIA
que eu aprendo ESPERAR para ser COMPLETO e ÚTIL.
3-TRANSCENDÊNCIA
SITUAÇÃO
Jesus desceu para
salvar o mundo.
Mas sua missão não
seria nada fácil.
O Pai o havia
revelado: sofrimento, Getsêmani, Calvário, morte.
MUNDO
Evite o sofrimento,
tristeza, a rejeição e a morte.
Ache um deus que
vai te levar até o sucesso de sua missão.
Venda a sua alma a
alguém maior que você.
EGO – administrar a
realidade
EXEMPLO
Jeroboão: escolhi para ser Rei
das 10 tribos do Norte. O Senhor lhe assegurou o sucesso. Mas logo pensou: se
eu estimular o povo a adorar a Deus, irão a Jerusalém e logo me abandonarão.
Então vendeu a sua alma a BAAL: construiu-lhe um templo em Samaria e levou o
povo a adorá-lo. Assim ele achou que o povo lhe seria fiel.
Resultado: perdeu o
trono e sua descendência para sempre.
JESUS
Só a teu Deus
adorarás e só a Ele servirás.
Eu não negocio minha liberdade: ela já tem dono, meu Pai.
EXEMPLO
Josias: seu pai e
tantos outros haviam adorado a Baal. Mas ele decidiu governar obedecendo a
Deus.
Só o respeito à
SOBERANIA de Deus garante a minha LIBERDADE PESSOAL.
COMO VIVER NA PÓS TENTAÇÃO?
ANJOS O SERVIRAM
PÃO
Satisfizeram sua
necessidade humana. (Só Deus sabe o que vc
verdadeiramente sente e precisa para ser satisfeito!)
Assim como fizeram
com Elias 850 anos naquele deserto.
PALAVRA
Revelaram-lhe com
detalhes os planos do Pai.
Vivemos seguramente
só se estivermos na PALAVRA.
https://www.4tons.com.br/SELECOES-1971-03-112-UM_JOVEM_VENCE_O_VICIO.pdf
Pr.
Marcelo Augusto de Carvalho Artur Nogueira 11/07/2020
13
O AMOR PRECISA DE RESPEITO
Marcelo Augusto de Carvalho
EFÉSIOS 5.22-33 –
(família, papéis, esquema, modelo, limite)
1-A MULHER SÓ AMA A QUEM ELA SENTE
ORGULHO
Sara: “Abraão, meu
Senhor!”
Mas para isto o
homem tem que ser honrado.
Realiza a referência
conjugal que ela precisa.
Realiza a
referência paternal que os filhos precisam.
Realiza a
referência social que tanto os iguais necessitam. Liderança.
Sabe ser referência
nas fases da vida.
Cumpridor de seus
deveres.
Provedor de sua
família.
2-O HOMEM TAMBÉM SÓ AMA A QUEM ELE
HONRA
Provérbios 31: a
mulher virtuosa.
O que é?
3-OS FILHOS SÓ AMAM AS PESSOAS A QUEM
ELES PODEM RESPEITAR
Pai: é respeitável?
Coerente
Equilibrado
Autodominado
Mãe: é respeitável?
Pureza: Já viu que
o pior palavrão de qualquer língua é ofender a sua mãe?
Serviço
Afetiva
ÊXODO 20.12
https://www.4tons.com.br/SELECOES-1996-06-045-SEU_PAI_ERA_UM_SOLDADO_JAPONES.pdf
Pr.
Marcelo Augusto de Carvalho 8 de dezembro de 2021
14
SEIO BOM SEIO MAU
Marcelo Augusto de Carvalho
I REIS 18 – (MK:
seio bom, seio mau)
MORDOMO
- É cuidar da
Igreja de Deus, do jeito que Deus quer.
Acabe: rei de Israel,
escolhido para isto. Mas escolheu ser um mau mordomo.
Elias: a opção
divina. Vá, entregue a profecia e fuja. Ele te perseguirá.
SOLIDÃO FELIZ
Curioso: Acabe diz que
vai prossegui-lo, mas Elias não se desespera.
Tem um PAI BOM
dentro de si. E o PAI MAU não é tão ruim.
Vai para o deserto:
lugar sem pessoas.
Sozinho, mas tem
boa mãe interna.
Ribeiro + Corvos:
água e pão. Deus reforça a MÃE BOA interna nele.
COMPANHIA FELIZ
Viúva de Sarepta
Dá-me primeiro: é o
que um filho pede, e o que uma mãe o faz por ele.
Ela o alimenta por
toda a seca.
Deus reforça de
novo a MÃE BOA interna.
PROVA: PÓS CARMELO.
Depois de todo o
sucesso no Carmelo.
Depois da benção
que voltou: a chuva que a 3 anos e meio não caía.
JEZABEL: representa
claramente o SEIO MAU, PERSECUTÓRIO, VINGATIVO.
Elias era humano,
também tinha o SEIO MAU dentro de si.
Nele, a MÃE MÁ
interna (persecutória) tomou conta dele.
Por isto ELE FUGIU:
a causa se entende pelo efeito!
SOLUÇÃO DIVINA PARA
A NEUROSE DE ELIAS
1-ANJO
Deu comida 3 vezes:
reforçar a mãe interna. Não adianta poucas vezes.
Os REMÉDIOS DE DEUS
são seus agentes para fortalecer a vida emocional.
2-CAVERNA
Sempre regredimos
para o útero.
A SAÚDE MENTAL é
primordial para mantermos nossa plenitude.
3-VOZ CALMA
Voz da mãe externa
e depois da interna sempre acalma. Nada acalma mais.
As RELAÇÕES
FAMILIARES são indispensáveis se queremos paz.
4-UNGIR DOIS REIS
Você precisa de
novos PAIS BONS EXTERNOS.
A VIDA SOCIAL
alivia as tensões interiores e inibe nosso ID à loucura.
5-CHAMAR E TREINAR ELISEU
Educar aluno é
educar um filho.
Filho é você.
A RESPONSABILIDADE
SOCIAL o torna confiante por sentir-se útil.
Você vai assumir
seu AUTOCUIDADO cuidando de outro.
6-HÁ 7 MIL FIÉIS
Você precisa de
comunidade, de amigos, de Igreja.
Há pessoas iguais a
você. Una-se a eles.
O GRANDE DOM DE MINHA MÃE - MARIE RAGGHIANTI
– HAC1-016
Eu tinha dez anos de
idade quando minha mãe teve paralisia, causada por um tumor na espinha dorsal.
Antes disso ela havia sido uma mulher vibrante e vigorosa, de tal maneira ativa
que a maioria das pessoas achava impressionante. Mesmo quando era pequena, eu
ficava admirada com suas realizações e por sua beleza.
Porém, quando tinha
trinta e um anos, sua vida mudou. Assim como a minha. Do dia para a noite,
parecia, ela passou a ficar deitada de costas em uma cama de hospital. Um tumor benigno a havia
incapacitado, mas eu era jovem demais para compreender a ironia da palavra
"benigno", pois ela nunca mais seria a mesma. Ainda tenho imagens
vívidas dela antes da paralisia. Ela sempre foi gregária e recebia muitas
visitas. Com frequência passava horas preparando canapés e enchendo a casa de
flores, que colhia frescas no jardim cultivado ao lado da casa. Selecionava as
músicas populares da época e rearrumava a mobília a fim de abrir espaço para
que os amigos pudessem se entregar à dança. Na realidade, era minha mãe quem
mais gostava de dançar. Hipnotizada, eu a observava se vestir para as
festividades noturnas. Mesmo hoje em dia ainda me lembro de nosso vestido
favorito, com sua saia preta e corpete de renda azul-marinho, o contraste
perfeito para seu cabelo louro. Fiquei tão emocionada quanto ela no dia em que
trouxe para casa sapatos de salto alto de renda preta e, naquela noite, minha
mãe certamente era a mulher mais bonita do mundo. Eu acreditava que ela podia
fazer qualquer coisa, fosse jogar tênis (ganhara campeonatos na universidade),
costurar (fazia todas as nossas roupas), tirar fotografias (ganhou um concurso
nacional), escrever (era colunista de um jornal) ou cozinhar (especialmente
pratos espanhóis para meu pai). Agora, apesar de não poder fazer nenhuma dessas
coisas, ela encarava sua doença com o mesmo entusiasmo que tinha em relação a
tudo o mais. Palavras como "deficiente" e "fisioterapia"
tornaram-se parte de um estranho mundo novo no qual entramos juntas, e as bolas
de borracha para crianças que ela se esforçava para apertar adquiriram um
simbolismo que jamais haviam possuído.
Gradualmente, passei a ajudar nos cuidados com a mãe
que sempre cuidara de mim. Aprendi a cuidar do meu próprio cabelo - e do dela.
Eventualmente, tornou-se rotina levá-Ia na cadeira de
rodas até a cozinha, onde ela me ensinava a arte de descascar cenouras e
batatas e como esfregar alho e sal e pedaços de manteiga em uma boa carne
assada. Quando, pela primeira vez, ouvi falarem em uma bengala, opus-me: - Não
quero que a minha linda mãe use uma bengala. Mas a única coisa que ela disse
foi: - Não é melhor você me ver andando com uma bengala do que não me ver
andando de maneira alguma? Cada conquista era um marco para nós duas: a máquina
de escrever elétrica, o carro com câmbio e freio automáticos, sua volta à
universidade, onde se diplomou em Educação Especial.
Ela aprendeu tudo o que podia sobre as
pessoas com deficiências e acabou fundando um grupo ativista de apoio chamado Os Incapacitados.
Certo dia, sem ter falado muito de antemão, ela me levou e a meus irmãos a uma
reunião dos Incapacitados. Eu nunca vira tantas pessoas com tantas
deficiências. Voltei para casa, silenciosamente introspectiva, pensando em como
nós realmente tínhamos sorte. Ela nos levou muitas vezes depois disso e,
eventualmente, a visão de um homem ou uma mulher sem pernas ou braços não nos chocava
mais. Minha mãe também nos apresentou a vítimas de paralisia cerebral,
enfatizando que a maioria era tão inteligente quanto nós talvez mais. E nos
ensinou a nos comunicarmos com os retardados mentais, mostrando como eles eram
frequentemente mais afetuosos, comparados às pessoas normais. Durante tudo
isso, meu pai continuou a amá-Ia e apoiá-la.
Quando eu estava
com onze anos, minha mãe me contou que ela e papai iriam ter um bebê. Muito
depois, eu soube que seus médicos tinham insistido para que ela fizesse um
aborto (terapêutico) - uma opção à qual ela resistiu veementemente. Logo,
éramos mães juntas, já que virei
mãe adotiva de minha irmã, Mary Therese. Em pouquíssimo tempo aprendi a trocar fraldas,
banhá-Ia e alimentá-Ia.
Ainda que mamãe tenha mantido a disciplina maternal, para mim foi um passo
gigantesco além da brincadeira com bonecas. Um momento se destaca mesmo hoje em
dia: o dia em que Mary Therese, na época com dois anos, caiu e esfolou o
joelho, abriu-se em prantos e passou correndo pelos braços estendidos de minha
mãe para os meus. Tarde demais, eu vislumbrei a faísca de dor no rosto de
mamãe, mas tudo o que ela disse foi:
- É natural que ela
corra para você, pois você toma conta dela tão bem... Como minha mãe aceitava
sua condição com tanto otimismo, raramente me senti triste ou ressentida.
Mas nunca irei
esquecer o dia em que minha complacência foi destruída. Muito tempo depois da
imagem de minha mãe em salto agulha ter se dissipado da minha consciência,
houve uma festa em nossa
casa. A essa altura eu
era adolescente, e vi minha sorridente mãe sentada na lateral, olhando seus
amigos dançarem, e fui atingida pela cruel ironia de suas limitações físicas.
Subitamente, fui transportada de volta à época de minha primeira infância e a
visão de minha mãe dançando radiante estava novamente diante de mim. Imaginei
se mamãe se lembraria também. Espontaneamente, andei em sua direção e então vi
que, apesar de estar sorrindo, seus olhos
estavam marejados de lágrimas. Corri para fora do aposento e para o meu quarto,
enterrei meu rosto no travesseiro e chorei copiosamente - todas as lágrimas que
ela jamais chorara. Pela primeira vez, eu me enraiveci contra Deus e contra a
vida e suas injustiças para com a minha mãe. A lembrança do sorriso brilhante
de minha mãe permaneceu comigo. Daquele momento em diante, enxerguei sua
habilidade de superar a perda de tantas batalhas anteriores e seu ímpeto em
olhar para a frente - coisas que eu tomava por certas - como um grande mistério
e uma poderosa inspiração.
Quando eu estava
crescida e comecei a trabalhar
com o sistema penal, mamãe se interessou em trabalhar com os prisioneiros. Ela telefonou
para a penitenciária e pediu para dar aulas de Redação Criativa para os
detentos. Lembro-me de como eles se amontoavam em volta dela sempre que ela
chegava e pareciam se agarrar a cada palavra sua, como eu fizera na infância.
Mesmo quando não podia mais se deslocar até a prisão, ela frequentemente se
correspondia com vários detentos.
Um dia pediu-me
para enviar uma carta para um prisioneiro,
Waymon. Perguntei se
poderia lê-Ia antes e ela concordou, sem perceber, eu
acho, o quanto aquilo seria revelador para mim. Dizia:
"Querido
Waymon, quero que saiba que tenho pensado em você com frequência desde que
recebi sua carta. Você mencionou como é difícil estar preso atrás das grades e meu coração se une ao seu. Mas quando você
disse que eu não imagino o que é estar na prisão, senti-me compelida a
dizer-lhe que estava errado. Existem
diferentes tipos de liberdade, Waymon, diferentes tipos de prisão. Às vezes, nossas prisões são autoimpostas.
Quando, com a idade de trinta e um anos, levantei-me um dia para descobrir que
estava completamente paralisada, senti-me em uma armadilha - dominada pela
sensação de estar presa dentro de um corpo que não mais me permitiria correr
através de uma campina, dançar ou carregar minha filha nos braços. Fiquei
deitada ali durante muito tempo, lutando para chegar a um acordo com minha
enfermidade, tentando não sucumbir à autopiedade. Perguntei-me se, na verdade,
valeria a pena viver nessas condições, se não seria melhor morrer. Pensei a
respeito desse conceito de prisão, pois me parecia que havia perdido tudo o que
importava na vida. Eu estava próxima do desespero. Mas, então, um dia me
ocorreu que, na realidade, ainda havia opções abertas para mim e que eu tinha a
liberdade de escolher entre elas. Será que eu iria sorrir quando visse meus
filhos de novo, ou iria chorar? Iria zangar-me com Deus, ou iria pedir que Ele
fortalecesse minha fé? Em outras palavras, o que eu iria fazer com o
livre-arbítrio que Ele havia me dado e que ainda era meu? Tomei a decisão de
lutar, enquanto estivesse viva, para viver o mais plenamente possível para
procurar tornar minhas experiências aparentemente negativas em experiências
positivas, procurar formas de transcender minhas limitações físicas expandindo
minhas fronteiras mentais e espirituais. Eu podia escolher entre ser um exemplo
positivo para meus filhos ou podia murchar e morrer emocional assim como
fisicamente. Existem muitos tipos de liberdade, Waymon. Quando perdemos um tipo
de liberdade, temos que simplesmente procurar por outro. Você e eu somos
abençoados com a liberdade de escolher entre bons livros, que iremos ler, quais
deixaremos de lado. Você pode olhar para as suas grades ou pode olhar através
delas. Você pode ser um exemplo para prisioneiros mais jovens ou pode se
misturar com os encrenqueiros. Você pode amar a Deus e buscar conhecê-lo ou
pode virar as costas para Ele. Até certo ponto, Waymon, estamos nisso juntos.
"
Quando finalmente
terminei de ler a carta, minha visão estava borrada pelas lágrimas. Ainda
assim, pela primeira vez, eu enxerguei minha mãe com clareza. E eu a entendi. O
otimismo é uma disposição alegre que permite que um bule de chá assovie apesar
de estar com água quente até o nariz.
Pr.
Marcelo Augusto de Carvalho Artur Nogueira 01 de julho de 2020
15
A DOENÇA DO
CONTROLE
Marcelo Augusto de Carvalho
LUCAS 15.1-2 –
(Inveja, narcisismo)
Fariseus, saduceus,
escribas e líderes do povo tinham uma doença na alma: o controle obsessivo de
tudo e de todos!
REGRAS ABSURDAS –
só do sábado eram 603...
INSENSIBILIDADE À
DOR E AO SOFRIMENTO DO OUTRO – o cego
DESPREZO PELOS QUE
NÃO ERAM DO JEITO QUE ELES QUERIAM – publicanos
JULGAMENTO E
CONDENAÇÃO – a mulher pecadora
POR QUE ALGUÉM SE
TORNA ASSIM?
A resposta está na
relação de todo ser humano com o ser primário da vida, sua mãe!
1 O BEBÊ NASCE INDEFESO, EM TOTAL
DEPENDÊNCIA
Não sabe
alimentar-se, limpar-se, comunicar-se e nem mesmo controlar qualquer uma de
suas emoções ou pensamentos.
2 COMO A MÃE O TRATA?
Para sua total
dependência, ela lhe dá dedicação total.
Demandas físicas e
mentais infinitas – ela se adapta a todas as suas necessidades
Ele projeta nela
todos os seus medos – ela suporta toda a sua agressividade
Ele exige dela
satisfação a todas as suas necessidades imaginárias - ela lhe concede todos os
cuidados possíveis.
3 O FATO INQUESTIONÁVEL DA EXISTÊNCIA
HUMANA: TODOS ESTAMOS EM DÉBITO COM UMA MULHER.
Ela tornou possível
não só o nosso nascimento, mas o desenvolvimento de nossa vida
4 MAS QUAL O RESULTADO DESSA ENTREGA
TÃO INCRÍVEL DE NOSSA MÃE?
É inato que disso
não venha a gratidão, pois o AMOR é aprendido depois de um longo período
sentindo-se cuidado. Em maior ou menor grau, em todos o resultado é o MEDO!
O medo inconsciente
de dependência – e ódio a depender, do que for!
O medo inconsciente
do que o feminino representa: de ser cuidado, de receber carinho, e da
intimidade emocional.
O medo inconsciente
de ser dominado: por pessoas, por acontecimentos da vida, e por processos
naturais ou programados da existência.
ADÃO E EVA:
receberam todo cuidado e carinho de Deus. Mas diante da sugestão da serpente de
que Deus os privara daquela árvore porque queria dominá-los, Eva comeu e ainda
foi usada para levar seu marido a comer do fruto proibido.
ACÃ: recebeu de
Deus todo o cuidado naqueles 40 anos pelo deserto. Não queria mais depender de
Deus para suas necessidades. Quando viu a barra de ouro e a capa babilônica,
roubou-a para que na hora da necessidade não precisasse mais recorrer ao seu
bondoso Criador. Ele poderia cuidar de si e de sua família por si mesmo.
5 QUAL A SOLUÇÃO INCONSCIENTE?
CONTROLAR A TUDO E A TODOS.
Controlar para
nunca mais depender de alguém!
- Namora com todas,
mas nunca casa. Ela flerta, mas nunca se entrega.
- Pega todas, toda
semana uma diferente, mas nunca deixa que alguma o conquiste.
Controlar para não
precisar de cuidado, de carinho ou de intimidade
- Vive das ideias e
conceitos e nisto se refugia para não depender do amor e sofrer.
Controlar para não
ser controlado por líderes, pelos acontecimentos inesperados, ou pelos
processos pelos quais todos passaremos.
- Obsessivo por
planejamento financeiro: para nunca depender do bondoso auxílio de alguém.
6 ISSO DESTRÓI A VIDA!
CAIM: meu irmão tem
que fazer o que EU quero! Não faz, eu mato.
PAULO: todo mundo
tem que ter a religião que EU quero! Se não, eu denuncio.
NAAMÃ: a cura de
Deus tem que acontecer do jeito que EU quero! Se não, a rejeito.
UZÁ: tenho que
ajudar a Deus senão não vai dar certo.
JONAS: Deus tem que
fazer o que EU quero com os outros! Se não me recuso a ir.
7 SOLUÇÃO DIVINA? É COMPREENDER A
TOTAL DEPENDÊNCIA HUMANA COM A AMOROSA SUFICIÊNCIA DIVINA.
Somos e para sempre
seremos um bebê, dependente de cuidados amorosos.
- “Cresci, e agora
sou independente!” Claro que não! Funciona assim: quanto mais eu aprendo, mais
eu percebo o quanto eu não sei. Da mesma forma, quanto mais eu cresço e me
independo, mais eu percebo a imensa dependência que tenho de tudo.
Depender não é
humilhante, mas é a capacidade de ser preparado para viver!
Se humilde, Deus me
dá tudo o que eu preciso para crescer e me tornar alguém forte.
- SALOMÃO: diante
da enorme tarefa de governar Israel, ele humilhou-se e pediu sabedoria. Deus
encheu suas mãos, tanto de sabedoria como de todas as outras coisas que ele não
pediu!
Não somos chamados
para dominar, mas para liderar. E liderar é servir.
Servir tanto que o
egoísmo e a dominação morrerão.
Quando dominar não
importa mais, você acaba dominando tudo.
- Jesus serviu
tanto que a tudo sujeito. Mas apenas para salvar e continuar servindo.
PARA QUEM DEIXAREI MEU REINO? HPC2-094 Donald E. Wildmon
Conta-se que um rei
muito poderoso estava ficando velho. Ele concluiu que era chegada a hora de
escolher, entre seus quatro filhos, um herdeiro do trono. Então, chamou-os, um
de cada vez, para discutir a sucessão de seu reinado. Quando o primeiro filho entrou
na sala do trono e se sentou, o rei dirigiu-se a ele:
- Meu filho, estou
muito velho e não vou viver por muito tempo. Quero entregar meu reino ao filho
que estiver mais capacitado a recebê-Io. Responda-me:
Se eu o nomeasse meu sucessor, o que você daria para o reino? Aquele filho era
muito rico. Assim que foi feita a pergunta, ele respondeu:
- Sou um homem
muito abastado. Se o senhor me nomear seu sucessor, darei toda a minha riqueza;
e este será o reino mais rico do mundo.
- Obrigado, filho -
disse o rei, dispensando o rapaz.
Quando o segundo
filho entrou, o rei se dirigiu a ele:
- Meu filho, estou
muito velho e não vou viver por muito tempo. Quero entregar meu reino ao filho
que estiver mais capacitado a recebê-Io. Responda-me:
Se eu o nomeasse meu sucessor, o que você daria para o reino? Aquele filho era
muito inteligente. Assim que a pergunta foi feita, ele respondeu:
- Sou um homem de
grande inteligência. Se o senhor me nomear seu sucessor, darei toda a minha
inteligência; e este será o reino mais inteligente do mundo. - Obrigado, filho
- disse o rei, dispensando o rapaz. Quando o terceiro filho entrou, o rei se
dirigiu a ele:
- Meu filho, estou
muito velho e não vou viver por muito tempo. Quero entregar meu reino ao filho
que estiver mais capacitado a recebê-Io. Responda-me:
Se eu o nomeasse meu sucessor, o que você daria para o reino? Aquele filho era
muito forte. E, assim que a pergunta foi feita, ele respondeu:
- Sou um homem de
grande força. Se o senhor me nomear seu sucessor, darei toda a minha força; e
este será o reino mais forte do mundo.
- Obrigado, filho -
disse o rei, dispensando o rapaz.
O quarto filho
entrou e foi cumprimentado pelo rei, da mesma maneira que os outros três.
- Meu filho, estou muito
velho e não vou viver por muito tempo. Quero entregar meu reino ao filho que
estiver mais capacitado a recebê-Io. Responda-me: Se
eu o nomeasse meu sucessor, o que você daria para o reino? Aquele filho não era
rico, nem inteligente, nem forte. Então, ele respondeu:
- Meu pai, o senhor
sabe que meus irmãos são muito mais ricos, mais inteligentes e mais fortes do
que eu. Enquanto eles passaram anos cultivando esses atributos, eu tenho vivido
no meio do povo deste reino. Fui solidário com as pessoas, na doença e na tristeza.
E aprendi a amá-Ias. Receio que a única coisa que eu
tenha para dar ao seu reino seja o meu amor pelo povo. Sei que meus irmãos têm
muito mais a oferecer. Portanto, não ficarei desapontado se não for nomeado seu
sucessor. Simplesmente continuarei a fazer o que sempre tenho feito.
Quando o rei
morreu, o povo aguardou com ansiedade a notícia de quem seria o novo rei. E uma
grande alegria, como nunca foi vista, tomou conta do reino quando o povo soube
que o quarto filho do rei havia sido nomeado como seu sucessor.
APELO
Aceite sua eterna
dependência. Veja como sua oportunidade de crescimento.
Renda-se ao cuidado
do Criador, e do amor e carinho dos seus semelhantes por você!
ALÉM DO CONTROLE – HACM 078 -
COLLEEN DERRICK HORNING
Quando tocaram a
campainha naquela tarde, abri a porta meio entorpecida. Era a pior hora para
aparecer alguém! Um homem de rosto simpático se apresentou: viera consertar o
sistema de alarme.
No quinto mês de
gravidez, eu estava com os nervos à flor da pele, esperando o telefone tocar.
Minha paz de espírito poderia vir da notícia que aguardávamos. Durante um ano e
meio nós tínhamos tentado ter um bebê, chegando a fazer testes de fertilidade, sem
um resultado conclusivo. Finalmente fiquei grávida.
O primeiro
trimestre transcorreu normalmente, a não ser pelos enjoos matinais, que eu
sabia serem temporários. Esperava ansiosa pelas consultas médicas, para saber
cada vez mais sobre nosso filho. Então quando o médico perguntou se eu queria
fazer um exame de sangue que detectaria algum eventual problema, concordamos
imediatamente. Chegando os resultados, o médico me telefonou e, com um tom
profissional, embora preocupado, disse que havia sugestão de síndrome de Down.
Para certificar-se,
agendou um ultrassom e uma amniocentese. Embora apreensivos, meu marido e eu
nos emocionamos, pois pela primeira vez pudemos ver o bebê se mexer. Tudo se
tornou real de repente: íamos mesmo ter um bebê, um menino! Não poderia haver
nada de terrível com ele, não é?
Foi duro saber que
os resultados demorariam duas semanas e que este período seria suficiente para
pôr termo à gravidez de maneira segura. Mas, qualquer que fosse o resultado,
para nós esta não parecia uma opção. Não imaginava que duas semanas pudessem parecer
uma eternidade. Eu tentava me distrair, pensar em outras coisas, mas as
palavras "fora dos padrões de normalidade" ficavam se repetindo na
minha cabeça. Rob ia para o trabalho e eu me sentia desamparada em casa.
Finalmente chegou o
dia de saber o resultado. Nunca esquecerei meu nervosismo, em casa, sozinha,
esperando o telefone tocar. Mas ele não tocava e lá pelo meio-dia não aguentei
mais. Liguei para o médico, mas a enfermeira disse não ter ainda a resposta. Foi
neste dia que o técnico veio consertar o alarme. Quando a campainha tocou, eu
estava a ponto de explodir. Como um autômato, deixei o técnico entrar e mostrei
a ele o sistema de alarme, pensando: "Isso vai custar uma fortuna,
aconteceu na pior hora." Fui ensinada a acreditar que "Deus sabe a
hora certa”, mas essa fé dava sinais de estar abalada.
Umas duas horas
depois, a enfermeira ligou. Respirei fundo ao ouvir: "Temos uma notícia
boa e uma ruim." A boa era que nosso filho não tinha síndrome de Down. A
ruim era que se apresentava um problema nos cromossomos. Se Rob e eu também
tivéssemos o problema, nosso filho nasceria bem. Mas, caso contrário,
significava que faltava alguma coisa na composição dos genes do bebê. “Alguma
coisa faltando?" Tentei não gritar. "Como assim? Isso quer dizer o
quê?" "Desculpe, senhora Horning, não se
pode dizer o que há de errado com o bebê até ele nascer. Agora o melhor a fazer
é a senhora vir aqui imediatamente com seu marido para um exame de sangue.
"Imediatamente? Podemos ficar sabendo hoje?" "Podemos fazer o
exame hoje e ter o resultado em cinco dias." "Cinco dias?"
Foi quando perdi o
controle. Não me lembro de ter chorado e gritado tanto em meus trinta e quatro
anos de vida. Parecia que eu tinha levado um soco no estômago e que estava
tomando fôlego para receber outro. Lembro que liguei para o trabalho de Rob,
ainda histérica. "Colleen, querida, ouça. Peça ajuda à vizinha. Vou sair
logo que puder, mas não quero que você fique sozinha." Desliguei o
telefone, apavorada.
Fiquei ali, sem ar,
e me lembrei então que o técnico do alarme ainda estava trabalhando e
provavelmente ouvira tudo. Com vergonha, achei que tinha de me desculpar.
Chorando, fui até a sala da frente e o encontrei encostado no umbral da porta,
como se esperasse por mim. Antes que eu dissesse qualquer coisa, ele me levou
até uma cadeira. "Sente-se", ele disse. "E respire fundo,
procurando relaxar." As instruções específicas e o tom gentil me pegaram
de surpresa. Sentei-me e comecei a respirar, me sentindo mais calma.
Aquele estranho se
sentou à minha frente e, numa voz tranquila, me contou como ele e a mulher
tinham perdido o primeiro filho. O bebê nascera morto porque eles não sabiam
que ela desenvolvera diabetes durante a gravidez. Ele continuou dizendo como
fora duro aceitar o fato até que, finalmente, desistiram e admitiram que era
algo que lhes fugia ao controle. "Eu entendo como seu coração está doendo
agora. Mas só o que a senhora pode fazer é ter fé e compreender que o que está
acontecendo com seu bebê está fora do seu controle. Quanto mais tentar tomar as
rédeas da situação, ter controle sobre o bebê, sobre os exames, tudo isso, mais
a sua incapacidade de mudar as coisas vai fazer-lhe muito mal."
Tomou minha mão e
disse que há poucos meses ele e a mulher tinham sido abençoados com uma
menininha saudável. Dessa vez, não tinha havido problemas. É claro que pensam
ainda no garotinho que perderam, mas hoje entendem e aceitam que, por alguma
razão, não era para ele viver. Pediu para eu tentar manter a fé e afirmou que
sentia que tudo daria certo.
Então, com a mesma
calma com que me contou sua história, ele se levantou e se dirigiu à porta.
Virou-se e disse que já consertara o alarme. Aquele homem me ajudou como
nenhuma outra pessoa poderia ter feito! Ao apertar sua mão e dizer
"obrigada, me lembrei de que não pagara pelo
serviço. Ele sorriu e disse que eu nada lhe devia. Tudo que pedia era que eu
mantivesse a fé. Entreguei a Deus e, no final das contas, tudo aconteceu na
hora certa.
Pr.
Marcelo Augusto de Carvalho 22 de março de 2025
Pr. Marcelo Augusto
de Carvalho 22 de setembro de 2025 Artur Nogueira SP
https://www.4tons.com.br/SELECOES-2009-06-084-A_PROCURA.pdf
16
AME A CRIANÇA QUE
VOCÊ AINDA É
Marcelo Augusto de Carvalho
1 CORÍNTIOS 13.11 – (acolher a
criança interior).
TODOS SOMOS UMA MATRIOSKA, UMA BONECA RUSSA
É uma série
de bonecas, feitas, geralmente de madeira, colocadas uma dentro da outra, da
maior até a menor.
Hoje
tenho 55 anos, mas também sou todas as outras idades que tive.
Elas
estão dentro de mim: o bebê de 1 ano de idade sofrendo de aniquilamento porque
o pai não parava em emprego, a criança de 7 anos com sérias dificuldades para
ser alfabetizado, a menina de 7, o adolescente feio que não se encaixava no
grupo social, o jovem que teve de trabalhar desde os 13 anos para ajudar em
casa.
DAVI –
“Fui moço e agora sou velho!” – o tanto de provações que ele passou. Por
debaixo da armadura de soldado e da coroa de um rei, havia uma criança que sentia-se desprezado por 7 irmãos mais velhos, um
adolescente que teve que crescer rápido em coragem e força para defender as
ovelhas de seu pai, um jovem que lutou contra o maior gigante de seu tempo, um
soldado traído e perseguido pelo rei de seu país, um líder errante de um bando
que dependia totalmente dele para comer e se proteger.
Mas em
todas essas idades, Deus o protegeu, e nada lhe faltou!
EVIDÊNCIAS DE QUE HÁ UMA CRIANÇA INTERIOR EM VOCÊ
HÁBITOS
NOCIVOS ou VÍCIOS – Já tentou mudar um hábito nocivo, que você não gosta,
várias vezes, e foi em vão? Você está se DENGANDO.
MANIPULAÇÃO
INTRAPESSOAL – Já teve a sensação de que existe uma criança birrenta dentro de
você e que ocupa todo o seu espaço? Às vezes você pensa: “Por que tive essa
reação?” Você está se NEGANDO à verdade.
REAÇÕES
DESPROPORCIONAIS – Você já viveu situações com reações desproporcionais sem
motivo aparente? Alguém fez algo a você e sua reação
foi muito maior do que você costuma ter? Você está se EVITANDO crescer.
MARCAS DA INFÂNCIA, E QUE FICAM PARA SEMPRE
FRÁGIL
– qualquer descuido ela adoece e pode morrer
INCAPAZ
– não sabe quase nada para sua mínima sobrevivência
DEPENDENTE
– precisa de uma dedicação exclusiva de alguém
FRUSTRAÇÃO
– esperei e não recebi, amei e não fui correspondido...
SE NÃO ACOLHO A CRIANÇA INTERIOR, O QUE PODE ME OCORRER?
A
PRÓXIMA GERAÇÃO SOFRE – Jefté e a filha
A
RAIVA INTERNALIZADA EXPLODIRÁ – Moisés e o egípcio
MINHA
AUTOREJEIÇÃO SERÁ MEU MODELO DE AÇÃO – Pedro fracote
COMO ACOLHER A CRIANÇA QUE EU AINDA SOU?
Ganhamos
autonomia; a atender nossas necessidades não atendidas;
nos tratar com mais carinho e respeito, desenvolver autoconfiança e
automotivação.
IDENTIFIQUE
O QUE TE FAZ SOFRER –quando você percebe uma dor – que você está com raiva,
aflita, irritada, com dificuldade de lidar com uma situação, você para diante
dela e pergunta: “Essa dor que sinto é da criança de ontem ou do adulto de
hoje?”
IDENTIFIQUE
A ORIGEM DO SOFRIMENTO - qual é a idade dessa menina? O que aconteceu quando ela tinha essa idade?
O que essa experiência conta sobre essa dor? Onde essa dor começou?
COLOQUE-A
NO COLO E A ESCUTE – muito provavelmente essa criança teve uma necessidade que não foi atendida ou vista. Pergunte o que ela precisa.
Entregue a ela o que ela não recebeu.
NÃO SE
MIME – mimar-se, culpar quem te faltou, desenvolver um vício como compensação
do sofrimento, ou tentar mudar o mundo... é escolher continuar sofrendo sendo
infantilóide.
TENHA
PACIÊNCIA, DANDO TEMPO PARA A CURA INTERIOR – algo construído por tanto tempo
não pode ser mudado da noite para o dia.
DESENVOLVA
SUA CAPACIDADE CONTINENTE (seja sua mãe/seja seu pai) – aguentar suas pulsões e
suportar as contrariedades –
JESUS
– nasceu perfeito, santo, puro e nobre. Tudo o que estava ao seu redor era
estranho, confuso, perturbador e frustrante. O clima era severo, as pessoas
eram más, os irmãos não o entendiam, os pais compreendiam mal sua santa Missão,
sua pureza instigava desprezo por parte dos amigos, e satanás o atacava com
tentações que nenhum outro humano jamais passou. Mesmo assim Ele viveu entre
nós e venceu calmamente cada dia de Sua vida! É possível pelo Seu poder e ajuda
sermos como Ele foi!
EXEMPLO DE AUTOACOLHIMENTO INFANTIL
ESTER
APELO
Seja
seu pai. Seja sua mãe.
Enfrente
sua vida, aceitando a bela criança que ainda há lá dentro!
Sparky ou
Pr. Marcelo
Augusto de Carvalho 30 de março de 2025 São Caetano do Sul SP
17
A BENÇÃO DA
DECEPÇÃO
Marcelo Augusto de Carvalho
LUCAS
24.13-35 – (decepções – capacidade de amar a verdade)
NO
INÍCIO A IDEALIZAÇÃO, A PSICOSE
A mãe
pode tudo, sabe tudo: Idealizamos nossa mãe
O pai
pode tudo, até a mãe é dele: Idealizamos nosso pai
Mas
para crescer temos que nos DECEPCIONAR
Porque
você não vive a verdade
Acaba
vivendo suas fantasias irreais.
Não
satisfazem
Não te
deixam crescer
Os
resistentes são gente imatura. Decepcionam, perdem a fé e vão embora.
ISTO VEM NATURALMENTE!
Mãe
vira bruxa
Pai
vira um caçador
ADOLESCÊNCIA – VEM A NECESSIDADE DA SEPARAÇÃO PARA SEMPRE.
- Há o
DISTANCIAMENTO
- Há o
TUDO ESTÁ ERRADO em vocês
OUTRAS DECEPÇÕES CERTAS, INEVITÁVEIS, NECESSÁRIAS E
ESTRUTURANTES
Decepcionar
no CASAMENTO – é preciso para eu aceitar seu verdadeiro EU, e realmente te
amar, pelo que você é.
Decepcionar
na PROFISSÃO – é preciso para que eu possa tomar as decisões devidas e cabidas
nessa aventura de décadas.
Decepcionar
com os LÍDERES – é preciso para que possa fazer a clivagem separando os
aspectos bons que quero levar para mim e aprender com os ruins evitando-os em
mim.
Decepcionar
com os FILHOS – é primordial para que eu os trate pelo que são e não pelo que
eu me desejo ou imagino deveriam ser. Para que eu os ame de fato!
EXEMPLOS DA BÍBLIA
JOSÉ
Idealizado
pelo pai. Idealizava pai e mãe.
Deus
trabalhou pela decepção: vendido, escravo, preso, volta dos irmãos.
JÓ
Relação
idealizada com Deus: recebeu muitas bençãos.
Perdeu
tudo.
No fim
disse: Antes eu ouvira falar dEle, agora eu o provei
e sei.
DISCÍPULOS
Idealizavam
o Messias.
Idealizavam
Jesus.
Morreriam
nEle!
Jesus
avisou, mas não evitou a decepção da cruz.
A
decepção propiciou o IDE a todo mundo.
RESISTÊNCIA
“Não confiarei
em mais ninguém...”
“Comigo
é só uma chance. Pisou na bola, nunca mais conte
comigo!”
“Não
dá para confiar em ninguém, vou contar apenas comigo!”
APELO
Suporte
suas decepções suas frustrações. Elas são os melhores agentes de Deus para
fazê-lo crescer!
(Filme
O Maravilhoso Agora)
https://www.4tons.com.br/HACP-064-ANTES_O_PAI_AGORA_O_FILHO.pdf
ANTES O PAI, AGORA O FILHO W.W. MEADE
Numa
noite de inverno, eu estava lendo e meu filho, Luke, se aproximou timidamente
em silêncio. Ficou fora da meia-lua de luz que vinha de um abajur de bronze de
que eu gostava muito. Antigamente ficava na mesa do consultório médico de meu
pai. Naquela época, Luke gostava de me trazer seus problemas mais sérios quando
eu estava lendo. No ano anterior fazia isso sempre que eu estava trabalhando no
jardim. Talvez ele se sentisse mais à vontade em relação a suas dificuldades
quando eu estava fazendo aquilo que ele estava se preparando para fazer. Quando
começou a se interessar em ver as coisas crescerem, aprendeu a plantar sementes
e a deixá-Ias na terra ao invés de desenterrá-Ias na manhã seguinte para ver se tinham
crescido. Agora estava começando a ler sozinho - embora ele não fosse admitir
para mim. Levantei os olhos do jornal e ele me deu um sorriso largo. Mas, de
repente, sua expressão tornou-se séria:
-
Quebrei minha serra - disse, mostrando o brinquedo que tinha escondido atrás
das costas. - Olhe só.
Luke
não me pediu para consertá-Ia. Sua confiança de que
eu poderia fazer isso era o respeito de um menininho ao milagroso consertador
de triciclos, trenzinhos e vários outros brinquedos. O cabo de plástico azul da
serra se partira. Meu pai, que apreciava as ferramentas de todas as profissões,
não teria aprovado uma serra com cabo de plástico. Eu disse:
-
Faltam uns pedacinhos. Estão com você? Ele abriu a mão e me estendeu os pedaços
que tinham sobrado. Eu não tinha ideia de como consertar a serra. Luke me olhou
firme, a expressão revelando total confiança de que eu poderia fazer qualquer
coisa. Aquele olhar revolveu lembranças. Examinei a serra cuidadosamente,
remexendo as pecinhas quebradas na minha mão como remexia o passado em minha
mente.
Quando
tinha sete anos, fui ao consultório de meu pai depois da escola, num dia de
novembro. Meu pai era realmente o melhor médico da pequena cidade de Ohio
River, onde morávamos. Ele sempre surpreendia a mim - e a seus pacientes -
pelas coisas que podia fazer. Podia não apenas curar os males de qualquer
pessoa, não importava o quê, mas também dominar um cavalo, fazer um pião e
escorregar pela montanha em pé no meu trenó! Eu gostava de ficar na sala de
espera do consultório ouvindo as pessoas me chamarem de "doutorzinho"
e observando seus pacientes, que sempre saíam de sua sala melhor do que
entravam.
Mas,
naquele dia, quando eu tinha sete anos, estava lá para ver meu melhor amigo,
Jimmy Hardesty. Ele não ia à escola há três dias, e
sua mãe enviara um bilhete à enfermeira de meu pai dizendo que levaria Jimmy ao
consultório naquele dia. Quando o último paciente do dia foi embora, Jimmy
ainda não chegara. Meu pai e eu saímos então para visitar doentes em casa. Ele
gostava que eu fosse com ele e adorava me contar histórias enquanto dirigia.
Eram quase sete horas quando terminamos. Quando voltávamos para casa, papai
disse de repente: "Vamos ver como está o Jimmy." Fiquei contente e
agradecido, certo de que meu pai estava fazendo aquilo para me agradar. Mas,
quando chegamos à antiga casa de pedras cinza, havia uma luz acesa na janela
superior da parte de trás e uma outra na varanda dos fundos - antigamente era
assim que se avisava que havia algum problema na casa. Papai estacionou o carro
perto da porta de entrada. Alice, a irmã mais velha de Jimmy, saiu correndo e
passou os braços à volta de meu pai, chorando e tremendo, tentando falar.
- Ah,
doutor. Jimmy está morrendo! Papai saiu à sua procura. Graças a Deus, o senhor
está aqui. Meu pai nunca se apressava. Costumava dizer que não há nenhuma razão
para correr. Se você tivesse de correr, já era tarde demais. Mas disse para
Alice soltá-Io e correu. Eu os segui pela cozinha,
subindo pela escada estreita e escura da sala. Jimmy estava com a respiração
ofegante e fazia um ruído alto, cheio de ar. O menino tinha montes de
cobertores sobre ele, de modo que mal podíamos ver seu rosto na luz tremeluzente
das lamparinas de querosene. Parecia exausto e sua pele brilhava. Sua mãe
estava extremamente abatida.
- Ah,
doutor. Por favor, nos ajude. Era só um resfriado, então, de tarde, ele começou
com esse suor terrível. Eu nunca tinha visto a mãe de Jimmy assim antes. Ela
ficou atrás de mim, com as mãos nos meus ombros, enquanto meu pai auscultava o
peito de seu filho. Ele preparou uma injeção e levantou a agulha perto da luz.
Eu tinha certeza de que ali estava para acontecer o milagre a que todos temos
direito. Papai deu a injeção em Jimmy. Então pegou um chumaço de gaze e colocou
na boca de meu amigo. Inclinou-se sobre ele e começou a respirar junto com ele.
Ninguém se mexia no quarto e não havia outro som, a não ser a respiração
regular de meu pai e a resposta da respiração de Jimmy, alta e sibilante.
Então, repentinamente como um raio, havia apenas o terrível som da respiração
de meu pai.
Senti
as mãos da mãe de Jimmy pressionarem meus ombros e eu sabia, como ela sabia,
que alguma coisa acontecera. Mas meu pai continuou a soprar nos pulmões de
Jimmy. Passou-se um bom tempo e a senhora Hardesty
foi até a cama, pôs a mão no braço de meu pai e disse:
- Ele
se foi, doutor. Venha. Meu menino não está mais conosco.
Mas meu
pai não se mexeu. A senhora Hardesty então me pegou
pela mão e descemos, para a cozinha. Ela se sentou numa cadeira de balanço, e
Alice, com um ar desamparado como eu jamais vira em ninguém, jogou-se no colo
da mãe. Saí até a varanda e me sentei no degrau mais alto da escada, ali na
escuridão gelada. Não queria que ninguém me visse ou falasse comigo.
Quando
o senhor Hardesty chegou e viu nosso carro, entrou na
casa e, por um minuto, ouvi vozes. Seguiu-se um silêncio, depois mais vozes.
Finalmente meu pai saiu e o segui até o carro. Durante todo o solitário caminho
de volta, ele não falou uma palavra. E eu não podia me arriscar a dizer nada
para ele. O mundo que eu pensava conhecer se partira no fundo do meu coração.
Em vez de irmos para casa, fomos a seu consultório. Ele começou a pesquisar em
seus livros, procurando por alguma coisa que pudesse ter feito. Eu queria detê-Io, mas não sabia como. Não podia imaginar como a
noite terminaria. De vez em quando, sem querer, eu começava a chorar novamente.
Finalmente
alguém bateu à porta e fui até a sala da frente, agradecido a quem quer que
fosse. Notícias sobre nascimentos e mortes correm rápido e vão longe numa
comunidade como a nossa. Mamãe viera nos procurar. Ela se ajoelhou, me abraçou,
esfregou a parte de trás da minha cabeça e eu a abracei, como não fazia desde
que era bebê.
- Ah,
mamãe, por que ele não conseguiu, por que ele não conseguiu? - eu soluçava, com
a cabeça em seu ombro. Ela esfregou minhas costas até me acalmar. Então disse:
- Seu
pai é maior que você, mas ele é menor que a vida. Nós o amamos pelo que ele
pode fazer, não o amamos menos pelo que não pode fazer. O amor aceita o que
encontra, seja o que for.
Embora
eu não tenha certeza de ter compreendido o que ela quis dizer, sei que percebi
a importância de suas palavras. Então ela entrou para falar com meu pai. Aquele
inverno pareceu ter durado uma eternidade, mas todas essas lembranças passaram
pela minha mente em segundos. Continuei a remexer as peças do brinquedo
quebrado de Luke e lhe disse:
- Não
posso consertar.
-
Pode, sim.
- Não,
não posso. Desculpe.
Ele me
olhou e a expressão de confiança desapareceu de seu rosto. Seu lábio inferior
tremia e ele tentava segurar as lágrimas que surgiram. Eu o coloquei no colo e
o consolei da melhor maneira que pude - tanto pelo brinquedo quebrado quanto
por ter acabado com a sua ilusão de que eu era infalível. Aos poucos o choro
diminuiu. Eu tinha certeza de que ele percebera minha tristeza por tê-Io decepcionado ao demonstrar que era um simples mortal.
Luke ficou aninhado em meu colo por um bom tempo, o braço à volta do meu
pescoço. Quando ele saiu da sala, me dando um olhar direto e amigável, pude
ouvir a voz de minha mãe me dizendo, do seu jeito incontestável, que o amor não
era condicional. Antes o pai, agora o filho. Eu sabia com certeza que da
angústia daquela descoberta vinha a primeira luz, ainda fraca, da compreensão.
Pr. Marcelo Augusto de Carvalho 7 de julho de 2020 Artur Nogueira-SP
18
MINHAS ANSIEDADES
Marcelo Augusto de Carvalho
MATEUS
6.25-34 – “Não andeis ansiosos pelo que haveis de comer ou beber!”
5 ANSIEDADE SOCIAL – está em mim, em relação ao mundo moderno.
MANIFESTAÇÃO
– toda vez que saio do meu mundo interno e vivo na realidade.
TIPOS
– medo de crimes, acidentes, (contingência), o que passou na vida (eu aos 40
dias...)
EXEMPLO
– Moisés (as 5 desculpas para não ir: medo do Egito)
SOLUÇÃO
– desligue tudo o que você pode que te causa essa ansiedade (TV, Youtube,
jornalismo). Procure uma profissão que te evite esses gatilhos. Não dá para
fugir do mundo, mas dá para se preparar para ele.
4 ANSIEDADE DO DESENVOLVIMENTO – está em mim, em relação às
etapas da vida.
MANIFESTAÇÃO
– cada vez que mudo de etapa, sofro para lidar com o novo.
TIPOS
– útero, seio, colo, fraldas, escola, sair de casa, trabalho, casar-se, ter
filhos.
EXEMPLO
– Jacó (com 77 anos ainda não havia casado)
SOLUÇÃO
– preparar-se para cada fase pois é inevitável, educar-se, enfrentar o novo!
Fazer o Pré-Escolar, Curso de Noivos, Escola de Pais.
3 ANSIEDADE INTRAPSÍQUICA – está em minha família e nas pessoas
referência para mim!
MANIFESTAÇÃO
– sofro dores que percebo que estão em mim, mas não são minhas.
TIPOS
– avós morrem os pais sofrem você sente toda aquela dor, interligação com os
professores ou líderes referência, dores emocionais que passam de uma geração
para a outra.
EXEMPLO
– meu professor do Ensino Médio, quando minha sogra morreu.
SOLUÇÃO
– conversa, falar sobre.
2 ANSIEDADE ARCAICA – está em mim, fruto do meu desenvolvimento
psicológico, emocional e físico no primeiro ano de vida
MANIFESTAÇÃO
– terror noturno, ansiedade profunda e inexplicável por toda a vida!
TIPOS
– posição esquizoparanóide, posição depressiva!
EXEMPLO
– Elias (dificuldade de relacionar-se com o que for materno)
SOLUÇÃO
– procurar um profissional especializado (psicanalista, psicólogo, psiquiatra).
1 ANSIEDADE NATURAL – está em mim, em relação a Deus, por causa
do pecado.
MANIFESTAÇÃO
– conflito de querer o prazer, mas sei que há uma Lei dentro de mim dizendo
“Não!” Se fizer desagradarei Alguém, a Deus!
TIPOS
–
EXEMPLO
– Davi (por causa de meu pecado meus ossos secaram...)
SOLUÇÃO
– comunhão Diária com Deus, confessar os pecados, os ritos da igreja
APELO
Jesus
reconheceu a ansiedade como parte da vida. Ele a sentiu no Getsêmani. Ela é
inevitável em nossa existência.
Mas
Ele afirma que é possível CONVIVER com ela e ADMINISTRÁ-LA.
Olhe
para o Céu e busque em seu AMOR a certeza de que Ele te conduz.
Filipenses
4.6 - Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas,
e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus.
Romanos
8.38 – Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a
Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito
Ele era
um homem forte enfrentando um inimigo além de suas forças. Sua jovem esposa
ficara gravemente doente e, repentinamente, morreu, deixando o homem sozinho
com a filha de olhos grandes, cabelos louros e menos de cinco anos de idade. O
culto na capela do vilarejo foi simples e com muita dor. Depois do sepultamento
no pequeno cemitério, os vizinhos daquele homem reuniram-se ao redor dele.
- Por
favor, traga sua garotinha e fiquem conosco por alguns dias - alguém convidou.
- Não
voltem para casa agora. Com o coração partido, ele respondeu: - Obrigado,
amigos, pelo bondoso convite, mas preciso voltar para a casa onde ela vivia.
Minha menina e eu precisamos enfrentar esse momento.
Então,
voltaram, o homem e a filha, para a casa que agora parecia vazia e sem vida. O
homem colocou a cama da filha em seu quarto para que pudessem enfrentar juntos
a primeira noite. Os minutos se passavam, e a garotinha lutava para dormir...
bem como o pai. O que era mais dolorido para o coração de um homem do que ver
uma criança soluçando por uma mãe que nunca voltará? A noite passava, e a
menina continuava a chorar. O homem forte foi até a cama da filha para consolá-Ia. Em pouco tempo, a menininha parou de chorar -
por sentir pena do pai. Pensando que a filha havia dormido, o pai olhou para
cima e orou:
- Pai,
confio em ti, mas... está tão escuro, como se fosse meia-noite! Ouvindo a
oração do pai, a garotinha começou a chorar novamente.
- Pensei
que você estivesse dormindo, querida - ele disse.
- Eu
tentei, papai. Estava com dó de você. Realmente tentei, mas não consegui.
Papai, você sabia que ia ficar tão escuro? Por que, papai? Eu não consigo ver
você, está muito escuro. Então, em meio a lágrimas, a garotinha sussurrou:
-
Mesmo se estiver escuro, você me ama, não é, papai? Você me ama mesmo quando eu
não consigo ver você, não é, papai?
Como
resposta, o homem a segurou com suas fortes mãos, tirou a garotinha da cama e a
trouxe para junto de si, abraçando-a até que dormisse.
Quando
ela finalmente se aquietou, ele começou a orar. Fez das palavras de sua filha
sua oração a Deus.
- Pai,
está escuro como se fosse meia-noite. Não consigo te ver, mas tu me amas mesmo
quando está escuro e eu não te vejo, não é?
Pr. Marcelo Augusto de Carvalho 10 de maio de 2025 Artur
Nogueira SP.
19
A PARÁBOLA DO
SEMEADOR
Marcelo Augusto de Carvalho
MATEUS
13.1-7 (resistência objetal pela mãe, pelo pai, por todos os outros)
SEMENTE
– é o EVANGELHO, mais precisamente a PESSOA de Jesus.
CAMPO
– é o CORAÇÃO, o INTERIOR, o INSCONSCIENTE de cada um.
SEMEADOR
– é jesus. Ele semeia a SI mesmo, pois só podemos dar a nós mesmos!
REINO
DOS CÉUS – Deus é muito grande. Nós somos o copo. Como algo tão pequeno vai
conter alguém tão grande. Ele envia primeiro a MÃE, depois o PAI. Quando os
aceitamos, ELE então vem para nos preencher.
PLENITUDE
– se queremos a plenitude da vida, precisamos INTROJETAR, a mãe, depois o pai,
e finalmente a Jesus em nosso interior.
1 SOLO À BEIRA DO CAMINHO – foco no sofrimento
A mãe e o pai não são apenas figuras físicas,
mas funções que oferecem "objetos" (cuidado, limites, amor,
linguagem) que permitem à criança organizar seu psiquismo. A resistência a
esses objetos pode ser uma tentativa de proteger-se de uma dor insuportável ou
de um amor considerado condicionante.
Compulsão à Repetição: O indivíduo tende a reproduzir, na vida
adulta, o padrão de carência ou rejeição vivido na infância. Inconscientemente,
ele busca parceiros ou situações que o rejeitem novamente, na tentativa de
superar a dor original, mas frequentemente reforçando-a. Principais
consequências:
Fixação e Dependência Emocional: A resistência a se desvincular do objeto
primário (geralmente a mãe, na fase de devastação) ou a rejeição da função
paterna (que impõe limites) pode manter a pessoa presa em RELAÇÕES DE SUBMISSÃO
OU DEPENDÊNCIA, dificultando a constituição de uma identidade própria e
separada.
Estruturação de um "Falso Self": Para lidar com a insegurança e a falta de
aceitação, a pessoa pode criar um "eu falso" para AGRADAR OS OUTROS,
resultando em ANSIEDADE, BAIXA AUTOESTIMA E SENTIMENTO DE INADEQUAÇÃO.
Devastação ou Recusa da Alteridade: Pode levar a um estado de
"DEVASTAÇÃO", marcado por desamparo, angústia e recusa em aceitar a
ajuda ou o amor oferecido.
Projeção de Inseguranças: Tendem a desenvolver medo intenso da
rejeição, desconfiança e DIFICULDADE EM SE APROFUNDAR EM NOVOS RELACIONAMENTOS
amorosos ou amizades.
PASSAGEM
– muitas pessoas passaram e tentaram entrar.
DURO –
impenetrável. Pelo contrário, sua presença ENDURECEU!
VAZIO
TOTAL – ninguém interno. Se tem são apenas PEDAÇOS DE EGO.
AVES –
todos os outros aproveitam nossas sementes (vizinhos, amigos, parentes – levam,
amam nossos pais, porque nós não os aproveitamos).
SENTENÇA
– só servem para o mundo passar por cima!
ABSALÃO
X DAVI – o pai desse filho foi o melhor rei que Israel teve. Seguramente foi
falho, imperfeito e permissivo. Mas também tinha muita coisa boa para se
receber, imitar e seguir. Mas ABSALÃO decidiu viver POR SI.
2 SOLO ROCHOSO – foco no interno
PEDRAS – adora suas resistências, seus
mecanismos de defesa, seus motivos para evitar todo e qualquer contato com a
intimidade emocional.
RELAÇÕES – existem para que a pessoa se
endureça ainda mais. Vive para coletar os MOTIVOS pelos quais ela não confia
nem ama ninguém.
SENTENÇA – nenhum valor comercial, fruto ou
esperança. Morrem em si mesmos.
Uma pessoa que resiste receber os
"objetos" (experiências, relações, emoções) que a vida lhe oferece,
sustentando-se estritamente em mecanismos de defesa, acaba por criar um sofrimento
psíquico crônico, marcado pela repetição e pelo empobrecimento da vida
subjetiva. Principais consequências:
Isolamento e Estagnação: Ao recuar ou rejeitar a realidade (pela
negação ou fuga), o sujeito evita a angústia, mas paga o preço de não se
desenvolver e perder oportunidades de satisfação real, vivendo em um mundo
construído pelo recalque.
Repetição de Sintomas (Compulsão à
Repetição): o que
não é elaborado (recebido, pensado, integrado) é repetido. A pessoa tende a
repetir situações dolorosas, relações tóxicas ou comportamentos
autodestrutivos, pois o inconsciente busca dar um destino àquilo que foi
rejeitado.
Fortalecimento do Sintoma: Mecanismos de defesa como a repressão, o isolamento e a formação reativa podem funcionar
temporariamente, mas, no longo prazo, a "representação inconciliável"
retorna na forma de sintomas mais intensos, como fobias, obsessões ou
conversões somáticas (dores físicas).
Empobrecimento do Eu (Ego): O Eu (Ego) se torna rígido, focado
apenas em evitar o sofrimento, perdendo a capacidade de sentir prazer,
criatividade e de se vincular genuinamente ao Outro (pessoas, paixões,
trabalho).
"Querer-Não-Saber": A resistência se manifesta como uma
recusa inconsciente de saber sobre o próprio desejo. O indivíduo pode
queixar-se de sua vida, mas resiste às mudanças necessárias, mantendo-se na
posição de "vítima" da realidade em vez de assumir a responsabilidade
(subjetivação) sobre seus próprios conflitos.
SAULO –
3 SOLO ESPINHOSO – foco no externo
ESPINHOS – os cuidados dessa vida, dinheiro,
fama, sucesso, carreira, poder.
RELAÇÕES – só com os objetos físicos ou as
idealizações de prazer que só estão em sua cabeça.
RELAÇÕES – existem para adubar seus espinhos,
tornando-o ainda mais agarrado aos seus espinhos.
SENTENÇA – os espinhos tomarão conta que nada
mais fará sentido a não ser sobreviver!
Vazio e Tédio (Anedonia): A busca incessante por prazer externo,
ignorando o interno, leva ao desequilíbrio e, paradoxalmente, à incapacidade de
sentir prazer real, pois a satisfação é efêmera e nunca preenche o vazio
interno.
Compulsão à Repetição e Vícios: Como os objetos externos (dinheiro,
bens, fama) não preenchem a "falta" (o objeto verdadeiro, as
pessoas), a pessoa é compelida a repetir os mesmos comportamentos, trocando
incessantemente de objetos externos, na vã esperança de satisfação.
A "Morte" do Sujeito (Gozo): O excesso de prazeres externos e a
busca por poder (ou controle) podem se tornar autodestrutivos, manifestando uma
"pulsão de morte" onde a pessoa consome a si mesma na tentativa de
manter uma falsa imagem de plenitude.
Relações Superficiais: A resistência em receber o "objeto
real" da vida (que envolve perdas, lutos e aceitação da fragilidade) leva
a pessoa a tratar relações e situações como produtos de consumo, resultando em
relações objetificadas e solitárias.
Perseguição Interna: Quando a idealização do mundo externo
desmorona, a pessoa pode se sentir perseguida por seus próprios desejos
reprimidos, gerando sintomas neuróticos, crises de ansiedade ou
depressão.
A tentativa de controlar tudo pelo poder ou
satisfazer tudo pelo prazer externo gera um "falso eu", desconectado
de suas verdadeiras necessidades, resultando em um sofrimento que a psicanálise
chama de neurose, onde a pessoa ignora que o que realmente busca é
interno.
NABUCODONOSOR –
4 SOLO FÉRTIL – foco no prazer da construção das relações
ACOLHEDOR –
PRODUTIVO – aceito o outro, também me revelo.
RELAÇÕES – a melhor maneira de me enriquecer
como enriquecer os outros. Meus frutos são PESSOAS!
O Desenvolvimento de um "Self" mais
Sólido e Integrado: A
internalização de "objetos bons" (experiências positivas, vínculos
afetivos seguros) permite que a pessoa construa uma base interna de segurança e
confiança, diminuindo a ansiedade e a necessidade de defesas rígidas.
Capacidade de Amar e Reconhecer a Realidade
(Winnicott): Ao
"usar o objeto" (acolher o outro como real e não apenas como uma
projeção de desejos), a pessoa passa da mera fantasia para o uso da realidade
compartilhada. Isso permite o amor genuíno e a capacidade de sobreviver às
"destruições" inerentes aos conflitos humanos.
Melhora na Qualidade dos Vínculos Afetivos: A pessoa desenvolve relações mais
maduras e menos baseadas na repetição de traumas infantis. Isso ocorre pela
capacidade de diferenciar objetos internos (fantasias) de objetos externos
(pessoas reais), resultando em interações mais saudáveis.
Aumento da Capacidade de Luto e Elaboração: Acolher os objetos da vida, incluindo
suas perdas, permite vivenciar processos de luto saudáveis, utilizando
"objetos transicionais" ou lembranças (cheiros, músicas, memórias)
para lidar com a angústia de separação e com a finitude, sem desintegração
emocional.
Maior Flexibilidade Psíquica e Criatividade: A pessoa se torna capaz de transitar
melhor entre o mundo interno e externo, facilitando a criatividade e a
adaptação a novas situações de vida.
Focar na construção de relações humanas
acolhendo a realidade leva a uma personalidade mais resiliente, capaz
de conviver com a ambivalência (amor/ódio) e mais integrada com o ambiente ao
seu redor.
APELO
Todos os dias DEUS está semeando!
Suas sementes são as PESSOAS que Ele envia à
nossa vida!
Se as aceitarmos, e principalmente as
INTROJETARMOS, seremos enriquecidos, mais semelhantes a Ele, e fontes de
bençãos ao mundo!
O que você fará com sua mãe, seu pai, seu
cônjuge, seus filhos, seus amigos, seus líderes, seu vizinho, e seus inimigos?
Pr. Marcelo Augusto de
Carvalho 07 de março de 2026 Artur Nogueira SP
20
A MÃE QUE NÃO SABIA
PEDIR
Marcelo Augusto de Carvalho
MATEUS
20.20-28
SALOMÉ
– coloque meus filhos no melhor lugar do teu Reino!
JESUS
– o melhor lugar é o SERVIÇO. Vocês ainda não chegaram lá.
1 ACEITE O QUE OS OUTROS TEM PARA FAZER POR SEUS FILHOS
SALOMÉ
quis determinar como Jesus deveria tratar seus filhos. Mas JESUS os tratou
diferentemente do que ela queria.
MULHER
– aceite o que seu MARIDO tem para dar para seu filho.
MÃE –
aceite o que a professora, professor, a Escola tem a dar para sua filha.
PAIS –
aceite o que o CLUBE, o PASTOR, a NORA/GENRO, o CHEFE...
ANA-SAMUEL-ELI
2 ACEITE QUE SEUS PLANOS, SEUS SONHOS PODEM ESTAR ERRADOS
SALOMÉ
– tinha planos para seus filhos. Eram planos terrestres. JESUS – tinha outros
planos para eles. Planos celestiais!
3 ACEITE QUE SERVIR A DEUS É A MAIOR GLÓRIA PARA UMA CRIATURA
TOMAR
O MEU CÁLICE?
TIAGO
– chamado para ser o primeiro mártir.
JOÃO –
chamado para ser o maior profeta do Novo Testamento.
JOQUEBEDE
– MOISÉS – EGITO e ISRAEL
APELO
Aceite
o que Deus escolheu para seu filho!
Aceite
os outros como agendes de Deus a conduzi-lo pela vida!
INALDA e NIKOLAI
Pr. Marcelo Augusto de
Carvalho 14 de março de 2026 Artur Nogueira SP
21
CONHECER E SER
CONHECIDO
Marcelo Augusto de Carvalho
GÊNESIS 4.1 (casamento-preciso conhecer o
outro e ser conhecido por ele).
SEXO – analogia. Conhecer = essência.
CASAMENTO – é para conhecer e ser conhecido!
1 CONHECER PARA RECONHECER O QUE O OUTRO É
ABANDONO – é a pior dor humana.
CONHECER PARA ESPELHAR –
ADÃO – viu e disse a Eva quem ela era, e o
que ela significava para ele.
2 CONHECER PARA AMAR, APESAR DE...
DESPREZO PELOS DEFEITOS OU DIFERENÇA – pior
exclusão.
CONHEÇO PARA ACEITAR – sei que você é assim,
mas isso não me impede.
ZÍPORA –
3 CONHECER PARA VALORIZAR O QUE O OUTRO É
MENOSPREZO – é o pior desvalor da vida.
CONHEÇO PARA EXALTÁ-LO – recomendá-lo a
outros.
SARA – chamava Abraão de “Meu Senhor”.
4 CONHECER PARA SER CONHECIDO
DAR-SE A CONHECER – é o melhor presente que
eu posso dar, e receber.
DOU-ME PARA ALIMENTÁ-LO – o deixo ver-me, nu,
te conto tudo, sem vergonha. Você é confiável, você é acolhedor, você é
carinho, você é bom!
ABIGAIL –
Pr. Marcelo Augusto de
Carvalho 03 de abril de 2026 Artur Nogueira SP
22
VIVENDO NA FANTASIA
Marcelo Augusto de Carvalho
GÊNESIS 25.24-28 - ISAQUE (as fantasias como
mecanismo de defesa)
1 FANTASIA DO PAI GRANDE
FANTASIA – com Deus não terei problemas (olhe
as promessas de Deus!)
FRUSTRAÇÃO – mãe morreu cedo + poço ficou sem
água + esposa estéril.
APRENDIZADO –
A "fantasia do pai grande da mãe
grande" está profundamente ligada à busca por um objeto onipotente que
PROTEJA o sujeito de todas as FRUSTRAÇÕES, DESAMPAROS e FALTA DE SENTIDO. Essa
fantasia, que frequentemente persiste na vida adulta, reflete a busca por uma
figura "salvadora" que resolve problemas, um lugar de completude e
amor incondicional.
A Origem (Onipotência Infantil): inicialmente, a criança fantasia que seus
pais são seres onipotentes ("grandes") capazes de satisfazer todas as
suas necessidades e resolver qualquer angústia. Essa fantasia funciona como uma
defesa contra o desamparo original.
O "Pai Grande" (O idealizador): o "pai grande" pode ser
entendido como uma figura imaginária que detém o poder de interditar o gozo da
mãe, protegendo a criança de uma relação simbiótica e mortífera (a "mãe
terrível" que engole). Ele é o portador de uma lei que organiza o mundo.
A "Mãe Grande" (A nutridora
absoluta): representa a figura
da "mãe suficientemente boa" idealizada ao extremo, aquela que nunca
falha, que fornece nutrição e segurança incondicionais, prevenindo o sujeito
contra qualquer tipo de falta.
A Fantasia de Resolução: acreditar que existe um "pai
grande" ou "mãe grande" (ou uma combinação de ambos) que
resolverá todos os problemas é, uma fantasia neurótica. Ela impede
o sujeito de aceitar a própria "castração" — a ideia de que a vida é
feita de faltas e que ninguém pode dar tudo ao outro.
Aprender: desconstruir essa fantasia de onipotência. Sair dessa posição de
espera passiva por um "salvador" e a assumir a responsabilidade por
seus próprios desejos e angústias, permitindo ao sujeito se tornar mais livre e
autônomo.
2 FANTASIA DO ÉDIPO (eu sou o único)
FANTASIA – o pai expulsou o Ismael de casa,
para ele ficar como rei!
FRUSTRAÇÃO – Deus salvou e abençoou Ismael, 12
filhos, grande nação. Ele teve que esperar 20 anos para enfim ter filhos.
APRENDIZADO –
A fantasia de ser o "único" para
a mãe (durante o Complexo de Édipo) é marcada por um narcisismo onipotente onde
a criança se vê como o objeto de amor absoluto da figura materna. Essa crença
inconsciente implica que a criança é tudo o que a mãe deseja, preenchendo todas
as suas necessidades e suplantando qualquer outro rival, como o pai ou
irmãos.
Narcisismo Infantil e Onipotência: a criança, especialmente o menino,
imagina que possui um pênis fálico (onipotência) e que é a única fonte de
prazer e satisfação para a mãe.
O "Eu Sou o Único": é a ilusão de ser o "falo" da
mãe, ou seja, aquilo que a completa. Essa fantasia visa suprimir a falta na
figura materna, ignorando a existência de outros desejos (o pai) ou a
castração.
A Triangulação e o Rival: O "eu sou o único" é quebrado
quando a criança percebe a triangulação: a mãe tem desejos fora da díade
(mãe-filho), geralmente representados pelo pai (função paterna).
A "Queda" da Fantasia: O complexo de castração, ou a aceitação
da "falta", encerra essa fantasia. A criança precisa reconhecer que
não é o único objeto de amor e que a mãe não é sua propriedade exclusiva.
Aprender: A recusa em abandonar essa fantasia pode levar a sentimentos
intensos de rivalidade (ciúme) ou dificuldades em lidar com a frustração na
vida adulta. A saída do Édipo, portanto, envolve o luto por essa posição
de "único", permitindo que o sujeito saia da posição narcísica e
aceite a realidade da castração (limites).
3 FANTASIA DO MESSIAS
FANTASIA – eu nasci para salvar o mundo!
FRUSTRAÇÃO – no Monte Moriá Deus ensinou: “Eu
salvarei o mundo!”
APRENDIZADO –
A "fantasia do messias", ou complexo
do salvador, é um mecanismo psíquico inconsciente onde o indivíduo se
sente compelido a salvar, resgatar ou resolver os problemas de familiares,
amigos ou do mundo inteiro. É uma defesa psíquica enraizada
na necessidade de lidar com sentimentos de
impotência, inadequação, culpa ou ansiedade.
Fuga da própria angústia: O indivíduo projeta seus medos e
fraquezas no outro ("eu vou salvar o mundo") para não precisar
encarar suas próprias limitações e falhas.
Fantasias de Onipotência: A ideia de que "eu vou salvar
minha família" mascara uma dificuldade em aceitar a finitude, a falta e a
castração (a realidade de que não temos controle sobre tudo).
A "Prisão" do Desejo: Essa fantasia pode funcionar como uma
"prisão domiciliar" psíquica, onde o sujeito fixa sua libido na
repetição da cena de salvar, para não precisar enfrentar seu próprio desejo
reprimido.
O "Eu" no Comando: A pessoa acredita ser insubstituível,
portadora de soluções divinas para problemas complexos. Isso é, muitas vezes,
uma tentativa de compensar sentimentos de insegurança
ou baixa autoestima.
Substituição da Falta: A fantasia supre uma falta real com uma
satisfação imaginária, permitindo que o indivíduo se sinta útil ou poderoso no
controle de uma situação caótica.
Consequências:
Esgotamento (Burnout): A necessidade contínua de cuidar e
salvar resulta em exaustão física e emocional, pois o indivíduo se anula em
detrimento dos outros.
Inversão da Culpa: Se a pessoa não consegue salvar o
outro, ela pode se sentir profundamente culpada, reforçando a necessidade de
tentar novamente, criando um ciclo vicioso de repetição.
Dificuldade em Estabelecer Limites: A pessoa com esse complexo
frequentemente se envolve em relações onde o outro é
visto como frágil, enquanto ela se coloca no lugar de forte, desequilibrando as
trocas relacionais.
Aprender: não viver para resolver problemas
sociais ou familiares, mas sim trabalhar as questões emocionais subjacentes,
ajudando-se a se responsabilizar pelo próprio desejo, em vez de se colocar como
objeto do desejo do outro. Permitir-se sair do lugar de "messias" e
aceitar sua própria humanidade, incluindo suas faltas.
4 FANTASIA DA IRRESPONSABILIDADE
FANTASIA – não preciso escolher. Sempre
alguém o fará por mim. Eliézer.
FRUSTRAÇÃO – Abinadabe
escolheu por ele (decidiu casar-se com sua esposa).
APRENDIZADO –
A "Fantasia de Irresponsabilidade": O sujeito inconscientemente imagina
que, ao não decidir, ele se isenta de culpa ou fracasso. Ele se coloca na
posição de objeto passivo, esperando que o "Outro" (pais, parceiros,
sociedade) defina seu destino.
Aparência vs. Realidade: Embora pareça que o sujeito está
"livre" de pressões, na verdade, ele está totalmente alienado ao
desejo do Outro, vivendo uma vida que não é a sua.
Por que Escolher é Tão Difícil? Muitas vezes, a fantasia de que "alguém
decidirá por mim" é uma forma de reencenar uma infância onde se esperava
que os pais resolvessem tudo, escondendo a falta que constitui o sujeito.
Medo do Erro (O Fracasso): Escolher implica reconhecer que tempo é
limitado e que abrir mão de opções é necessário. A
fantasia promete uma "completude" onde nenhum erro ocorrerá, o que é
ilusório.
Responsabilidade Subjetiva: O sujeito prefere sofrer em um lugar de
passividade do que assumir a autoria dos seus atos, pois a autoria gera
angústia.
Aprender
O objetivo da
vida não é ter respostas prontas, mas "atravessar" essa fantasia de
passividade, tornando-se Sujeito, isso é, assumir a
responsabilidade pelo seu próprio desejo e seus sintomas, saindo da posição de
vítima ou objeto de terceiros. Fracassar escolhendo o próprio caminho é menos
devastador para o psiquismo do que viver o sucesso garantido por outros. Devo
sair desse lugar passivo, reconhecendo que não há garantia no Outro (ninguém
sabe o melhor para você) e que a vida só é vivida quando assumimos o risco da
escolha.
5 FANTASIA DO PERFECCIONISMO
FANTASIA – para fugir das coisas más,
frustrantes, persecutórias e da dor, invento uma região perfeita da vida. E
nada melhor para isso do que escolher algo muito bom, o FILHO PERFEITO.
FRUSTRAÇÃO – Isaque não amou nenhum nem outro
filho. ESAÚ foi hedonista. JACÓ foi pacato e mentiroso, enganador. Isaque amava
o filho que SATISFAZIA sua fantasia!
APRENDIZADO –
O perfeccionismo é uma fantasia
inconsciente e um mecanismo de defesa estruturado para lidar com a
frustração e a insegurança. Esse "lugar perfeito" construído na mente
funciona como uma armadura que visa evitar a dor, o erro, a rejeição e a
vergonha diante de um mundo imperfeito.
A Fantasia da Completude: O perfeccionista busca uma
"sociedade 100%" ou uma vida sem falhas, impulsionado por um ideal
do eu elevado que rejeita a incompletude humana. É uma tentativa de
retornar a um estado inicial de onipotência, onde a criança acredita que tudo
gira ao seu redor.
Defesa Contra a Frustração: A busca incessante pela perfeição é uma
forma de evitar a frustração inerente à vida. O sujeito acredita que, se tudo
for "perfeito", ele estará protegido contra decepções e críticas.
A Armadura: Cria-se uma "máscara" de eficiência e controle
(perfeccionismo) para atender às demandas de desempenho, afastando-se da
espontaneidade e do próprio desejo. Essa exigência rígida, muitas vezes vinda
de um superego severo, gera culpa e esgotamento.
A Fuga e o Custo: o perfeccionismo pode se tornar um
"álibi" para evitar o risco de viver e se frustrar, aprisionando o
indivíduo em um ciclo de repetição. A fantasia de controle é, na verdade, uma
prisão que impede o sujeito de aceitar a própria humanidade e as limitações do
mundo.
Aprender: que o "lugar perfeito" é
uma ilusão que, em vez de eliminar a frustração, frequentemente aumenta o
sofrimento, pois é impossível alcançar a perfeição em um mundo real, aprendendo
a conviver com a falha e o inesperado.
APELO
Pr. Marcelo Augusto de
Carvalho 23 de abril de 2026 Artur Nogueira SP
23
NA SAÚDE E NA
DOENÇA
Marcelo
Augusto de Carvalho
JOÃO 2
1 CONVIDARAM A TODOS
Casamento é uma
união de muitas pessoas – Ego + introjeção dos pais.
O que SOU? Meu pai,
minha mãe, meus avós – 50% deles.
BRIGAS? Quem está
atuando através de mim, através do outro?
2 TODO CASAMENTO, EM TODOS OS
ASPECTOS, TEM FALTAS
EMOCIONAL – “Ele
não é presente”. “Ela não me nota, não me apoia”.
SEXUAL – nunca fui
à sua casa, mas uma coisa eu sei: falta sexo!
FINANCEIRO – não te
conheço, mas tenho certeza de que falta dinheiro.
IDIOTICE: “Vou
separar porque meu casamento falta muito!” E o que você esperava? Visão
infantilizada da vida!
AMOR – cobre uma
multidão de pecados – 1 Pedro 4.8
3 SOLUÇÃO? “FAÇAM TUDO O QUE ELE VOS
DISSER!”
AFEIÇÃO – Cantares.
Carinho, ternura, elogios, abraços e sexo.
ORDEM – Criação. O
que fazer, quando, onde, quem?
DEDICAÇÃO – Cruz.
Renúncia de si mesmo para o bem de todos. Adulto.
COMPROMISSO – Até
que a morte os separe. Com você mesmo que...
4 MILAGRE? SÓ SE ELE FOR CONVIDADO!
DEVOÇÃO DIÁRIA
CULTO FAMILIAR
DIÁRIO
CULTO SEMANAL NA
IGREJA
PG
ESCOLA ADVENTISTA,
CLUBE
MISSÃO
KIM e KRIKET
Pr.
Marcelo Augusto de Carvalho 22 de março de 2026 Artur Nogueira SP
Querido amigo!
O ano está passando
e muitas realizações já aconteceram.
Obrigado por todo o seu trabalho e resultados até aqui!
O MINISTÉRIO DA
CAPELANIA ESCOLAR está cada vez mais sendo estruturado como um DEPARTAMENTO
especializado da Igreja e fomos chamados para este tempo: deixar um legado de
trabalho para nosso consumo e para os que virão depois de nós.
Para isto
precisamos avançar na produção de nossas CAPELAS e como combinado, peço a você
que nos prepare 1 CAPELA com o seguinte TEMA:
ASPECTOS A
CONSIDERAR:
POWERPOINT – por
favor prepare o arquivo final em powerpoint pois este é o programa que todos
usamos, e este é o formato dos computadores das 95 capelas de nossa União.
NOTAS - Em cada
SLIDE coloque tudo o que é preciso ser falado nas ANOTAÇÕES.
IMAGENS – você pode
coletá-las no CANVA ou no GOOGLE IMAGENS. Se possível colete nestas plataformas
porque elas nos oferecem FREE e assim evitamos problemas com os DIREITOS
AUTORAIS.
TIPO DE IMAGEM –
podem ser de IA e podem ser REAIS, lembrando que excesso de beleza ou de
perfeição atrapalham a mensagem. Eu prefiro uma foto real de uma mãe abraçando
o filho do que uma foto perfeita de IA!
LEMBRETE – escreva
na tela do SLIDE apenas 1 frase para que lembremos o que deve ser dito, ou no
máximo 4 palavras empilhadas, que resumam os 4 tópicos a serem ditos aos que
assistem. Mas cuidado: informação de mais faz mal!
TEXTO BÍBLICO – tem
que ter, pois nossa argumentação é sempre na Palavra de Deus!
APLICAÇÃO – é
necessário contextualizar o assunto. Se conseguir coloque 1 ou duas ilustrações
que apliquem aos dias de hoje o assunto estudado.
VÍDEO – se tiver
(não é obrigatório) ADICIONE o vídeo ao SLIDE correspondente, e certifique-se
que o mesmo roda e funciona em qualquer computador, e
não somente no seu. Ou se preferir, deixe a tela no ESCURO e nas ANOTAÇÕES
deixe o LINK do YOUTUBE, que eu farei o DOWNLOAD para depois acrescentá-lo.
Bem, peço que me
envie no dia 15/06/2026 – APENAS NESSE DIA!
Grato e muito
sucesso ministrando à sua unidade escolar!